Maio 16 2011

O Benfica descarrilou no último mês competitivo, exceção feita à Taça da Liga. Razões? Várias, com toda a certeza. De resto, já esta semana, o presidente do clube veio a terreiro dar as explicações que achou convenientes ao universo vermelho. Disse tudo? Disse muito e disse bem. Importa é que os seus juízos tenham a devida e urgente aplicação já na próxima temporada.

O Benfica falhou em abril e no começo deste mês de maio? Não. O Benfica falhou, sobretudo, no começo da época. É verdade que foi fustigado por arbitragens deploráveis, mas também é verdade que ficou muito a dever ao futebol que, indiscutivelmente, acabou mesmo por patentear nos meses de janeiro, fevereiro e março, altura em que criou legítimas expectativas, mas os troféus não se perderam agora, perderam-se em agosto quando fizemos, talvez, a pior gestão de plantel da nossa história recente, quiçá por excesso de confiança, mas também por alguma incompetência e endeusamento sem sentido do plantel por alguns jornais que apenas serviu, mal, para convencer os jogadores, dirigentes e alguns adeptos menos atentos.

O Benfica verdadeiro é o do início do ano civil. Com Salvio, com Gaitán, com os demais jogadores. O problema é que, quando falta um ou outro dos indispensáveis jogadores, a equipa oscila em demasia. Luís Filipe Vieira, ele próprio, já o disse. Jorge Jesus não enveredou pelo mesmo caminho, mas certamente pensará de forma semelhante à do presidente e do grosso da nação benfiquista.

E agora? A temporada terminou. Falta apenas um jogo, em casa, para ganhar. Um jogo que bem pode servir para uma despedida suscetível de projetar a nova época. Mais bem concebida, mais bem organizada, mais bem vivida. Com Jorge Jesus? Certamente, com Jorge Jesus. E a promessa do título? Quem é o treinador, num clube como o Benfica, que não promete o título nacional? Para mais Jesus, que em somente duas temporadas, arrecadou um cetro nacional. Venha, então, o novo ano. E a convicção de que haverá Benfica. Muito Benfica. Melhor Benfica…

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:27

Maio 06 2011

Depois de três meses quase imaculados e de grande qualidade, o Benfica passou por um Abril atribulado. O mês rendeu a Taça da Liga? Não se subestime a prova nem o adversário, trata-se de um troféu importante, desde logo com muito mais valor que a Supertaça. Só que Abril implicou também a imprevista eliminação da Taça de Portugal, em casa, frente ao FC Porto, depois de um triunfo inquestionável no Dragão.

Em boa verdade, duas derrotas quase consecutivas com a formação nortenha contribuíram para amarrotar o alicerce emocional benfiquista. No Campeonato, o destino estava traçado, também depois de tantas peripécias com claro prejuízo para o Benfica. Só que não era assim na Taça de Portugal, a ida ao Jamor estava, legitimamente, no pensamento de todos os adeptos da causa encarnada.

Temia-se que a equipa pudesse não responder da melhor forma ao desafio de uma meia-final europeia. O que se viu? Não foi o melhor Benfica, mas foi o Benfica bastante para assegurar um triunfo incontroverso na primeira mão. A vantagem tangencial implica preocupação? Implica, sobretudo, responsabilidade. O Benfica, em Braga, tem todas as condições para garantir, de forma competitivamente adulta, o apuramento para a final da Liga Europa.

E depois? Com o FC Porto como vai ser? Não há duas sem três ou à terceira é de vez. A turma portista vive um excelente momento, ainda assim o Benfica, de orgulho beliscado, pode superar-se. Um triunfo na Liga Europa, ademais garantido sobre o FC Porto, faria desta temporada uma das mais importantes no historial do clube. E o cenário até é de todo exequível, e eu acredito que a alma benfiquista se irá sobrepor a todas as dificuldades.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:30

Abril 17 2011

Na última semana, viveu-se na Luz uma retumbante jornada europeia. O expressivo triunfo do Benfica, alicerçado numa exibição categórica frente ao reputado PSV, remeteu os adeptos encarnados para as melhores safras internacionais do passado e criou condições para aumentar o otimismo na conquista da presente edição da Liga Europa.

Que Benfica foi aquele? Avassalador, dotado de uma dinâmica ofensiva fantástica. E aqueles laterais? Maxi e Coentrão protagonizaram desempenhos ao nível do fantástico. Que belo coletivo, que bela prestação… É ou não verdade que o Benfica poderia, sem favor, esmagar o antagonista com seis ou sete golos de diferença?

