Novembro 03 2015

capture-20151103-103630.png

publicado por Benfica 73 às 12:04

Setembro 11 2015

A ‘Seixalização’ do Benfica está em definitivo na agenda dos encarnados. Nelson Semedo veio para ficar, Victor Andrade já experimentou a titularidade, e esta noite há a possibilidade de ser Gonçalo Guedes a entrar de início. Nuno Santos aparece pela primeira vez numa convocatória e nos corredores da Luz existe a convicção de que em breve chegará a hora de Renato Sanches e João Carvalho.

Está instalada uma nova ordem no futebol das águias. A aposta na formação não era um capricho e muito menos uma promessa daquelas que se esquecem rapidamente. O assunto fazia mesmo parte de um plano estratégico – e aí estão, já lançadas, as bases daquilo que Luís Filipe Vieira idealizou. Se é este ou não o caminho certo, só o tempo o dirá. Mas não faz sentido condenar, logo à partida, o projeto que visa construir uma equipa mais jovem, mais portuguesa e com mais formação. O cenário pode ser demasiado romântico e, na prática, até acabar por não funcionar. Ou demorar alguns anos a dar frutos – sabendo-se, como disse Toni, que no Benfica "não há tempo para pedir tempo". Por isso é que estes processos têm de ser aceites, acarinhados e suportados pelos mais experientes. É quase tão importante, nesta fase, o papel de Rui Vitória quanto os de Luisão, Júlio César, Jonas ou mesmo Gaitán.

A questão essencial é saber se há ou não qualidade de base. E isso é o que iremos perceber nos próximos anos. Gonçalo Guedes e Nélson Semedo, entre outros, têm a oportunidade de ser o futuro do Benfica. Coisa de que Yannick Djaló, Bebé, Luisinho, Michel, Djavan ou Bruno Cortez não foram capazes. Essas, sim, foram apostas falhadas. E tempo perdido.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 11:00

Setembro 23 2011

Paulo Bento não tem sorte nenhuma. A lesão de Hugo Almeida representa a perda da melhor opção que o selecionador tinha para lançar nos combates decisivos de outubro. Pudesse ele convocar Cardozo, Hulk ou Wolfswinkel e não haveria motivo para alarme. Assim, convenhamos, é capaz de haver. Ok, o avançado do Besiktas nem sequer tem sido a primeira escolha para o ataque nacional. É verdade. Mas, com Postiga em fase de adaptação a uma nova realidade (e sabe-se o que tem sido a realidade de Postiga fora do campeonato português…), é legítimo considerar que o futebol mais robusto de Hugo Almeida pudesse vir a constituir solução aconselhável para a intensidade dos duelos físicos com islandeses e dinamarqueses. E há um “detalhezinho” (registo estatístico) que escapa ao adepto comum, mas que não falhará, acredito, a Paulo Bento. Nos seis jogos oficiais que realizou esta temporada, Almeida fez sete golos. Nos sete jogos oficiais que realizou esta temporada, Postiga apontou um golo (ao Luxemburgo). Como não é de Matemática que aqui falamos, os números não querem dizer tudo. Mas, que raio!, devem querer dizer alguma coisa.

Paulo Bento tem muita sorte. Mesmo que, por absurdo, todos os pontas-de-lança viessem a ficar indisponíveis para os dois próximos jogos, o selecionador ainda teria CR – a mais extraordinária máquina de golos do Século 21. Então e quem jogaria nas alas? Fácil. Na direita, Nani. Na esquerda, até poderia escolher o leitor: Coentrão, Danny ou Varela.

Paulo Bento merece a sorte que tem. Chamou Nuno Gomes para o último jogo particular e houve quem achasse que se tratava de uma provocação gratuita ao Benfica. Quando o 21 do Braga saltou do banco na última jornada para bisar em poucos minutos, Bento terá pensado: “Oxalá este não se lesione.”

