Dezembro 15 2012
José Eduardo Moniz quer que os adeptos encarnados acreditem na equipa e no clube
José Eduardo Moniz, vice-presidente do Benfica, pediu esta quinta-feira aos adeptos para "sonharem alto" e garantiu que na direção do clube a ambição é claramente assumida.

"Os benfiquistas podem sonhar alto, porque nós todos sonhamos alto", disse Moniz, à entrada para a festa de Natal do Benfica, no Circo Victor Hugo Cardinali.

José Eduardo Moniz evitou comentar as mais recentes polémicas envolvendo declarações dos "clubes grandes" do futebol português - "hoje é um dia de espírito natalício, festivo, não é para isso", disse". O Benfica é uma 'grande nação', como se costuma dizer", referiu, acrescentando que existe o desejo de "ir ainda mais longe e vencer, sempre".

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 18:45

Dezembro 14 2012
Cara nova da Direção do Benfica, José Eduardo Moniz acompanhou Luís Filipe Vieira na festa de Natal da família encarnada no Circo Victor Hugo Cardinali.
À chegada, José Eduardo Moniz falou sobre o próximo compromisso da equipa principal de futebol, marcado para este sábado, no Estádio da Luz, diante do Marítimo.
«Com certeza que queremos ganhar e esperamos que isso aconteça», atirou, piscando naturalmente o olho à manutenção da liderança do Campeonato.
Miguel Vítor, André Almeida, Nolito e Rodrigo foram alguns dos jogadores do plantel principal que marcaram presença na festa, assim como atletas de outras modalidades, dirigentes e diversos funcionários do clube.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 08:39

Dezembro 05 2012
O vice-presidente do Benfica reconhece o poderio do Barcelona, mas mostrou-se ambicioso para o encontro que definirá o futuro da equipa encarnada nas competições europeias.
«Confesso que não estou assustado com o Messi. Temos de entrar em campo completamente desinibidos e fazer tudo para ganhar. É esse o lema do Benfica: ganhar, ganhar, ganhar», afirmou José Eduardo Moniz, que integrou a comitiva encarnada que rumou a Barcelona.
O dirigente salientou que os encarnados estão empenhados em garantir a continuidade da Liga dos Campeões, por isso nem sequer pensam na eventual transição para a Liga Europa. 
José Eduardo Moniz não deixou de mostrar-se ciente das dificuldades, a ponto de referir que será mais fácil o Spartak Moscovo obter um bom resultado diante do Celtic, em Glasgow, do que o Benfica vencer em Barcelona. No entanto...
«O Benfica tem de contar, sobretudo, com ele próprio. Contar com a ajuda de terceiros é sempre complicado, pois milagres só acontecem quando trabalhamos por eles», vincou.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 11:30

Dezembro 01 2012
O relatório e contas da SAD do exercício de 2011/2012 foram, esta sexta-feira, aprovados por unanimidade em Assembleia-geral de acionistas, na qual José Eduardo Moniz assumiu o cargo de administrador.
José Eduardo Moniz, também vice-presidente do clube, tomou posse esta noite tal como os restantes novos corpos sociais, eleitos no dia 26 de outubro, assumindo as pastas da comunicação social e relações internacionais.
A AG desta sexta-feira teve uma maior participação do que é normal, segundo o administrador executivo Domingos Soares Oliveira, que destacou ainda a importância de o Benfica seguir em frente na Liga dos Campeões, para reforçar as contas do próximo exercício.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 09:45

Outubro 27 2012
José Eduardo Moniz, agora vice-presidente do Benfica, mostrou-se muito satisfeito pela vitória esmagadora da lista A, liderada por Luís Filipe Vieira, e afirmou estar «empenhadíssimo» nas suas novas funções no clube, desvalorizando em que área em que irá atuar a partir de agora.
«Estamos empenhadíssimos para que Benfica seja cada vez maior. Sinto-me muito bem no meio dos benfiquistas. Pasta? Aqui fazemos parte e uma equipa, ninguém é responsável por nada em particular», afirmou José Eduardo Moniz, à saída do Pavilhão da Luz, onde dedicou a vitória «a todos os sócios e adeptos porque são eles que fazem o Benfica todos os dias.»
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 11:41

Outubro 23 2012
Candidato a vice-presidente na Lista A, liderada por Luís Filipe Vieira, José Eduardo Moniz apelidou a atual situação vivida no Sporting como um saco de gatos, isto de forma a justificar as razões para o FC Porto ter a hegemonia do futebol português nos últimos anos.

