Fevereiro 12 2013

Foi assim com o histórico Atlético. Foi assim com o não menos histórico Belenenses. Está a ser assim com o histórico Sporting. Os clubes de Lisboa ou se afundam ou mergulham em suplícios difíceis de reverter. As explicações são múltiplas, ainda que se me afigure a cultura de desprendimento, a feira de vaidades, a falta de orgulho e a ausência de bairrismo as razões mais fortes para o descalabro.

Por oposição a outros clubes, sobretudo a Norte, os de Lisboa não praticam a unidade. Unidade na acção e nos propósitos. Não cultivam a dedicação, o apego, a teimosia. Ou se acomodam ou embarcam em processos mirabolantes, e quase suicidas. A queda, essa, é uma inevitabilidade.
O Benfica, sobretudo nos últimos anos, tem sido excepção. Existe estabilidade, existe dedicação, existe ambição. Existe tudo o que tem que existir e deve, imperativamente, reforçar esses predicados.
Readquirir a hegemonia no Futebol nacional tem de ser a bússola benfiquista nos tempos mais próximos. O trilho está a ser percorrido, ainda que longe da conclusão, de forma determinada e sustentada.
A situação actual do Sporting, qual Sportinguezinho no plano competitivo, poderia merecer o aplauso e até o gozo da turba vermelha ou não se tratasse do arquirrival. Rejeito, de forma categórica, essa sensação. Antes, que sirva de exemplo para que o nosso Clube não volte a cometer erros que quase hipotecaram, ainda num passado recente, o seu historial glorioso.
O Benfica é naturalmente, melhor e maior do que o Sporting. Este ou outro Sporting. Vai continuar a sê-lo. As baterias devem ser viradas para Norte. Sem distracções, sem hesitações, sempre com fogosidade, só assim se decide a primazia da bola nacional. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:25

Agosto 17 2012

Chama-se BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA. É o meu novo livro, produto oficial SLB, com textos da minha lavra e desenhos de Sofia Zambujo, uma talentosa benfiquista, cujas ilustrações me motivaram a endereçar-lhe o convite para a consecução da obra.  BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA retrata, em imagens e em textos, os 120 melhores jogadores e os dez mais destacados treinadores da história centenária do nosso Clube. Trata-se de um longo cortejo que permite mergulhar (melhor ainda, saborear) os feitos de uma maúça de gente que emprestou majestade, que conferiu primazia, que protagonizou mística, que concitou aplausos infindos. BENFICA NO DESENHO NA HISTÓRIA, cujo lançamento na Luz, está aprazado para a próxima semana, afigura-se mais um documento susceptível de conferir elevada auto-estima a todo o universo vermelho. Retrata coisas boas, proezas irrepetíveis, odisseias sem igual. A preferência das 130 figuras pode não ser consensual? Mas será que haveria duas escolhas iguais? Seguramente, passe a imodéstia, não vai suscitar nenhum sobressalto ainda que talvez este ou aquele reparo. 
BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA, com um texto institucional do presidente, Luís Filipe Vieira, e prefácio do grande escritor José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, é mais um contributo para valorizar o património bibliográfico do Glorioso. Como é que me sinto, mentor do projecto e co-autor do livro? Gloriosamente feliz, gloriosamente emocionado. Com uma dedicatória venerada ao meu Benfica. 

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:54

Julho 20 2012

O Futebol é, felizmente, um fenómeno transversal na sociedade portuguesa. O Futebol é, não menos felizmente, um dos poucos fenómenos susceptíveis de conferirem alegria ao povo na sociedade portuguesa. Só que o Futebol, sobretudo agentes do Futebol, não devem ou não podem receber honrarias institucionais, depois de terem uma folha de serviços manchada de ilicitudes e outras coisas mais. O representante máximo do FC Porto acaba de ser recebido na Assembleia da República. A presidente do Parlamento, de sorriso aberto, não faltou à cerimónia, à semelhança de vários deputados das mais distintas latitudes partidárias. A coisa teve um ar de grande formalidade. Ser portista, convenhamos, não é crime. Mas representantes da Nação, eleitos pelo povo, em plena casa da Democracia, para mais com a presidente do hemiciclo a conferir toda a importância ao acontecimento, rececionarem o líder do FCP constitui uma vergonha. 

Até podem sustentar que a criatura não foi condenada. Mas não podem ignorar, no mínimo, as Escutas no âmbito do processo Apito Dourado. Essas mesmo que provam à sociedade quem tentou, por métodos perversos, inquinar a Verdade Desportiva em Portugal nos últimos anos. Em 2004, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, recebeu-me em Belém, com uma comitiva de jogadores do nosso Clube, a pretexto do lançamento de um livro da minha lavra sobre a história do Benfica. 
Nesse ano, recusou patrocinar uma cerimónia de felicitações ao FCP que se havia sagrado campeão da Europa, estava ao rubro o Apito Dourado.
Sampaio fez bem, embora o diga como juiz em causa própria. O Parlamento continua mal. Muito mal. Não se dá o respeito. Temos deputados que se esqueceram das conversas da fruta. O que são? Fruta desprezível, Fruta abjeta. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:10

Julho 13 2012

O crescimento do Benfica, nos últimos tempos, tem muito a ver, também, com outras modalidades que não o Futebol, indubitavelmente a concitar o grosso das despesas afetivas. Foi, é e será sempre assim. O Benfica é muito futebol, mas é também uma agremiação elétrica. Faz gala disso e faz bem, faz com absoluta justeza. 