Autor: NUNO FARINHA

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:00

Janeiro 27 2011

1. O longo período de silêncio a que Pinto da Costa foi forçado, em cumprimento do regulamento disciplinar, ter-lhe-á sido fatal. Já se desconfiava há algum tempo que o presidente do FC Porto perdera a capacidade de surpreender, especialmente no que diz respeito a uma qualidade que tantos lhes apreciaram durante anos, ou até décadas: a ironia. Este início de 2011 confirma que PC perdeu a forma e, se calhar, o jeito para fazer graçolas. Dois exemplos: a deselegância que mostrou para com o Pinhalnovense no final do FC Porto-Marítimo e, mais desastroso ainda, a recente referência ao árbitro Elmano Santos. No primeiro caso, PC falava aos jornalistas e discorria sobre a vitória por 4-1 frente aos madeirenses. O objetivo era, ou devia ser, lembrar que a equipa continuava bem e que tinha feito uma excelente exibição, reagindo assim da melhor forma à inesperada derrota com o Nacional. Mas como Jorge Jesus havia dito, na véspera, que a pressão iria aumentar para os dragões, a ironia do presidente ficou assim: “Estamos muito desestabilizados… Aliás, não se notou hoje? É uma pressão negativa. Estávamos todos a tremer, cheios de medo e nem sequer fizemos golos bonitos. Aliás, nem sei o que vai acontecer com o Pinhalnovense, porque a equipa está muito nervosa.” Infeliz e desrespeitoso. Não havia necessidade. Pior foi esta semana quando Pinto da Costa, para rejeitar o alegado interesse em Salvio, afirmou: “Não estou interessado nesse jogador. Para quê? Se calhar do Benfica o único que nos interessava era o Elmano Santos.” Ora, por razões processuais, essa era precisamente a piada que PC não devia ter feito.

2. Antes de resolver o dossiê mais importante de todos – direitos televisivos – Luís Filipe Vieira tem outra prioridade: David Luiz. O negócio do central é tentador, mas tem um risco grande: não existindo no plantel do Benfica uma alternativa de valor sequer aproximado, Jorge Jesus sentirá inevitavelmente a perda de um dos pilares em que assentou o crescimento das águias nas duas últimas épocas. Que terá de sair, agora ou mais tarde, é uma evidência. Sair antes de ser encontrado o sucessor, isso é que não. O Benfica pode jogar com um “Luisão” e um “David Luiz”. Não pode é jogar com dois “Luisões”. E Jardel é um “Luisão”.

3. A possível candidatura de Rogério Alves à liderança do Sporting deve ser acompanhada com atenção. Trata-se de alguém que não vive de negócios ou esquemas, que nunca esteve envolvido em casos duvidosos e que atingiu prestígio na sociedade civil. No Sporting, mesmo sem nunca ter desempenhado quaisquer cargos executivos, já foi decisivo em momentos difíceis, quando ajudou a congregar, unir e a fazer pontes entre as diversas fações que entre si guerreiam e fragilizam o clube. Só por isto já devia ser considerado um “presidenciável” de peso. Mas mais ainda porque, até ver, nenhum outro esboço de candidatura possui a credibilidade que Rogério Alves tem junto da bancada do Sporting. A questão que falta saber é se ele entendeu que está na hora de se chegar à frente e de assumir na prática aquilo que apenas tem feito do lado de fora.

Autor: NUNO FARINHA

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 23:50

Janeiro 13 2011

A saída de Di María continua a ser uma indisfarçável pedra no sapato dos responsáveis do Benfica. Seis meses depois da partida do argentino para Madrid, não é ainda possível perceber de que forma irá Jesus resolver os (des)equilíbrios – ofensivos e defensivos – a partir do lado esquerdo. Vamos por partes. Gaitán foi a primeira solução identificada para eliminar o problema que iria nascer com a venda do “abre-latas” ao Real de José Mourinho. Não houve qualquer dúvida em assumir que o esquerdino encontrado na Bombonera chegava para cumprir exatamente o mesmo papel que estava entregue a Di María. Mas também não foi preciso esperar muito tempo para se perceber que, afinal, se tratavam de jogadores com características muito distintas. Di María rompe por qualquer lado e desequilibra um jogo numa ação de 1x1, é velocíssimo, tem passada larga, chega à linha de fundo três, quatro, cinco, seis vezes durante os 90 minutos. Gaitán é feito de outra matéria. Menos explosivo, mais fino, prefere a bola no pé e tem tendência natural para pisar terreno interior. Não é preciso ser treinador de futebol ou agente FIFA para chegar à conclusão que Gaitán se sente mais confortável como falso avançado ou mesmo playmaker. Quem joga na esquerda, tem a esquerda. Quem joga no meio, tem o campo todo. Foi sempre assim. E há quem precise de liberdade e raio de ação largo para poder explodir. Está aqui um desses casos.

Houve outras soluções pensadas e testadas para o lugar. Fábio Coentrão, por exemplo. Ainda se estava no verão e já Jesus, antecipando um quadro de dúvidas, dava voltas à cabeça para conseguir clonar o Benfica da última época. Coentrão teria capacidade para assumir a substituição de Di María? Aparentemente, sim. Na prática, não. Está lá a velocidade, provavelmente até mais, mas falta o drible em espaço curto para ultrapassar blocos baixos e linhas demasiado juntas. Ainda fez a posição em meia dúzia de jogos, mas rapidamente voltou à defesa. Mais uma carta fora do baralho.