«A hegemonia do FC Porto ao longo do tempo resulta basicamente em dois fatores: a boa organização que tem no trabalho dentro do campo e também fora dele, enquanto quer o Benfica quer o Sporting se distraíram com dificuldades internas graves. Veja-se o que acontece atualmente com o Sporting, que parece um saco de gatos», afirmou José Eduardo Moniz, em entrevista à Renascença.

O candidato a vice-presidente apontou então o objetivo traçado pela Lista A: «O que o Benfica quer e tem vindo a construir é ter uma organização que permita enfrentar qualquer adversário em qualquer campo, dentro e fora do terreno de jogo, de forma a poder competir taco a taco.»
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 13:56

Outubro 14 2012

José Eduardo Moniz, membro da lista de Luís Filipe Vieira às eleições do Benfica no dia 26, defendeu este sábado, na Bairrada, que as águias têm de lutar contra muita coisa fora do relvado.

"Sinto-me como se estivesse em casa. O Benfica deve lutar para ganhar tudo, mesmo tendo de combater poderes instalados; lutar contra truques de arbitragens e enfrentar conluios demolidores. Isso só se consegue com coragem e sem medo. Isso Luís Filipe Vieira tem", afirmou Moniz, na cerimónia que resultou no anúnico da recandidatura de Vieira.
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 19:12

Outubro 11 2012
José Eduardo Moniz está disponível para integrar a lista de Luís Filipe Vieira nas eleições à presidência do Benfica, agendadas para 26 de outubro.

«Só hoje [quinta-feira] liguei a Luís Filipe Vieira como soldado benfiquista, para dizer que me apresentava na praça para o que fosse necessário», anunciou Moniz, em entrevista à RTP.

O vice-presidente da Ongoing Media decidiu avançar depois do «escândalo da última Assembleia Geral» do clube, após a qual Luís Filipe Vieira foi obrigado a abandonar o pavilhão da Luz sob proteção. «Não é digno de um clube com a dimensão e passado recheado de glórias do Benfica», critica.

Admitindo «divergências» com Vieira no passado, diz José Eduardo Moniz que o presidente encarnado «tem feito um bom trabalho, dentro das limitações que tem vindo a encontrar».

«Tem que haver vontade de ajudar quem lá está, posicionar-se contra é confortável. Se nesta altura o Benfica precisa de unidade, devemos marcar presença. Estou aqui porque quero ver um Benfica forte e diferente. Ao contrário de outros, não preciso do Benfica como veículo de promoção», esclarece, defendendo que «grande parte dos problemas do Benfica prende-se com egoísmos pessoais».

Questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência do clube a meio do eventual mandato de Luís Filipe Vieira no quadriénio 2012/16, José Eduardo Moniz foi claro: «Não há qualquer acordo nem vai haver. O que há é a minha manifestação de disponibilidade ao presidente do Benfica. A partir de hoje, ele sabe que estou disponível para ajudar no clube ou na SAD».

«O Benfica não pode estar à mercê de aventureiros ou manipuladores. O que aconteceu na última Assembleia Geral não pode voltar a acontecer», reivindica, terminando: «Quero ser parte ativa no Benfica, quero fazer parte da equipa que toma decisões».
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 23:41

Fevereiro 23 2011

O futebol é rico em exemplos quanto às políticas de fachada, à megalomania, ao novo-riquismo e ao provincianismo serôdio que abundam na sociedade portuguesa.

