Novembro 24 2010

Estou a escrever a quente, mas não costumo arrepender-me do que digo.
Acabou a passividade da minha parte, alguém tem de explicar o que está acontecer. E não venham com a conversa, já gasta, do Di María e o Ramirez.
O problema é muito mais complexo do que aparenta ser.
Uns dirão que a culpa é do JJ, outros dirão que é do presidente e outros ainda dirão que a culpa é dos jogadores.
E eu digo que a culpa é de todos nós. Porquê? Porque após o título, em vez de sermos humildes, não, foi contrário, a começar na direcção até ao mais simples adepto. Enquanto os benfiquistas manterem esta maneira de ser não vamos a lado nenhum. Ou melhor havemos de ganhar qualquer coisa 5 em 5 anos. E isso para nós benfiquistas é inamissível.
Dois objectivos para esta época já estão perdidos...
Espero estar enganado, mas o pior a meu ver ainda está para vir.

publicado por Benfica 73 às 22:25
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Maio 21 2010

Aparentemente 9 supostos adeptos do Benfica foram constituídos arguidos, alegadamente ameaçaram a integridade física de alguns árbitros e das suas respectivas famílias, através de SMS, isto depois das supostas vitimas terem apresentado queixa, e da PJ ter investigado !!!

 

A noticia não é totalmente nova, já que a meio da época, no início do processo as denuncias foram tornadas públicas, a única novidade é a aparente indentificação dos autores das ameaças.


Depois daquilo que ouvimos nas escutas do Apito Dourado, ameaçar os árbitros por SMS, é na minha opinião, uma reacção 'apaneleirada', se os Benfiquistas fossem Homens com H grande, tinham mas é reagido à Hulk!!! Ao pontapé, e ao soco !!! Assim não vamos lá...!!!


Um grande bem haja, para os corajosos árbitros, que perante estas ameaças, não tiveram medo, e denunciaram as torpes ameaças às autoridades competentes!!! Depois de terem ficado caladinhos, com as viagens ao Brasil, com a Fruta, com a adulteração das classificações dos árbitros e respectivos 'cozinhados', com as sessões de conselhos matrimoniais, com as vigílias de claques legalizadas à porta das suas próprias residências, com os envelopes dos Quinhentinhos e afins, desta vez encheram o peito, e não se encolheram !!!

 

A ingenuidade destes supostos Benfiquistas, devia ser suficiente para serem condenados!!! Não por Coação, mas por Incompetência!!! Então depois de ler as escutas do Apito Dourado não conseguiram arranjar uma forma mais eficaz de condicionar os árbitros?!!! Nenhum chocolatinho, nem um café com leite?!!! Amadores...!!!


O Benfica só pode exigir o total esclarecimento do caso, apoiando a investigação, e o Ministério Público. Espero inclusive que os peritos sejam chamados a Tribunal, e depois de visionarem os jogos onde os árbitros foram supostamente coagidos, digam se os resultados dos jogos, foram adulterados a favor do Benfica, ou se os árbitros pelo contrário prejudicaram o Benfica. Se o Coroado for o perito já sei qual será a conclusão, mas com uma peritagem isenta, se calhar o Tribunal ainda vai chegar à conclusão que os árbitros ficaram 'dever' pontos ao Benfica...!!!


