Maio 28 2012

O nosso Benfica está a terminar as épocas das diversas modalidades em depressão e, às tantas, nós, adeptos, também temos responsabilidades na situação, quando nos deixamos afundar com o desgosto e a frustração. Mas a verdade é que no Futebol profissional, o Glorioso ganhou apenas por 1-0, em casa, ao último da tabela, garantindo a presença da Liga dos Campeões, o que é uma boa notícia mas podia ser melhor. Porém, como no passado, chegando a Primavera, o Futebol do Benfica começou a dar sinais de cansaço. Mas, vá lá, que no Futsal conquistamos a Taça de Portugal e nos  encaminhamos para o título. Embora no voleibol, tal como no ano passado, e não sei se pelo mesmo trauma, o Benfica ganhou praticamente tudo durante a época e, chegando ao play-off final, perdeu o título. No Basquetebol estamos na final, vencendo, e não por desistência do adversário. No andebol, vencemos e mantemos o 2º lugar. No Hóquei em Patins, ganhamos e conservamos a liderança.Mas o peso do Futebol Profissional puxa para baixo um balanço que tem pontos altos e outros mais rasteiros. E é aqui que entra em funcionamento a máquina de propaganda anti-benfiquista. Basta ver  a composição acionista das empresas, para perceber que o Benfica é um inimigo a abater na generalidade dos meios, generalistas e desportivos. É recorrendo a essa máquina que alguns gananciosos ganham uma inesperada visibilidade . Basta um dedo levantado contra o Benfica e têm assegurado o tempo de antena para explorar qualquer desaire da equipa, como influenciar qualquer alteração na equipa técnica ou no plantel. E a maioria cala-se, quando não chega mesmo a apoiar. Foi assim que, através de eleições, um aventureiro chegou no passado a presidente do Benfica. 

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 13:22

Abril 17 2012

O multimilionário russo de Stamford Bridge precisou de duas arbitragens marteladas para ultrapassar o Benfica nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Em jogo, o Benfica foi sempre superior. Mas, primeiro foi na Luz, onde o capitão do Chelsea exibiu a sua impunidade ao cortar uma bola com o braço dentro da área nas barbas do árbitro. E o pior estava para vir em Londres, onde um esloveno com cadastro anti-benfiquista fez a mais incompetente, ardilosa e parcial arbitragem do ano.

Valeu tudo: faltas das quais saíram punidas as vítimas; total impunidade para a brutalidade dos donos da casa; faltas a beneficiar o infrator ou simplesmente para virar o sentido do jogo; cartões sem justificação ou mesmo por engano no jogador; um penalti arrancado a ferros; uma expulsão, ao segundo amarelo, após um primeiro cartão mostrado sem qualquer razão.

O Benfica jogou condicionado pelo árbitro escolhido pela UEFA. E dá ideia que esta passou a ser prática usual da UEFA na era Platini: favorecer os mais ricos, para promover finais que sejam negócios de milionários, o que o sorteio para os quartos-de-final já prenunciava. O Benfica ficou a saber como é mas, na verdade, não deve ter ficado muito surpreendido. Em Portugal, quando perde pontos, ou mesmo muitas vezes quando os ganha, o Benfica é por sistema vítima de erros e de excessos de arbitragens. Enquanto os seus adversários são invariavelmente beneficiados pelos mesmos ou outros homens do Apito.

O Benfica sempre que ganha vence mais que um adversário.

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 12:28

Abril 07 2012

O Benfica significa vitórias e até, por vezes, é grande nas derrotas. Vitórias como a da judoca Telma Monteiro: 9 segundos para derrotar a Campeã do Mundo e conquistar a medalha de ouro no Grand Slam de Paris. Ou como a vitória no único grupo difícil da Taça da Liga: 3º jogo, 3ª vitória, nove golos marcados, um golo sofrido. Derrotas como a equipa de hóquei em patins do Benfica: um jogo inteiro a dominar e a marcar golos (5), no covil ululante do réptil mitológico... e a sofrer golos (6) de grandes penalidades e livres directos inventados.

Sempre mais e melhor. Resultados positivos, Estádio cheio, receitas a aumentar, marca de eleição, o Benfica está entre os 30 emblemas mais valiosos do Futebol europeu, segundo um estudo da Brand Finance. 
Nenhum outro emblema português figura na lista. Ao mesmo tempo, o Benfica mantém-se como o melhor clube português, e o único a figurar entre os 10 primeiros do Mundo, para a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, de acordo com dados já de Fevereiro. 
Estes valores são indesmentíveis mas não dão, mesmo assim, toda a grandeza da Sociedade e do Clube Benfica. A alma desta associação de vontades e dinâmicas não cabe em nenhuma avaliação. Lendo o jornal "O Benfica", aí sim, vem todo um Mundo que se move em diferentes escalões de Formação e nas mais diversas modalidades, com passagem pela cultura e a solidariedade, e com um calendário ao qual um marketing imaginoso e incansável não deixa escapar qualquer oportunidade.