Acabou por ser Gaitán a assumir a responsabilidade de criação pelo lado esquerdo durante a maior parte do tempo. Melhorou, foi crescendo até dezembro e terminou o ano em plano muito razoável. Só que a decisão de procurar um ala puro já estava tomada desde que se percebeu o erro de casting em que Jesus caíra. Por isso a chegada esta semana a Lisboa de José Luis Fernández. Mais um argentino, mais um esquerdino, mais um candidato a herdeiro de Di María. Se os observadores do Benfica acertaram, desta vez, com o perfil, então, sim, a equipa terá outras condições para evoluir e aproximar-se do seu figurino anterior – ganhando imprevisibilidade e largura que não tinha naquele lado. Em teoria será isto e, visto assim, é tudo fácil. O difícil é Fernández suportar, também ele, o peso de quem sucede a um dos melhores jogadores da atualidade.

Di María demorou três anos a fazer esquecer Simão Sabrosa. Custou, mas foi. Passaram apenas seis meses e sucedem-se os candidatos a fazer esquecer… Di María. Já foi Coentrão, já foi Gaitán e agora é Fernández. Nolito vem já a seguir.

Autor: NUNO FARINHA

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:14

Dezembro 04 2010

A exibição do Benfica foi pobrezinha. Diria até que o campeão nacional já perdeu alguns jogos esta época actuando a um nível superior ao que registou ontem, na Luz, frente ao Olhanense. Mas no meio daquela mediania há um facto que deve servir para animar os adeptos encarnados: Cardozo e Saviola, juntos, são mesmo dinamite!

Não é que o atraso do Benfica na Liga decorra da prolongada ausência, por lesão, do goleador paraguaio. Na realidade, sem Cardozo, o Benfica apenas perdeu no Estádio do Dragão. Para além desse, venceu todos os jogos que realizou sem o seu avançado mais eficaz. Mas há uma outra realidade que entra pelos olhos: Kardec faz diminuir o peso de Saviola na equipa; enquanto Tacuara contribui exactamente para o contrário. E foi aí que esteve a principal diferença nos últimos dois jogos: no poder de fogo e na facilidade com que esta dupla foi capaz de recuperar a memória de 2009/10.

Na última jornada, em Aveiro, já tinham sido eles os goleadores de serviço. Contra o Olhanense voltou a dupla maravilha a fazer estragos e a carimbar a 9.ª vitória na prova (é a única equipa sem empates). Em noite de desacerto generalizado valeu, portanto, a inspiração do ataque e… os dois guarda-redes em campo: Roberto pela positiva e Moretto pelo frango com penas que permitiu aos encarnados desatarem um nó que já começava a apertar. Foi esse mesmo frango, de resto, que permitiu a Cardozo igualar Mats Magnusson como melhor marcador estrangeiro ao serviço do Benfica: 84 golos! A continuar a este ritmo nem parece muito arriscado calcular que possa chegar ao centenário algures entre o Carnaval e a Páscoa.

Uma palavra final para a contabilidade de que Jorge Jesus evocou na conferência de imprensa: com as mesmas 13 jornadas disputadas, os encarnados somam apenas menos três pontos (27) do que na época passada (30). Se não tivesse ido confirmar, garanto que não acreditava. É mesmo verdade.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 14:34

Novembro 29 2010

De um lado o Barcelona e o seu jogo de PlayStation, rendilhado, artístico, com Messi, Xavi e Iniesta ao comando. Do outro o Real Madrid, mais forte e agressivo do que nunca. Cristiano Ronaldo, como dizem os espanhóis, está um touro. Di María parece um Fórmula 1. Um estádio em brasa, liderança do campeonato em discussão, duas propostas de jogo completamente distintas. Um treinador apaixonado pela estética, o outro pela eficácia. Uma rivalidade poderosa, que pisa o limiar do ódio e atinge o estado máximo de excitação durante 90 minutos. Desde o dia em que as bolinhas andaram à roda para ditar o calendário da Liga espanhola, que o mundo do futebol reservou a data na agenda: 29 de novembro. Durou uma eternidade, mas, felizmente, é já amanhã.

