Maio 31 2011

From: Domingos Amaral

To: Pep Guardiola

Caro Pep Guardiola

No futebol, como na guerra, a História escreve-se sempre a favor dos vencedores. É evidente que os jornais de hoje irão destilar uma prosa épica sobre as virtudes do teu Barcelona, reconhecendo que o Manchester levou um banho de bola; que o Messi é um génio só comparável a Maradona; e que o teu “tiki-taka” não é uma irritante “rabia” mas sim a melhor “posse de bola” que já se inventou na história da Humanidade.

Sem dúvida, digo eu. Mas, permitam-me lançar uma suave pergunta: porque será que as melhores equipas do Universo têm sempre de beneficiar da ajudinha dos árbitros? Provavelmente, digo eu, porque os fortes metem um bocadinho mais de respeito que os menos fortes, e os árbitros se intimidam perante tanta força. Ontem, por exemplo, ficou por marcar um penálti, uma mãozinha marota do Villa, que podia ter relançado o Manchester. Isto já para não falar na meia-final contra o Real, onde no primeiro jogo Pepe foi expulso sem justiça, e no segundo se anulou um golo limpinho ao Real quando ainda estava zero a zero. Que interessa isso quando estamos perante a melhor equipa da galáxia?

Nada que nós, por cá, não estejamos habituados. O árbitro da outra final europeia também se esqueceu de expulsar o Sapunaru a vinte minutos do fim; na Luz, o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal com um golo de Hulk em fora-de-jogo; e até contra o Sporting o árbitro não marcou penálti numa mão escandalosa de Rolando. Que importa isso? São obviamente equipas fabulosas e é preciso carregá-las num andor até à eternidade. Ámen. PS: Ao contrário da outra, esta final europeia teve a virtude de não ser um tédio.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:19

Maio 26 2011

From: Domingos Amaral

To: Rui Rio

Caro Rui Rio

Admiro a sua coragem, e a sua coerência. Desde que é presidente da Câmara do Porto, o senhor definiu uma linha de separação clara entre a política e o futebol. Ao contrário do costume português, o senhor nunca se aproveitou da popularidade fácil nascida do conluio com a “malta da bola”, nem nunca patrocinou “negociatas” com os clubes da sua cidade. Isto, é claro, trouxe-lhe muitos inimigos. No país das palmadinhas nas costas, quem tem coluna vertebral é ostracizado como corcunda.

Mas, esta semana, o teste era ainda mais difícil, pois tratava-se de uma vitória europeia. Corajosamente, o senhor resistiu. Às pressões, às bocas, às piadas grosseiras. Consigo, o futebol e a política são como o azeite e a água, não se misturam. Afinal, e ao contrário da propaganda local, ainda há gente no Porto que não se verga nem deslumbra, não corre ao beija-mão, não lambe certas botas. Afinal, o Porto não é uma coutada privada dos que se limitam a ganhar jogos de futebol.

Consigo, o futebol não define a identidade da cidade. Uma cidade não é apenas um clube, é muito mais do que isso, e nunca se deve deixar reduzir uma cidade a um emblema, nem submetê-la ao jugo autoritário de uma agremiação desportiva. Por mais que gostemos de futebol, às vezes é preciso alguém corajoso que nos venha relembrar que uma cidade com séculos de história não se resume a golos de cabeça colombianos e cânticos ordinários a insultar os adversários. Houvesse mais políticos firmes como o senhor, e Portugal seria um país bem melhor.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:19

Maio 20 2011

From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa

Ao contrário de muitos, a mim não me dá nenhum entusiasmo especial saber que a final da Liga Europa será entre duas equipas portuguesas. Não vejo qualquer razão para desejar os sucessos, desportivos e financeiros, dos meus principais adversários. Tenho mesmo muita pena que um dos finalistas não seja uma equipa estrangeira, para eu poder torcer por ela. Assim, vejo-me num estranho limbo, um limbo de resolução impossível. Entre Braga e FC Porto, eu preferia que ambos perdessem e nenhum ganhasse.

Como o senhor muito bem sabe, ainda está para nascer o adepto do FC Porto que queira que o Benfica ganhe uma final europeia. Se estivesse o Benfica na final, e não as outras equipas que lá estão, jamais os adeptos do FC Porto torceriam por nós, mesmo que fosse contra uma equipa estrangeira. Portanto, é natural que o senhor compreenda muito bem que eu não queira a vitória da sua equipa na quarta-feira.

Contudo, e ao contrário de Jorge Jesus, também não desejo a vitória do Braga, pois foi a equipa que eliminou o Benfica. Sou portanto absolutamente indiferente ao jogo. Para mim, a final de quarta está ao nível da do ano passado. De um lado o Atlético Madrid, do outro o Fulham. Quem queria eu que ganhasse? Nenhum. A final não era um jogo, apenas uma estatística, como será a deste ano.

Há porém muitos benfiquistas que não pensam assim e desejam fortemente a derrota do FC Porto. Há uns dias até me telefonaram uns amigos a convidar-me para assistir a uma sessão de macumba na Fonte da Telha, onde uma bruxa brasileira lançou um “mau olhado” sobre a sua equipa. Não fui porque não acredito em mesas pé de galo, médiuns ou bruxas. Mas lá que elas existem, existem. Talvez façam o trabalho que nós não fizemos. Nunca se sabe...

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:40

Maio 13 2011

From: Domingos Amaral

To: Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira

Escreveu Mário Zambujal que o amor é como o leite: nasce fresco, depois ferve, torna-se morno e, no fim, azeda. Jesus e o Benfica são um amor assim. Depois das paixões e dos orgasmos espetaculares, os erros, as raivas e as mágoas. Mas (não o sabemos todos?) só dura quem supera o mal. Pessoa dixit: “Quem quer passar o Bojador tem de passar além da dor.”

No futebol, tal como num casamento, há limites mínimos. Para mim, já o escrevi aqui, treinador que garante a Champions deve ficar. Jesus conseguiu, apesar de tudo, melhor que Quique, Camacho ou Fernando Santos. A questão não é pois se “deve ficar”, mas “como deve ficar”. E aí há muito a mudar.

Primeiro, os jogadores. Não deve permanecer quem não tem talento (Roberto, Kardec, Filipe Menezes, Sidnei, Luís Filipe ou Weldon) ou motivação (Cardozo); e só deve vir quem tem ambos. Depois, a tática. O 4x4x2 deve tornar-se matreiro e contido, com menos ataque à maluca e mais posse de bola. A seguir, o planeamento da época. É preciso começar bem, manter e acabar melhor. O sabor amargo pode vir no meio, não no princípio ou no fim, como esta época.