Post scriptum - Não se se algum fundamentalista anunciou que queria ver Port Said a arder. Sei que a chacina num campo de Futebol na cidade egípcia do Suez, antes da invasão de campo, começou pelo fogo posto nas bancadas 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 10:16

Março 19 2012
O jogo que o Benfica venceu no Estádio Marcolino de Castro, distanciando-se na liderança do Campeonato da Liga, fez-me lembrar uma série de crónicas de Raul Solnado nas quais tive a feliz oportunidade de colaborar. O paralelo entre o jogo da Feira e as crónicas da Abrolha - a terreola imaginária desses sketches do Solnado - é que nestas também havia uma espécie de estádio. E em dado episódio, a Junta de Freguesia, propunha-se mesmo levar para a aldeia a final da Taça. O filho do presidente da junta mexia os cordelinhos em intermináveis conversas telefónicas.
«O campo do Abrolha é um bocado inclinado, mas como as equipas mudam ao intervalo também não há problema: cada uma joga 45 minutos a subir e outros 45 minutos a descer. O relvado tem alguns buracos, mas o queijo suíço Também tem e ninguém se queixa. Vai da baliza encostada ao muro do cemitério, à outra que dá para o quintal da casa do meu pai, o Benevides, presidente da Junta. Ele até já deu autorização ao nosso guarda-redes para tomar balanço no quintal para marcar os pontapés de baliza.»
»Bancadas? Temos uma talude que dá para umas duas mil pessoas. E a gente até está a pensar pôr uns rolos de arame farpado para os adeptos não caírem para o campo. E mais uns 500 lugares nas varandas, para as claques se sentirem em família. Mas como a televisão vai transmitir o jogo não são precisos mais lugares. É preciso é arranjar lugar para a televisão para que se veja alguma coisa de jeito.»
O que não passava pela cabeça de ninguém, nem mesmo para uma história de Solnado, era a figura de um jogador que marcou um golo para cada lado e depois fez um penalti para desempatar. Coisas da Abrolha. Como um galo de barro a depenar um dragão. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 10:41

Fevereiro 24 2012
Mais precisamente: 56.155. Da minha parte éramos três. E ao fim da tarde de sábado passado, o Benfica, a jogar em casa com o 14º classificado, e respondendo a um apelo da equipa, fez a segunda maior "casa" da I Liga até ao momento. Mais público só na Luz para o Benfica - Sporting :63.146. Nenhuma outra equipa fez nada que se parecesse. A terceira maior assistência da Liga é em casa do FC.Porto, no jogo com o Benfica, claro. E não é apenas de uma fria estatística que se trata. O Benfica enche o maior Estádio de Portugal com entusiasmo, euforia, ondas e cânticos nas bancadas, bom futebol no relvado e golos, muitos e bonitos golos. Como diria o malogrado Jorge Perestrelo " é disto que o meu povo gosta".
O Benfica tem o melhor ataque e o melhor marcador. O segundo melhor marcador tem mais golos que os melhores do Porto e Sporting.
Falando de golos, quero aqui prestar singela homenagem a Óscar René Cardozo Marin "Tacuara". Em mês e meio é a segunda vez que Cardozo é expulso por acumulação de amarelos: frente ao Sporting por dar um murro na relva ao falar um remate; desta vez, por cair ao saltar por cima do guarda-redes contrário para evitar o choque. Nem com estas "ajudas" os demais marcadores conseguem evitar que Óscar Cardozo lhes fuja. O público da Luz, que tantas vezes se impacienta quando o Tacuara não marca, desta vez aplaudiu-o de pé quando saiu mais cedo, com dois golos à sua conta no marcador e mais dois remates para golos parados pelo guarda-redes contrário. Já fora do Estádio, vi no pequeno ecrã de uma roulotte de comes e bebes um jogador do Benfica a dizer que os adeptos ajudaram muito. A equipa também ajudou muito os adeptos.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 11:45

Fevereiro 09 2012

Escrevo na noite de domingo, o Benfica acabou de brindar os seus adeptos com uma exibição... à Benfica: golos e espectáculo, nota artística para o passe de Bruno César, antes do cruzamento que deu a Rodrigo o 4º golo do "Glorioso", nota técnica para os tiraços do "chuta-chuta" e do "Tacuara", nos primeiro e segundo golos, para a segurança de Artur, a solidez de Luisão , Garay e Javi Garcia, a entrega de Maxi, de Witsel e de Nolito. Com pleno merecimento e inteira justiça, o Benfica isolou se na classificação do campeonato. Foi o final de um fim-de-semana em cheio. O Benfica triunfou folgadamente em Hóquei em Patins, Basquetebol, voleibol, futsal lidera três destes campeonatos, esta a dois pontos da liderança no outro. 