Não se pode ganhar sempre, todos sabemos disso. Mas o Benfica compete sempre para vencer, a despeito das modalidades, a despeito dos escalões etários. E o que se tem visto nas últimas épocas? Um grande salto qualitativo, uma afirmação de poder, um estimulo anímico adicional, não poucas vezes razões de sobra que honram a instituição e conferem um garrido mais alegre às camisolas vermelhas e aos aplausos das plateias. 
O Benfica está pujante nas modalidades, cada vez mais pujante. Tempos houve em que as dificuldades eram terríveis, em que algumas secções encerraram ou estiveram muito perto disso. O panorama alterou-se. Mérito dos dirigentes, também dos técnicos e atletas, não menos dos aficionados, incansáveis no apoio. 
O Benfica, hoje, é mais Benfica. Não apenas no Futebol. O Benfica hoje, é mais Benfica. Também nas outras modalidades. E mais Benfica só pode traduzir-se por melhor Benfica. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 00:55

Julho 03 2012

"Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia". Luís Filipe Vieira tem razão. Até a poesia (será de Régio?) declamada por um ladrão pode constituir um roubo. Há ladrões que roubam beleza ao... belo. Dizer poesia sem jeito para a função é roubar. É apanágio de ladrão. "Um fugitivo da justiça não deixa de o ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado". Luís Filipe Vieira tem razão. Um fugitivo é um crápula, é alguém que não assume, não se assume. Pior ainda, é que existam cúmplices (serão azuis?) de actos sentenciáveis e publicamente escandalosos.

"Têm a lata de falar de verdade desportiva quando o seu sucesso foi construído com base na maior mentira do Desporto português". Luís Filipe Vieira tem razão. Durante mais de meio século, a competição tem estado sempre inquinada. Processos mirabolantes (serão a Norte?) adulteraram a lisura, a transparência, a verdade.
"Burros são os que acreditam que isto vai mudar, burros são os que acreditam que a impunidade vai durar para sempre". Luís Filipe Vieira tem razão. Procedimentos conhecidos (será o Apito Dourado?) não podem deixar, doravante, de ter o tratamento adequado, justo, implacável. "Alguns muros já caíram, mas não vou descansar enquanto houver árbitros, delegados e dirigentes que tenham medo, que se sintam condicionados por ameaças e represálias". Luís Filipe Vieira tem razão. Existe uma atmosfera de de receio, até de pavor (será o sistema?) que tudo condiciona, adultera, mascara. 
 Luís Filipe Vieira tem razão. Os benfiquistas têm razão. O que é preciso? Que o maior Clube português seja o melhor no combate, firme e decidido, à imundice que vem caracterizando a bola nacional.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 00:49

Junho 21 2012

Em pleno defeso, os benfiquistas interrogam-se. Que equipa na próxima temporada? A questão faz todo o sentido, ademais sabendo-se que, invariavelmente, os objectivos são audaciosos. Todas as competições terão de ter a marca Benfica, que o mesmo é dizer a luta pelo triunfo. Porventura, apenas a Liga dos Campeões pode não obedecer a esse requisito, ainda que uma prestação de qualidade esteja no horizonte. 

Mas será que o problema é a equipa que se vai apresentar na nova época? Com algumas alterações, fruto de contingências várias, o grupo de trabalho não deve sofrer grandes alterações e dará, em tese, todas as condições para a prossecução dos múltiplos propósitos ganhadores.
A questão não é a equipa? Então o que é? É, sobretudo, a atitude. Os dois últimos anos, provaram à sociedade que o Benfica não foi respeitado ou não se soube dar ao respeito.
No Benfica, exige-se outra atitude. Atitude competitiva? Também maior vigilância e ataque cerrado a todos aqueles que pretendem inquinar a Verdade Desportiva. Não pode haver triunfalismo. Da mesma forma, não pode haver negligência, não pode haver descuido.
Todos os benfiquistas têm de contribuir para que a ATITUDE seja outra. Muitos os adeptos, mola real da melhor ou menos boa atmosfera emocional. Por acrescidas razões, muito os dirigentes, os técnicos, os atletas. O Benfica tem que atemorizar, o que não significa viciar. Tem histórico para isso, tem peso para isso, tem condições para isso. Há uma atitude vermelha que, em momento algum, pode estar desbotada, pode ser descurada. Então, sim. A paisagem competitiva será outra. Mais garrida, com absoluta certeza.  
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 15:13

Junho 06 2012

"Para o ano é que vai ser". A expressão, no Universo Benfiquista, começa a ganhar uma frequência inusitada. Preocupantemente inusitada. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até em escalões jovens.

"Para o ano é que vai ser". A expressão só pode ser, no Universo Benfiquista, substituída por "este ano é que foi". O Benfica tem que ganhar tem que vencer mais vezes, muitas mais vezes.
 "Para o ano é que vai ser". A expressão, ainda que possa encerrar optimismo e confiança, é uma expressão de derrota, de conformismo. E derrota ou conformismo não rima com Benfica. Benfica é, só pode ser, sinônimo de triunfo. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até mesmo em escalões jovens.
"Para o ano é que vai ser". A expressão tem que ser benfiquistamente banida. Há que implementar no nosso Clube uma cultura mais firme, mais robusta, mais guerreira. Não se pode ganhar sempre? Claro que não. Mas também não se pode claudicar (quase sempre) nos momentos capitais. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até em escalões jovens.
"Para o ano é que vai ser". A expressão é da responsabilidade de quem? De todos, de todos nós. Não se pense que é, exclusivamente, dos dirigentes, dos atletas, dos técnicos. É de todos, de todos nós. Exige-se um pouco mais de Benfiquismo. Um pouco mais de atenção, de cuidado e de rigor no nosso Benfiquismo. A todos, a todos nós. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:57

Maio 22 2012

Continuamos a ler, a ouvir e a ver. O FC Porto é campeão nacional a duas jornadas do termo da Liga. As faixas estão entregues, inapelavelmente entregues. As faixas estão entregues, mas também mentirosamente entregues. Os dirigentes, os técnicos e os jogadores do FC Porto vão ter direito às faixas. Mas há ou não há mais gente com direito às faixas?