Em conversa com um amigo, que teve o prazer de conversar algum tempo com o Hermínio Loureiro, tive a confirmação que todos, repito todos os funcionários da Liga são adeptos fanáticos da Fruta Corrupção e Putedo !!! Repito mais uma vez todos !!! Isto é engraçado porque mais uma vez neste caso a principal Fonte da notícia, é um funcionário da Liga !!! Espero que a Liga e a PJ estejam igualmente motivados para esclarecer a denuncia que os jogadores do Leixões fizeram, antes do jogo com o Benfica da primeira volta, quando foram alegadamente aliciados com dinheiro vivo!!! Talvez esta queixa tenha sido uma das razões para a descida de divisão do clube de Matosinhos, digo eu...!!! Isto é importante porque como nós sabemos, qualquer um de nós pode dizer o que quiser, elogiar, e mesmo ameaçar, a diferença é que alguns só têm 'garganta', e outros cumprem as promessas!!! Quando alguém promete prostitutas, malas com dinheiro, boas notas nas classificações, etc, e cumpre com o prometido a 'questão' ganha relevância. Quando alguém aceita um suborno, ou fica na realidade intimidado e condicionado com uma ameaça, a 'questão' é igualmente grave, agora quando logo à partida a suposta vitima declara que não foi afectado pela 'pressão' (positiva ou negativa) a 'questão' devia ser relativizada, mas como estamos em Portugal, terra da hipocrisia, e da 'sem-vergonhice', tenho a certeza que haverá muita puta, a jurar que é virgem...!!!

Autor: Abidos

Fonte: O Indefectivel - http://oindefectivel.blogspot.com

publicado por Benfica 73 às 16:05
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Maio 11 2010

O Campeão Nacional contou com jogadores a um nível altíssimo. Mas nenhum brilhou tanto como o treinador

 

Se fosse preciso eleger a maior figura na caminhada das águias rumo ao 32.º título de campeão, é difícil acreditar que algum sócio ou adepto dos encarnados, ou mesmo de algum clube rival, não pensasse imediatamente em Jorge Jesus. Brilhante a temporada de Di María, fantástica a de Cardozo, assombrosa a de David Luiz. Nada disto se discute. Mas quem conseguiria imaginar a que nível teriam estado estes jogadores sem o “arquitecto” do melhor Benfica dos últimos 20 anos?

Jesus revelou uma precisão cirúrgica, ao longo da época, sempre que decidiu arriscar previsões sobre o resultado do jogo seguinte ou, até, sobre a forma como esse desafio iria decorrer. Chegava a parecer premonitório. E nesse aspecto terá feito, a meio da temporada, a declaração mais ousada. “O Benfica vai fazer uma segunda volta ainda melhor do que a primeira”.

Ora, se a primeira metade da Liga já tinha sido “super” (36 pontos em 45 possíveis), como é que JJ poderia garantir eficácia ainda mais elevada? Voltou a cumprir, uma vez mais. O Benfica somou 40 pontos (!) entre a 16.ª e 30.ª jornada – correspondentes a 13 vitórias, um empate (Setúbal) e uma derrota (Dragão). Brilhante.

Cinco anos depois, as ruas, praças e avenidas (as tais que estavam sob “reserva” há algum tempo) voltaram a encher-se de adeptos encarnados, mas agora no culminar de um percurso que não tem comparação com o de 2005. O “outro” Benfica terá sido o campeão possível, enquanto este fez coisas que pareciam… impossíveis. Desta vez não faltaram bons motivos para festejar.

Foi pena que, na hora da derrota, Domingos Paciência tivesse sido traído pela desilusão que não conseguiu disfarçar. O tempo que ontem gastou a dizer que “o Benfica passou um terço do campeonato a jogar contra 10” teria sido melhor aproveitado se tivesse optado, antes, por elogiar o notável desempenho dos seus jogadores. O Braga foi muito bom, mas o Benfica foi ainda melhor. Justíssimo campeão.

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 16:59

Maio 06 2010

Não passa pela cabeça de alguém – creio que nem pela do mais entusiasta adepto bracarense – o Benfica falhar a conquista do título nacional no derradeiro jogo e em sua casa… O estádio da Luz terá lotação esgotada e a ferver de paixão vermelha, o Benfica tem sido a mais espectacular equipa – que gigantesca diferença de qualidade face ao último Benfica campeão, já lá vão cinco anos… -, o Rio ave, apenas 11.º, à distância de 42 pontos (!), nada tem de papão, e, caramba, empate basta. A frio, é assim: nenhuma hipótese de haver escândalo.