É um orgulho pertencer a esta imensa Família Benfiquista. Num País e num momento histórico dominados pelo derrotismo, a descrença, a depressão, as vitórias do Benfica alegram milhões de portugueses. É que as vitórias do Benfica representam alegria, ao contrário dos vencedores raivosos que triunfam à custa da mentira e por conta de interesses particulares e frustrações colectivas. 
O Benfica ganha e o País anima-se, adquire algum ânimo para enfrentar as crises e ultrapassar as dificuldades.
Em outro tipo de domínios, para além das vitórias desportivas, o Benfica afirma a sua imensa implantação em Portugal e entre os portugueses: um milhão de fãs na página oficial do Benfica na rede social Facebook dão ideia da dimensão desta sociedade que é muito mais do que um Clube, Como dizia recentemente Ricardinho, o português que é o Melhor do Mundo em Futsal, ao regressar ao Benfica: «sabe muito bem estar aqui: é como chegar a casa.»
São muitos á nossa volta. Mas, para já, ninguém á nossa frente.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:08

Janeiro 30 2012

Prémio cadeira de rodas 2011

Para o autor da frase: "Ele [André Vilas-Boas] não vai sair do Porto porque aqui é a cadeira dos seus sonhos".
Prémio Onde pára a justiça?
"PJ investiga luvas de Pinto da Costa", dos jornais. "O Ministério Público deduziu acusação contra cinco jogadores do FC Porto no âmbito do famoso caso do túnel da Luz", dos jornais. "A Comissão Disciplinar da Liga instaurou um processo ao incêndio que deflagrou no topo norte  do Estádio da Luz no final do derby do passado sábado", dos jornais.
Prémio Fair Play Financeiro 
"Afinal, a contratação do brasileiro Danilo custou 17,8 milhões de euros e não 13 milhões como se afirmava no relatório do primeiro trimestre de 2011-12", dos jornais. "O incumprimento salarial está a gerar indignação nos balneários do FCP de Hóquei em Patins, andebol e basquetebol e há atletas que tiveram de recorrer a empréstimos de colegas de plantel", dos jornais.
Prémio A Arbitragem Portuguesa é tão boa como as melhores 
"No final do jogo com o Real Madrid, o treinador do Ajax, Frank de Boer, abordou logo o assunto: Os golos do Lyn foram rápidos e fáceis. Não se pode sofrer sete golos em meia hora. A UEFA deveria investigar", dos jornais.
Prémio Perdeste uma boa ocasião de estar calado 
Para a frase de Ruben Amorim "Fico feliz por Paulo Bento pensar de outra forma" [em relação a Jorge Jesus]. Nota: Convocados para a selecção, o jogador não aqueceu nem para o duche.
Prémio Levados ao colo nos jornais 
"Jeffren levanta voo... Izmailov volta com tudo ...Izmailov, Jeffren e Matias ganham embalagem... "[Resultado do encontro: Sporting 0, Pinhalnovense 1].
Cacha jornalística do ano 
"Jorge Jesus poderia levar para o Atlético de Madrid alguns jogadores do plantel das águias", dos jornais.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:12

Janeiro 18 2012
Nos últimos tempos, à medida que se aproximava a abertura do mercado de Inverno, jornais portugueses e estrangeiros - ou jornais portugueses citando jornais estrangeiros - "apontaram" 29 jogadores como possíveis, prováveis, potenciais e iminentes contratações do Benfica. 
Estariam a caminho da luz, ou em vias disso, um guarda-redes, um defesa-direito, seis centrais, seis defesas-esquerdos, dez médios e cinco avançados. 
Entre muitos outros, estariam "apontados" ao Benfica, ou "referenciados" pelo Clube, o consagrado "Messi indonésio" e um "potencial Fábio Coentrão". 
Porém, ao mesmo tempo que provocavam um congestionamento no balneário da Luz, com a chegada de um contingente de jogadores superior ao que já lá está a preparar-se para treinar e jogar - com muito bons resultados, aliás -, jornais portugueses e estrangeiros cuidavam de nos roubar algumas das mais cintilantes estrelas da companhia. E seria assim que poderiam estar de saída vários titulares, entre os quais, um guarda-redes, dois centrais, um médio defensivo, dois médios ofensivos, dois atacantes. 
É assim todos os anos, porque nenhum outro Clube, como o Benfica, desperta tanta curiosidade e paixões. Mas, desta vez, alguns jornais excederam se e davam como provável até mesmo a saída do próprio treinador que, saindo, levaria consigo parte do plantel.
Havia também o estranho caso de um atleta que saía do Benfica para a equipa do Manchester, sem nunca ter chegado a entrar na Luz nem assinar pelo SLB.
Habilidades. Bastaria um telefonema para confirmar ou desmentir, como mandam as regras do oficio, estas supostas "notícias". O problema é que o telefonema poderia estragar a cacha e lá sobravam mais uns quintais de papel. Manigâncias. 
Que 2012 nos traga mais verdade. No futebol como nas notícias. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:03

Janeiro 05 2012

Um dia destes, circulando a pé por uma animada avenida de Lisboa, cruzei me com um campeão. E lá ia, anónimo e simples entre a multidão, com uma invejável desenvoltura física, José Augusto Pinto de Almeida, o nosso José Augusto, extremo-direito do Benfica e dos Magriços, três vezes vencedor da Taça de Portugal, oito vezes campeão nacional, Bicampeão Europeu. Num vislumbre, recordei-o veloz, a correr colado à linha e a centrar com uma precisão excepcional para o coração da área. Cumprimentei-o. Aquele homem merece ser reconhecido, ainda hoje, pelo que fez e pelas alegrias que deu.