O Estádio Magalhães Pessoa constitui espelho da desadequação entre a perceção que frequentemente anima políticos e governantes e aquilo que a realidade do país e, sobretudo, da vida das populações aconselha. Erguido como um dos templos do Euro que Portugal acolheu, está convertido num dos muitos elefantes brancos que o erário público amamenta.

Agora, a União de Leiria decidiu deixar de ali jogar. Independentemente das razões que estão por detrás dessa atitude radical, várias coisas transparecem de imediato, entre elas, duas: que para a alta competição é preciso dinheiro, não bastando fingir que se tem condições para ir a jogo, e que há estádios novos com viabilidade duvidosa, logo na gravidez, que não passam de dispendiosos esqueletos de betão. O futebol é, cada vez mais, um mundo de faz-de-conta, com muita estrutura que desaba perante o confronto com a realidade e protagonistas que, em muitos casos, se limitam a cavalgar oportunismos e vaidades sem limite.

No Algarve, o Estádio Intermunicipal Faro/Loulé é outra amarga referência, não valendo a pena acentuar as cores negras falando do Bessa. O mundo das aparências que sustentam a ilusão vai sendo abalado pelo impacto da verdade. Com a crise entrincheirada em cada esquina, a consciência do desperdício que poderia ter servido para acorrer a situações gritantes da sociedade torna-se insuportável. Se, ao menos, se tivesse conseguido valorizar o talento nacional ainda se encontraria uma escapatória, se bem que frágil, para justificar o pagamento da fatura que sempre chega a todos nós.

Infelizmente, o que se vê é a completa dependência dos clubes portugueses em relação a atletas estrangeiros. Até as equipas pequenas estão enxameadas de sul-americanos. Uma formação digna de se apelidar de nacional só se consegue no plano das seleções, elas próprias já também de portas abertas aos naturalizados.

Dir-se-á que tudo é normal. Não acho, nem entendo, que o chamado progresso competitivo nos condene desse modo. A arrumação tem de começar por qualquer lado. Desde logo, pela Federação Portuguesa de Futebol, que necessita de resolver dois problemas: a ilegalidade em que vive e o rejuvenescimento da sua direção.

Autor: JOSÉ EDUARDO MONIZ
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 03:32

Fevereiro 21 2011

O futebol é rico em exemplos quanto às políticas de fachada, à megalomania, ao novo-riquismo e ao provincianismo serôdio que abundam na sociedade portuguesa.

O Estádio Magalhães Pessoa constitui espelho da desadequação entre a perceção que frequentemente anima políticos e governantes e aquilo que a realidade do país e, sobretudo, da vida das populações aconselha. Erguido como um dos templos do Euro que Portugal acolheu, está convertido num dos muitos elefantes brancos que o erário público amamenta.

Agora, a União de Leiria decidiu deixar de ali jogar. Independentemente das razões que estão por detrás dessa atitude radical, várias coisas transparecem de imediato, entre elas, duas: que para a alta competição é preciso dinheiro, não bastando fingir que se tem condições para ir a jogo, e que há estádios novos com viabilidade duvidosa, logo na gravidez, que não passam de dispendiosos esqueletos de betão. O futebol é, cada vez mais, um mundo de faz-de-conta, com muita estrutura que desaba perante o confronto com a realidade e protagonistas que, em muitos casos, se limitam a cavalgar oportunismos e vaidades sem limite.

No Algarve, o Estádio Intermunicipal Faro/Loulé é outra amarga referência, não valendo a pena acentuar as cores negras falando do Bessa. O mundo das aparências que sustentam a ilusão vai sendo abalado pelo impacto da verdade. Com a crise entrincheirada em cada esquina, a consciência do desperdício que poderia ter servido para acorrer a situações gritantes da sociedade torna-se insuportável. Se, ao menos, se tivesse conseguido valorizar o talento nacional ainda se encontraria uma escapatória, se bem que frágil, para justificar o pagamento da fatura que sempre chega a todos nós.