Como vai ser, amanhã, na Holanda? Sabe-se que o PSV é das turmas europeias com mais capacidade de concretização. Espera-se uma equipa determinada, ferida no seu brio, disposta a vender a eliminatória por alto preço. E o Benfica? Para mais com um adversário necessariamente exposto, não terá o coletivo encarnado hipóteses bastantes para chegar ao golo (ou aos golos) no terreno do antagonista? Não é mais do que legítimo esperar que a magia do futebol atacante benfiquista assine mais uma façanha?

Muito bem posicionado para vencer duas provas domésticas (a Taça de Portugal e a Taça da Liga), o Benfica pode chegar a um triplo objetivo. O Campeonato perdeu-se? Mas não é verdade que a equipa está na antecâmara de uma das melhores temporadas de sempre no seu trajeto centenário?

Eu quero e acredito que vou estar no novo estádio de Dublin, projetado pelo meu amigo Damon Lavelle, o arquiteto da Nossa Catedral, a vibrar com mais uma gloriosa exibição e a assistir ao erguer da taça pelo nosso grande capitão Nuno Gomes!!!!!

Autor: Luís Seara Cardoso

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:40

Abril 02 2011

Os adeptos da bola interrogam-se. Qual é mesmo a melhor equipa nacional da atualidade? O FC Porto, líder destacado do Campeonato e intérprete de uma excelente campanha europeia? Ou o Benfica, próximo de garantir triunfos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, protagonista também de um recente desempenho europeu de grande qualidade?

OFC Porto terá sido mais forte no começo da temporada, ainda que não deslumbrasse. Já o Benfica fez uma caminhada ascensional e, desde Janeiro, tem-se revelado o conjunto de maior valia e capaz de proporcionar os mais sedutores espetáculos. Jorge Jesus tem razão quando diz que orienta a equipa que melhor futebol pratica em Portugal.

Oque vai acontecer este fim-de-semana? O FC Porto quer manter a invencibilidade, algo de que só o Benfica se pode orgulhar, depois da brilhante prestação na época de 72/73. Proeza de resto reeditada na temporada 77/78, ainda que ironicamente não tenha tido correspondência com o triunfo no Nacional.

Oembate de domingo vale mais, muito mais, do que os três pontos da praxe. O FC Porto quer fazer história, o Benfica não quer que o FC Porto faça história. O FC Porto quer provar que é melhor, o Benfica tem a mesma motivação. Qual dos dois emblemas sairá vitorioso? O Benfica dos últimos meses tem mais argumentos. Chegará para derrotar o líder invicto? Caso não haja questões laterais, tudo aponta que sim.

Depois de um início de época titubeante, também com fartas razões de queixa das arbitragens, o Benfica como que se reabilitou. A equipa, no essencial, exibe-se à semelhança do mais atraente e brilhante que fez na época passada com alguns momentos de verdadeiro esplendor na relva. Por isso é que este Benfica tem um atraso imoral em relação ao FC Porto no Campeonato. Por isso também, é que este Benfica vai terminar a temporada com festejos a fazerem plural.

Como tripeiro (significa portuense..., e com enorme orgulho nisso), só posso pedir que tudo se decida na relva, e eu acredito que vai ser de uma forma Gloriosa!!!!!!

Autor:  Luís Seara Cardoso

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 11:55

Março 25 2011

Desde a imoralidade de Braga que o campeonato ficou irremediavelmente perdido para o Benfica, apesar de uma sucessão espetacular de triunfos consecutivos, razão de sobra para reconhecer os excelentes espetáculos que a equipa proporcionou nas mais diferentes paragens. Depois de tantas incidências devassas na fase inicial da Liga, aconteceu a machadada final nas aspirações benfiquistas. Razões competitivas? Nem pouco mais ou menos. Razões laterais? Reconhecidas até por muitos que não simpatizam propriamente com o encarnado. O empate caseiro frente ao Portimonense acaba por ser a consequência natural de uma equipa que se despediu (foi também impelida) do título nacional. Jorge Jesus, com a anuência dos adeptos, optou por colocar uma formação de recurso. As atenções do Benfica estão agora mobilizadas para outras frentes, todas as outras, designadamente a Taça da Liga e a Taça de Portugal.