Este não foi o Campeonato do FC Porto, foi muito mais o Campeonato da arbitragem. Proença, Olegário e quejandos também têm direito às faixas. São as faixas da incompetência, da viciação, da mediocridade, da vergonha. Os homens do apito entregaram o Campeonato ao FC Porto, mais do que isso retiraram o Campeonato ao Benfica. A temporada foi um patranha na esteia, de resto, da fase inicial da anterior. Os ecos do Apito Dourado já são passado, estamos de retorno às grandes escandaleiras.

Exigia-se mais ao Benfica? Certamente que sim, designadamente nos jogos de Guimarães, de Coimbra, de Alvalade. Só que tudo esteve inquinado. A luta foi sempre desigual. O FC Porto viveu do conforto das arbitragens, o Benfica soçobrou na adversidade das arbitragens. O povo vermelho está angustiado. Tem razão. Mas a ira deve ser canalizada para os destinatários certos. Não se cometeram erros na nossa casa? Certamente que sim. Mas foi no exterior do edifício benfiquista que tudo se decidiu.

Como vai ser o futuro? A julgar por aquilo que se tem passado, pouco ou nada mudará. No plano institucional, o Benfica não tem conseguido fazer-se respeitar, situação assombrosa para quem (e bem) reivindica o estatuto de maior Clube nacional. E ou isto muda mesmo ou a mentira continuará a dar cor às faixas e a premiar aqueles viciam a competição.

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 20:10

Abril 27 2012

O José Mário Branco, excelente intérprete, num tema não menos excelente, canta “foi um sonho lindo que acabou”. Refere-se ao Benfica? Claro que não. Tanto quanto sei, o Zé Mário até não é um aficionado de Futebol. A verdade é que, desde a pretérita segunda-feira, até se poderia referir ao nosso Benfica. Com a derrota em Alvalade, frente ao Sporting, “foi um sonho lindo que acabou”. O Zé Mário não percebe de bola. Não percebe mesmo, nem tem tão-pouco quer ou tem que perceber. Mas também poderia cantar que as arbitragens, neste País, são um sonho mau, um autêntico pesadelo, um verdadeiro pecado. Aquele penalti, logo no primeiro minuto do embate, por que não foi marcado? Como seria a história do jogo se houvesse verdade desportiva?

Pode ser que esse lance não explique tudo. Até não explica mesmo. Esperava-se mais do Benfica, sobretudo num jogo de carácter decisivo. Ademais, depois do FC Porto ter vencido em Braga. Algo falhou, ainda que o nível da atitude nada haja a dizer em desabono do colectivo vermelho e das opções tácticas de Jorge Jesus.

Mais um campeonato perdido? Parece que sim, a menos que algum milagre (eu, o Zé Mário e tantos outros não acreditamos) pudesse existir. Resta terminar a prova com dignidade Benfiquista. Que prova? Essa mesmo que fica, irreversivelmente, manchada por arbitragens deploráveis com manifesto prejuízo da melhor equipa nacional. Não é o Benfica? Na Europa provou-o de forma concludente e também só não foi mais longe porque outros valores se levantaram. Em Portugal? Os Apitos Dourados (mais azuis, em abono da verdade) continuam a pontificar a só servem para inquinar as competições.

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 19:08

Abril 07 2012

O presidente do Benfica, em tempo útil e com sentido de responsabilidade, não deixou de fazer a advertência. O nosso Clube, a respeito da recuperação financeira que tem garantido nos últimos anos, não poderia exibir-se activo no chamado mercado de Inverno do Futebol. 

Luís Filipe Vieira não fez demagogia, quando aludiu aos tempos ásperos que caracterizam a sociedade portuguesa e europeia, também no caso vertente em matéria de Futebol. 
O líder Benfiquista, ainda assim, só por imodéstia não se referiu de forma mais altissonante à confiança que o actual quadro de jogadores lhe suscita. Da mesma forma, a todo o Universo Benfiquista.
Apesar de tudo, Djaló ingressou no Benfica? Foi uma questão de oportunidade, amplamente vantajosa, tendo por adquirido o ex-sportinguista reúne bastantes predicados para auxiliar o colectivo nas múltiplas frentes em que estará envolvido nos próximos tempos. Trata-se de um jogador credenciado, de nacionalidade portuguesa, subtraído aos principais rivais, decerto apostando em regressar à ribalta, para mais depois da rábula que o afastou durante alguns meses dos relvados.
Com Djaló e todos os outros, o Benfica tem tudo para manter a senda vitoriosa, marca (felizmente) distintiva da presente temporada. Já outros, em desespero de causa, investiram mais no mercado de Inverno (FC Porto) ou não o fizeram por manifesta fragilidade financeira (Sporting).
É este Benfica que agrada aos adeptos. Competitivamente sólido, financeiramente responsável. A luta, essa, vai continuar a ser árdua. O Inverno já exibiu um novo Campeão? A Primavera confirmá-lo-à.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:15

Abril 06 2012

Não quero ir tão longe como Ramalho Ortigão num escrito do século XIX. "A opinião pública é a coisa mais pública mais estúpida que em Portugal existe". Não quero ir tão longe como o meu amigo Manuel José, antigo jogador e treinador do nosso Benfica. "Em Portugal, há dezenas de inteligências e milhões de cotovelos". Não quero ir tão longe, mas ando lá perto. E não posso mesmo é deixar de refutar, com veemência, uma acusação ao grande Eusébio, proclamando que este contribuiu para inquinar a Verdade Desportiva e que terá ajudado a que o Benfica vencesse o Campeonato de 76\77.