Há, claro, uns ses e uns mas…:

1-     O sortilégio do futebol, amiúde tão cheio de surpresas que chegam a atingir o incrível (Domingos Paciência, alimentando a crença da sua equipa e mantendo muito legítima estratégica de pressão, já lembrou como o Corunha perdeu título espanhol: no último dia, no seu terreno e falhando penalty no derradeiro minuto!).

2-     O brio do Rio Ave e a sua interessante capacidade de resistência fora de casa: em 14 jogos, teve menos derrotas (5) do que resultados positivos (6 empates, 3 vitórias). Ainda assim, o mais frequente resultado do Rio Ave nesta Liga (13 empates) não será suficiente para a corrida ao título ter desfecho qual filme de Hitchcok…

3-     Benfica sem Javier García e, sobretudo, se Fábio Coentrão e Di María, a diabólica asa esquerda que habitualmente lhe dá superdinâmica. A estas importantes ausências poderá juntar-se confirmação de Cardozo, Saviola, Ramires andarem presos por arames…

4-     Acima de tudo: Benfica em descendente gráfico de forma… Nos últimos jogos, teve dificuldade em camuflar cansaço de jogadores chaves e… muito nervisismo. Ansiedade por a mete do grande êxito estar mesmo, mesmo ali… mas tardar a ser cortada (ai a admirável persistência de Sp.Braga!) tem vindo a emperrar a esfusiante máquina montada por Jorge Jesus. Cansaço e desconcentração competitiva foram superevidentes em Liverpool. Ansiedade tocando a zona vermelha do conta-rotações já se notara, quanto a mim, na vitória em Coimbra, qual paradoxo até no 5-0 ao Olhanense…; e tornou-se flagrante no Dragão: para além do grande mérito portista e das tais unidades em perda de rendimento, o Benfica perdeu-se no descontrolo do seu estado emocional (gritante quando, após conseguir 1-1 e ficar em superioridade numérica, de todo avariou a bússola de objectivos…)

Nada disto tira brilho à espectacular ressurreição do Benfica. Foi, sem dúvida, a melhor equipa portuguesa do campeonato e no todo da época. Futebol de ataque a toda a brida, pura fúria de vencer. Bem compreensíveis os sinais de desgaste na ponta final; o Benfica arrancou a todo o gás logo na pré-época (ror de troféus conquistados, nem um falhanço), já lá vão quase 10 meses…

Há espaço para o Rio Ave arrasar o estádio da Luz e a nação benfiquista? Tanto como o meu para ganhar o euromilhões… Verdade que ainda não desisti…

Autor: Santos Neves

Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:17

Abril 24 2010

Encarnados podem conseguir hoje a 23.ª vitória na Liga e a 10.ª consecutiva. São realmente estatísticas… À CAMPEÃO

 

Serão perto de 65 mil pessoas esta noite, no Estádio da Luz, à espera de uma noite que – a acontecer – deixa o Benfica à distância de um ponto do título. Á uma semana, em Coimbra, já deu para sentir o cheiro no ar: a maré vermelha segue imparável, a equipa continua a impressionante cavalgada de golos, vitórias e pontos e, por tudo isto, a conquista do campeonato está cada vez mais perto.

Se somar frente ao Olhanense a 23.ª vitória na Liga (10.ª consecutiva!) é possível que, pela noite dentro, já se vejam festejos “à campeão”, na expectativa até de um eventual deslize do Braga, na Figueira da Foz, que arrumaria de vez com a questão.

Os adeptos não vivem um momento semelhante desde 2005, o ano de Trapattoni. É essa euforia que estará prestes a romper de novo, ainda que, desta vez, assente numa brilhante campanha que pode culminar num triunfo final indiscutivelmente mais justo. Para além de todas as virtudes técnicas, Jorge Jesus merece ver destacado o mérito suplementar de saber dosear exaltações, gerir ansiedades e manter toda a gente com os pés firmemente assentes no chão, recusando perigosas vitórias antecipadas.