Se o futebol fosse uma ciência exata até daria para antecipar o que vai acontecer neste Barça-Real, elevando-o para uma dimensão nunca antes vista – em tese facilmente suportada pelo assustador momento de forma que os dois porta-aviões atravessam. No campeonato estão separados por um ponto e têm um registo de golos quase gémeo. Na Liga dos Campeões acabam de confirmar o primeiro lugar nos respetivos grupos e consequente qualificação para os “oitavos”. Messi marca um e CR responde. CR marca dois e Messi faz o mesmo. E andam nisto há semanas, como se a caminhada não passasse, afinal, de uma longa série de sessões preparatórias com o único objetivo de afinar as máquinas para a grande noite.

Como estamos na presença das duas melhores equipas da atualidade, dos dois melhores jogadores e, possivelmente, dos dois melhores treinadores, então o espetáculo promete transformar-se numa coisa memorável. É isto que o bom senso obriga a pensar. Mas será mesmo assim? Era bom, mas infelizmente o mais provável é que não seja. Até é provável que Guardiola e Mourinho tenham projetado a evolução das suas equipas a pensar num pico de forma para esta fase da época (a julgar pela amostra, é bem capaz de ser verdade), só que, na ótica do adepto que tem a expectativa de assistir a um espetáculo sublime, há aqui um empecilho: é que a prática desfaz qualquer teoria, por melhor que ela seja.

Messi é o inimigo público número 1? Então terá marcação individual semelhante à que foi sujeito frente ao Inter de Mourinho. Ronaldo é um diabo à solta? Então será fechado à chave, algures numa sala do Camp Nou, entre Puyol, Piqué e o amigo Busquets. Se a ideia for travá-los pelo “civil ou pelo criminal” – como defendia em abril o diretor da “Marca”, referindo-se ao argentino –, metade do jogo já fica estragado. O que sobra? Um Barça de iniciativa, como exige a sua matriz, e um adversário que seguramente terá uma surpresa guardada para a hora certa. Especula-se sobre a entrada de mais um médio (Lass?) para a saída de um criativo (Ozil?). É possível. Os primeiros 20 minutos valem meio jogo. Caso o Real consiga, nesse período, sentir-se confortável em atmosfera hostil, dificilmente será derrotado. Mas, pelo contrário, se isso não acontecer e se Messi for capaz de enganar os guardas prisionais, então também é muito possível que Mourinho sofra ali, na Catalunha, a sua primeira derrota pelo Real Madrid. Tudo teorias, porque a única certeza é que amanhã haverá um choque de dois mundos.

Autor: NUNO FARINHA
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 02:33

Novembro 15 2010

Mais ou menos à mesma hora em que Luís Filipe Vieira garantia, na Nazaré, que Jorge Jesus não estava “a prazo” no Benfica, um grupo de adeptos “encontrava-se” com o treinador no Seixal para uma inédita conversa em pleno treino.

Desta vez quem exigia ser ouvido já não eram apenas os 2 ou 3 sócios que foram ao aeroporto mostrar indignação no dia da partida para Angola. Ontem, em dia de sessão à porta fechada, 100 benfiquistas entraram pelo centro de estágio e chegaram ao local onde a equipa trabalhava. Falaram com Jesus, com os jogadores e abandonaram tranquilamente as instalações depois de terem “desabafado”. “Não houve interrupção nenhuma. Cinquenta pessoas quiseram assistir à parte final do treino, Jorge Jesus autorizou e depois falaram com ele”, explicou João Gabriel, diretor de comunicação.

Não se compreende a forma como o Benfica pretende transformar esta “romaria” ao Seixal numa situação de absoluta normalidade, como se tal fosse possível. Nunca 100 adeptos foram ao Seixal tentar assistir a um treino que supostamente deveria realizar-se à porta fechada (em véspera de jogo). E se foram, não entraram. E se entraram, não falaram com treinadores nem jogadores. O Benfica admite que o seu treinador consentiu que os adeptos – a maior parte deles ligados à claque No Name Boys – assistissem ao treino, mas essa versão, oficial, acaba até por ser um precedente perigoso que fica aberto, porque daqui em diante será mais complicado deixar à porta sócios que pretendam igualmente sentar-se nas bancadas do Caixa Futebol Campus.

De que pode resultar, afinal, este desencanto corporizado na inesperada visita de ontem? A goleada no Dragão, por mais humilhante que tenha sido, justifica este sinal de descontentamento ou os 5-0 terão sido apenas a gota de água que faltava para fazer transbordar o copo? Há um ano, com o Benfica a ganhar, Jesus podia mandar um adepto calar-se (e chegou a mandar mesmo) durante um treino. Hoje, pelo que se vê, a situação ameaça perigosamente inverter-se. O treinador deixou de ser intocável e só os resultados podem devolver-lhe o crédito – por mais votos de confiança que receba do presidente.