O Benfica tem também um património vivo incomparável valor. Gente simples, popular, que fez mais pelo desporto que todos os campeões de papel que vendem jornais e revistas. Como tem um património documental cujo restauro e conservação foi agora muito justamente premiado pela Associação Portuguesa de Museologia, numa distinção raríssima, se não única, para um clube desportivo.
O orgulho de ser associado de um clube que, para além de títulos desportivos, tem uma cultura e um código de altos valores é tão legitimo e natural como o de ser associado de uma equipa que proporciona momentos de magia como alguns dos golos com que encerrou o ano de 2011: cruzamento de Nolito, calcanhar de Aimar, rotação e remate de Saviola, até parecia Bilhar.   
O comovido reconhecimento de Ricardo Gomes pelo apoio do Benfica, num momento difícil da vida do antigo central, é tão emocionante como o raide de Nolito sobre a linha de fundo, desbaratando toda a defesa contrária e colocando a bola no fundo das redes de ângulo impossível.
Votos de Boas Festas para quantos acrescentam glória ao Glorioso e para todos os que fazem e lêem "O Benfica".  

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 16:18

Dezembro 27 2011

Na noite de 7 de Dezembro, no Estádio da Luz, frente ao Otelul Galati num jogo de rendimento mínimo garantido o 1-0 logo aos 7 minutos garantia não só a passagem aos oitavos da Champions como o primeiro lugar no grupo - dei comigo a recordar Rogério Lantres de Carvalho, conhecido no futebol por "Rogério, Pipi", glória do Benfica. Rogério completou 89 anos e fora o capitão do Benfica que erguera o primeiro troféu internacional da galeria do Glorioso, a Taça Latina de 1950.

Rogério começou a jogar ao serviço do Benfica no ano em que nasci. Creio que vi o primeiro jogo de futebol no campo da Amoreira, um Estoril - Benfica que o meu clube de sempre venceu por 3-1 com golos de Julinho, Arsénio e Rogério, figuras que conhecia dos bonecos da bola, embrulhados em rebuçados de um tostão.

Rogério jogava ao ataque e teve mesmo a particularidade de alinhar em todas as posições da linha da frente, das pontas, a interior ou avançado-centro. Marcou 210 golos nos 300 jogos que fez pelo Benfica. Era um jogador de grande técnica e inteligência, uma alegria para o futebol e, em particular para os benfiquistas. E o mais espantoso é que mantinha sempre a imagem cuidada e o sorriso malandro - que ainda conserva - como que pronto para enfrentar confiante o desafio dos rivais no campo da bola ou em qualquer salão de festas de Lisboa.  
Voltei ao presente depois daquela breve viagem pela memória. No campo o resultado mantinha se 1-0 e, tal como eu, pareceu-me que os jogadores também olhavam para o relógio. Outros tempos. A Taça Latina erguida por Rogério foi conquistada numa dura finalíssima que se prolongou por duas horas e 26 minutos. E como pode ver-se na primeira página de "O Benfica" nº 396, de 24 de Junho de 1950, o "Pipi" não perdeu a linha.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 11:40

Dezembro 15 2011

O que é que aconteceu na noite de 26 de Novembro, no Estádio da Luz? Resumindo: o Benfica ganhou; o Sporting perdeu; o Estádio inaugurou uma área reservada e protegida para as claques dos visitantes, como existe já em diversos e modernos estádios do mundo; no final do jogo, inconformados com a derrota, adeptos do Sporting incendiaram uma vasta zona da bancada. Posteriormente, o Sporting alegou que teriam sucedido «muito graves acontecimentos», nunca especificados, supostamente documentados numa gravação. Desafiado a mostrar a presumível gravação o Sporting meteu a viola no saco.  
O que é que aconteceu na noite de 26 de Novembro, no Estádio da luz? Resumindo: o Benfica ganhou, o Sporting perdeu.
Mas a generalidade dos meios de comunicação passou desde então, e ao longo de toda a semana, a referir se aos «incidentes» daquela noite, um caldinho de especulações e manipulação. E com isto: deixou de se falar da vitória do Benfica; deixou de se falar da derrota do Sporting, um leão de papel levado ao colo pelos jornais como equipa imbatível; e deixou mesmo de se falar do único incidente que se registou e toda a gente viu - o crime de fogo posto, previsto e punido nos termos do Código Penal. O regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional prevê a indemnização de danos em instalações de um clube causados por sócios ou simpatizantes de outro.  
Não houve outros «incidentes». O que há é um imenso blá-blá-blá, papagueado e escrito, para disfarçar um comportamento que se inscreve nos puros e simples actos de hooliganismo.  
Aditamento: Espero que a triste derrota que afastou o Benfica da Taça de Portugal tenha ao menos servido para corrigir erros. E que o resultado da lição se veja, sem falta, já este fim-de-semana, de novo no Funchal, agora para o campeonato.  