E a receção, dentro de dias, ao FC Porto? O embate vai constituir uma questão de honra na Luz. Até hoje, campeão invicto só houve um e não parece que o Benfica queira ver o seu adversário reeditar uma proeza inédita no association português. Entretanto, na Liga Europa há condições para eliminar o Paris SG. Os campeões nacionais partem em vantagem e têm condições bastantes para imitarem o recente desempenho de Estugarda.

O Benfica, apesar de tudo, pode comemorar, ainda esta temporada, a dobrar ou... a triplicar. Haja lisura, haja justiça, que o coletivo tem tudo para ser bem-sucedido. Não haverá um Benfica bicampeão nacional, mas pode muito bem acontecer um Benfica tri... vitorioso. Ou será que não?

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:18

Março 08 2011

Houve ou não houve justiça naquele golo de Fábio Coentrão, a quatro segundos do termo da partida? Foi a 17.ª vitória consecutiva de um Benfica pujante, completamente ao nível do que melhor exibiu na temporada passada.

Oque pode ganhar a equipa de Jorge Jesus? Tem a Taça de Portugal e a Taça da Liga no horizonte, duas provas que podem corresponder a outros tantos troféus. E na Liga Europa? Aquele Benfica autoritário, determinado, convincente, que se exibiu em Estugarda, pode ou não bater-se pelo triunfo na competição? A resposta é afirmativa. Existem adversários de elevada cotação? Existem adversários que provocam receio? E o que dirão esses mesmos adversários da perspetiva de se cruzarem com o Benfica? Não ficarão também receosos, sobretudo perante a sensacional trajetória dos campeões nacionais no último trimestre?

Eo Campeonato? O FC Porto não cede terreno, mas ainda tem jogos complicados para disputar e vai mesmo à Luz. As contas estão encerradas? É caso para dizer que, se estão, tal acontece desde a quarta jornada. E o que se passou na fase madrugadora da nossa Liga? Importa lembrar os jogos com a Académica, o Nacional e o Vitória de Guimarães. Não havia, na altura, este Benfica? Mas também não houve imoralidade que chegasse, ao ponto de inquinar, porventura de forma irreversível, a verdade competitiva.

Aconteça o que acontecer, este Benfica é um regalo para a vista. Joga bem, joga bonito. Joga o que os outros não jogam, isto é, joga mais, joga melhor.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 01:03

Fevereiro 26 2011

Ainda há dúvidas? Qual é mesmo a melhor equipa nacional da atualidade? Aquela que pratica futebol mais apelativo, mais bonito, mais dominante? A série de 17 triunfos consecutivos nas provas para consumo interno dizem bem da valia do Benfica, da capacidade do coletivo encarnado, da sua apetência vitoriosa.

Em Alvalade, mesmo em inferioridade numérica (que amarelo foi aquele que o árbitro exibiu a Sidnei, na sua primeira infração?), os comandados de Jorge Jesus bateram categoricamente um Sporting que apostou tudo no clássico para atenuar o bulício que se vive em Alvalade. O Benfica não foi melhor, foi muito melhor. Em condições normais, pela certa, golearia o seu rival.

Será que a sanha antibenfiquista não permite a muitos dos comentadores reconhecer as virtudes atuais da turma encarnada? Assim parece. Este Benfica pouco ou nada deve ao melhor Benfica da temporada última. Há ou não grande consistência defensiva? Há ou não grande magia ofensiva? Houve ou não dois triunfos recentes, sem ponta de mácula, no Dragão e em Alvalade, ademais com a turma vitoriosa em inferioridade numérica, vítima de injustas expulsões.

O Benfica vai continuar na senda vitoriosa. Nas competições domésticas? Também, decerto, nos jogos internacionais. De resto, já amanhã, no confronto aprazado para a Alemanha, cheio de dificuldades, mas numa eliminatória suscetível de ser conquistada por este Benfica. Como vai ser o futuro? Os indicadores, para quem não enferma de cegueira sectária, apontam seguramente para um Benfica arrojado e dominador.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 01:06

Fevereiro 05 2011

O futebol é mesmo fascinante e, não raras vezes, imprevisível. Alguém se lembra do Benfica oscilante, ainda que também muito prejudicado pelas arbitragens, do começo da temporada? Alguém se lembra do Benfica goleado no Dragão no começo do mês de Novembro? Alguém se lembra dos vaticínios que muitos fizeram ao Benfica, projetando-lhe uma época medíocre? Alguém se lembra dos disparates que se disseram acerca de Roberto e de outros ativos do Benfica?