Os últimos tempos têm sido um calvário para JJ, mas ele também tem feito por isso. Um treinador responsável não pode chegar a novembro ainda a lamentar a perda de dois jogadores vendidos no Verão, como se os outros – os que ficaram e os que entraram – só servissem para fazer número. Nem pode passar os dias a chorar a ausência de Cardozo e esperar que Kardec ou Saviola finjam que não ouviram nada. Jesus gosta de desafiar os jornalistas e tratá-los de forma altiva, assim ao estilo “vejam lá se aprendem um bocadinho comigo, porque o catedrático sou eu e vocês não percebem nada disto”.

Em entrevista à SIC, em março, quando o Benfica estava a um passo de conquistar o título, Vieira, mais do que um Jesus, via quase um Deus à sua frente: “Todos os dias falo com ele, seja à meia-noite ou às duas da manhã. Uma das últimas contratações surgiu após uma conversa telefónica mantida à uma e meia da manhã. Ele irá ficar muitos anos no Benfica.” É a velha história do amor: é eterno enquanto dura.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:23

Outubro 20 2010

O treinador do Benfica é, por natureza, um homem confiante, mas também já se percebeu que é capaz de ser prudente. Na última época, por exemplo, quando os adeptos encarnados já não admitiam que o título escapasse, mesmo faltando cinco ou seis para terminar a Liga, Jesus soube ser sempre um importante ponto de equilíbrio no estado emocional do universo benfiquista, pondo várias vezes um travão na euforia. Aliás, admitiu que só se sentiu campeão quando Cardozo fez o 2-1 frente ao Rio Ave na última jornada. Agora, com a equipa distante do fulgor da temporada anterior, aí está Jesus em sentido inverso, garantindo que poucas equipas (no Mundo!) são capazes de jogar como o Benfica. Não é para rir: é arte motivacional.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 18:12

Agosto 29 2010

”Sei bem por que despedem treinadores: porque perdem. Só não percebo porque os contratam. É um mistério tão grande como o da Coca-Cola”. Juan Manuel Lillo, treinador do Almería, é um colecionador de pérolas deste género e uma das figuras mais fascinantes do futebol espanhol. Vive num estilo desalinhado, nunca passou por clubes de topo, mas há quem garanta que é apenas uma questão de tempo. O mistério que Lillo compara à Coca-Cola é uma realidade que não distingue competência. Ainda há pouco mais de um ano o Benfica despediu aquele que é hoje um dos treinadores da moda – Quique Sánchez Flores.

Nunca se percebeu muito bem durante a sua passagem por Portugal se Quique era ou não o tal “mestre” que tinha deixado tão boa impressão no Valencia. Anunciava-se a chegada de um metodólogo de fina qualidade, que viria implementar na Luz processos de treino vanguardistas e enquadrar as águias, a este nível, na primeira divisão europeia. Era essa a grande promessa e, ainda por cima, vivia-se o tempo do revolucionário LORD – Laboratório de Otimização do Rendimento Desportivo, à medida de estudiosos e apreciadores de uma linha mais científica. O desenho parecia compor-se na perfeição para aquele treinador simpático e afável, que adorava falar de futebol na altura em que ainda existiam conferências de imprensa no Seixal.

O Benfica de Quique prometeu muito, mas na verdade nunca chegou a ser brilhante. Pelo contrário, era mais enfadonho do que entusiasmante. Ainda foram semeadas ideias interessantes e os adeptos mais atentos lembram com facilidade a semana em que os encarnados derrotaram, no espaço de cinco dias, Nápoles e Sporting, ambos pelo mesmo resultado (2-0). À distância dá para recordar que o modelo de jogo pretendido pelo espanhol estava acima de tudo. Primeiro o molde, depois o resto. Miguel Vítor fazia dupla com Sidnei; Jorge Ribeiro era o titular no lado esquerdo da defesa, Yebda mandava no centro e Nuno Gomes marcava golos. Parece que foi há uma eternidade, mas não: foi no final de 2008.

Faltou paciência na Luz para um treinador que talvez merecesse mais tempo e outras oportunidades, mesmo considerando que cometeu erros de avaliação e se precipitou nalgumas decisões que resultaram em verdadeiros desastres (Balboa é um exemplo). Pior do que tudo: demorou uma eternidade a entender que o futebol português é como é e não como nós gostaríamos que fosse. É possível criticar Quique por ter deixado Cardozo no banco ou posto Aimar a jogar longe da sua posição natural. É possível criticar a ausência de um plano B para o futebol dos encarnados, razão porque o Benfica jogava da mesma forma contra todos os adversários, fossem eles o poderoso FC Porto ou o modesto Trofense. É possível pegarmos por onde quisermos.

