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Toda a informação sobre o Glorioso

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Toda a informação sobre o Glorioso

O artista principal voltou cheio de fome

02.03.15, Benfica 73
 

Na primeira vez que tocou na bola, aos 4 minutos, Gaitán passou por dois adversários e picou-a sobre um adversário, entregando-a a Pizzi. Estavam desfeitas as dúvidas: o futebolista mais talentoso do plantel do Benfica não se esqueceu do que sabe neste mês e meio de ausência devido a lesão. Lançado por Jorge Jesus como titular, o argentino confirmou o estatuto de artista principal em vários momentos durante a primeira parte: toques subtis, passes inesperados e receções sempre “redondinhas”. E acabou por ser a vontade de brilhar no dia do regresso a traí-lo, pois faltou-lhe lucidez em duas ou três situações.

Os números – dois remates, três cruzamentos, dois dribles falhados e zero bem sucedidos – mostram uma exibição relativamente frouxa, mas a análise qualitativa confirma que é um jogador absolutamente decisivo no ataque deste Benfica, mesmo que longe da melhor forma. O camisola 10 não precisa de espaço para avançar, porque consegue inventá-los. Foi assim no lance do quarto golo das águias, em que, mesmo depois de receber um mau passe de Jonas, conseguiu isolar Maxi Pereira.

As pilhas duraram apenas 45 minutos, já que depois do intervalo acumulou erros e más decisões. Frustrado, arriscou a expulsão devido a um pontapé a Cabrera. Jesus tirou-o logo a seguir. É que o corpo do argentino ainda não consegue responder à mesma velocidade do seu pensamento.


"Mudou-se" para o centro e recuou

A ver a ação desenrolar-se sobretudo no flanco contrário, onde Maxi Pereira e Salvio estavam em constante rotação, Gaitán foi recuando e aproximando-se do centro do terreno para também ter direito a uma fatia. A posição média do esquerdino na primeira parte mostra bem esta tendência de estar perto da bola. E foi sobre a direita que participou na jogada do quarto golo.

Fonte: Record