Ainda ontem o treinador lembrava, e bem, as dificuldades que este Olhanense conseguiu criar a FC Porto e Sporting quando de deslocou ao Dragão e a Alvalade, para além do empate que impôs ao Benfica na primeira volta (2-2). Por isso, é provável que, na hora da palestra, Jesus exija aos seus jogadores respeito pelo valoroso adversário, que, ainda por cima, continua a precisar de pontos para garantir a permanência na primeira Liga (objectivo, já agora, que bem merece ver concretizado).

O “problema” de Jorge Costa é que a águia está mesmo com pressa de voar para a grande festa. E a realidade é que as contas ainda só não estão encerradas porque o Sp. Braga, esse “teimoso”, vem conseguindo prolongar o suspense muito para lá da sua obrigação. Até quando irá resistir?

 

Autor: Nuno Farinha

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 12:34

Abril 24 2010

Amanhã, pode haver campeão. Basta que o Benfica vença o Olhanense, tarefa nada fácil na medida em que, apesar de mal classificados, os algarvios gostam de dar nas vistas de cada vez que visitam os grande palcos – pegaram susto medonho em Alvalade (2-3) e roubaram dois pontos no Dragão (2-2) - , razão pela qual, como Jesus insistentemente tem alertado, todas as precauções se recomendam aos jogadores do emblema da águia; em concomitância, exige-se que o Sporting de Braga tropece na viagem ao campo do Naval, entendendo-se por tropeção simples empate o que, em rigor, é um exagero, pois estamos a referir-nos ao semifinalista da Taça de Portugal e ao 9º classificado da Liga.

Amanhã, pode não haver campeão. Basta que braga obtenha idêntico resultado ao do Benfica diante do Olhanense.

Simples exercícios jornalísticos que não se ficam por aqui… Até agora o acento tónico tem sido colocado precisamente na possibilidade de o Braga diluir a desvantagem para o Benfica e disparar o seu projecto de estabilidade e crescimento em obediência ao tratado de boa vizinhança estabelecido com o aliado o FC Porto.

Desportivamente, os clubes nortenhos uniram-se para tramar o Benfica, mas como sempre acontece nas histórias para as crianças, os bons ganham aos maus, de aí emergir terceira hipótese para confundir as anteriores: O Benfica somar mais três pontos, Braga empatar e o FC Porto ganhar. Neste caso, haveria campeão amanhã mas, tal como Egas Moniz de baraço ao pescoço, o presidente António Salvador, para segurar o segundo lugar, única via de acesso à Champions, teria de libertar-se do braço amigo do presidente Costa e pedir ao presidente Vieira para o proteger da reacção portista. O destino tem destas coisas…

 

Autor: Fernando Guerra

Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:30

Abril 08 2010

Podem faltar apenas seis. Mas não há benfiquista que, depois de uma tão longa e empolgante caminhada, não deseje abertamente que os seis passem a nove e que à Taça da Liga, conquistada com mérito indiscutível (meias-finais com o Sporting e em Alvalade, final com o FC Porto), se juntem o Campeonato, bem encaminhado, e a Liga Europa. A equipa continua construir com uma consistência e com uma dinâmica que impressionam e só alguns problemas na finalização têm impedido que as goleadas da primeira metade da época se mantenham constantes. Mais: a “fadiga muscular” referida pelo técnico, pouco adepto de poupanças, tem dado lugar à alma e à raça, ideias que, durante épocas, não foram facilmente associáveis ao Benfica. Mais ainda: em momentos decisivos e cirúrgicos, Jorge Jesus tem sabido justificar a dimensão e a variedade do plantel, descobrindo missões muito concretas para os atletas menos utilizados ou chegados a meio da época (Weldon agora, depois de Kardec, mas também Airton, Sidnei, Felipe, Menezes, Nuno Gomes, Éder Luís). Resolvida a questão Keirrison, conhecidas as limitações de Mantorras, não há cartas “fora do baralho”- e um balneário afinado significa pontos e vitórias.