Ao cabo da décima quarta vitória consecutiva, o Benfica é a única formação portuguesa que pode vencer todas as competições em que está envolvida. Melhor ainda, na Taça de Portugal e na Taça da Liga já numa fase muito adiantada. Que Benfica é este? Um Benfica muito próximo do que se viu deliciosamente no ano passado. Sem Di María, Ramires e agora David Luiz? Mas com outros excelentes executantes num coletivo homogéneo, competente, ambicioso.

O triunfo no Dragão foi de uma justeza inequívoca. Até em inferioridade numérica, após decisão incorreta do árbitro, o Benfica jamais se intimidou. Do outro lado, para mais em terreno próprio, não estava o líder do Campeonato? Não estava a mesma equipa que, não há muito tempo, tantos consideravam imbatível? E o que se viu? Uma lição vermelha de bola, muito bem planeada e praticada até aos mais ínfimos pormenores.

Que Benfica no futuro imediato? Seguramente, este mesmo Benfica. Determinado e moralizado. Um Benfica que, também certamente, não deixará de vencer mais do que uma das provas que estão em curso. E na Liga nacional? Com menos FC Porto e mais Benfica ninguém pense que as contas estão encerradas.

As mindgames vão continuar, e eu gosto de jogos psicológicos, mas o exemplo dos últimos dias faz-nos sorrir, ainda há muito campeonato para disputar, e eu acredito!!!

Autor: Luís Seara Cardoso
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 23:24

Janeiro 22 2011

O Benfica continua no registo vitorioso. Melhor ainda, revela franca superioridade relativamente aos seus antagonistas. Embora o embate frente à Académica, devido às contingências do próprio jogo (sobretudo a justa expulsão de um adversário ainda no primeiro tempo), tenha dado para ver uma equipa demasiado relaxada, todos os indícios têm sido prometedores.

A inda no despique de Coimbra, não custa reconhecer que o golo foi irregular. Razão para questionar o triunfo encarnado? Nem pouco mais ou menos. Até ficaram duas grandes penalidades por assinalar com claro prejuízo para os comandados de Jorge Jesus. De resto, o Benfica entrou fulgurante no jogo e dispôs de várias ocasiões de golo.

O mês de janeiro, já se sabia, era de forte carga competitiva. Até agora, a trajetória do conjunto tem sido imaculada. Imaculada e, por via disso, promissora. São as vitórias que trazem outras vitórias. São os triunfos que trazem outros triunfos. O Benfica está melhor, muito melhor. Emocionalmente mais forte, pratica um futebol escorreito que, não poucas vezes, faz já recordar o que de melhor exibiu na temporada transata.

Desde a quarta jornada da Liga que a equipa não perde terreno em relação ao FC Porto. Até recuperou um ponto e já se deslocou ao Dragão. Ao invés da época passada, continua em prova na Taça de Portugal, também nas outras competições.

Que Benfica até ao termo do ano futebolístico? Seguramente, um Benfica cada vez mais empreendedor. Para ganhar títulos? Seguramente, um Benfica cada vez mais convincente.

Autor: Luís Seara Cardoso

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:59

Janeiro 07 2011

O Benfica ganhou, o FC Porto perdeu. Era para a Taça da Liga? E não conta? O Benfica ganhou bem frente ao Marítimo, o FC Porto perdeu bem frente ao Nacional. Acabou o mito da equipa invencível? Para mais no seu reduto? Que consequências?

Na primeira metade da competição, nem o FC Porto foi tão bom nem o Benfica foi tão fraco. Nas primeiras jornadas, sobretudo nessas, as decisões arbitrais lesaram o Benfica, as mesmas decisões arbitrais beneficiaram o FC Porto. Que dizer? Se houvesse equidade, se houvesse justiça, no mínimo, nesta altura, o Benfica estaria encostado ao FC Porto na pauta classificativa.

E a segunda metade da temporada? O FC Porto voltará, seguramente, a perder jogos. E o Benfica? Pode fazer uma campanha imaculada? Certamente que nem tudo serão rosas, mas é indubitável o crescendo de produção do conjunto. O Benfica terminou bem o ano ante o Rio Ave, o Benfica começou bem o novo ano ante o Marítimo.