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 10:49

Outubro 26 2011

Agora que o campeonato sofreu a primeira de muitas paragens que vão prejudicar o ritmo competitivo das equipas – o que é igual ao litro para quem resolve jogos fora das quatro linhas – é tempo de um primeiro balanço. E, para os benfiquistas, é significativo que o Benfica seja a equipa que lidera mais itens no relatório acumulado das estatísticas oficiais da Liga relativas às primeiras sete jornadas. O Benfica está no topo das tabelas estatísticas, nomeadamente, as relativas a posse de bola no meio- campo do adversário, cruzamentos em bola corrida, cantos, remates à baliza, finalização (golos marcados) e rácio de golos por remates efectuados. Para além destes dados estatísticos, o Benfica tem dois entre os três melhores ex-aequo marcadores do campeonato – Cardozo e Nolito – e outros dois entre os dez melhores finalizadores – Bruno César e Saviola.

O Benfica é, também, das equipas com menos faltas cometidas e menos cartões e ninguém, no seu juízo, dirá que o Glorioso é, de algum modo, beneficiado pelas arbitragens. Muito pelo contrário. Estes dados configuram o futebol que o Benfica está a praticar: aberto, atacante, dominador, eficaz.

E muito bonito de se ver.

E, para além do Futebol e demais modalidades, há outros dados que exibem a grandeza do Sport Lisboa e Benfica: O Clube não tem passivo bancário e a marca Benfica é uma das 30 mais valiosas do Futebol Europeu. E é também por dados assim que este é o Clube Glorioso.

A tempo – grande vitória do Benfica, treinado por Carlos Lisboa, no Troféu António Pratas. A perder por 11 pontos e com jogadores excluídos a dedo – Sério Ramos, Ted Scott, Heshimu - , o Benfica deu a volta e conquistou, com grande atitude, o seu primeiro troféu da época de Basquetebol.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal o Benfica

publicado por Benfica 73 às 12:35

Maio 19 2011

Há que pensar positivo. O Benfica até pode ter alguma vantagem pelo facto de ter tudo decidido, quanto à presente época de futebol Sénior, no final da primeira semana de Maio, faltando apenas cumprir calendário e defender a honra do emblema e da camisola. De resto, o Benfica ficou em segundo lugar do campeonato – com acesso à Europa – e ganhou melancolicamente a Taça da Liga. Até não é mau, dado o desastroso começo e final da temporada, mas graças ao fantástico percurso entre fins de Dezembro e primeira semana de Março, com particular realce para o mês de Fevereiro.

Todos os clubes têm altos e baixos. A diferença é que as equipas do «Sistema» - com a locomotiva à cabeça – são puxadas para cima, nos baixos de forma, enquanto o Sport Lisboa e Benfica é sistematicamente arrastado para baixo. E esse é um combate tão importante como ganhar pontos nas competições: lutar pela verdade desportiva que é cada vez mais um mito em Portugal. Ao contrário da mentira desportiva que é cada vez mais global e transversal ao leque das modalidades. Quanto à próxima época de Futebol, que é do que falávamos a abrir, o Benfica bem pode começar já a erguer o edifício para o ano que vem para o que, aliás, já tem e lançou alicerces: mantendo o que é de manter para o sucesso da equipa – não se pode começar cada época do zero -, suprindo conhecidas fragilidades e eventuais novas baixas, dando alma, qualidade, coesão e competitividade a um plantel que tem que ter na defesa da honra da camisola a primeira das motivações e na conquista de todas as competições em que participa o primeiro dos objectivos. Os Benfiquistas têm direito a essa aspiração. Mas, mais que isso, o Benfica merece esse respeito.

Fonte: Jornal O Benfica


Fevereiro 10 2011

Com 34 anos de idade e doze épocas como jogador do Benfica, Nuno Gomes é uma referência da equipa. Mas não é uma peça de museu: capitão da equipa, embora poucas vezes utilizado esta temporada, o número 21 treina, respeita as escolhas do treinador e, quando é chamado para entrar em campo, entra e marca, que é o que compete fazer a um ponta-de-lança. Claro que não é razoável fazer a média do tempo de Nuno Gomes em campo, este ano, e dos golos marcados. Porque se fosse… o 21 do Benfica era um fenómeno: esteve 30 minutos em campo e marcou dois golos. O que é justo reconhecer, isso sim, é que para Nuno Gomes marcar golos é assim como andar de bicicleta: não esquece. E o 21 sabe como poucos ler o jogo, desmarcar-se para receber a bola e posicionar-se para o remate, o toque final e o desvio do esférico para o fundo das redes adversárias.

Os dois golos que marcou em três fugazes passagens pelo relvado, confirmam isso mesmo. O esforço para chegar à bola antes do guarda-redes da Naval, e a subtileza do desvio para a baliza desde a entrada da área, como a oportunidade para meter o pé onde todos pareciam apostados em falhar, no terceiro golo frente ao Desportivo da Aves – para não falar da assistência primorosa para o quarto golo em Vila das aves, demonstram a razão pela qual a bancada o recebe com carinho quando despe o fato de treino e se apronta para entrar em campo.

