Agosto 26 2011

O Benfica volta a garantir lugar entre os grandes da Europa. Um lugar, pelo que se viu ontem, que lhe pertence de pleno direito. Uma exibição personalizada e dominadora sobre um adversário que tem demostrado ser, actualmente, a melhor equipa da Holanda. Uma vitória clara e um futebol atractivo. Tudo o que os Benfiquistas desejam ver regressar ao seu clube depois daquela época entusiástica e vitoriosa de Jorge Jesus.

E, aliás, curioso analisar reacção do numeroso público da Luz. Lentamente os, Benfiquistas vão voltando a acreditar na equipa e no seu treinador. Fazem-no, acompanhados os ensinamentos de S. Tome: ver para crer. Não é um público fácil, o do Benfica. Vive com entusiasmo o sucesso e com aparente alheamento o desaire. Precisa que a equipa puxe por ele e o convença. Precisa que o treinador prove, mais de uma vez, o merecimento da sua confiança. E isso que o tem vindo acontecer. Paulatinamente, com vitórias e exibições- como diria Jorge Jesus- com elevada nota artística, o Benfica está, de novo, a conquistar o seu público e pode, realmente, partir para uma época bem diferente da anterior.

Para já, a entrada na alta- roda do futebol europeu, que lhe dá acesso ao mundo milionário, garante alta vantagem financeira e alta vantagem desportiva. O Benfica repete presença na maior prova europeia de clubes, está elite das elites e essa presença assídua vai fazendo regressar ao Benfica o estimável património do prestígio internacional que muito teve, depois perdeu e, agora, volta a ter condições de conquistar.   

Autor: Vitor Serpa

Fonte: A Bola   

publicado por Benfica 73 às 19:03

Junho 09 2011

NUNO GOMES não é, de todo, um caso de ingratidão, mas um caso de inconciliável divergência. Um grande jogador e capitão, que chega a final de contrato com o seu clube. Para o Benfica (e para o seu treinador), é chegada a hora do jogador arrumar as botas e decidir-se por novas funções, de modo a poder continuar ligado ao futebol e ao clube; para o jogador, a decisão também estava tomada: continuar a jogar futebol, por mais uma época, e só depois pensar na reciclagem profissional.

Qual deles – clube ou jogador – tem razão? Têm ambos. O clube tem o direito e até o dever de agir em conformidade com o pensamento do seu treinador; o jogador tem o direito de se achar em condições de fazer mais uma época como profissional de futebol, mesmo que isso custe o divórcio com o clube onde cresceu e foi feliz.

Dizem as notícias que chegam do universo do jogador, que Nuno Gomes ficou desolado por estar de férias e ter ficado a saber o que o Benfica dele pretende, através de uma notícia de A Bola. Admito que Nuno Gomes tivesse gostado de ter tido uma conversa directa e clara, mesmo que essa conversa não mudasse o seu próximo destino. Não foi assim, mas as indicações deixadas por Jorge Jesus, na última época, já pareciam claras e o jogador não deve ter ficado muito surpreendido com esta decisão.

O Importante é que Nuno Gomes, jogando, ou não, mais uma época, se prepare para o seu futuro no futebol. É um daqueles profissionais cuja capacidade intelectual e humana não pode ser desperdiçada num universo que precisa, também ele, de se reciclar com uma nova geração mais apta.

Autor: Vítor Serpa

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 20:59

Novembro 26 2010

A CGTP e a UGT não podiam ficar mais contentes. No dia em que ambas as centrais sindicais decretaram, em conjunto, a greve geral no país, viram, com surpresa, os jogadores do Benfica aderirem, em Telavive, ao protesto nacional, numa greve de braços e pernas caídas, o que levou a uma total abstinência de golos, de futebol e, obviamente, de prestígio.

As consequências desportivas foram, de facto, devastadoras, numa exibição que não pode deixar de ser vista como ridícula e infantil. No entanto, o direito à greve é constitucional e a intenção da greve é mesmo a de provocar inevitáveis incómodos.

Será difícil recordar, no passado, uma greve com tamanho sucesso numa equipa de futebol. Fontes sindicais lançaram, mesmo, um número próximo dos cem por cento. A curiosidade está em que a entidade patronal nem sequer contrariou a grandeza desta adesão grevista. Terá sido, mesmo, a maior greve à competência, ao sentido de responsabilidade e à capacidade profissional, que alguma vez se viu na longa história do futebol do Benfica.