Eusébio confessou, recentemente, que se recusou a marcar um livre, na defesa das cores do Beira-Mar, num embate frente ao Benfica. Foi verdade. Havia-o dito já antes do jogo. Eusébio jamais admitiria apontar um golo ao seu Benfica. Na altura, estava de férias, na sua aventura americana, já na fase de veterania, quando assinou um vínculo com o Beira-Mar. Era sobretudo um contrato de marketing como na actualidade sói dizer-se. Pago jogo a jogo, nem sequer treinava em Aveiro, onde só se deslocava aos fins-de-semana para actuar. Ainda assim, o treinador, Manuel Oliveira quis inclui-lo no onze inicial.
Saibam aqueles que querem denegrir a imagem do nosso Eusébio que esse Beira-Mar - Benfica até terminou empatado (2-2) e que o nosso clube arrebatou o titulo com nove pontos de avanço (na actualidade, seriam quinze) numa demonstração categórica de superioridade. 

Eusébio mais não fez do que exibir uma manifestação de amor ao Benfica. Será muito custoso admiti-lo? Ao que parece sim, para um punhado de idiotas, ressabiados, que procuram de forma malévola aproveitar a sinceridade de Eusébio. Só que esses, ao invés de Eusébio, só sabem marcar golos na baliza da imbecilidade.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:29

Março 15 2012
Esta foi a semana do Eusébio. Só podia ser a semana do Eusébio. O aniversário do Eusébio, para mais o seu septuagésimo, só podia ser o destaque da semana, só podia colorir a semana informativa. O aniversário do Eusébio, para mais depois de duas hospitalizações consecutivas, só podia ser o relevo da semana, só podia colorir a semana emocional. 
Quis participar na semana do Eusébio. Participo em todas as semanas do Eusébio, mas esta foi uma semana especial. Escrevo muito sobre o Eusébio, escrevo sempre sobre o Eusébio, mas esta semana escrevi com mais diletantismo, mais militância, mais prazer.
"O menino Eusébio, há meio século, chegou a Lisboa.Pouco mais que bebé, já injectado de Benfiquismo pelo popular Zé das Barbas de Ponte da Barca, havia um João, que não sabia ainda que era Malheiro, mas logo ficou fascinado pelo seu novo ídolo. A aptitude emocional prosseguiu, ate recrudesceu. Eusébio deleitava tudo e todos. Era hipnose, era rajada, era batuta, era sedução. Era o que os outros não eram, o que os outros não conseguiam ser.
Era um Deus de bola. 
Anos volvidos, para aí duas décadas, a cumplicidade entre nós começou, também recrudesceu. Tantas e tantas horas de confidências, tantas e tantas partilhas. Mais emoções, algumas fúrias, sempre sintonias. Agora, Eusébio tem setenta anos. Ele diviniza a palavra saudade, ele é lenda, ele é mito. Agora Eusébio tem setenta anos? É porque está ainda mais próximo da imortalidade."
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 14:26

Fevereiro 24 2012
O segundo semestre de 2011 foi excelente para o Benfica. Não fosse o empate na jornada inaugural, em Barcelos, frente ao Gil Vicente, mais a eliminação da Taça de Portugal, no Funchal, com o Marítimo, e bem se poderia falar de uma caminhada assombrosa e sem ponta de mácula. Ainda assim, o registo "encarnado" terá, porventura, superado as melhores expectativas, sobretudo depois da frustração na fase terminal da primeira metade do ano. 
Este Benfica, tão categoricamente competitivo, está a entusiasmar os aficionados e a justificar loas de todos aqueles que acompanham de perto as diferentes provas em que a formação de Jorge Jesus está envolvida. Ademais, não é apenas a nível doméstico que o Benfica tem revelado grande competência e mestria. Também no contexto internacional, a equipa assinou na primeira metade da temporada um desempenho que chegou a roçar o brilhantismo.
Sem derrotas na Liga, numa altura de dobragem do Campeonato, há já quem equacione a possibilidade do Benfica não apenas se sagrar Campeão, como o poder fazer posse do invejável estatuto de conjunto invicto, algo que aconteceria pela segunda vez (outra houve, mas o Campeonato não foi ganho) no seu vasto historial. A probabilidade até tem consistência, mas afigura-se prematuro conjecturá-la sem reservas. Pior do que a animosidade dos adeptos é o triunfalismo exacerbado. Os Campeões são-no-também - por cultivarem a modéstia, por saberem renunciar à sobranceria. De resto, doravante, cada vez será mais dilatada a vontade dos opositores, quaisquer que sejam, de infligirem na Liga o primeiro desaire ao Benfica. Importa que esse desejo dos adversários seja (sempre, sempre mesmo) menor do que a vontade da nossa equipa de se manter imbatível na prova mais importante do calendário nacional. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:43