Pode faltar a este Benfica – que só os arautos de falta de desportivismo se atrevem a contestar, recorrendo a desculpas de mau perdedor, incapazes de perceber que o seu papagueado discurso só convence e arrasta mentalidades curtas – apenas meia dúzia de jogos para fechar uma época que, aconteça o que acontecer, já foi um hino ao futebol, pelo que se passou nos relvados e pela extraordinária capacidade de mobilização. Além da Luz, que já ultrapassou o milhão de espectadores na presente temporada, o Benfica continua a ver os seus adeptos encher os estádios alheios e a resolver ou a minorar os problemas de tesouraria dos adversários. O prémio para essa dedicação seria completar os 9 jogos possíveis. Ou seja, atingir a final da Liga Europa e tentar fazer em Hamburgo a última festa de um tempo que fica com uma marca.

Percebem-se os cuidados de Jesus, que privilegia os jogos internos em detrimento do que possa passar-se a nível internacional. Caso atinja as meias-finais da Liga Europa, o Benfica terá um mês de Abril outra vez em sobrecarga: primeiro jogo depois da ida a Coimbra e antes da receção ao Olhanense, o segundo após o encontro com os algarvios e antes da passagem pelo Dragão. Se chegar à final, há de jogá-la três dias depois da ronda final do Campeonato. É muito? Claro que sim. Mas foram os jogadores, técnicos e dirigentes do Benfica que puseram os adeptos a sonhar. E se Anfield pender, de novo, para o vermelho português, é impossível não sonhar. Haja coração, amanhã. E depois…·

 

Autor: João Gobern

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 09:50

Abril 07 2010

Na estrutura Professional portista existe a figura de um director-geral que faz lembrar o Pedro Barbosa do Sporting…

 

 

Caiu o biombo que desde o dia 31 de Outubro do ano passado escondia despudorado clima de hipocrisia feito de uma amizade de conveniência que outro alcance não teve senão o de juntar interesses e reunir forças contra adversário comum, o Benfica. À entrada para a folclórica jornada do túnel, bracarenses e benfiquistas dividiam o primeiro lugar, com o dragão a três pontos e a perceber já, sem necessidade de explicações adicionais, que a capacidade competitiva da equipa de Jorge Jesus era imensa e reconhecidamente superior à de Jesualdo Ferreira, colocando em risco muito sério o objectivo supremo do segundo “penta”, mas à saída, apesar de toda aquela trapalhada e da vitória bracarense, a verdade é que não foram capazes os portistas de retirar grandes dividendos do trambolhão da águia pelo facto de, por coincidência dos diabos, terem fraquejado em casa, diante do simplório Belenenses. Em termos práticos, significava que o FC Porto se mantinha na terceira posição, agora a cinco pontos do líder (Braga) e a dois do segundo (Benfica).

 

 

Foi aqui que luminosa ideia adquiriu forma. Resignados os patrões do dragão por não possuírem plantel com cabedal suficiente para, sem ajudas, ter sucesso desportivo na luta com a águia, a solução que mais lhes agradou apontou para descarado namoro com o Sporting de Braga, encarado como figura decorativa na corrida do título, mas interessante do ponto de vista estratégico, para morder os calcanhares ao Benfica, incomoda-lo, trava-lo, de maneira a dar tempo à reorganização portista. Previram tais mentes de inteligência à prova de bala o colapso bracarense, a desaceleração encarnada e a recuperação portista a horas de inverter a situação, segurar a hegemonia recente e… disparar para o “Penta”. O problema é que o Braga não caiu, o Benfica não fraquejou e… o Porto não se levantou.