Não há razões para que o universo benfiquista perca a confiança na equipa. Ao invés, há razões para acreditar que a época ainda pode traduzir-se em vários sucessos. Na Liga Europa? Por que não? Na Taça de Portugal, na Taça da Liga? Por que não. Mesmo no campeonato? Por que não?

É manifesto que há mais e melhor Benfica. Os dados estão lançados. As vitórias trazem vitórias. O sucesso traz sucesso. A equipa exibe-se com mais consistência, com mais competência. Chega? Chega, no mínimo, para que os benfiquistas acreditem num primeiro semestre de 2011 com transporte ao êxito. Ao êxito rubro...

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 01:48

Novembro 28 2010

Que Benfica foi aquele que jogou em Israel? Que Benfica foi aquele que se deixou bater por um adversário sem categoria internacional? Que Benfica foi aquele que se deixou arredar num jogo decisivo da próxima fase da Liga dos Campeões? Como foi possível semelhante desastre?

Já há duas semanas, noutra partida de capital importância, o Benfica vergou ao peso da mais cruel derrota de sempre no reduto do FC Porto. Que se passa com este Benfica, oito vezes derrotado em 18 jogos realizados? Que se passa com este Benfica, tão poderoso e exclamativo no ano anterior?

O começo da temporada foi muito atribulado, jogadores houve que chegaram a conta-gotas em virtude do Mundial? Saíram duas unidades influentes? São razões bastantes para o Benfica, esta época, se exibir de forma tão pouco convincente, tão amedrontada, tão perdedora? Claro que não. Seguramente, outros motivos haverá. E, muitos deles, só podem ter a ver com o interior do grupo.

Como vai ser o futuro, prognosticado em Novembro? Doloroso, ao que tudo indica. A menos que qualquer coisa de extraordinário aconteça. Ainda há objectivos, ainda há muito a defender e a conquistar. Mas também há muito a mudar, também há muito a corrigir. Uma coisa é certa: no curto espaço de meses, o Benfica deixou de ser um conjunto de futebol sedutor para se transformar num conjunto apático. E a competição não perdoa tão brutal metamorfose...

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:41

Novembro 10 2010

Os dados estavam lançados, a margem de erro para o Benfica era mínima ou mesmo inexistente. Mais do que isso, exigia-se um Benfica competente, afoito, resoluto. Só um Benfica na posse dos seus melhores atributos poderia levar de vencida um FC Porto forte, coeso, estimulado. O cenário do Dragão constituía, desde logo, mais uma adversidade para as pretensões rubras.

Que Benfica se viu? O melhor Benfica, tal como era exigido? Ao contrário, um Benfica débil, insuficiente, desmoralizado. O triunfo do adversário foi inquestionável, ainda que os números da vitória sejam tão cruéis quanto injustos. A verdade é que no mais decisivo encontro da temporada, o Benfica não soube puxar os galões de campeão e até sugeriu passar o testemunho ao rival.

Discutem-se as opções do treinador. Com razão? Se calhar, sim. Todavia, também se afigura irrecusável, no final dos jogos todos ganham, todos estão na posse da receita certa. Jesus falhou? Se calhar, sim. E quantas vezes acertou em inúmeras circunstâncias? O pior é que este era o tal jogo em que a falha estava absolutamente interdita.

E agora? Há muito campeonato, há mais Ligas, há outras competições. Uma coisa é certa: o desempenho do Dragão não pode repetir-se. A época não está perdida, está comprometida. Ainda assim, acredite-se que o desastre no Porto até pode ser pedagógico, até pode devolver aos adeptos encarnados o melhor Benfica.  É que só esse Benfica traz o suplemento de alma que os aficionados exigem até ao termo da temporada futebolística.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
publicado por Benfica 73 às 16:45

Outubro 27 2010

Como foi o triunfo do Benfica frente ao Portimonense? Curto no resultado, extenso na exibição. Tratou-se de uma afirmação categórica de superioridade que deixou entender muitas das coisas boas que assinalaram a trajectória vitoriosa da temporada passada.

Há um Benfica em crescendo? Penso que sim. Apesar da recente derrota na Liga dos Campeões, num jogo demasiado marcado pela inferioridade numérica do conjunto encarnado, parece adquirido que a equipa se aproxima dos melhores índices de rendimento.