Fevereiro 10 2012
A uma ronda do termo da primeira volta da Liga, o Benfica garantiu a liderança isolada na prova. A equipa continua invicta, numa trajectória excelente, que até já passou pelos testes exigentes, que se saldaram em duas igualdades, nas deslocações ao Porto e a Braga.
Este Benfica, versão 2011\2012, tem mais três pontos, na mesma altura da competição, do que aquele Benfica que, há dois anos, se sagrou Campeão Nacional. O registo é sensacional e auspicioso. A equipa está firme, vende saúde, exibe ideias, carrega talento, transporta emoção. 
Nas duas próximas jornadas da Liga, a Luz vai ser palco dos embates frente ao Vitória de Setúbal e ao Gil Vicente. Está desenhando um excelente ensejo para o Benfica reforçar a condição de guia na pauta do campeonato e acrescentar mais dois degraus ao seu percurso ascendente.
Afinal, a que se deve este Benfica tão exclamativo? A uma liderança técnica competente? sem dúvida. Ao melhor guarda-redes da Liga? Também. À mais competente dupla de centrais que actua em Portugal? Também ainda. A uma intermediária sagaz e desequilibrante? Igualmente. A um ataque explosivo e certeiro? Sem dúvida. 
O Benfica está bem e recomenda-se. Os adeptos estão bem e emocionam-se. Todo o Universo Vermelho está mergulhado numa atmosfera positiva e não menos entusiástica. Ainda assim, este Benfica-mais-Campeão não pode distrair-se. Se conseguir manter o rigor competitivo que vem patenteando, só pode haver uma certeza. E qual é? 2012 vai ser mesmo um ano vermelho.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 21:45

Janeiro 31 2012
Foram dias de alguma tensão, de alguma ansiedade. O Eusébio no hospital? Há gente, alguma gente, de quem precisamos sempre disponível, sempre solícita.O Eusébio faz parte dessa gente, da gente que nós queremos sempre connosco, sempre presente. O Simões, no Brasil, foi acompanhado, através de mim, a evolução do estado de saúde do King. " O irmão branco está preocupado" não se cansou de dizer, de dizer muitas vezes. " Irmão branco" é como, carinhosamente, o Eusébio se refere a António Simões.
A cumplicidade entre ambos vem de longe, de muito longe. Durante mais de uma década, no grande Benfica das décadas de 60 e 70, foram companheiros de quarto nos estágios. Com eles tenho muitas horas de conversa. Dezenas ? Não. Centenas? Não também. Milhares? Sim. Seguramente milhares. 
Eusébio e Simões são do melhor património humano e competitivo na história centenária do Sport Lisboa e Benfica. Agora, vamos repetir aquelas deliciosas jornadas de convívio. Uma vez? Não. Algumas vezes? Não também. Muitas vezes? Sim. Seguramente muitas. Tantas quantas forem precisas para revivermos o nosso arreigado Benfiquismo e a nossa esmagadora paixão pela bola.
Do Eusébio tudo ou quase tudo foi dito. E do Simões? Muito também, mas continua a haver uma coisa que me intriga e que até muitos Benfiquistas desconhecem. Quem é o mais jovem campeão europeu de clubes de todo o historial do Futebol europeu? Para nossa honra, para nosso orgulho, a resposta é António Simões. Esse mesmo, o "irmão branco" do Eusébio. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:25

Janeiro 18 2012

Telefonemas há que não gostamos de receber. "O Eusébio foi internado", ouvi do outro lado da linha. Dois dias depois, as televisões deram a noticia com alvoroço, suscitando enorme alarme. Durante horas, os meus telefones não pararam de tocar. Amigo é biógrafo de Eusébio, por esse motivo reiteradamente solicitado, vi-me compelido a fazer despesas de comunicação sobre o estado da maior referência da história do Benfica e do Futebol português. 

Se dúvidas tivesse sobre a importância do grande Eusébio na vida nacional tê-las-ia dissipado naquele momento e nos dias subsequentes. A comunicação Social, ávida de noticias, continuou a questionar-me amiúde, na expectativa de ouvir os meus comentários no rescaldo dos contactos que, dia a dia, ui estabelecendo com o meu ídolo de infância e da adolescência. Falar sobre o Eusébio às TV´s, rádios, jornais, revistas e sites, a despeito da razão, foi algo que me gratificou.
Digo-o imodestamente. Digo-o, também, com a fortuna de saber que o problema foi debelado. Digo-o, ainda, com a convicção de saber que o trono do Futebol nacional continua e continuará ocupado na sua melhor expressão. 
Para além de jornalistas, é irreproduzível, mercê da sua amplitude, a lista daqueles que me abordam com o fito de se inteirarem do estado de saúde do Eusébio. António Simões, Manuel José, António Oliveira, Artur Jorge, Fernando Gomes, Manuel Fernandes, João Alves, Jaime Magalhães, Bernardino Pedroto, tantos e tantos mais. Também personalidades de outras áreas da sociedade, exemplos de Manuel Alegre, Paulo de Carvalho, Fernando Mendes, tantos e tantos mais. 
Numa quadra especifica, senti (ou será que aprendi?) que o Eusébio é mais importante para mim do que o Natal. Esta será, talvez, a homenagem que me faltava fazer-lhe. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 11:24

Janeiro 13 2012

Criado e crescido em Vila do Conde, natural só poderia ser a minha grande afeição ao Rio Ave, o emblema desportivo mais representativo daquela cidade nortenha. Foram muitos anos de ligação sentimental e física ao clube, que sempre coloquei, de forma indestronável, no segundo patamar das minhas preferências, logo a seguir ao nosso Benfica.