 

O clube presidido por António Salvador tem-se revelado em todas as ocasiões fiel escudeiro. Até na reacção ao indeferimento do recurso apresentado por causa do castigo a Vandinho, a culpa não pertenceu ao Conselho de Justiça da FPF, que o confirmou, mas sim à Comissão Disciplinar da Liga, que o aplicou. Se for para agradar ao FC Porto, que mal tem atirar a culpa para cima das costas de Ricardo Costa? É para isso que servem os aliados… De aí confessar o meu espanto com as mais recentes declarações do treinador portista, ao agitar uma vaga de poeira sobre o êxito bracarense no jogo de domingo diante do Guimarães. Disse ele, imagine-se, que o Braga ganhou “um desafio muito complicado, com situações não muito claras”. Falou ainda de terceiros e de quartos e deixou no ar outras insinuações de interpretação duvidosa. Afinal, o que se passa? Tão amigos que eles eram e… zangaram-se de repente. Quem quis Jesualdo atingir?

1-O árbitro? Lembro que foi o mesmo que na primeira jornada se esqueceu de marcar um penalty a favor do Benfica, precisamente no dia em que ao Paços, lembram-se? , Xistra descortinou falso fora-de-jogo em lance de golo eminente. Escrevi (A Bola de 18 de Agosto) que a Liga estava armadilhada e que numa classificação adaptada (pelos árbitros) o FC Porto partia com mais um ponto e o Benfica com menos dois.

2-O Renteria, por ter simulado o penalty que determinou a vitória do Braga? Mas esse foi o Porto que o emprestou no mercado de Janeiro para reforçar a equipa de Domingos Paciência (não foi utilizado no Dragão, mas jogou na Luz, com certeza…).

 

Confusões… Só não entendo por que razão Jesualdo continua a aceitar papéis que o compremetem e escapam à sua área de intervenção. Devia limitar-se às questões técnicas, até para se proteger. No resto, outros que se mostrem. Aliás, na estrutura profissional portista existe a figura de um director-geral (Antero Henrique) que faz lembrar o Pedro Barbosa do Sporting… Nunca dá a cara.

 

Autor: Fernando Guerra

Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:54

Março 19 2010

Empolgante este Benfica europeu

 

É impossível ignorar a categoria com que o Benfica venceu ontem em Marselha e eliminou os franceses da Liga Europa, vintes anos depois do célebre confronto das meias-finais da Taça dos Campeões decidido com o controverso golo de Vata. Ontem, o Benfica de Jesus mostrou autênticas credenciais europeias, falhando contudo demasiados lances decisivos (sobretudo no ataque) para que possa considerar-se já uma grande equipa. Precisa de crescer. De se tornar mais sólida. Mas joga um futebol entusiasmante, ofensivo e corajoso. É uma equipa que se julgará melhor do que é na realidade, mas do ponto de vista mental isso ajuda muito a marcar diferenças.

Disse Jesus antes do jogo: «Conhecemos melhor o Marselha e já podemos corrigir alguns aspectos tácticos». Não é certamente coincidência: o Benfica dominou o Marselha em absoluto. E ontem, teve ainda de ganhar ao árbitro, tão evidentes foram os erros do esloveno Skomina sempre em prejuízo dos portugueses. Não via uma arbitragem tão má desde trabalho do norueguês Tom Ovrebo no Chelsea-Barcelona da época passada, lembram-se?

Mas os erros do esloveno Skomina também levam a questionar-se o que quer, afinal, a UEFA com os cincos árbitros nos jogos da Liga Europa? Os juízes de grande área estão lá, afinal, a fazer o quê?

João Bonzinho

 

Este Benfica é de facto grande. Apenas teve de suportar as trapalhadas de um árbitro de terceira …

Com estes jogadores, Jesus pode ir até ao onde Deus quiser. E deve ser longe, com certeza.

 

  Fernando Guerra

 

publicado por Benfica 73 às 21:05

Março 19 2010

                                            Um Benfica que faz sonhar

 

Marselha esperou 20 anos por uma noite que acabou em beleza… para o Benfica. E que jogo fizeram as águias no “Inferno do Vélodrome”! No momento em que precisava de chegar à perfeição, a equipa esteve sublime. Quando se impunha concentração máxima, foi glaciar. Quando era necessário atrevimento, houve autoridade. O resultado de tudo isto foi uma exibição colectiva de rara qualidade - frente a um adversário poderoso, da primeira linha europeia (com o triplo do orçamento) e que até levara da Luz uma importante vantagem psicológica.