Em quarto lugar, altere-se o “posicionamento” do Benfica. O FC Porto é uma “superequipa” e estamos a milhas do colosso. Não somos já “o maior e melhor clube”, mas apenas um aguerrido “challenger”. Quem defender o contrário viverá numa perigosa ilusão.

Por fim, mude-se o discurso. Não quero “ganhar a Champions”, ter “a equipa mais cara de sempre”, ou um “mestre das táticas”. Bastam-me golos e espetáculo, um Jesus trabalhador e humilde e já agora, como dizia o outro, concentradíssimo. Não um clone de Mourinho, mas um Wenger.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:07

Maio 07 2011

From: Domingos Amaral

To: Falcão

Caro Radamel Falcão

Se há jogador que eu tenho pena que o Benfica não tenha contratado, esse jogador és tu. Apesar de nestes dois anos não teres sido o melhor marcador no campeonato – o ano passado foi Cardozo que te venceu no photofinish, este ano será Hulk – és sem qualquer sombra de dúvida um dos melhores goleadores que já passou pelo futebol luso.

Não vi jogar nem Peyroteo, nem Eusébio, nem Yazalde, mas dos que vi jogar, e foram muitos, tu és o melhor. Melhor do que Gomes, melhor do que Jordão ou Manuel Fernandes, melhor do que Nené, Filipovic ou Magnusson, melhor que Nuno Gomes ou Liedson, e sim melhor, muito melhor que Jardel. Porque ao contrário dele, que na prática era “um pinheiro” que se mexia muito bem dentro da área, tu és um grande jogador da cabeça aos pés. Em especial nos últimos jogos do FC Porto, és essencialmente tu que tem mantido a equipa lá em cima, perigosíssima e letal.

Enquanto benfiquista, não tenho qualquer problema em reconhecer que sinto inveja dos azuis por terem um jogador assim. Ainda por cima um jogador que quase foi do Benfica. Não sei a quem se deve o fracasso da tua contratação, se a Vieira, a Jesus, ou a Rui Costa, o que sei é que ela falhou por 200 ou 300 mil euros e o Benfica deixou fugir para o FC Porto um génio da bola. Pelos vistos, nessa altura não tivemos dinheiro para o contratar. O que é estranho, pois de então para cá, o Benfica gastou muitos milhões de euros com avançados piores, como Kardec, Éder Luís, Jara ou Rodrigo, o tal que depois foi emprestado ao Bolton. É por essas e por outras que andamos agora a lamber as feridas enquanto eles festejam.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:51

Abril 28 2011

From: Domingos Amaral

To: Sócios do Benfica

Caros sócios do Benfica

Depois das quatro coças que levámos este ano do FC Porto, está na altura de metermos na cabeça que só no dia em que formos todos (direção, treinadores, jogadores e adeptos) mais competentes e eficazes que eles, é que vamos voltar a ser o clube mais forte de Portugal. Neste momento, são eles. Isso acontece não apenas porque têm a melhor equipa no presente, mas sobretudo porque, nos últimos vinte e tal anos, criaram uma “cultura” de competência e eficácia em tudo o que faziam.

Aproveitaram melhor treinadores que os outros não souberam aproveitar (Robson, Oliveira, Mourinho ou Jesualdo); descobriram primeiro novos talentos (Artur Jorge e agora Villas-Boas); “roubaram” jogadores que eram de outros mas só ali explodiram (Futre, Deco, Maniche, e no presente Varela e Moutinho); desviaram para lá talentos que outros quase contrataram (Jardel e hoje Falcão ou Alvaro Pereira); compraram quase sempre melhor (Pepe, Hulk, Lucho, Lisandro, etc.); e venderam quase sempre melhor (a lista é grande). Portanto, no lado bom e bonito do futebol, foram mais competentes e eficazes.

E também o foram no lado mau e sinistro do futebol. O FC Porto é mais competente e eficaz que os outros no submundo e nas manigâncias, nas pressões aos árbitros e na manipulação da Liga, na fúria das claques e nos cânticos selvagens, nas pedradas e na criação de medo nos outros.

Em 30 anos, foram quase sempre mais competentes e eficazes, tanto a fazer o bem como a fazer o mal. É por isso que ganham mais vezes. Enquanto não reconhecermos esta verdade, e não trabalharmos melhor que eles, eles continuarão alegres e nós tristes. Perder custa muito mais quando não se percebe porquê.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:21

Abril 19 2011

From: Domingos Amaral

To: Michel Platini

Caro Michel Platini

Como muitos portugueses, alegra-me ter 3 clubes nas meias da Liga Europa. Mas não é uma surpresa. Desde 2000, ano em que passou a haver apenas Taça UEFA, é a terceira vez que irão clubes lusos à final, depois do FC Porto em 2003 e do Sporting em 2005. Ou seja, em 10 anos metemos na final pelo menos tantos clubes como nos quarenta e tal anteriores, em que só por três vezes fomos a finais (Sporting e FC Porto às Taças, Benfica à UEFA).

Isto seria bom se não fosse, porém, um sinal de que Portugal é claramente prejudicado pelo formato da Champions. Entre 1956 e 1993, disputaram-se 37 finais da antiga Taça dos Campeões Europeus. Dos 74 finalistas, 8 foram portugueses ( Benfica 7; FC Porto 1), cerca de 11 por cento.

Desde 93 (ano inicial da Champions), e já contando com esta época, existirão 19 finais e 38 finalistas, mas só um português: o FC Porto em 2004. A percentagem de presenças lusas em finais desceu, pois, drasticamente para 2,6 %.

Os “tubarões ricos” (ingleses, espanhóis, italianos e alemães), ao entrarem aos magotes na Champions, varreram das finais os outros países. Só 5 dos 38 finalistas não foram “tubarões ricos” (Ajax, 2 vezes; Marselha, Mónaco e FC Porto). E desapareceram os finalistas de países que antes conseguiram tê-los, como Escócia (2), Grécia, Suécia, Roménia, Bulgária, Jugoslávia e Bélgica.

Fortemente prejudicados na Champions, resta-nos a consolação da Liga Europa, onde obviamente melhorámos a estatística. Ribéry disse que a Liga Europa é uma “treta”. Não vou tão longe. Mas lá que descemos de divisão, isso é evidente. Há a “Europa das Quatro Nações” e há a “Europa Menor”, onde nós estamos. E o senhor também, pois é francês.