Por imperativos familiares, na última ronda da liga, não estive na Luz a presenciar o despique entre Benfica e o Rio Ave. Acompanhei o jogo pela TV, justamente em Vila do Conde, no restaurante de um amigo portista. O Benfica ganhou. Ganhou bem, ganhou categoricamente. Ganhou ainda melhor, porque o Rio Ave se bateu sem complexos e com galhardia. 
Qual era a atmosfera no lugar onde assisti ao jogo? De predominância benfiquista, mesmo tratando se da cidade que sedia o antagonista da equipa "encarnada". Eram mais benfiquistas do que simpatizantes do Rio Ave. Eram mais benfiquistas do que simpatizantes de outras cores. Eram mais benfiquistas do que todos os outros juntos. No dia seguinte, por mero acaso, ainda no mesmo espaço, encontrei-me com o presidente do Rio Ave. Conversámos uns minutos e registei uma rase de grande significado, proferida pelo meu interlocutor. "É sempre com o Benfica que o Rio Ave consegue, em casa, as suas melhores receitas, a grande distância do Sporting e do FC Porto". Mesmo sabendo-se que Vila do Conde dista somente vinte quilómetros da capital nortenha.
Qual é, afinal, o maior clube do Norte? Custe o que custar, a resposta é inevitável e merece ser escrita de forma maiúscula. 
O BENFICA É O MAIOR CLUBE DO NORTE.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 09:49

Dezembro 27 2011

O ano civil está quase no seu termo e o Benfica quase no seu melhor. Não fosse a eliminação frente ao Marítimo, na Taça de Portugal, o primeiro semestre da temporada tinha um saldo a roçar o brilhantismo. Quer a nível doméstico, quer a nível internacional, o colectivo vermelho tem demonstrado grande capacidade para rubricar uma época de contentamento.  

Ainda assim, importa perceber que o caminho está eivado de dificuldades. A luta, sobretudo na Liga nacional, vai ser renhida. Com o FC Porto? Sobretudo com o FC Porto, ainda que o Sporting se apresente mais consistente do que nos últimos anos. Os empates no Dragão e em Braga, o recente triunfo na Madeira, compromissos que se adivinhavam de grande exigência, revelaram um Benfica personalizado, competente e ambicioso.

Na segunda volta do Campeonato, ao invés dos nossos mais directos opositores (com calendários de maior exigência), a deslocação a Alvalade parece constituir se no mais intricado dos compromissos. Quanto ao resto, nos embates caseiros, espera se um Benfica ganhador e, da mesma forma, nos restantes confrontos que terá de cumprir extramuros.

Tudo fácil? Longe disso, ainda que a trajectória, ate ao momento, projecte todo um clima de confiança em redor da equipa. Irrepetível será, seguramente, o medíocre final do ano transacto. É manifesto que este Benfica, jamais repetirá os desaires frustrantes que marcaram de forma dolorosa o termo da última temporada.

Há mais e melhor Benfica. Há mais e melhores vontades para acreditarmos no êxito. Há mais e melhores razões para acreditarmos no sucesso.  

Autor: João Malheiro

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 23:13

Dezembro 17 2011

Quanto custou a derrota frente ao Marítimo? Custou a Taça de Portugal, custou a quebra de um clima frenético entusiasmo em torno da equipa. Custou tudo isso, custou dolorosamente, mas o que custou pode custar menos. Como assim? Desaires há que são pedagógicos, que ajudam a perceber que o trajecto competitivo não é linear, não é sempre vitorioso.

O Benfica, esta temporada, ainda não havia perdido em desafios oficiais. O registo era entusiasmante, mas porventura sugeria facilidades que não existem, nunca existem. Não há colectivos, por mais forte que argumentem, invencíveis em todas as empreitadas que disputam. Sobretudo no futebol, muito mais no futebol.
Uma derrota esta época, com este Benfica para mais a nível doméstico, é difícil de digerir.

Consequências do revés na Madeira? A convicção de que o Benfica até poderia superar o seu opositor, mas que o contratempo só pode obrigar a equipa a reforçar os seus melhores índices na competição. E o que há ainda pode batalhar, o que há ainda pode vencer?  Desde logo, o campeonato. Também  a Taça de Liga, ainda uma prestação digna da Liga dos Campeões.

Uma derrota, esta época, com este Benfica, para mais a nível doméstico, é difícil de digerir. Só que deve servir de alerta, deve servir para perceber que não há jogos ganhos antecipadamente. O aviso é para a equipa técnica, é para os jogadores, é para os dirigentes? Também é, claro que é. Mas é fundamentalmente para os adeptos. E porque? Para que não murchem na sua convicção, no seu apoio, na sua alma, na sua crença.  
Estamos em Dezembro. A temporada só termina em Maio. De vermelho colorida? Tanto mais vermelha quanto mais vermelho, convictamente vermelho, for o apoio dos aficionados. Depois do baque no Funchal, vamos reforçar o vermelho da confiança? A ser assim, razão bastante para que vermelho, muito vermelho, venha a ser, no final, o nosso contentamento.   

Autor: João Malheiro

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 22:05

Dezembro 05 2011

Deu para ler, há poucos dias, no diário generalista mais consumido em Portugal. “Em matéria de estupidez, Eusébio é king”. O texto é assinado por um tal Duarte… Moral(?). Quem é a criatura capaz de redigir semelhante tarouquice? Fiquei a saber que é dono de uma avantajada gordura, fiquei a saber que cada grama do seu físico banhoso vale o mesmo peso em nojo. Se dúvidas tivesse, fiquei a saber que é um histérico sportinguista. O Duarte Moral tem moral para falar no maior símbolo da história do Futebol português? O Duarte Moral não tem moral, é imoral. Mais imoral ainda é viver de prosas sobre a bola, sobre os artistas da bola. A bola, a verdadeira, não precisa desse Duarte, despreza esse Duarte. Ele é que não passa de uma anafada e anedótica. A vida não é só feita de gente azeda, também de gente doce.