Os três próximos jogos vão dar uma resposta cabal. A recepção ao Paços de Ferreira tem de se traduzir por mais um triunfo. Depois, Lyon e FC Porto, na Luz e no Dragão, podem ser determinantes para o resto da época. Vencer a turma francesa é condição indispensável para prosseguir na Champions, objectivo que ainda não está hipotecado, apesar de a margem de erro ser inexistente. E na Liga nacional? Uma derrota com o FC Porto, na actual conjuntura, seria certamente fatal para a prossecução dos objectivos. Estes são, de facto, dois jogos que valem seis pontos cada.

Que Benfica nos próximos embates? O melhor Benfica tem todas as condições para vencer a etapa decisiva. Mas só o melhor Benfica, sempre o melhor Benfica. É nesse Benfica que os adeptos acreditam para prosseguir a campanha europeia, para relançar o campeonato. É desse Benfica que os adeptos precisam para reforçar a confiança, para fortalecer o entusiasmo.

É esse Benfica, o melhor Benfica, que Jorge Jesus terá de garantir. Fá-lo-á? Não encontro razões para duvidar. Antes, encontro boas razões para acreditar.

Autor: Luís Seara Cardoso

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 18:08

Outubro 15 2010

Não se fala no Benfica ou pouco se fala? Consequência de uma série de resultados positivos. Positivos e justos. A equipa está de novo na senda vitoriosa, nem outra coisa seria de esperar. Agora, já não se questiona Roberto, já não se discute David Luiz, já não se debate Cardozo, já não se analisa Jorge Jesus. Agora, já não se discutem opções, métodos, conceitos.

Ainda assim, não é possível esquecer os erros, alguns de palmatória, das equipas de arbitragem que dirigiram os primeiros embates da equipa encarnada. Não fosse uma sucessão de disparates e o Benfica estaria, no mínimo, colado ao líder da competição. Houve quem se insurgisse contra o alarido que o clube fez? E não se ouviram altissonantes as angústias do treinador e de outros responsáveis portistas só porque empataram em Guimarães? Até deu para ver (?) um penálti que não foi, até deu para um número pouco usual na actualidade desportiva, esse do dito por não dito…

Entretanto, a Selecção Nacional fez o pleno. Dois bons jogos, duas importantes vitórias na fase de qualificação. Também com a contribuição de uma dupla benfiquista. Fábio Coentrão, opção reiterada, é tão indiscutível como a própria… Selecção. Já Carlos Martins provou a justeza da sua convocatória. Não deveria ter integrado o lote dos jogadores que se deslocaram, em junho, à África do Sul? Penso que ninguém tem dúvidas, a despeito das suas preferências cromáticas no universo da bola. Paulo Bento não duvidou e fez bem.

Mais Benfica na Selecção resulta em melhor Selecção. Também outros combinados nacionais continuam a beneficiar do concurso de futebolistas benfiquistas. O caso de David Luiz, na canarinha é paradigmático. Está ou não ali o melhor central do Mundo a breve trecho?

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO

publicado por Benfica 73 às 12:23

Outubro 02 2010

Há mais e melhor Benfica para consumo doméstico, vencidos os objetivos Sporting e Marítimo. Foram dois triunfos sem mácula, prenunciadores de uma campanha futura pautada pelo sucesso. Entretanto, o desaire europeu, na Alemanha, não hipotecou as aspirações encarnadas, ainda que se esperasse um desfecho mais consentâneo com a subida de produção da equipa.

Nestes últimos embates, merece evidência a forma soberana como Roberto tem cuidado da baliza. Muitos falam de um novo guarda-redes? Não serão os mesmos que tentaram trucidar o jovem guardião espanhol ainda na fase embrionária da sua trajetória na Luz? Os mesmos ainda que levantaram dúvidas acerca do equilíbrio emocional de Cardozo, David Luiz ou Luisão. Não perdem pela demora, podem mesmo preparar-se para colher muitos dissabores, sabida a elevada capacidade desse trio, cuja permanência no Benfica constituiu um ato de gestão da maior importância.

E onde estão os críticos e adversários do costume para comentarem a recente prorrogação do contrato de Fábio Coentrão? É ou não é, na atualidade, um dos melhores executantes mundiais nas suas latitudes táticas? Parece haver quem não entenda ou finja não perceber que no Benfica se projeta o futuro com a maior competência e sentido de responsabilidade.