A greve deverá, também, ter apanhado de surpresa o treinador Jorge Jesus, que, ao longo da sua carreira, nunca terá sido tão pouco respeitado pelos seus jogadores. Foi, de resto, angustiante ver o treinador gesticular na linha lateral, como se estivesse à espera de um comboio que nunca passou.

Não menos surpreendido, terá ficado o presidente do clube e a administração da empresa, conhecida por SAD, que vê definhar, com a saída da Champions, uma importante fonte de receita do fundo desportivo europeu. Há, por isso, uma grande expectativa por conhecer, agora, a reacção patronal.

Autor: Vítor Serpa

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 18:04

Outubro 21 2010

CONFRANGEDOR ver o Benfica jogar, este ano, na Europa. Sem disciplina e sem chama. Sem critérios verdadeiramente profissionais de rigor, concentração e, pior de tudo, sem estímulos. Quem está de fora, obviamente que não pode entender o que verdadeiramente se passou para alterar, de uma vez, e tão radicalmente, a competência e a personalidade da equipa. Dir-se-á que mudaram jogadores influentes e que foram substituídos por quem, eventualmente, ainda deveria estar a estagiar, com as devidas cautelas de utilização apenas nos momentos mais indicados e que não estivessem sujeitos à pressão do resultado. Mas não foi apenas isso. Algo de muito importante terá mudado por dentro e que não se vê por fora. Jesus saberá, mas também ele parece ter perdido a genica do ano passado, não parecendo, sequer, irritar-se o suficiente quando David Luiz se acha o Pelé dos centrais mundiais e Carlos Martins, o Maradona dos centro-campistas.

De uma equipa que, no último ano, parecia capaz de recuperar a mística do velho Benfica personalizado e ganhador, a uma equipa que tende a copiar a história recente, triste e sem virtudes. O Benfica que antes deslumbrava, agora desilude. O Benfica que antes voltava a chamar a si a atenção da Europa, volta a cair no esquecimento próprio dos medíocres.

Alguém, dentro do Benfica, tem de ter noção e a consciência do que verdadeiramente se está a passar e de, pelo menos, dizer aos jogadores que o campeonato da época passada, ao contrário do que parece pensarem, não era um ponto de chegada, mas de partida. Ou seja: não era uma ponte para o passado, mas para o futuro.

Autor: Vítor Serpa

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 21:04

Outubro 19 2010

NUNO, que no futebol ganhou o nome do Gomes, que não é o seu, vai nos 34 anos, calça as chuteiras nos jogos considerados de menor pressão, sem, sequer, mostrar ressentimentos, mantendo uma atitude digna de capitão do Benfica.

Vai sendo, aliás, cada vez mais, um embaixador do clube, o homem em quem o Benfica pode confiar uma representação que não trai nem a dimensão nem a responsabilidade a que uma missão deste tipo obriga.

Nuno Gomes assumiu, ontem, que era chegado o tempo de anunciar que, no final da época, deixaria de jogar no Benfica. Disse-o com a clareza e a serenidade de quem sabe o que diz e o que faz. Ele é um dos casos em que o jogador de futebol se submete à dimensão do homem. Não há assim tantos, no futebol português, que nos permita desvalorizar, mais do que a atitude, consciente e sensata, a qualidade humana de pensar pela sua própria cabeça, fugindo a estigmas de comunicação em que, infelizmente, têm caído demasiados protagonistas do futebol.

Nuno gomes atingiu grande notoriedade na sua carreira de futebolista profissional. Teve épocas de altíssimo nível e nunca apagou a sua personalidade no brilho da estrela em que se tornou. Seria bom que, mesmo deixando de jogar, não deixasse o futebol, porque é o futebol que mais precisa de homens como Nuno Gomes, como Vítor Baía, como Pauleta. Não se pode exigir que todos eles estejam condenados a continuar no mundo desgastante e, por vezes, demasiado complexo do futebol, mas que alguns se mantenham e que possam render uma geração que, no seu todo, não foi muito feliz, por tanto apostarem na ideia de que os sucessos valem todos os preços da vida.

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:06

Outubro 05 2010

O FC Porto perdeu os seus primeiros pontos na Liga. Não é um drama. Guimarães não é um lugar fácil e se os portistas compararem com o seu mais directo rival, até podem considerar que ganharam um ponto. Admite-se, porém, que o desejo de ganhar todos os jogos explique alguma desorientação depois do golo do empate. Primeiro foi Fucile que deveria ter visto vermelho directo e viu segundo amarelo, condicionando a possibilidade da sua equipa vencer o jogo. Logo a seguir foi André Villas Boas que protestou e também foi mandado embora. Mais tarde, na zona de entrevistas rápidas, Villas Boas continuava alterado. Falou de um penalty invisível e de uma expulsão injusta, tentando aproveitar uma desajustada boleia na camioneta de queixas do Benfica.