Infelizmente, o que se vê é a completa dependência dos clubes portugueses em relação a atletas estrangeiros. Até as equipas pequenas estão enxameadas de sul-americanos. Uma formação digna de se apelidar de nacional só se consegue no plano das seleções, elas próprias já também de portas abertas aos naturalizados.

Dir-se-á que tudo é normal. Não acho, nem entendo, que o chamado progresso competitivo nos condene desse modo. A arrumação tem de começar por qualquer lado. Desde logo, pela Federação Portuguesa de Futebol, que necessita de resolver dois problemas: a ilegalidade em que vive e o rejuvenescimento da sua direção.

Autor: JOSÉ EDUARDO MONIZ
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 01:40

Fevereiro 15 2011

O demissionário presidente do Sporting diz que o poder não caiu na rua. José Eduardo Bettencourt é um homem que transmite franqueza em muitas das afirmações que faz. Às suas palavras pode mesmo, por vezes, associar-se uma ideia de ingenuidade, que surpreende, por inabitual em dirigentes desportivos envolvidos em estruturas ajustadas à dimensão de um grande clube.

Admito que Bettencourt acredite convictamente que o poder na sua agremiação não tenha caído na rua. A verdade, no entanto, é que está de rastos. Os péssimos resultados desportivos da equipa de futebol, a venda de Liedson e a demissão de Costinha são o corolário de sucessivos erros que, pedra a pedra, sem travão, vêm abalando o edifício de competência e prestígio, desde há anos. A realidade que revela é que o Sporting de hoje está longe de corresponder ao que a herança de glória que lhe foi legada reclamaria. A frustração dos adeptos e sócios está em correspondência direta com o declínio que a formação de Alvalade assume no contexto do futebol português, de cuja cúpula se foi afastando, em detrimento do Futebol Clube do Porto e do Benfica.

A tarefa que aguarda o candidato que acabe por conquistar a cadeira da presidência é gigantesca. Não apenas a situação financeira obriga a intervenção urgente, realista e determinada, como a necessidade de relançar o Sporting como um clube com ambição de campeão pressupõe inteligência, pragmatismo, capacidade de mobilização e conhecimento.

Uma instituição que descobriu, criou e formou jogadores como Nani e Cristiano Ronaldo, sem citar mais nomes que me roubariam espaço nesta crónica, tem obrigação de ser coisa diferente daquilo que vem exibindo. É confrangedor assistir a uma equipa, outrora prestigiada e temível, arrastar-se nos relvados, insegura e frágil, sempre atormentada pela incerteza do desempenho, tal a vulgaridade para que convergiu.

Há ocasiões em que, claramente, a bola é um instrumento que queima... Sem tranquilidade, sensatez e rumos definidos dificilmente o Sporting dará a volta ao panorama em que se arrasta. A coragem para a rutura com o marasmo representa condição fundamental para que uma mudança ocorra. A não ser assim, o ciclo do declínio não conhecerá fim e outros Liedsons hão-de ser vendidos para pagar salários dos jogadores. Os dedos desaparecerão e os anéis a eles se juntarão.

Autor: JOSÉ EDUARDO MONIZ
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:03

Novembro 08 2010

Comecei a escrever este texto ainda com o jogo a decorrer. O Porto ganhou. Não bem, mas muito bem. Foi a melhor equipa em campo e a única que mostrou possuir a ambição de que são construídos os campeões. O jogo começou a ser ganho fora do relvado, no momento em que se percebeu que Jorge Jesus, ele próprio, não tinha confiança nos seus jogadores nem no esquema que tem servido de base ao futebol do Benfica. A opção por David Luis a defesa-esquerdo serviu de sinal claro para o público reconhecimento das fragilidades da sua equipa. Esta derrota, que liquida as aspirações benfiquistas na revalidação do título, é da inteira responsabilidade do treinador.

Denunciou ter medo, revelou falta de ousadia e não soube adequar o modelo tático ao dispositivo do FC Porto. Flagrante a ingenuidade de pensar que Hulk ficaria estático e não mudaria de corredor, se necessário, para atingir a grande área encarnada.

