Sou “cliente” habitual das prestações televisivas do jornalista Fernando Guerra, marcadas, invariavelmente, por um bom senso que pede meças à indiscutível qualidade da sua análise do fenómeno futebolístico. Há dias, ouvi-lhe opinião semelhante à que tive oportunidade de produzir nestas páginas sobre o fim da era de Jorge Jesus no Benfica, uma inevitabilidade que deixou de ser “desmentida” pelos responsáveis encarnados depois da derrota frente ao Schalke 04. Hoj (...)
Os responsáveis do Benfica, sempre de faca afiada para a comunicação social – e mais ainda numa altura em que, entrando as bolas na baliza “errada”, é preciso arranjar desculpas – ameaçam agora com a não comparência nas entrevistas, no final dos jogos, para evitar perguntas embaraçosas na atual conjuntura. Eis-nos perante uma situação em que se deve reconhecer a justeza dos seus argumentos, já que a esperteza saloia de alguns repórteres não pode alterar, (...)
A estrondosa derrota do Benfica frente ao Hapoel pode querer dizer muita coisa e vir ainda a originar, ou a explicar, outras crises. Mas podemos dar já por certo que os jogadores encarnados estão fartos de Jorge Jesus – dos seus métodos, dos seus discursos, das suas simpatias e antipatias, da sua personalidade. Um futebolista é como outro trabalhador bem pago: não brinca com a profissão que lhe dá uma qualidade de vida muito acima da média. Não se pense, por isso, que (...)