Se a ideia foi, impor o seu mind game particular, na perspectiva de retirar força à pressão benfiquista, entende-se as suas declarações, mas se estava mesmo a falar a sério, tem de ter cuidado. Do penalty disse que foi claríssimo, embora tenha explicado que foram os seus jogadores que lhe disseram ter havido falta; da expulsão disse que foi injusta e o lance, tão evidente, passou-se mesmo à sua frente.

Nesta primeira intervenção após um jogo que o seu FC Porto não venceu, o que se ouviu foi preocupante. Villas Boas tem tudo para ter uma carreira se sucesso, mas, por muito sucesso que tenha, pelo caminho irá enfrentar muitas vitórias, alguns empates e umas quantas derrotas. É bom que saiba estar em qualquer uma das situações.

Autor: Vítor Serpa

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 17:28

Junho 15 2010

Para qualquer profissional de futebol, estar num Campeonato do Mundo é um privilégio, mas também uma enorme responsabilidade. Porque muito pesará, neles, o sonho de um país inteiro. Mais ainda quando se trata de um país sofredor e que acaba por ter no futebol a principal, mas obviamente insuficiente, razão de auto-estima e da capacidade colectiva de sucesso.

Eram outros, os tempos em que o orgulho da Pátria vinha das conquistas que fizeram História no mundo. Quando as frágeis caravelas enfrentavam os fortes mares e os nossos navegadores, quase todos eles sem nome na História, se obrigavam a passar além da dor, como escreveu Pessoa no seu imortal Mar Português.

É, afinal, em memória desses homens, cuja glória foi bem menor do que a coragem e a alma, que baptizámos de navegadores, aqueles, que cinco séculos depois, se defrontam com o desafio da História, nos mesmos lugares distantes em que os portugueses ganharam notoriedade e fama.

Não, não pretendemos, obviamente, comparar a dimensão dos feitos, nem a coragem física desses Heróis dos mares que, merecidamente, viriam a dar merecido nome ao Hino Nacional. Mas o futebol permite, mais pela emoção do que pela razão, comparações aparentemente incomparáveis. Porque de feitos nacionais se tratam, quando o sucesso desportivo da Selecção Nacional se espelha em grandes vitórias internacionais.

Ninguém tenha dúvidas. O futebol é, hoje em dia, muito mais do que um jogo. A África do Sul é disso, hoje, mesmo, o melhor e mais significativo dos exemplos. E por isso nele tanto se envolveu um líder histórico com a dimensão de Nelson Mandela. Porque ele entendeu a grandeza deste fenómeno que movimenta o mundo e entusiasma povos de todos os continentes.

Consideremos e observemos, pois, as inequívocas diferenças, mas Portugal está, hoje, envolvido neste enorme desafio global, que é o Campeonato do Mundo, e calhou-lhe, por destino ou bom prenúncio, ser a única selecção a jogar os seus três jogos da fase de qualificação, precisamente, em cidades junto ao mar, onde os portugueses passaram pela primeira vez e deixaram o exemplo da sua coragem e daquela grandeza de alma, que, como também escreveu Pessoa, tudo fez valer a pena.

É justo, pois, que os portugueses peçam à sua Selecção Nacional, a grandeza de alma e a nobreza de carácter e de espírito que retrate, cinco séculos depois, aqueles que por estas mesmas longínquas paragens souberam escrever algumas das mais gloriosas páginas da História do mundo.

Portugal começa, hoje, a sua participação no Campeonato do Mundo de futebol e a expectativa que a sua história recente gerou no mundo inteiro obriga e exige um total comprometimento com essa responsabilidade. Que cada um saiba assumi-la e merecê-la.

Sob arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda, as equipas devem alinhar no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth:

Costa do Marfim:
Boubacar Barry; Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiene; Yaya Touré, Eboué e Tioté; Kalou. Dindane e Doumbia.

Outros convocados: Zogbo, Yeboah, Angoua, Boka, Gohouri, Bamba, Gosso, Romaric, Kone, Gervinho, Keita e Drogba.

PORTUGAL: Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pedro Mendes, Deco e Raul Meireles; Cristiano Ronaldo, Danny e Liedson.

Outros convocados: Beto, Daniel Fernandes, Miguel, Rolando, Ricardo Costa, Duda, Pepe, Tiago, Miguel Veloso, Rúben Amorim, Simão e Hugo Almeida.

Autor: Vitor Serpa

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 10:51

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