A reviravolta no jogo (e na eliminatória) merece que este Marselha-Benfica seja recordado por muitos anos. Não é normal alguém conseguir dobrar a equipa de Didier Deschamps daquela forma. Ontem, do primeiro ao último minuto, o Benfica não foi superior ao OM. Fez muito mais do que isso: vulgarizou-o. Um árbitro desastrado já estava a transformar o jogo numa mentira, mas quando Niang marcou, então, a história ficou ainda mais aldrabada. De mangas arregaçadas e dentes cerrados, contra tudo e contra todos, a águia embalou para um grande final. Daqueles que costumam passar à eternidade – como Leverkusen ou mesmo Liverpool.

Jorge Jesus, que está há 23 jogos sem conhecer a derrota, voltou a ser profético. “As duas equipas vão marcar golos”, antevira na véspera. Só faltou dizer que seria Kardec o herói da noite. O miúdo brasileiro que chegou em Janeiro estreou-se a marcar e fez logo o golo 100 de uma época que está a ser, a todos os títulos, notável.

  Nuno Farinha

 

                            Nem Quique nem queque

 

Fui seguramente dos primeiros a escrever, aqui mesmo e ainda o campeonato não tinha começado, que Luis Filipe Vieira e Rui Costa podiam, desta vez, descansar com a escolha de treinador que tinham feito. Outros demoraram a aceitar a ideia de que – pese o nome – o Benfica tinha encontrado o seu messias futebolístico. Fosse porque o hábito prenunciava que a equipa da Luz quebraria mais dia menos dia, fosse porque alguma presunção na analise não os deixava ver o que era óbvio logo às primeiras jornadas: este Benfica jogava muito e tinha condições para uma época extraordinária.

É um facto que neste momento ainda pode nem ganhar nada, mas, sobretudo depois do que se viu ontem em Marselha, não há como negar: Jorge Jesus fez uma equipa forte tanto a atacar como a defender, dotou-a de carácter ganhador e acaba de lhe dar dimensão europeia. Na minha opinião, construiu o melhor Benfica em quase trinta anos, pelo menos desde a primeira passagem de Eriksson na Luz, que as melhores equipas desde então nem sequer se aproximavam do conjunto actual, sobretudo colectivamente.

Tendência comum da análise mais distraída: o Benfica estava melhor porque tinha melhores jogadores. Mas primeiro dependia de Aimar, depois de Saviola, agora de Di Maria. Verdadeiramente sempre dependeu essencialmente do treinador e da ideia de jogo que Jesus de modo invulgarmente competente construiu em poucos meses. Um dos que se referiram à maior valia individual deste Benfica foi Quique Flores. Mais valia estar calado. O Benfica tem a mais Javi Garcia, Ramires e Saviola, mas tem a menos Katsouranis, Reyes e Suazo (todos titulares indiscutíveis nas equipas onde estão hoje). E é elucidativo comparar o que rendiam com o que rendem agora Luisão, David Luiz, Carlos Martins, Di Maria ou Cardozo. E como pode falar de individualidades um treinador que tem nas mãos Aguero, Forlán, Simão, Reyes e Paulo Assunção e correu risco iminente de ser eliminado por um Sporting que jogou mais de uma hora em Madrid com um homem a menos, e ontem com uma equipa toda remendada em Alvalade.

No futebol, mais que saber falar nas conferências de imprensa, interessa comunicar com os jogadores. Mais do que culpar publicamente os futebolistas que falham, é decisivo responsabiliza-los perante o grupo. Mais do que parecer bom treinador – sobretudo isto – é decisivo treinar mesmo muito bem. Jorge Jesus é diferente de Quique, desde logo por não ser queque. Mas é o melhor treinador que o futebol português produziu no pós-Mourinho

  Carlos Daniel

publicado por Benfica 73 às 20:50

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