Doce era a Anabela. A Anabela? Essa mulher competente, prestável e graciosa que, anos a fio, serviu o pequeno-almoço aos jogadores e treinadores do Benfica. Também a mim, enquanto director de Comunicação do Clube, de 2000 a 2003. A Anabela era inexcedível, dava colorido e alegria às manhãs de trabalho. A Anabela, cruelmente, morreu.

Há gente boa que não merecia deixar a vida precocemente. A Anabela merecia era continuar associada, todos os dias, aos seus meninos. Tinha, em cada um deles, um amigo, alguém que sentia como o mais próximo dos seus familiares.

No dia em que li a repugnante prosa do Duarte, participei na cerimónia fúnebre da Anabela. Só poderia reforçar a minha convicção de que o mundo é feito de contrários. Neste caso, o nojo e o doce. Só que, para grande infelicidade, a doçura da Anabela já só pertence à nossa memória sentimental e benfiquista.

Autor: João Malheiro

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 14:08

Outubro 25 2010

Percebeu-se ou não quanto custou (meia) adversidade do FC Porto em Guimarães? Até deu para um treinador histérico descortinar um penálti-que-não-era num penálti-que-era, mais tarde um penálti-que-já-não-era-outra-vez. Até deu para revelar miopia em relação a um penálti-que-era-mesmo, só que favorável à turma vimaranense. Lembram-se das primeiras jornadas da Liga? Dos sucessivos erros de arbitragem que quase empurraram o Benfica para o fundo da tabela? Muitos dos nossos detractores vieram a terreiro sustentar que a revolta vermelha mais não era do que mau perder. Com erros escandalosos? Enquanto outros, sobretudo o FC Porto, eram brindados com não menos escandalosas generosidades dos homens do apito?...

A fanática cultura portista não muda. Até comentadores televisivos abandonam programas directos, agastados com uma agenda menos simpática. Até dá para ouvir, pela enésima vez, com o seu habitual desplante, um dirigente a questionar desempenhos arbitrais, o mesmo que é o principal protagonista, a julgar pelas conhecidas escutas telefónicas, de anos ininterruptos de viciação da verdade desportiva nas competições nacionais.

Aproxima-se o jogo do Dragão. Noutros tempos, o destino do Benfica estava traçado. A situação mudou? Mudou., mas mudou pouco. Ainda assim, mudou o bastante para que o resultado não possa ser anunciado previamente. Aguarde-se, sem reservas, um ambiente explosivo. Mas aguarde-se, também sem reservas, a explosiva razão da verdade, da verdade benfiquista.

publicado por Benfica 73 às 11:37

Outubro 19 2010

Di Maria e Ramires abandonaram a Luz, rebentou um jorro de críticas nos jornais. Roberto não entrou bem na competição, eclodiu uma golfada de censuras nos mesmos jornais. Maxi Pereira, David Luiz, Luisão e Cardozo começaram o ano menos bem que na temporada passada, alastrou um chorro de advertências nos mesmíssimos jornais. Do Benfica, dizer mal, dizer o pior, parece compensar. Provoca jorros, golfadas, chorros…

 

Fábio Coentrão, o mais regular jogador português da actualidade, prolongou o seu contrato, não rebentou, não eclodiu, não alastrou nenhum elogio ao Clube. Do Benfica, dizer bem, dizer o melhor, não parece compensar. Não provoca jorros, golfadas, chorros…

 

A situação é absurda. Os adeptos do nosso clube são tantos quantos os outros todos juntos. Parece? Não parece. As manchetes dos jornais alimentam-se do Benfica. As primeiras páginas dos jornais alimentam-se do Benfica. Parece? Parece mesmo. Parece e é.

 

Esta semana foram divulgadas, com as vozes correspondentes, novas Escutas do processo “Apito Dourado”. As manchetes dos jornais alimentaram-se dessa matéria? As primeiras páginas dos jornais alimentaram-se dessa matéria? Não pareceu? Não pareceu mesmo. Não pareceu e não foi.

Importam dois Benficas, o mau e o menos bom. Importam duas abordagens às Escutas do “Apito Dourado”, a muda e surda. Pior ainda, a cega. O resto fica por conta dos olhos dos adeptos do Benfica.

publicado por Benfica 73 às 17:54

Outubro 01 2010

A actualidade benfiquista tem provocado uma atmosfera emocional em alta. Candidato à revalidação do título nacional, objectivo proclamado sem sofismas, o Benfica vive um início de época atribulado por razões que lhe são laterais. Três desempenhos de outras tantas equipas de juízes (?) conseguiram garantir ao Clube um recorde negativo em cerca de oitenta edições da prova maior do association lusitano. Tratou-se do pior arranque de sempre, ademais numa altura em que a equipa possui um dos melhores quadros de jogadores, no mínimo do seu recente historial.

Paradoxalmente, a temporada 2010/2011 assinala a passagem de 50 anos sobre duas datas de expressão lendária. No próximo dia 17 de Dezembro, faz meio século que Eusébio aterrou em Lisboa no começo de um sonho que dilatou a alma do povo vermelho. Em Maio próximo, é altura de assinalar o 50.º aniversário do triunfo na Taça dos Clubes Campeões Europeus, oportunidade para rever, com veneração incontida, a mais bela das pinturas do século benfiquista, aquela imagem imortal de José Águas a erguer o troféu ao céu da felicidade rubra.

Com dimensão nacional nos seus próprios países, com mais de 10 milhões de adeptos espalhados pelos cinco continentes, com um histórico recheado de triunfos, há apenas sete clubes míticos no mundo. A saber: BENFICA, Real Madrid, Juventus, Bayern de Munique, Manchester United, Flamengo e Boca Juniors.