Este fim-de-semana, no anfiteatro vermelho, o antagonista é o Sporting de Braga, a segunda melhor equipa da última Liga nacional. Que Benfica? Um Benfica hegemónico, capaz de continuar na senda da recuperação. Não falta campeonato, não faltarão também muitos e decisivos triunfos com a graça benfiquista.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
publicado por Benfica 73 às 09:25

Setembro 16 2010

Foi acionado o alarme vermelho. Quatro jornadas da Liga deixaram entender, com clareza meridiana, quão difícil vai ser o Benfica reeditar o título nacional. Fala-se do pior arranque de sempre em quase 80 edições da prova? Haverá alguém, na posse das suas faculdades futebolísticas, por mais limitadas ou sectárias, que se atreva a dizer que este plantel é o pior do historial benfiquista? Ou que a equipa técnica é a mais incompetente? Ou que o clube padece de uma liderança forte? Ou também que vive a sua maior crise financeira ou de identidade? Ou ainda que lhe escapa, como nunca, o apoio popular?

As causas são outras. Não é tanto a ausência de Di María ou de Ramires no elenco, menos ainda a presença de Roberto na defesa das redes. Não é seguramente uma pré-época atípica, muito menos um calendário adverso. No singular, a causa é uma arbitragem descomprometida com a verdade, comprometida com um antibenfiquismo chocante. Não foi assim, na Luz, frente à Académica? Não foi assim, na Madeira, perante o Nacional? Não foi assim, escandalosamente, em Guimarães, ante o Vitória de Guimarães?

O universo benfiquista está em polvorosa, não se subestime a sua pujança. Pretende equilíbrio, verdade, justiça. Os mesmos preceitos que até permitem reconhecer que uma grande penalidade, por ironia, não foi apontada no jogo frente ao Hapoel, em prejuízo da turma israelita, na abertura da campanha europeia. Mas não houve também um lance de penálti a favor do Benfica? E a exibição da equipa não legitimou o triunfo?

O alarme vermelho vai soar ruidoso. Não há limites para o som da razão.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
publicado por Benfica 73 às 21:51

Setembro 01 2010

O Benfica entrou, finalmente, na Liga. O triunfo sobre o Vitória de Setúbal teve o sabor a dia bom, igual a tantos que coloriram de entusiasmo o calendário vermelho da temporada passada. Foi uma vitória categórica, expressão da clara superioridade do conjunto de Jorge Jesus, incapaz de se demitir do comando das operações mesmo em inferioridade numérica.

A questão da defesa das redes pode continuar no centro do debate, mas o desempenho de Roberto sossegou o universo benfiquista e machucou os seus detractores. Eles viam na baliza encarnada um problema de honra mal resolvido? Eles queriam era ver um foco permanente de instabilidade, um motivo para troçar das gentes do Benfica. Por agora, pelo menos, foram obrigados a baixar a bola e preocuparam-se com as suas fragilidades… ou benefícios.

O que é que se viu nesta última ronda? Desempenhos arbitrais que favoreceram, sem discussão, TODOS os rivais benfiquistas à conquista de ceptro nacional. O que é que se viu nas duas jornadas antecedentes? Outras protecções demasiado evidentes, outros episódios com clara influência no desfecho dos jogos. E protecção a quem? Aos opositores do Benfica. Figueiras da Foz, já em versão dupla, e Vila do Conde são dois exemplos paradigmáticos. Terras de grande projecção balnear, apetece dizer que viram as suas brisas soprar atentados à verdade desportiva.

Uma Liga inquinada não serve o futebol. Os primeiros jogos fizeram reforçar a preocupação. Se um Benfica campeão assusta muita gente, um Benfica bicampeão assusta muito mais. Ainda assim, desenganem-se aqueles que, à moda antiga, conseguiam que o Benfica renunciasse aos seus propósitos logo ao amanhecer dos campeonatos.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 14:29

Agosto 18 2010

O que se passa com o meu Benfica? Duas derrotas seguidas, frente ao FC Porto e à Académica, era um registo de todo improvável há duas semanas. O que se passa mesmo com o meu Benfica? Nos dois embates foi manifesta uma intranquilidade que nunca se viu na última temporada.

As saídas de Di María e de Ramires (financeiramente, excelentes negócios) explicam tudo? Claro que não. A titularidade das redes, entregue ao espanhol Roberto, que continua a suscitar controvérsia (ainda que exagerada) também explica os mais recentes desaires? Claro que não.

O que se passa, então, com o meu Benfica? Uma pré-temporada atípica com jogadores a chegarem a conta-gotas, algumas lesões preocupantes e a ausência de flanqueadores no conjunto parecem ser, sucintamente, as principais razões para um começo de época atribulado e não menos inquietante.

