MEIO tremeliques no último jogo desta fase, o Benfica prossegue na elite europeia e com o requinte de ter vencido o grupo de qualificação para os oitavos-de-final. O tal onde o Manchester United era favoritíssimo e se deu à bronca de ir borda fora, despromovido para a Liga Europa (para ninguém se rir em Manchester, igual rumo teve o City, líder do campeonato inglês!...; quem surge com forte sorriso europeu é o Chelsea de Villas Boas, por contraste com o seu fraquinho percurso (...)
O brilharete da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo de futebol sub-20 teve o condão de despertar muitas consciências sobre o tremendo desaproveitamento que os nossos clubes têm feito dos jovens futebolistas portugueses. Levo ror de anos a bater nesta importantíssima tecla, fico feliz por, enfim, se erguer vasto coro de vozes reclamando contra tal desperdício. A ver vamos se não se trata de fogo fátuo... Muito temo que dirigentes, treinadores (estes são os mais presos, sob (...)
DECERTO não houve coincidência nesta simultaneidade: o comando directivo do futebol benfiquista decidiu anular uma sua anterior decisão e o treinador mudou radicalmente de atitude, no discurso e, crê-se, não só nele. Ou seja: foi mandada às urtigas a directriz para ausência de adeptos do Benfica nos jogos em casa alheia (tão estapafúrdio ter sido aberta excepção exactamente para o jogo no Dragão!...); e, Jorge Jesus, enfim!, assumiu as suas responsabilidades por Benfica (...)
O primeiro problema do Benfica nesta temporada vem do final da anterior e chama-se… arrogância. Quem muito alto sobe ou se prepara a sério para ainda maiores dificuldades ou depressa dá grande trambolhão. O Benfica súbita e justamente campeão – após mais 4 anos de jejum e nem o 2.º lugar conseguindo – muito mal se preparou para voltar a sê-lo. Desde logo no plano mental: sucessivas tiradas de grandiloquência, garantias de que a hegemonia do futebol português regressava à (...)
MAL assinou contrato com o Benfica, Jorge Jesus foi categórico: com ele, a equipa iria jogar o dobro do que jogara na época anterior. Escrevi que isso nada teria de difícil; o dobro de nada, nada é; e o dobro de muito pouco não pode ser grande coisa… Na verdade, esse Benfica de Jesus jogou muitíssimo mais do que jogara o Benfica de Quique Flores, chegou a ser fulgurante e sagrou-se campeão nacional.
Agora é tempo de Jorge Jesus reconhecer que o actual Benfica não joga nem (...)
Os altos comandos do Benfica reagiram à bruta contra arbitragens que, no balanço das primeiras 4 jornadas, têm prejudicado o campeão nacional. E não ficaram por aí; amplificando ao máximo o protesto, varreram quase tudo: o secretário de Estado, a Liga – cujo recentíssimo novo presidente apoiaram -, até com ameaça de ausência na respectiva Taça (!), a Olivedesportos e, por tabela, para aí 13 clubes… pois é isso o que, financeiramente, ressalta do apelo aos adeptos (...)
CLARO que é cedíssimo para entrarmos no sempre especulativo exercício de previsões sobre o que poderá ser a luta de topo no futebol português da próxima temporada. Tudo o que é essencial está por colocar no palco da futurologia: balanço de perdas e ganhos entre os jogadores que saem e os que entram (estes, aliás, quase todos, suscitando problemática perspectiva do seu rendimento a curto/ médio prazo). Mas quase certeza assumo: o Benfica terá muito mais dificuldade do que teve (...)