Autor: Domingos Amaral

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:44

Abril 14 2011

From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa

Ainda bem que o senhor se divertiu com o “apagão” na Luz. Eu também. Ao contrário dos indignadinhos, benfiquistas ou não, considero o “apagão” a melhor ideia de que o Benfica se podia ter lembrado. E explico porquê:

1 – No bélico presente, a postura de superioridade moral pacifista é tonta. O Benfica não é o Ghandi. Tão-pouco deve defender um apaziguamento “à la Chamberlain”. Prefiro a fibra de Churchill e sofisticados contra-ataques de “marketing de guerrilha”. Quando o “speaker” do seu estádio no Freixo grita aos microfones “SLB, filhos da p..., SLB”; quando o nosso autocarro é fustigado à pedrada; e quando o senhor chama “palhaço” ao nosso vice-presidente; a melhor resposta é um inovador “apagão”. Sem violência ou insultos, limitámo-nos a surripiar a luz à sua festarola, um ato perversamente pacífico. Palhaços e filhos da p...? Sim, mas geniais.

2 – Desligando a luz na Luz, entrámos para a história. Tal como para si o último dos campeonatos é o “dos túneis”, este será o do “apagão”. Daqui a 30 anos, ninguém se vai lembrar dos “mind games” do Villas-Boas ou dos golitos do Hulk. Mas todos, até os portistas, recordarão o nosso “apagão”! Será o que, à lareira, os avós contarão aos netos. “Naquele ano, o Benfica apagou a luz à festa do Porto...” Parabéns, pois, ao autor da ideia.

3 – Por fim, o “apagão” é a suprema metáfora desta época. O senhor é campeão pois, coisa rara, Benfica, Sporting e Braga sofreram um “apagão” simultâneo no início do campeonato e nunca recuperaram.

PS: Para a Taça, proponho que os benfiquistas mostrem 60 mil rabos ao léu ao FC Porto. Contra o dragão, depois do “apagão”, o “rabão”! Diga lá se não era uma galhofa?

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:06

Abril 10 2011

From: Domingos Amaral

To: Sócios do Benfica

Caros sócios do Benfica

Bem sei que há uma crise económica, e na quinta-feira há jogo importantíssimo com o PSV, mas mesmo assim não compreendo porque muitos de vós ficarão no sofá, e não haverá casa cheia hoje contra o FC Porto. O “inferno da Luz” é uma das poucas vantagens que temos. Mais de 60 mil a puxar pela equipa, poderiam dar a provar ao FC Porto um veneno que nunca provou este ano, e a que Valdano chamava “medo cénico”: a perturbação psicológica, um quase terror, que se apodera de uma equipa quando vê um estádio inteiro a gritar contra ela.

Principalmente porque, é importante recordar, este FC Porto joga muito fora de casa. Para a Liga Europa, ganhou todos os jogos, incluindo Sevilha e Moscovo. Para o campeonato, só empatou em Alvalade e Guimarães. Sabe pois o que é ganhar fora, e como fazê-lo. Mas, ponto relevante, nunca enfrentou este ano um estádio completamente cheio, com mais de 60 mil gargantas a pressioná-lo...

Portanto, aqueles de vós que ainda têm uns euritos na carteira, metam-se a caminho da Luz. Somos benfiquistas, “de um clube lutador”, como canta o Piçarra, e todos juntos podemos empurrar a rapaziada para uma vitória essencial para o que resta da época. Aqui devíamos dizer, como diziam os espanhóis: “no pássaran!” Igualar o recorde do Hagan? Campeões? Esqueçam! Alto e pára o baile, que aqui mandamos nós! Vamos lá cambada, todos à molhada, todos à Luz mostrar aos tripeiros que até os comemos!

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:32

Março 31 2011

À hora a que te escrevo ainda não sabemos quem será o novo presidente do Sporting, mas já sabemos que a tua conferência de imprensa entrou para a história dos momentos inesquecíveis da televisão portuguesa. Há muito que não me ria tanto, e nos dias seguintes, em qualquer sítio que se juntassem mais de dois portugueses, alguém tentava imitar-te, à tua intensidade alucinada, à tua pronúncia geograficamente inexplicável, pois nem era espanhola nem portuguesa, mas especialmente às tuas maravilhosas teorias sobre táticas, balneários, espíritos de grupo, contratações e, mais do que tudo, a teoria do chinês. Será, para sempre, um momento para recordar. Tal como todos se lembram do Marco, no “Big Brother”, quando ele dizia “falam, falam, mas não os vejo a fazer nada”, as pessoas recordar-te-ão a falar do extraordinário vigésimo jogador que irias contratar para o Sporting, um chinês! Sim, um chinês! Mas, como explicaste, não era um chinês qualquer, de olhos em bico e gosto por shop suei, era o “melhor jogador chinês da atualidade”! Genial, a sugestão, mas mais genial ainda a razão! O Sporting teria um chinês porque assim viriam “charters”, “todas as semanas”, com “400 chineses”, para assistir aos jogos do Sporting. E que ainda por cima, conseguiriam “descontos” em restaurantes e museus! Um chinês… charters… 400 chineses… em Alvalade… a visitar museus e a comer em restaurantes… genial, não é? Portugal inteiro rebolou-se a rir, e tenho portanto de te agradecer. Obrigado por nos teres dado este momento, pois, em época de crise, rir é o que nos resta, e tu conseguiste fazer rir o país inteiro.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:42

Março 27 2011

From: Domingos Amaral

To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Apesar do título estar decidido, como aqui previ no final da quarta jornada (!), há ainda uma questão pendente entre o teu FC Porto e o meu Benfica. Lembras-te da tua provocação quando falaste em 10-1 no score entre os dois clubes? Certamente que sim. Foi enviesada, pois só levavas em conta o único jogo da era Jesualdo que te dava jeito. E deu mau resultado, pois a seguir perdeste.

Contudo, consolidar é pertinente. Eu explico: na época passada, em três jogos, o Benfica ganhou dois (na Luz, por 1-0, e no Algarve, por 3-0) e apenas perdeu no Dragão, por 3-1. O score dessa época é-nos assim favorável com 2-1 em vitórias e 5-3 em golos.

Depois, chegaste tu, ganhaste 2-0 em Coimbra, para a Supertaça, 5-0 em casa para o campeonato, perdendo depois, no Dragão para a Taça, por 0-2. Este ano, o score de vitórias está pois em 2-1 para ti, e 7-2 em golos.

Consolidemos agora as duas épocas: até aqui, em seis jogos, há 3 vitórias para cada lado, e o goal-average é favorável ao FC Porto, com 10 marcados contra 7 sofridos. A tua brincadeirinha dos 10-1 já parece intelectualmente desonesta, não é verdade?