O problema para a coleção de inimigos que deixou em Portugal é que Quique Flores está hoje entre aqueles cujo valor não se discute, depois de ter pegado nos cacos do Atlético Madrid para fazer o que parecia impossível: vitória na Liga Europa, finalista da Taça do Rei e vencedor da Supertaça Europeia, com uma lição tática ao Inter que durou do primeiro ao último minuto. O futebol tem destas coisas, felizmente.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 22:33

Agosto 28 2010

O mais provável é que Jesus volte a apostar em Roberto para o jogo com o Vitória de Setúbal. Só que, dadas as circunstancias, isso já não se trata propriamente de um aposta: é um risco. Se hoje à noite for, realmente, o espanhol a ocupar a baliza, não é apenas Roberto que estará em avaliação, porque também o treinador do Benfica passa a ser o centro de todas as análises dos adeptos encarnados. E o “exame” acontece precisamente no momento mais difícil que JJ já conheceu desde que chegou à Luz – com quatro derrotas consecutivas (se incluirmos a Eusébio Cup), coisa que a turba, há poucos meses, julgava impossível.

 

Roberto esgotou a sua margem de erro em tempo record e Jesus já lhe concedeu hipóteses que talvez outros não tivessem. A imagem que ainda hoje se guarda do guarda-redes na parte final do último jogo, na Madeira, é a de um homem à beira de um ataque de nervos, incapaz de encontrar explicações. A do treinador não é muito diferente, se quisermos recordar o momento em que, no meio do caos, JJ levou as mãos à cabeça para depois se agarrar ao banco de suplentes.

 

O preferido dos adeptos, Moreira, nem foi convocado. Restam Júlio César e Roberto. A escolha será entre o guarda-redes que Jesus levou para a Luz e outro que alguém encontrou nas sobras do Atlético de Madrid. Talvez jogue aquele que custou uma fortuna.

 

Por falar em Atlético, os ventos continuam a soprar a favor de Quique Flores. O despedimento da Luz não lhe trouxe grandes problemas: para além da indemnização choruda que levou de Lisboa (e de uma namorada encantadora!), o técnico reencontrou-se com os dias de glória. Foi escolhido para encabeçar a recuperação desportiva dos colchoneros e, em poucos meses, conquistou a Liga Europa e a Supertaça Europeia, agora com uma vitória categórica sobre o Inter. Ainda consegue dar a braçadeira de capitão a Simão e pôr Reyes a jogar de memória. Que bem se entendem Atlético e Benfica!

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 15:05

Julho 14 2010

No dia em que realizou o terceiro dos dez jogos da pré-temporada, o Benfica mostrou que, afinal, o melhor reforço para 2010/11 é capaz de não ser Gaitán, nem Jara e muito menos Roberto. Já havia sinais de que andava por ali um “monstro” meio escondido, com futebol e maturidade suficientes para obrigar Jorge Jesus a dar algumas voltas à cabeça no momento em que começasse a preparar o núcleo duro da nova época.

 

Andam todos com as pernas pesadas (as tareias físicas nesta altura costumam ser fortes), é preciso recuperar os automatismos que ficaram, algures, perdidos nas férias e, pelo meio de treinos sem fim, o Benfica encerrou ontem o ciclo de particulares no estágio da Suíça. Os olhos dos adeptos caem sempre em cima das novidades. Este ano há uma lupa em cima de Gaitán para perceber o que se perde e o que se ganha em relação a Di María; outra para descobrir as sete diferenças entre Jara e Saviola e ainda mais uma entender por que há guarda-redes que custam mais dinheiro do que um 10 que se chama Pablo César Aimar Giordano.

 

Só que na ânsia de avaliar os novos existe o perigo de um seminovo passar despercebido. E ontem, na vitória folgada frente ao Aris Salónica (voltaram as goleadas?), qualquer semelhança entre o Benfica campeão nacional e o que agora prepara o regresso à competição só se notou quando Jesus deu ordem para que o polvo Airton saltasse lá para dentro. Acabaram-se as saídas dos gregos para o ataque porque as bolas passaram a cair todas naquele alçapão. Podia ser só um amigável, daqueles em que os jogadores nem festejam os golos, mas a atitude e o acerto do brasileiro pareciam próprios de uma final da Liga dos Campeões. Geralmente, é assim que se começa a conquistar alguma coisa.