O que se vai passar com o meu Benfica? Só pode melhorar os índices exibicionais, só pode regressar à senda vitoriosa. Irá mesmo consegui-lo? Claro que sim. É legítimo esperar a breve (ou até brevíssimo) trecho uma formação que se aproxime das performances da temporada anterior? Claro que sim.

O coletivo benfiquista não desaprendeu, não pode ter desaprendido. Tem inclusive mais um ano de trabalho profícuo para dar sustento às suas prestações. Sem subestimar os mais recentes infortúnios, tudo deverá resumir-se a um mero hiato na idoneidade competitiva da equipa.

Na Madeira, já no fim-de-semana que se segue, é tempo de acabar com esse intervalo doloroso. Será possível? Claro que sim.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 23:49

Maio 27 2010

“O título mais importante é o da próxima época”. Quanto vale, afinal, esta declaração recente de Luís Filipe Vieira? Vale a garantia de um Benfica determinado a revalidar o triunfo na Liga. Um Benfica apostado a não alterar de forma substancial o seu quadro de jogadores. Um Benfica decidido a manter a estrutura responsável pelo seu departamento de futebol.

A festa foi bonita, envolveu milhões de almas, mas já pertence ao passado. Um clube centenário, um clube com um historial de sucesso, um clube internacionalmente prestigiado, um clube como o Benfica sabe que a melhor forma de comemorar um êxito importante é acautelar o futuro. Luís Filipe Vieira dá essa garantia com grande sentido de responsabilidade.

Jesus já prorrogou o seu vínculo contratual, dois excelentes reforços argentinos estão garantidos, o jovem internacional Fábio Faria engrossa também o plantel. Outros se vão seguir. Sairá algum jogador de nomeada? Sempre com o pressuposto de que constitua um negócio irrecusável para o clube.

Ninguém acredite que o Benfica vai depauperar ou, no mínimo, fragilizar tudo aquilo que construiu na última temporada. O clube acusa uma vitalidade tal, tem o suporte de um entusiasmo tão acentuado que a tendência só pode apontar para o crescimento. Na quantidade e na qualidade. No próximo ano, o Benfica bater-se-á pela reconquista de ceptro nacional, pelo triunfo nas restantes provas domésticas, por uma campanha airosa no seu regresso à Liga dos Campeões.

O Benfica já comemora o futuro. Adivinha-se-lhe pujança para os novos desafios. Descortina-se-lhe competência. Encontra-se-lhe um balanço triunfante muito difícil de estacar.

Autor: Luis Seara Cardoso

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 21:13

Maio 12 2010

As contas estão arrumadas. Sem surpresa, o Benfica sagrou-se campeão. Justo campeão? Justíssimo campeão. De resto, a equipa encarnada bateu o recorde de pontos da prova. Esse facto, só por si, confere razão absoluta ao desfecho da competição. Mas houve mais, muito mais. Houve um conjunto que praticou, no decurso da temporada, o mais entusiasmante futebol que se viu nos recintos nacionais. Mais ainda? Uma qualidade de jogo ofensivo a grande distancia daquela que os opositores evidenciaram.

Há quem tente subestimar este título do Benfica? Há, com certeza. São aqueles que de forma arrogante jamais conseguem conviver com o desaire. Campeonato dos túneis? Francamente… A vitória do Benfica, essa sim, foi garantida no túnel imenso da justiça, da seriedade, da competência.

O Sporting de Braga acabou por se constituir o mais digno opositor à consecução dos objectivos da equipa de Jorge Jesus. É também um justo vice-campeão. Fez história e deixou a ideia de que pode, no futuro imediato, intrometer-se na crónica discussão dos três principais emblemas da bola portuguesa.

O terceiro lugar do pódio foi para o FC Porto. Tratou-se da maior desilusão da temporada? Tratou-se, certamente. A condição de tetracampeão revelou-se insuficiente, a equipa oscilou em momentos capitais. Pagou essa factura e fica bem atrás do grande Benfica e do sensacional Sporting de Braga.

Para o ano há mais. Jorge Jesus, no começo desta temporada, prometeu um Benfica a jogar o dobro do habitual. Cumpriu? Cumpriu mesmo. Agora, promete um novo triunfo. Vai cumprir? Vai cumprir mesmo.

Autor: Luis Seara Cardoso

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 18:58

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