Mas, olhe-se ainda para este essencial detalhe: desses seis jogos apenas um foi na Luz. E três foram no Dragão. Portanto, para as contas estarem fechadas, faltam os dois embates na Luz que aí vêm. Só aí, caro amigo, se poderá ver quem foi melhor, esta época ou, se preferires, no consolidado das duas! E, prometo-te que, para o Benfica, é uma questão de honra ganhar esses dois confrontos. Iremos encher a Luz para te fazer engolir a fraude aritmética dos 10-1. E provar que o que hoje alguns chamam, com um deslumbramento pacóvio, de “mind game”, às vezes não passa de uma mera “chico-espertice”.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:03

Março 12 2011

From: Domingos Amaral

To: Dias Ferreira

Caro Dias Ferreira

Provavelmente, as razões da sua popularidade junto dos sportinguistas são a causa do meu desconforto quando o escuto. O seu antibenfiquismo primário, e o seu estilo abrasivo, causa em mim irritação, mas reconheço que lhe dá uma importante vantagem nesta corrida às eleições do seu clube. O senhor é o único dos seis candidatos à presidência que existe, como personagem pública, fora do universo do Sporting. Estar muitos anos seguidos na televisão cria laços com o público, coisa que nem Godinho Lopes nem Pedro Baltazar apresentam, para já não falar dos praticamente desconhecidos Zeferino Boal, Bruno Carvalho e Abrantes Mendes, que nem se percebe bem porque se candidatam. Mas, para além disso, o senhor está claramente a marcar a agenda da campanha.

O Sporting vive uma profunda crise no futebol profissional, e ganhará quem tiver as ideias mais bem definidas. Ora, enquanto os outros candidatos têm sido vagos e teóricos, o senhor já está vários passos à frente, tendo apresentado Futre para diretor-desportivo, e Rijkaard para treinador. É um nome fortíssimo, que parece à medida de um clube como o Sporting, e vai necessariamente marcar a corrida eleitoral. Quem tem melhor para oferecer? Num clube de futebol, interessam pouco os nomes dos dirigentes, mas interessam muito os dos treinadores e jogadores.

Se o senhor nas próximas semanas acenar com dois ou três craques, os outros candidatos que se cuidem. O futebol começa na relva, não nos gabinetes. O Sporting está faminto de talento futebolístico e, para já, só o senhor parece ter percebido isso. É com nomes como o de Rijkaard que a emoção voltará a Alvalade. O resto é conversa.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:17

Março 05 2011

From: Domingos Amaral

To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Uma das coisas divertidas do futebol é a forma como um adepto de um clube – no meu caso, o Benfica – se torna num fervoroso adepto do clube que está a jogar contra o nosso maior rival, neste caso o teu FC Porto. Chega a ser hilariante. Nos últimos tempos, torci fervorosamente por equipas pelas quais não sinto um pingo de emoção num dia normal. Roí as unhas pela Naval e pelo Nacional; saltei no sofá, querendo intensamente que o Braga marcasse primeiro; torci-me durante cinquenta minutos, rezando que o Olhanense mantivesse o empate a zero. O futebol tem destes absurdos: é uma suave loucura, uma doidice inevitável mas a maior parte das vezes inútil. E, este ano, tem sido sempre assim, inútil. Ao contrário do que possas pensar, eu não sou cego, e sei bem a qualidade do teu FC Porto. Mas, que posso eu fazer quando a emoção me tolda a razão? Torcer, como um desesperado, pelos que já jogaram contra ti e pelos que virão a jogar de seguida, como o Guimarães, o Leiria, a Académica, sei lá mais quem, qualquer um que te possa sacar pontos! É esse o mistério deste desporto. O Miguel Esteves Cardozo disse um dia que a vida era uma boa merda, pois por um lado era boa, por outro uma merda. Para mim, o futebol também é assim, uma boa merda. É bom à segunda é à quinta, quando ganha o Benfica; é merdoso ao sábado, quando tu ganhas. Tenta compreender: vinte e um jogos sem perder? É pá, isso devia ser proibido…

PS: Parabéns pá, e agora tenta lá igualar o Jimmy Hagan a ver se és capaz!

Autor: Domingos Amaral
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:20

Fevereiro 25 2011

From: Domingos Amaral

To: Paulo Sérgio

Caro Paulo Sérgio

Apesar do que para aí se diz e escreve, o teu Sporting não está assim tão mal. Na verdade, só foi afastado da Taça de Portugal, mas continua na Taça da Liga e na Liga Europa. No campeonato está no lugar certo, o terceiro, pois devia ser evidente para qualquer sportinguista que FC Porto e Benfica estão muito fortes. Contudo, é importante lembrar que o FC Porto está este ano muito mais forte do que no ano anterior, e o Benfica está, desde o ano passado, muito mais forte do que nos últimos quinze ou vinte anos. Tudo é relativo, no futebol como na vida, e o problema do Sporting é que, relativamente ao FC Porto e em especial ao Benfica, sente-se hoje muito mais frágil do que era há dois ou três anos. É um sentimento que, apesar de verdadeiro, é um pouco enganador. Para um clube que esteve 18 ou 19 anos sem vencer um campeonato, parece exagerado dizer que está em risco de se transformar no Belenenses só porque está em terceiro, e já não é campeão há 8 anos... A suposta queda no abismo só se está a dar na cabeça dos sportinguistas devido a uma sequência infeliz de episódios (saídas de Paulo Bento, Sá Pinto, Bettencourt, Costinha, Liedson) e à perceção de que não há dinheiro no clube. Pois... Nós, benfiquistas, sabemos o que é não ter dinheiro nem para comprar caramelos, ter um ex-presidente preso, ficar em sexto lugar e fora das competições europeias, e mesmo assim levantámo-nos do chão. Portanto, na véspera de ir a Alvalade, desconfio desta conversa de falhados. Ganhar ao teu Sporting não será nada fácil, e é bom que Jesus estude bem o assunto, senão... adeus campeonato.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:48

Fevereiro 17 2011

From: Domingos Amaral

To: Domingos Paciência

Caro Domingos Paciência

Na terça-feira passada comprei o DVD de “FlashForward”, uma série que não tive oportunidade de seguir quando a SIC a transmitiu aos domingos à tarde. Desde esse dia, a família tem-se reunido na sala para ver, episódio a episódio, o que se vai passando numa história onde uns cientistas meio loucos provocaram um colossal apagão na Terra. À mesma hora, em todo o Mundo, houve um desmaio coletivo que durou 137 segundos, e que provocou muita mortandade e perplexidade.

O curioso é que, durante esses 137 segundos, as pessoas desmaiadas tinham visões – “flashforwards” – do que lhes iria acontecer seis meses depois. Uma via-se a trair o marido, outra num funeral, outra na casa de banho, outra a ser afogada, outra a conduzir a investigação sobre as causas do apagão, etc., etc. A série é boa, mas porque trago eu este assunto para aqui? É que, certamente contagiado, também eu tive, durante a noite de sexta-feira, um “flashforward”.