Nuno Gomes é um ídolo sem nunca ter sido uma vedeta. É um trabalhador para um trabalho de equipa. O trabalho da sua posição é vir atrás procurar e receber jogo, desmarcar-se e receber a bola, defendê-la, passa-la em condições assistindo colegas da equipa e, acima de tudo, marcar na baliza contrária. Nuno Gomes marcou até hoje mais de 240 golos – dos quais, mais de 160 no Benfica e cerca de 30 na Selecção. E continua.


Novembro 05 2010

O Jornal “O Jogo”, citando pareceres de quatro agentes FIFA, escreveu recentemente que o guarda-redes Roberto “está a calar quem disse mal dele e quem criticou o Benfica” pelo investimento para o contratar. E rematava: “Roberto promete render milhões”. Roberto Jiménez Gago, 24 anos, natural de Madrid, é o mesmo guarda-redes que há bem pouco tempo “se tinha dedicado à produção de aves de capoeira”, como cacarejava uma estação de rádio. A comunicação social parece que engoliu inteiros, crus e com penas os “frangos à Roberto”, como chegou a apregoar um canal de TV. Dir-se-á que alguns comentadores terão sido enganados pela adaptação do guarda-redes no início de época do Benfica. Mas este não foi caso virgem.

Antes de Roberto, diversos outros guarda-redes tiveram dificuldades em se afirmarem no Benfica, enfrentando um coro afinado de críticas destrutivas e mal-intencionadas que chegaram a produzir efeitos de rejeição por parte de adeptos do Clube. Poderia citar vários exemplos. Mas centro-me no caso do guarda-redes Hans-Jorg Butt, contratado ao Bayern Leverkusen em 2007 e que saiu de Lisboa em 2008, directamente para o Bayern de Munique e daí para a selecção alemã, sucedendo a Oliver Kahn. Foi sempre um mal-amado por parte da crítica desportiva portuguesa, produzindo efeitos de bancada, o que terá condicionado a prestação do atleta e as opções dos treinadores.

Agora, Roberto parece firme na baliza do Sport Lisboa e Benfica, revelando para além das qualidades de guarda-redes um firme carácter e um estado de espírito que afasta para canto as críticas desestabilizadoras. Assim se conserve e progrida, resistindo agora à adulação tal como resistiu à maledicência.

publicado por Benfica 73 às 03:52

Novembro 03 2010

Não é fácil pedir a um benfiquista de longe de Lisboa que deixe de ver e apoiar o Benfica ao Ivo nas raras oportunidades que tem para o fazer: quando o Benfica joga fora de casa, enchendo estádios por esse País fora. Não é fácil pedir, como não é fácil aceitar o sacrifício. A festa do futebol não é apenas o Estádio da Luz cheio, a transbordar de vibração benfiquista. A festa é também cada visita do único clube português com implantação verdadeiramente nacional – e não só – com uma perspectiva de casa cheia pelos adeptos benfiquistas do Minho à Madeira. Cada deslocação do Benfica representa uma hipóteses rara de lotação esgotada... em grande parte pelos benfiquistas, a alimentarem o negócio do futebol, das receitas de bilheteira às audiências da televisão.

Mas será justo que o Benfica, que é o motor do negócio do futebol, alimente com a dedicação dos seus adeptos as negociatas do “sistema” que rouba a única equipa portuguesa que enche estádios por onde passa?

Não só não é justo, como é perverso. O Benfica que arrasta multidões de adeptos tem na mão essa arma poderosa para lutar pela verdade desportiva.

Custa muito aos adeptos deixarem de seguir o Benfica nos estádios, fazendo de cada jogo fora um jogo em casa. Sem dúvida. Mas ainda vai custar mais aos que directa ou indirectamente se alimentam da mentira no futebol em Portugal – porque são satélites do “sistema”, ou simplesmente porque beneficiam, simultaneamente, com resultados viciados que lhes atribuem pontos roubados ao Benfica e com as receitas proporcionadas pelos adeptos benfiquistas.

O sacrifício tem contas fáceis de fazer: trocar umas horas de fervor benfiquista dentro de estádios alheios, por um futuro com mais verdade no futebol em Portugal.

publicado por Benfica 73 às 16:35

Outubro 22 2010

Tem toda a razão o Benfica ao reclamar segurança nas suas deslocações e passagens em trânsito por todo o território nacional sem excepção. Esta é uma questão de Estado que transcende o futebol. É ao Estado que compete assegurar direitos fundamentais, entre os quais a liberdade de circulação no País, sendo inadmissível a existência de bolsas subtraídas ao todo de liberdade que é Portugal. Não estamos num país terceiro-mundista, com zonas do território controladas por separatistas chechenos, fundamentalistas talibãs, senhores da guerra somalis ou tigres Tamil.