Vulgarizou o seu jovem defesa- central, que se viu sempre com enormes dificuldades para travar o possante avançado brasileiro, e anulou, com uma decisão insensata, Fábio Coentrão, que já provou, tantas vezes, ser complicado de parar quando vem de trás. No duelo com André Villas-Boas, Jesus saiu claramente a perder. Não é admissível tão clamorosa falha de análise e previsão por parte de um treinador que sirva o Benfica. A equipa claudicou, por completo, na primeira parte, sem tino, sem tranquilidade, sem que se percebesse o que queria. Foi triste ver os ainda campeões perdidos perante a solidez, força de vontade e determinação dos jogadores portistas. Esta Liga, para o Benfica, acabou. Não há nada a fazer.

Os erros de planificação do início da época, as contratações a peso de ouro que não encaixam no xadrez e o desequilíbrio emocional que parece ter-se apoderado da equipa não permitem pensar de outro modo. É melhor o Benfica começar a planear a época 2011/2012, executando o trabalho de casa com discrição, longe dos holofotes da imprensa, sem guerras de palavras e, sobretudo, pensando a sério na hipótese de contratar outro técnico. Alguém que não se deixe deslumbrar consigo próprio e que saiba, com humildade, dar valor ao dinheiro que lhe é posto nas mãos para formar um grupo de trabalho.

A goleada do Dragão, ao menos que sirva para que se enterre de vez a presunção dos que pensam que a camisola do Benfica, só por si, ganha os jogos. Isso foi chão que deu uvas...

Autor: José Eduardo Moniz

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:21

Novembro 06 2010

Atrevi-me a prever a vitória do Benfica, no Dragão, pela margem mínima, no prognóstico semanal que entrego ao Record. No entanto, confesso que estou cheio de receio. O impulso inicial foi apontar para um empate, mas o irracional e sempre inexplicável apelo clubístico, associado à absoluta necessidade que o Benfica tem de pontos, levou-me a correr o risco de acreditar na possibilidade de um resultado favorável. A dose de falibilidade é enorme perante o comportamento das duas equipas.

A dinâmica, a coesão e a confiança que se sente nos atletas proporcionam ao FC Porto uma solidez e uma segurança que o Benfica, pelo menos até agora, não conseguiu evidenciar. Os encarnados estão longe do que fizeram na época passada, sem a segurança defensiva que representava uma primeira muralha; sem o meio-campo combativo e dotado da criatividade que desmoronava resistências e com um ataque menos habilitado a rasgar e a acertar na baliza.

A equipa tem sido capaz de tudo, do muito bom ao muito mau, parecendo comprazer-se num sádico exercício de desregulação dos batimentos cardíacos dos seus adeptos. O último jogo, frente ao Lyon, certifica a inconstância dos jogadores, a intranquilidade que, por vezes, os diminui e a vulgaridade com que, aparentemente sem justificação, ofusca a qualidade que chega a ser espraiada no relvado.

Na lógica de que o futuro é que interessa, espero que Jorge Jesus consiga incutir nos atletas a crença de que a vitória é possível, ainda que muito complicada. André Villas-Boas forjou uma equipa que se transfigurou em relação à última época e inoculou-lhe uma ambição notável. Enfrentá-la é, hoje em dia, um combate difícil, tanto em Portugal como lá fora. Só um Benfica humilde, trabalhador, criativo e sagaz poderá aspirar a pontuar no Dragão ou, mesmo, a ganhar.

Fazendo parte da equipa mais cara do futebol nacional, aos jogadores exige-se que defendam os seus pergaminhos, indiferentes ao ambiente e ao poder de fogo do adversário, que é terrível. Mas, acima de tudo, independentemente da preferência pela cor de uma das camisolas, importa ter em conta o interesse do campeonato: se o Benfica perder no Porto, a prova, na prática, pode considerar-se terminada. Hulk e seus companheiros limitar-se-ão a passar pelos campos de futebol, a partir daí, como cão por vinha vindimada. Será mau para todos, em especial, para a competitividade futebolística portuguesa e para a emoção que a enobrece.