Nele, via-me no Estádio da Luz, em euforia, a vencer o FC Porto por 3-0, o que nos permitia ultrapassar os azuis e brancos na classificação, e ser campeões no final. O mais divertido é que o meu “flashforward” não incluía apenas os detalhes desse jogo, com dois golos de Saviola e um de Cardozo, mas também uma memória interna, que relembrava onde começara a queda em desgraça do FC Porto. E começara em Braga, contra a tua equipa, hoje à noite. O FC Porto empatava o primeiro de 3 jogos, e jogava cada vez pior. Embora não tivesses derrotado Villas-Boas, contribuíras para a sua a aflição, para o seu calvário na segunda volta. Foi um sonho? Sim, o meu “flashforward” foi um sonho. Mas, como dizia o poeta Sebastião da Gama, “pelo sonho é que vamos”…

Autor: DOMINGOS AMARAL
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 01:28

Fevereiro 09 2011

From: Domingos Amaral To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Nos últimos vinte e cinco anos, só me lembro de ganhar três vezes ao FC Porto em sua casa. A vitória de César Brito e Eriksson, a vitória de Koeman e Nuno Gomes, e agora a vitória de Jesus e os seus apóstolos. São, é verdade, poucas vitórias, mas é exatamente a sua raridade que lhes dá um valor extraordinário e inesquecível. Rebentei de alegria na quarta-feira, e se Cardozo tivesse metido o terceiro teria tocado no céu. Por todas as razões: pelo gozo que dá vencer em casa do rival maior, pelo orgulho que tive no meu Benfica, mas sobretudo porque era uma vitória essencial para que o impossível passasse a ser mais possível.

É verdade: a vitória do Benfica mudou, para já, a narrativa da época. Até aqui, tínhamos um Braga dececionante, um Sporting em calvário, e um Benfica que começara muito mal e fora derrotado por ti duas vezes, uma das quais de forma humilhante. A narrativa era a de um FC Porto praticamente imbatível, que a irrelevante derrota com o Nacional não afetara. Agora, a narrativa mudou. Ao vencer-te em casa, o Benfica retirou-te a vantagem psicológica que tinhas, e introduziu as dúvidas no teu universo. Agora, serás tu a jogar sobre brasas, a temer, a cada momento, a perda de pontos.

Agora, serás tu a recear a desestabilização da defesa, a falta dos talentos, a ansiedade no grupo. Por mais que tentes negá-lo, há uma “ferida” sim, e só Deus sabe se vai sarar ou abrir mais. Daqui para a frente ninguém sabe o que irá acontecer, mas tenho a certeza que, a partir de agora, todas as noites antes de adormeceres te vais lembrar que, até ao fim da época, ainda vais ter de jogar na Luz duas vezes...

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 22:29

Fevereiro 03 2011

From: Domingos Amaral

To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Depois das três últimas derrotas, 10-1 em golos como lembrou o picareta falante, há três estratégias que o Benfica pode utilizar na quarta-feira, no estádio do Freixo. A saber:

Estratégia do Autocarro – trata-se de colocar todos à frente da baliza, duas linhas de cinco jogadores a defender. Tal como Mourinho fez com o Inter em Barcelona o ano passado, onde até Eto’o parecia um defesa lateral. Normalmente, ou se perde por um, como Mourinho, ou se empata. O problema é que não está no DNA do teu Benfica jogar assim.

Estratégia da Holanda – trata-se de dar sarrafada o jogo todo, jogar no limite da dureza, como a Holanda fez em 2006 contra Portugal, e em 2010 na final contra a Espanha. Cria o caos, muitos casos, dá normalmente direito a expulsões, mas irrita tanto a outra equipa que acaba por se perder por poucos – 1-0 nos dois casos da Holanda. O problema é que o teu Benfica não tem nenhum Paulinho Santos.

Estratégia de Bento – trata-se de jogar como Portugal no último particular contra a Espanha. Cabeça e pernas a 200 à hora, pressão altíssima, três jogadores a cair sobre os portadores da bola, nem dando espaço para eles respirarem. O problema é que isto é muito difícil de fazer fora de casa, onde a força mental nunca é a mesma.

Portanto, e em vez de inventares com o David Luiz a lateral, eu escolhia uma estratégia tripla: o autocarro holandês com alguns pontuais piques à Bento. Não te esqueças que se trata apenas da primeira demão, e que há uma segunda na Luz.

Autor: Domingos Amaral
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 03:09

Janeiro 29 2011

From: Domingos Amaral

To: Roberto

Caro Roberto

Na primeira volta, após a derrota com o Nacional, só possível devido a dois frangos teus, escrevi aqui que não eras guarda-redes para o Benfica, pois tinhas demasiadas e evidentes deficiências. Muitos jogos depois, muita coisa mudou na equipa para melhor e tu foste um dos que melhorou. É claro que um guarda-redes é sempre uma vítima fácil, tanto dos seus defesas, que por vezes o deixam desamparado, como dos seus avançados, que ao falharem golos deixam a equipa mais vulnerável a desaires. No Benfica do início da época tudo falhava. Falhavam os defesas, com Maxi, Luisão e David Luiz muitos furos abaixo do que nos tinham habituado, e falhavam os avançados, com Cardozo e Saviola perros e perdulários. Como também falhavam os médios Javi e Aimar, a equipa baralhou-se e sucederam-se os desaires. Mas alguns dos golos sofridos foram de tua exclusiva responsabilidade, ainda por cima com erros espetaculares que pareciam mostrar um problema, ou de visão ou de hesitação. De então para cá melhoraste muito, mas se quiseres subir de patamar ainda há muito a fazer. Ontem, por exemplo, no golo podias ter feito bem melhor, e há uma jogada no final da primeira parte, onde também deixaste a bola passar por ti, que só por milagre não foi lá para dentro. Já em Leiria houvera também falha idêntica e portanto há ainda muito a aprender, principalmente nas bolas paradas. Um grande guarda-redes do Benfica não pode ter erros sistemáticos e semelhantes. Treina mais que isso passa.