Mas a impunidade tem sido excepção em sucessivas ocorrências nos domínios do futebol, controlado em Portugal pelo “sistema” e respectivos capangas. A mais recente aconteceu na deslocação do Benfica a Guimarães: à saída do Porto, o autocarro do Benfica foi mais uma vez cobardemente apedrejado. Aliás, a impunidade já há muito que deixou de ser uma excepção para passar a ser a regra, no que diz respeito a determinados talibãs do submundo do “sistema”. Adeptos do Benfica que infringiram os direitos de outros foram, nos termos das leis, investigados pelas polícias, acusados pelo Ministério Público, levados a tribunal, julgados e alguns condenados.

Mas em matéria de futebol a Lei não tem sido igual para todos. E as denúncias de casos de vandalismo, depredação, assaltos, apedrejamentos, dentro e fora de recintos desportivos, sucedem-se sem consequências. Como se vivêssemos num Estado retalhado pelo separatismo. Ou numa espécie de Chicago em que a lei dos gangsters se sobrepõe ao poder do Estado.

No dia em que a Lei se aplicar a todos por igual e com todo o seu rigor, o “sistema” perde um dos seus indispensáveis pilares.


Setembro 29 2010

No mesmo dia e à mesma hora em que o Benfica, jogando em casa, voltava à Champions e às vitórias das noites europeias na Luz, Olegário Benquerença assinava em Manchester mais uma prestação “desastrada”, lardeando “má forma e vista grossa”, para usar palavras do jornal “O Jogo”. Que quer isto dizer? Quer dizer que o Benfica, que está por direito na Champions, ganhou porque finalmente não teve que jogar contra 14, como tem acontecido na Liga portuguesa. E que Benquerença provou que se tivesse que disputar um torneio de apuramento pela competência jamais mereceria chegar à Champions e a Manchester.

Mas falemos do Benfica e do regresso do “Glorioso” ao lugar de que tem sido arredado por forças opacas que intervêm no futebol. Sir Alex Ferguson disse uma vez que em Portugal certo clube comprava campeonatos. Desde então houve uma novidade. Passaram também a comprar-se segundos e terceiros lugares. E um dos objectivos tem consistido em afastar o Benfica da competição em que o “Glorioso” fez história e que hoje rende bom pecúlio e uma montra aos participantes.

Mas eis o Benfica de volta à Liga dos Campeões, marcando regresso com uma vitória e com uma exibição que, ainda sem deslumbrar, teve pormenores de elevado empenho, concentração e até mesmo momentos de magia. E a esses momentos ficou associado o nome de Pablo Aimar. Que sorte a do Benfica, que tem um jogador de génio que não foi chamado ao Mundial! O canto atrasado para Carlos Martins, que culminou no fantástico remate para golo de Luisão, como o slalom a rasgar toda a defesa do adversário, foram momentos para uma antologia do futebol.

Isto vai. Assim o Benfica possa jogar.

publicado por Benfica 73 às 16:23

Setembro 23 2010

Se um árbitro erra num jogo é justo falar em erro de arbitragem. Mas se um conjunto de árbitros erram numa sucessão de jogos todos contra a mesma equipa é lícito pensar em algo mais que em simples erros humanos. E mais ainda quando alguns desses árbitros têm um historial de erros a prejudicar a uma mesma equipa.

O árbitro que há dois anos viu um penálti que não existiu mas com o qual os portistas se salvaram de uma derrota em casa frente ao Benfica, este ano viu uma falta que Javi García não cometeu de onde resultou um golo contra a nossa equipa. Mas não viu, na área do nosso adversário, uma falta para grande penalidade sobre Fábio Coentrão. O árbitro que em 2004/2005 não viu uma bola chutada por Petit entrar 70 centímetros dentro da baliza de Vítor Baía, em Guimarães viu, ou julgou ver, razões para amarelar 7 jogadores do Benfica por faltas corriqueiras. Mas não viu duas faltas claríssimas dentro da área do adversário do Benfica, uma das quais uma agressão a pontapé a Pablo Aimar merecedora de cartão vermelho para o agressor.

O Benfica não entrou bem na abertura do Campeonato, no qual lhe compete defender o título. Escusamos de enterrar a cabeça na areia. A equipa perdeu três titulares da época passada, tem novos jogadores com falta de entrosamento, outros falta de ritmo ou cansaço, está sob fortíssima pressão mediática e psicológica. Está ainda longe da equipa que no ano passado deslumbrava os adeptos e confundia os adversários. Mas, jogando o que jogou e como tem jogado, o Benfica poderia ter somado quatro vitórias nos primeiros quatro jogos, se não tivesse sido derrotada pelas arbitragens. Foi muito oportuno e adequado que o Benfica tivesse decidido dar um murro na mesa.

publicado por Benfica 73 às 12:18

Agosto 07 2010

Terça-feira, 27 de Julho, notícias num canal TV de desporto: as imagens mostram as bancadas do Campus do Seixal cheias de benfiquistas que aplaudem e incentivam o guarda-redes Roberto; o texto, porém, arranca e prossegue com a referência a «muitas críticas» ao jogador. Mas onde estão as críticas, numa notícia suportada por imagens de inequívoco apoio ao atleta? Quem dá a cara, o nome, a voz, por tais críticas? Ninguém. É a suposta notícia, sem fontes, sem referências, sem remissivas, que contraria o conteúdo das próprias imagens que a ilustram, e que assume a existência de “muitas críticas” pela voz que lê a redacção. Mas a alegada notícia tem com efeito uma fonte. É a náusea”.