 

Javi Garcia ainda apresenta duas velocidades abaixo e só tem desculpa porque é provável que a vitória de Espanha no Mundial o tenha deixado na Lua. Que volte depressa, porque se não é capaz de ter uma má surpresa quando chegar cá abaixo.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:07

Maio 30 2010

A determinação de Luís Filipe Vieira em vender as pérolas do Benfica apenas quando as ofertas baterem o valor das cláusulas de rescisão acabará por definir, em larga escala, a composição do plantel dos encarnados em 2010/11. Se a palavra for mantida até ao fim e não houver a mínima cedência, é possível até antecipar que, de todos os craques que já foram apontados a alguns dos maiores clubes europeus, Jorge Jesus apenas irá perder um: Di María.

O caso de extremo argentino é um sucesso absoluto e tem múltiplos factores a seu favor: para além da notável época que realizou, é indiscutível na selecção de Maradona, tem 22 anos e características… que se pagam a peso de ouro. Por isso, o valor da cláusula de saída de Di María está dentro dos parâmetros que actualmente regem o mercado de transferências. Tem como destino mais provável o Real Madrid e até já recebeu uma discreta bênção de José Mourinho: “Se me disserem que podemos contratá-lo a um preço acessível, digo já para arriscarem. Mas se o preço for exorbitante, então digo que não”. Ora, se Mourinho entender, realmente, que os 40 milhões exigidos por Vieira constituem uma exorbitância, não será por isso que o Benfica deixará de vender o jogador. Há interessados em Inglaterra (e até mesmo outros em Espanha…) capazes de assegurar esse negócio, que será o maior de sempre a envolver um clube português.

Mas é altamente provável que fiquem por aqui os milhões encaixados pelos encarnados. Por uma razão simples: o valor das restantes cláusulas de rescisão dificilmente será aceite por qualquer gigante europeu. Algumas são mesmo irrealistas. Vieira não admite receber jogadores em troca para completar as verbas exigidas e o mercado do futebol, também em fase de abrandamento, não deve suportar os 50 milhões pedidos por David Luiz e muito menos os 60 milhões por Cardozo. No caso do paraguaio, o presidente encarnado foi hábil no recuo, quando admitiu vender um atleta por valor inferior ao estabelecido (sem ter confirmado o nome, parece óbvio que se referiu ao melhor marcador da Liga). Mas se o Barcelona acaba de pagar 40 milhões ao Valencia por David Villa (até ao momento, a principal transferência de 2010), é provável que, no caso de Cardozo, Luís Filipe Vieira tenha de fazer um desconto de 50%! Pelo menos.

David Luiz é um caso diferente: já está entre os melhores centrais do Mundo, tem 23 anos e ainda uma interessante margem de progressão. O que falta, então, para que alguém pague os 50 milhões? Chegar à selecção brasileira (o que até esteve muito perto de acontecer quando, no final de 2009, Luisão foi operado a uma apendicite e faltou à chamada do escrete…). E falta ainda outra coisa: alguém perder a cabeça, porque 50 milhões de euros por um central seria, para além de um recorde, autentica loucura em época de crise.

Das duas, uma: ou Vieira estende a outros a medida tomada em relação a Cardozo, ou o mais provável é Di María ser a única baixa no onze que se sagrou campeão nacional (para além de Quim, claro). Isto é: o que pode ser uma excelente notícia para os adeptos do clube também pode, ao mesmo tempo, transformar-se numa enorme desilusão para quem toma conta das finanças da Luz. Porque nunca se tinha sonhado com tanto cifrão.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 11:08

Maio 11 2010

O Campeão Nacional contou com jogadores a um nível altíssimo. Mas nenhum brilhou tanto como o treinador

 

Se fosse preciso eleger a maior figura na caminhada das águias rumo ao 32.º título de campeão, é difícil acreditar que algum sócio ou adepto dos encarnados, ou mesmo de algum clube rival, não pensasse imediatamente em Jorge Jesus. Brilhante a temporada de Di María, fantástica a de Cardozo, assombrosa a de David Luiz. Nada disto se discute. Mas quem conseguiria imaginar a que nível teriam estado estes jogadores sem o “arquitecto” do melhor Benfica dos últimos 20 anos?

Jesus revelou uma precisão cirúrgica, ao longo da época, sempre que decidiu arriscar previsões sobre o resultado do jogo seguinte ou, até, sobre a forma como esse desafio iria decorrer. Chegava a parecer premonitório. E nesse aspecto terá feito, a meio da temporada, a declaração mais ousada. “O Benfica vai fazer uma segunda volta ainda melhor do que a primeira”.