Autor: DOMINGOS AMARAL
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 23:42

Janeiro 18 2011

From: Domingos Amaral

To: Oscar Cardozo

Caro Oscar Cardozo

É bom ver-te de regresso aos golos, especialmente quando são bonitos, como os que marcaste ao Olhanense. Era um dos meus desejos para 2011, e, a acreditar na amostra desta semana, teremos Cardozo para o que falta desta época. Cardozo e, ao que parece, muitos mais. Para além de tudo o que aconteceu de errado desde julho, uma coisa foi também evidente: na primeira metade da época, a maioria dos grandes jogadores que fizeram o excelente Benfica campeão andou apagadíssimo. Tu foste um deles, e até és dos poucos com desculpa, pois tiveste dura lesão. Mas por onde andaram Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Javi García, Aimar e Saviola? Que eu me lembre, apenas Carlos Martins e Fábio Coentrão arrancaram bem, embora ambos tenham quebrado um pouco antes do Natal. Agora estão todos de regresso, em subida nítida de rendimento, e o Benfica parece outro. Com Roberto mais bem treinado, e com Gaitán e Sálvio a mostrarem que afinal têm muito futebol nas botas, abre-se uma autoestrada de golos e de esperança na Luz. O Benfica já acelera, já massacra, já goleia, já empolga, e já mete de novo muito medo aos adversários. No momento em que Villas-Boas, magoado, se queixa dos assobios dos seus próprios adeptos, e à defesa diz que não pode golear sempre e lhes sugere a ópera, eu apanho a deixa e acrescento: se alguém quiser vir à ópera, que venha à Luz, onde Saviola é o barítono, tu és o tenor, há maestros para todos os gostos, solistas endiabrados e um coro afinadíssimo. Melhor que ir ao S. Carlos é de certeza.

P.S. De repente, sinto que há quem vá sofrer muito mais do que nós até ao final da época…

Autor: DOMINGOS AMARAL
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 03:15

Janeiro 04 2011

From: Domingos Amaral

To: Bento, Jesus, Villas-Boas, Hulk, etc.

Caríssimos,

Paulo Bento: espero que a Seleção jogue sempre como jogou contra a Espanha. Se conseguires manter aquele patamar de motivação, seremos uma equipa temível.

Jorge Jesus: espero que tenhas aprendido com os erros, e que troques a arrogância dos últimos seis meses de 2010 pela motivação dos primeiros seis meses de 2010.

Villas-Boas: espero que fales mais no Benfica, pois é sinal de temor, e claro, espero que aprendas a perder sem a maçada de fazer uma cena e ser expulso pelos árbitros.

Domingos Paciência: espero que consigas ganhar ao FC Porto na Pedreira, para remediar a época cá dentro, e espero que vás longe na Liga Europa, eliminando por exemplo o FC Porto.

Paulo Sérgio: espero que os teus pinheiritos cresçam ao longo de 2011, pode ser que ainda te deem alegrias.

Manuel Machado: espero que contribuas para fazer do Vitória de Guimarães o maior clube do Norte de Portugal, ficando à frente do Braga.

Pedro Caixinha: espero que o ano de 2011 te corra tão bem como o último mês, para provar que não é preciso aprender com Mourinho para ser bom treinador.

Hulk: espero que marques muitos golos, em especial na Liga Europa, para que o FC Porto te venda depressa.

Falcão: espero o mesmo que para Hulk.

Moutinho: espero que, depois de finalmente ganhar alguns títulos em 2011, tentes uma oportunidade no estrangeiro.

Cardozo: espero que regresses ao Benfica em 2011.

Fábio Coentrão: espero que fiques no Benfica em 2011.

David Luiz: espero que escolhas um clube melhor que o Manchester City para o futuro. Como, por exemplo, o Benfica.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:05

Dezembro 29 2010

Caro Pinto da Costa

Além de ter dado um excelente presidente do seu clube, o senhor teria dado um excelente dono da “Playboy” portuguesa. É pena a revista ter fechado por cá, caso contrário eu sugeria o seu nome para o cabeçalho. É que o senhor parece o Hugh Hefner, o dono da “Playboy” original, que sempre fez gala em aparecer rodeado de bimbas loiras, namoriscando-as em público. Tal como o saudoso JFK, presidente dos EUA, a lei que comandava a vida de Hefner era: “em todas as frentes…e em todas as traseiras”! Parece-me que o mesmo se passa consigo. Aos 70 e tal anos, o seu fulgor masculino não cessa de nos surpreender. Ele é Carolinas, ele é Fernandas, marcha tudo. Recentemente, foi uma tal de Andreia, ao que parece rapariga de programa, como tão bem dizem os brasileiros, que no “Secret Story” da TVI revelou ao país uma tórrida paixão pela sua pessoa. Os indígenas inicialmente pasmaram mas, bem lá no fundo, adoraram. Os “machos-alfa” sempre fascinaram a populaça, e o senhor é uma espécie de Berlusconi luso, dono de um clube vencedor mas sem a chatice de ser primeiro-ministro, coisa que dá muito trabalho e dores de cabeça. À sua roda, como planetas à volta do Sol, move-se uma constelação de putinhas tristes, e à sua altura só mesmo Cristiano Ronaldo, mas esse ainda vive na idade em que o peru se excita por tudo e por nada. Ninguém deve estranhar pois que, da Ribeira até à Foz, a imagem de playboy do Freixo complete, e amplifique, a de herói mitológico da bola. Como dizia o Jorge Perestrelo: “é disto que o meu povo gosta.”

Autor: DOMINGOS AMARAL
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:43

Dezembro 20 2010

From: Domingos Amaral To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Churchill disse um dia que a verdade era a primeira vítima de uma guerra, e sendo o futebol uma espécie de jogo de guerra, é natural que poucas vezes os seus intervenientes digam, pelo menos em público, a verdade. Os discursos de treinadores, jogadores ou presidentes, ou são estratégias de motivação das equipas ou tentativas de desestabilização dos adversários ou dos árbitros. Contudo, em certos momentos é essencial falar verdade.

Ora, finalmente, e ao fim de cinco longos meses, desceste da torre de marfim e reconheceste o óbvio: subiste demasiado as expectativas, por um lado, e a equipa ainda não está bem, por outro. A euforia depois do título cegou-te, e foi doloroso o choque da realidade, com derrotas atrás de derrotas, mas o teu teimoso estado de negação só adiou as coisas. Foi tardia esta verdade, mas só ela pode libertar a equipa, e tentar relançá-la. Embora ainda perca muito facilmente o controlo dos jogos (final da primeira parte com o Rio Ave), desconfie de si própria, e não saiba estar a perder sem se angustiar, reconhecer tais verdades só fortifica o Benfica.

Só identificando as fraquezas se pode trabalhar para as eliminar, como se fez, e bem, no caso do Roberto, que parece outro. Desejo-te boas férias de Natal, e espero que as aproveites para distinguir o trigo do joio e revitalizar o balneário.