Autor: JOSÉ EDUARDO MONIZ

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 11:36

Agosto 23 2010

Resolvi escrever estas breves notas ainda sob o efeito da derrota do Benfica frente ao Nacional. Agarro-me ao computador como se procurasse amparo nas palavras, abalado pelo péssimo arranque de época da equipa benfiquista. Perder quatro vezes seguidas não é admissível. Deitar pela borda fora seis pontos, logo no início da Liga, contra duas formações relativamente modestas, é comprometer seriamente a revalidação do título.

O Benfica pode queixar-se, obviamente, de alguma falta de sorte e ninguém lhe levará a mal se reclamar por um penálti sobre Fábio Coentrão não assinalado pelo árbitro. Tudo isso é verdade, mas, feitas as contas, a realidade não disfarça um facto indesmentível: a equipa de Jorge Jesus perdeu por culpa própria. Ficou demonstrado que Roberto é uma carta que tem de ficar fora do baralho. A sua contratação foi um erro pelo qual o preço a pagar se está a tornar cada vez mais alto. Aos oito milhões e meio investidos para o trazer para a Luz juntam-se os golos que vem sofrendo e os pontos que, correspondentemente, faz o Benfica perder.

O treinador tem vários problemas para resolver na procura da definição de um xadrez base, mas o maior de todos é o que Roberto representa. Mais vale Luís Filipe Vieira juntar uns tostões e tentar arranjar alguém que dê, de facto, segurança a toda a defesa. Os dois outros guarda-redes que integram o plantel não são piores. Pelo contrário. A intranquilidade que se presenciou perante o FC Porto, na Supertaça, e que ficou bem espelhada no modelo de jogo evidenciado pela equipa frente à Académica e ao Nacional, começa na baliza e alastra a todos os sectores.

O Benfica deste ano parece um grupo inseguro, deslaçado, cheio de individualidades órfãs, com ar de quem está carente de uma voz de comando que ponha ordem no campo e aponte caminhos. As saídas de Di María e de Ramires não justificam, só por si, a transformação verificada de uma época para a outra. Há semanas que venho afirmando ser difícil de entender que um clube como o Benfica, com o nível de ambição a que se obriga, entre nos jogos oficiais como se ainda estivesse em fase de preparação. Não ter o quadro de atletas definido antes do arranque das competições a doer não permite, obviamente, pôr em prática esquemas de jogo estáveis, que reflitam as ideias do treinador sem improvisos permanentes. Há modelos e estratégias que devem estar ensaiados antes da luta pela conquista de pontos se iniciar. Este ano nada disso se passa e a instabilidade gerada pela avalanche de notícias sobre a cobiça que alguns jogadores terão gerado (ou estarão a gerar) em clubes estrangeiros potencia situações que não favorecem a calma e a tranquilidade necessárias ao trabalho de adaptação a novas circunstâncias.

Estão anunciadas outras contratações, além da de Salvio. Não vou contestar a sua necessidade ou mesmo inevitabilidade. Quero apenas lembrar que, a este ritmo, o Benfica vai precisar de mais uma boa meia dúzia de jogos antes de ter uma equipa em que os jogadores se habituem todos a atuar ao lado uns dos outros e se identifiquem com modelos táticos estáveis. Jorge Jesus vai ser obrigado a treinar e a ensaiar em encontros oficiais, numa fase em que o essencial é lutar para agarrar pontos. Os riscos de tal situação são óbvios e dispensam qualquer descrição pormenorizada. Duas jornadas depois do início da Liga, o Benfica é uma equipa acossada. Pelos outros e pelos seus próprios fantasmas. Exorcizá-los só se consegue dentro do campo, marcando mais golos do que os que se sofrem. Exatamente o contrário do que está a acontecer. Discursos inflamados e promessas verbais de ganhar campeonatos de nada valem. As palavras perdem-se no vento. Os golos contam-se na baliza.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 08:56

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