Existiu uma ideia, existiu um sonho. Existe uma história, existe uma mística. Não se espezinha um clube com verdade centenária, não se espezinha um clube com dimensão planetária. As sentinelas vermelhas estão alerta. Com furiosa razão da justiça.

publicado por Benfica 73 às 22:07

Setembro 03 2010

O tipo não muda, não pode mudar. Na bola? Faz calamidades. Na política? Faz pragas. Na vida sentimental? Faz disparates. Faz isso tudo e faz muito mais. Faz figura triste, faz até de parvo.

O tipo não muda, não pode mudar. Na bola? Vicia resultados. Na política? Vicia derrotas. Na vida sentimental? Vicia estorvos. Vicia isso tudo e vicia muito mais. Vicia o que pisa, vicia até o vício.

O tipo não muda, não pode mudar. O tipo debocha sempre que pode, escolhe plateias de imbecis. Destila ódio sempre que fala, escolhe argumentos pacóvios. Deita-se e acorda a magicar no Benfica, escolhe sempre o mesmo alvo.

O tipo não muda, não pode mudar. Confessa apego cristão à Senhora que é de Fátima, vomita tiradas pirómanas. Veste a cútis do demónio, traveste-se de anjo. O tipo é blasfemo, é mais-judas-que-judas.

O tipo não muda, não pode mudar. Vê-se omnipotente ao espelho, espezinha amigos, correligionários, familiares até. Diz que verte lágrimas pelos pobres e pelos animais? Pratica caridadezinha para incauto saber.

O tipo não muda, não pode mudar. Tem matriz parola, deve gostar de ceroulas azuis às riscas e de peúgas brancas. Tem pretensões intelectuais, mas recita tão mal quanto fala. Sabe escrever? Só podem escrever por ele.

O tipo não muda, não pode mudar. Vangloria-se de ter um humor requintado? Tem é um humor requentado. Não engendra, reproduz. Não cria, repete. Não inventa? Inventar, inventa mesmo. Inventa muito.

O tipo não muda, não pode mudar. Está gasto, está decadente. Não se conforma com os vestígios? Que importa? O tipo está velho, cada vez mais velho. Velho e pateta.

Autor: João Malheiro

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 19:02

Julho 01 2010

Toni recebeu um convite de Eriksson. São amigos, foram cúmplices de muitos momentos de glória no Benfica. O treinador sueco quis que Toni auxiliasse na observação dos adversários da Costa do Marfim no Mundial. Eriksson sabe o que faz, sabe o que quer. Toni sabe muito de futebol, sabe ter olho perspicaz para a função.

Colocava-se um problema, problema maior num País pejado de chagas menores. A Costa do Marfim era adversária de Portugal na fase inicial do certame da África do Sul. Toni, em tempo útil, até avisou Carlos Queiroz. Fê-lo e fê-lo bem. De resto, não consta que Toni fosse alguma vez convidado pela nossa Federação para desempenhar tarefas semelhantes, não obstante a sua reconhecida competência. Sabida a coisa, dispararam as críticas ao antigo treinador do nosso Clube. Valeu tudo e mais alguma coisa. Toni foi rotulado de espião, de anti-patriota, de mais uma série de disparates. Então o brasileiro Otto Glória não dirigiu a Selecção Nacional no Mundial de 66? Luiz Felipe Scolari não fez o mesmo recentemente? O próprio Carlos Queiroz não orientou, há tempos, a equipa nacional da África do Sul? O italiano Capello não é responsável pela formação inglesa? E onde é que nasceram Deco, Pepe ou Liedson?

Toni é um cidadão exemplar, Toni é um patriota convicto, Toni é um profissional competente, Toni ama o futebol como poucos. Toni tem todo o direito de fazer as opções que entender na sua carreira. Toni não traiu, jamais trairia o país pelo qual suspira. Os seus detractores, esses sim, traem o espírito da bola, traem os especialistas da bola, traem a própria bola.

Autor: João Malheiro

publicado por Benfica 73 às 12:09

Junho 23 2010

Quanto vale o Benfica no defeso? Mais ainda no defeso pós-título? Diariamente, o Benfica é notícia, sempre notícia de caixa alta, sempre manchete. O Benfica vende mais que os seus opositores todos juntos. Vende jornais? Aumenta audiências televisivas, radiofónicas, informáticas? Vende e aumenta também emoções, vende e aumenta também frustrações, vende e aumente ilusões.

Os detractores dizem que os campeonatos da pré-temporada têm sempre o mesmo vencedor. O Benfica ganha disparadamente. Por culpa própria ou por culpa os outros? Por culpa própria e por culpa dos outros. Por culpa própria, porque é incontornavelmente o maior clube nacional. Por culpa dos outros, porque sabem que é, tantas vezes até a contra-gosto, incontornavelmente, o maior clube nacional.

Trata-se de uma espécie de nova versão de “preso por ter cão e por não ter”. Trata-se, afinal, de “preso por ser Benfica e por não ser”. Quando há Benfica na informação, há sucesso, grande sucesso. Quando não há Benfica na informação, há insucesso, grande insucesso. Se há muito Benfica, diz-se que só há Benfica. Se há pouco Benfica, diz-se que não há Benfica.

O Benfica e os benfiquistas desde há muito que aprenderam a lidar com esta situação. Os adversários do Benfica desde há muito aprenderam a levar com esta situação. Uns lidam, outros levam, mas que responsabilidade tem mesmo o Benfica? A responsabilidade de ser o maior clube, a maior marca portuguesa, a maior instituição portuguesa. Para o bem e para o mal. Mas sempre para consolo dos aficionados e desconsolo dos antagonistas.

publicado por Benfica 73 às 16:27

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