Se fores lúcido e motivado, pode ser que ainda seja possível mordermos os calcanhares ao FC Porto. Em meados de 1942, também ninguém acreditava que Churchill ganhasse a guerra, mas ele reconheceu a verdade, e as coisas mudaram…

Autor: DOMINGO AMARAL
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:26

Dezembro 13 2010

From: Domingos Amaral To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Algures na década de 90, Vasco Pulido Valente batizou genialmente António Guterres como “picareta falante”. Quando penso em ti, é disso que me lembro. Calado tantos anos à sombra de um gigante, chegaste a Portugal com uma necessidade infinita de afirmação e uma vontade irreprimível de palrar. Com a excitação juvenil de quem abandonou recentemente uma estranha prisão, a tua língua soltou-se.

Em pouco mais de um ano, ouvi-te arengar sobre tudo e mais alguma coisa. Discursas sobre o Benfica, muito, mas também sobre o Sporting, sempre em picanço; teorizas as falhas da Liga Europa, explicas a teoria do caos no futebol, gabas as metodologias dos treinos, defendes a primazia do coletivo sobre o individual, classificas os clubes que vêm da Champion como “frustrados”, reforças os grandes méritos de Jesus (dias depois de o ter humilhado), relembras os castigos da época passada, e opinas sobre arbitragens, Vítor Pereira, Benquerença, Jorge Silva ou Elmano Santos. Munido de mil e uma ideias, raciocínios e pontos de vista, peroras aos microfones, lançando bicadas à direita e à esquerda, como a picareta falante.

A princípio, isto irritava-me. Depois, passou a cansar-me, e só me apetecia perguntar, como o rei Juan Carlos fez certo dia a Hugo Chavez: “Por que no te calas?”. Mas, agora já te acho graça. Na verdade, perante a penúria que tem sido este campeonato, se não fosses tu e as tuas inventivas teses, esta época não tinha ponta por onde se lhe pegasse. Bem hajas, por entreter o povo com a tua retórica malabarista.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:31

Dezembro 05 2010

From: Domingos Amaral

To: José Mourinho

Caro José Mourinho

Notável, a forma como reagiste à maior derrota da tua carreira, a goleada de segunda-feira em Camp Nou. A digestão foi fácil, disseste, porque a tua equipa jogou muito mal e o Barcelona muito bem; e também porque não houve razões de queixa da arbitragem ou bolas ao poste. Tiro-te o meu chapéu, em dose tripla. Primeiro, porque é verdade, o Real esteve muito fraco e o adversário muito inspirado. Depois, porque discutir as vitórias alheias, barafustando contra árbitros ou alimentando polémicas estéreis, é a melhor forma de encapotar as fraquezas, negando a realidade, e isso é o mais habitual, principalmente entre os lusitanos. Ao surpreenderes toda a gente com a verdade, mataste qualquer discussão. Apenas cinco dias depois do jogo, já passou, não ficou nenhum trauma ou celeuma. Foi brilhante a forma como retiraste a pressão à tua equipa, diluindo a dor de 5 golos em 5 minutos. E, em terceiro lugar, tiro-te o meu chapéu porque ao dizeres o que disseste, provas que és mesmo o melhor do Mundo, pois evoluíste. No Porto, no Chelsea, mesmo no Inter, havia sempre em ti um perfume de mau perder. Agora, há maturidade e verdade. Como dizia Darwin, quem sobrevive não são os mais fortes, mas os mais adaptáveis…

A diferença cá para os nossos é abissal. Jesus, depois de levar 5 do FC Porto, só falava em Hulk, justificando-se, metendo os pés pelas mãos, vergado e humilhado. Villas-Boas, por seu lado, por cada empate enlouquece e é expulso, levando-nos a questionar o que faria se tivesse perdido. Que diferença…

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 23:35

Novembro 29 2010

From: Domingos Amaral

To: Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira

O dramaturgo Oscar Wilde disse um dia que “o dinheiro não traz felicidade, compra-a”, verdade que não se verificou, este ano, no Benfica. A abundância, em vez de remédio, tornou-se um veneno. De nada valeu, como o sr. disse, ter “a equipa mais cara de sempre”. Subiu demasiado as expectativas, o que só aumenta a frustração atual.

Seis meses depois, são evidentes os maus negócios. As contratações de Roberto e Jara, e provavelmente de Gaitán, custaram de mais e provaram de menos. A renegociação com Jesus tornou-se também um profundo desapontamento. No início da época passada, ele prometeu que a equipa ia jogar o dobro. Assim aconteceu. No final do ano, já campeão, quis ganhar mais, e acenou com o fantasma do FC Porto, que supostamente o queria contratar. O senhor assustou-se e foi na conversa. Aumentou-o e assistiu, pasmado, a um estranho fenómeno: a equipa entrou em colapso. Estranho paradoxo: o treinador é aumentado para o dobro e passa a render metade.

Para mais, há um rumor perturbador, que nunca foi desmentido. Conta-se que os jogadores se revoltaram porque os prémios por terem sido campeões eram infinitamente menores que o do treinador. Não sei se é verdade, mas se for, talvez explique o apagão geral de Maxi, Luisão, David Luiz, Javi García, Saviola, Aimar, Cardozo, e o mal-estar entre eles e o treinador. Money rules the world…E agora? Olhe, resista à depressão, cerre os dentes e obrigue-os a lutar até ao fim. Mau negócio mesmo é nem ficar em 2.º lugar.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:21

Novembro 22 2010

From: Domingos Amaral
To: Rui Moreira

Caro Rui Moreira

Na última crónica, em p.s., sugeri que o senhor se colocasse a 20 metros, para eu lhe atirar bolas de golfe, tal como os Super Dragões fizeram ao Roberto. Era uma provocaçãozinha brincalhona, uma bravata inofensiva, mas não era um insulto pessoal. Para meu espanto, e qual fidalgo atingido pelo ferrete da desonra, o senhor rebentou de raiva ao ler-me. Na sua prosa do jornal “A Bola”, perturbadíssimo, dispara-me uma rajada de insultos. Espuma, e nem refere o meu nome; bufa, e chama-me “vintém”; vocifera, e diz que de mim “exala um terrível fedor”; e por fim explode, acusando-me de “proselitismo anacrónico, patético e provinciano”.

À avalancha de palavreado, e à excitação, indignadíssima mas totalmente desnecessária, não tenciono responder na mesma moeda. O chá que em pequeno me deram a tomar teve, até certo ponto, o seu efeito. Não lhe envio de volta adjetivos grosseiros, nem insultos pessoais. Ao contrário do senhor, não perco a cabeça e as maneiras por dá cá aquela palha.

Não resisto, porém, a espetar-lhe um ferro curto. Diz o senhor que “não há pachorra” para mim. A expressão lembrou-me certas tias queques e os seus muito afetados lamentos, do tipo “ai filho, não há pachorra!”.