Ora, se a primeira metade da Liga já tinha sido “super” (36 pontos em 45 possíveis), como é que JJ poderia garantir eficácia ainda mais elevada? Voltou a cumprir, uma vez mais. O Benfica somou 40 pontos (!) entre a 16.ª e 30.ª jornada – correspondentes a 13 vitórias, um empate (Setúbal) e uma derrota (Dragão). Brilhante.

Cinco anos depois, as ruas, praças e avenidas (as tais que estavam sob “reserva” há algum tempo) voltaram a encher-se de adeptos encarnados, mas agora no culminar de um percurso que não tem comparação com o de 2005. O “outro” Benfica terá sido o campeão possível, enquanto este fez coisas que pareciam… impossíveis. Desta vez não faltaram bons motivos para festejar.

Foi pena que, na hora da derrota, Domingos Paciência tivesse sido traído pela desilusão que não conseguiu disfarçar. O tempo que ontem gastou a dizer que “o Benfica passou um terço do campeonato a jogar contra 10” teria sido melhor aproveitado se tivesse optado, antes, por elogiar o notável desempenho dos seus jogadores. O Braga foi muito bom, mas o Benfica foi ainda melhor. Justíssimo campeão.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 16:59

Abril 24 2010

Encarnados podem conseguir hoje a 23.ª vitória na Liga e a 10.ª consecutiva. São realmente estatísticas… À CAMPEÃO

 

Serão perto de 65 mil pessoas esta noite, no Estádio da Luz, à espera de uma noite que – a acontecer – deixa o Benfica à distância de um ponto do título. Á uma semana, em Coimbra, já deu para sentir o cheiro no ar: a maré vermelha segue imparável, a equipa continua a impressionante cavalgada de golos, vitórias e pontos e, por tudo isto, a conquista do campeonato está cada vez mais perto.

Se somar frente ao Olhanense a 23.ª vitória na Liga (10.ª consecutiva!) é possível que, pela noite dentro, já se vejam festejos “à campeão”, na expectativa até de um eventual deslize do Braga, na Figueira da Foz, que arrumaria de vez com a questão.

Os adeptos não vivem um momento semelhante desde 2005, o ano de Trapattoni. É essa euforia que estará prestes a romper de novo, ainda que, desta vez, assente numa brilhante campanha que pode culminar num triunfo final indiscutivelmente mais justo. Para além de todas as virtudes técnicas, Jorge Jesus merece ver destacado o mérito suplementar de saber dosear exaltações, gerir ansiedades e manter toda a gente com os pés firmemente assentes no chão, recusando perigosas vitórias antecipadas.

Ainda ontem o treinador lembrava, e bem, as dificuldades que este Olhanense conseguiu criar a FC Porto e Sporting quando de deslocou ao Dragão e a Alvalade, para além do empate que impôs ao Benfica na primeira volta (2-2). Por isso, é provável que, na hora da palestra, Jesus exija aos seus jogadores respeito pelo valoroso adversário, que, ainda por cima, continua a precisar de pontos para garantir a permanência na primeira Liga (objectivo, já agora, que bem merece ver concretizado).

O “problema” de Jorge Costa é que a águia está mesmo com pressa de voar para a grande festa. E a realidade é que as contas ainda só não estão encerradas porque o Sp. Braga, esse “teimoso”, vem conseguindo prolongar o suspense muito para lá da sua obrigação. Até quando irá resistir?

 

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 12:34

BENFICA 73
contador grátis
Fevereiro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


comentários recentes
Do You Need A Loan To Consolidate Your Debt At 1.0...
Here is a good news for those interested. There is...
Viva o BenficaSaudações de UMA TETRA
O apoio financeiro a indivíduosOlá,Você está preso...
Get a Loan Today At 3% Interest Rate, contact us a...
Boa tarde,Gostaríamos de dar a conhecer o novo sit...
Boa tarde,Será possivel obter o contato do adminis...
A nível de centrais, apesar dos 2 jovens da equipa...
Caro Benfica73, Rebocho é lateral esquerdo de raiz...
Eu aceitava nos seguintes termos, um milhão à cabe...
Esta gentinha que se governa do futebol, fala de m...
E qual é o valor da cláusula? Parece que o PC está...
Incrível como o site notíciasaominuto não sabe que...
Não terão começado já a tentar desestabilizar o Be...
Apesar de tudo e contra tudo e contra todos (ontem...
O Benfica tem uma estrutura psicológica muito fort...
ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃOVISTO NA NETE DEVE SER LIDO ...
OS PRÓPRIOS SPORTINGUISTAS LÚCIDOSE NÃO CARNEIROS ...
ACHO QUE MERECE JÁ UM POST, EM TODOS OS BLOGUES BE...
Com tal tirada sobre a falta de 'carácter', o padr...