A “náusea” é a indisfarçável aversão que indivíduos “injustamente acusados de jornalistas” - feliz e irónica expressão do meu querido amigo Armando Baptista Bastos - nutrem pelo Sport Lisboa e Benfica e não disfarçam nas putativas notícias que escrevem. A “náusea” é provocada pela bílis antibenfiquista e anuncia o vómito que suja uma informação pública rigorosa. Ficámos a saber a semana passada os preconceitos e o veneno que alguns desses autoproclamados jornalistas cultivam e destilam em relação ao clube campeão. E mais grave que as bocas ordinárias off the record é a prática diária de manipulação que a “náusea” destila em figuradas notícias. Conheço honestos e competentes profissionais do referido canal de TV, como conheço o accionista, trabalhei com ele. Sei que não é dele que partem instruções para manipular ou envenenar o noticiário. Mas também sei que nas redacções há sempre prosélitos mais papistas que qualquer Papa, dispostos a disfarçar com sabujice ao que supõem ser o poder a mais nauseabunda incompetência.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 16:24

Julho 15 2010

O fiasco de selecção teve uma excepção: chama-se Fábio Coentrão. E teriam tido duas, como se viu em escassos minutos, se os invejosos não tivessem feito vingar a sua inveja. E teria tido mais, se a selecção fosse realmente uma equipa «de todos nós».

 

- O FC Porto confirmou que não sabe ir sozinho ao mercado, a não ser em matéria de brasileiras Sub-23. Desde há alguns anos, o FC Porto não descobre um único novo jogador que se veja a não ser nas notícias de jornais sobre atletas que alegadamente estarão nos planos do Benfica.

 

- O Sporting acaba de aderir oficialmente à satelização de clubes na Subliga dos Obséquios. Sem conseguir que o mercado manifestasse interesse por qualquer jogador do plantel, o Sporting vendeu o capitão a troco de um cheque e de um defesa-central. Pelo que se tem passado com outras equipas que fazem parte do sistema de obséquios desta Subliga, já se sabe no que isto vai dar: o Sporting passa a jogar de pantufas ou de botas cardadas, conforme defronte amigos ou inimigos, capitaliza alguns favores ao longo do ano, e, no final da época, recebe algumas sobras como reforços a título de empréstimo.

 

- A Subliga do “sistema”, para além de jogadores, dispõe também de uma bolsa de treinadores que rodam no final de cada época, como as dezenas de jogadores emprestados. E foi assim que, saindo o mister do Calhabé para Campanhã - depois de ter sido recusado duas vezes a Alvalade -, foi substituído pelo preparador vindo de Olhão. Este rolamento de treinadores e jogadores é fácil, é barato e dá milhões ao prestamista. E cria uma clientela de equipas complacentes.

- Há maneiras mais discretas de humilhar uma pessoa que, ao fim de quatro anos de serviço, despachá-la para a linha de água, à beira do naufrágio, do campeonato de Espanha. Cada um tem o que merece.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 13:49

Junho 12 2010

Afinal, a história da “lista” de 50 treinadores para escolher o eleito dos Andrades era pura bazófia. A “lista” tinha um único treinador, que por sinal era o do Benfica, e uma segunda escolha que por acaso era o treinador que por duas vezes fora impedido de assinar pelo Sporting. Não restam dúvidas que o cabecilha da colectividade esgotou a imaginação e a faculdade de discernir. Há muito que não consegue descobrir um jogador que se veja a não ser surripiando descobertas do Benfica. E em matéria de treinadores, a “lista” dos 50, afinal, era o nome de Jorge Jesus escrito cinquenta vezes. Ou vá lá que fossem 49, ficando a quinquagésima escolha para o treinador que o Sporting tentou contratar sem êxito, porque estava de reserva para o caso provável de falhar “a lista” das 50 opções.

O cabo da sociedade recreativa vive torturado por dois pesadelos: o primeiro, é o transtorno obsessivo com o Benfica, o segundo, é o seu próprio destino para além do fim de mandatos que vai adiando. E o pior é que as duas questões de algum modo interagem. O sucesso do Benfica é a maior, mais consistente e mais eminente ameaça ao império do “sistema” e ao pontificado do régulo das Antas. De maneira que o indivíduo já nem cuida de saber como vai governar a própria colectividade, mas apenas com poderá desgovernar o Benfica. Roubar-lhe o treinador? Dizimar-lhe o plantel?

A bazófia da “lista” dos 50 treinadores é um caricato número de ilusionismo de cordel que não consegue disfarçar uma patética realidade. Chama-se declínio.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 10:18

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