É o que o senhor é, não é verdade? Um queque, um queque azul. Ora, é precisamente por causa de tiques desses que duvido das suas ambições presidenciais no FC Porto. O povo azul e branco sempre desconfiou dos queques, por mais esforçados que eles fossem. O último que chegou a presidente teve o destino que todos sabemos.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:03

Novembro 15 2010

From: Domingos Amaral

To: Comissão de Disciplina da Liga

Caros Comissários de Disciplina,

Pelos vistos, os senhores nunca pegaram numa bola de golfe, mas eu explico-lhes o que é uma bola de golfe: um objeto pesado e duro, que atirado a alta velocidade e a uma curta distância, se pode tornar numa arma mortífera. Pelos vistos, os senhores nunca levaram com uma nas costas, ou na cabeça, e portanto não acham isso muito grave. Contudo, o que se passou no passado domingo no estádio do Freixo foi um ato gravíssimo de violência, um atentado ao desporto.

Não viram? Eu conto: a claque dos Super Dragões, um bando de energúmenos e cobardes, atirou uma saraivada de bolas de golfe na direção do guarda-redes do Benfica. Esses perigosos projéteis não só perturbaram o Roberto, como o atingiram nas costas, tendo o jogo sido interrompido e ele assistido. A sua integridade física foi posta em causa, e só por acaso os danos não foram mais graves. Caso os senhores não saibam, se uma das bolas lhe tem acertado na cabeça, o guarda-redes do Benfica poderia estar hoje ferido gravemente, incapacitado para a sua profissão, ou até pior. Mas, é óbvio que para os senhores nada disto é grave e não merece mais que uma mísera multa.

Noutro país, o estádio do Freixo ficaria interdito uns jogos, mas os senhores voltaram a ser um órgão manso, cobarde, e nas mãos do FC Porto. E é graças a pessoas como vocês que a onda de violência azul e branco não vai parar.

PS: Srs. Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira, têm coragem para se colocarem a 20 metros de mim, para eu vos atirar bolas de golfe? Pois, bem me parecia...

publicado por Benfica 73 às 16:39

Novembro 08 2010

From: Domingos Amaral

To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Há quem acredite em bruxas, mas eu acredito em milagres. E, sendo católico e benfiquista, não deixo de achar graça aos trocadilhos possíveis com o teu nome. Jesus, sei eu e milhões pelo Mundo fora, fez milagres no seu tempo. Lázaro ressuscitou, a água transformou-se em vinho, os pães e os peixes multiplicaram-se. Vem na Bíblia. Ora, com o teu nome, justifica-se uma irracional fé benfiquista: a de que hoje, no Dragão, o impossível se torne possível, e Jesus seja mais forte que o Papa, realizando um inesperado milagre, coisa que os papas nunca conseguiram.

Contudo, convém não nos iludirmos: os milagres são raros. A probabilidade de o Benfica vencer hoje no Dragão é muito pequena. Nem a história, nem o presente recomendam grandes esperanças. Em quase duas décadas, o Benfica venceu duas vezes o FC Porto em casa. E, este ano, os azuis e brancos estão mais fortes. Oito vitórias e um empate, melhor ataque, melhor defesa e melhor jogador (Hulk) do campeonato, a juntar a uma carreira sem perdas na Liga Europa. Moralizados e eficazes, têm também a vantagem psicológica de nos terem vencido, e convencido, na Supertaça. Comparando com a época anterior, duas coisas aconteceram em simultâneo: o Benfica piorou e o FC Porto melhorou. Se não houver milagre, o Papa pode pois encomendar as faixas de campeão.

Mas um jogo é um jogo. Se o Benfica for humilde e corajoso, solidário e agressivo, forte de cabeça e sereno; se as tuas escolhas derem certo; se jogarmos no limite máximo da concentração humana, talvez haja uma hipótese de sair do Dragão melhor do que lá entrámos. Seria lindo. E seria um milagre de Jesus. Coisa em que acredito, como há quem acredite em bruxas.

publicado por Benfica 73 às 10:38

Novembro 01 2010

From: Domingos Amaral

To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Um dia destes, disseste que não havia campeões à 9.ª jornada e tinhas toda a razão. É uma daquelas coisas tão óbvias que parece uma verdade infantil. Contudo, lembrei-me de Steven Gerard, o jogador do Liverpool, que aqui há uns anos acrescentou a essa simples constatação um raciocínio mais complexo, mas também mais verdadeiro. Disse o inglês que “nas primeiras 10 jornadas não se pode ganhar um campeonato, mas pode-se perder um campeonato”. E, de facto, foi isso que se verificou este ano em Portugal.

Tanto o Braga, que tão bem jogou a época passada; como o Sporting, que tanto se reforçou em comparação com os tempos de Paulo Bento; como o Benfica, que vinha de uma época supersónica, onde fora campeão, e além disso constituíra, nas palavras do seu presidente, “a equipa mais cara de sempre”; arrancaram mal. À 9.ª jornada, perderam muitos pontos, demasiados pontos, e estão os três a uma importante distância da tua equipa, o FC Porto. Isto, é evidente, não tira mérito nenhum ao teu trabalho, nem desvaloriza as tuas vitórias.

Porém, tudo seria diferente se os adversários continuassem por perto. Não fosse a fraca partida de Braga, Sporting e sobretudo do Benfica, e outro galo cantaria. A pressão sobre a tua equipa seria outra, e a confiança dos teus jogadores estaria permanentemente a ser testada. Assim, não está. Ao contrário do Benfica, que o ano passado só ultrapassou o FC Porto nesta altura, e teve o Braga à sua frente até mais de metade do campeonato, este ano ninguém te tem dado luta. Tu ainda não és campeão à 9.ª jornada, mas Braga, Sporting e Benfica já praticamente perderam o campeonato.

publicado por Benfica 73 às 00:01

Outubro 18 2010

From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira

Caros presidentes do FC Porto e do Benfica

À medida que se aproxima o jogo entre as duas equipas, no Dragão, o tom do confronto tem vindo a subir. Ele é ameaças, recordações de violências passadas, tudo numa grande caldeirada, como se viesse aí um combate mortal entre duas comunidades que se odeiam e guerreiam, e não apenas mais um jogo de futebol que existe todos os anos. Entrámos pois em espiral, numa escalada disparatada. Tem de ser assim sempre? Não, não tem. Pela minha parte, avanço com uma sugestão: todos os anos, antes da época começar, devia ser organizado um grande torneio de luta livre entre benfiquistas e portistas, algures num descampado, a meio do caminho entre Lisboa e Porto.

Na arena principal combateriam suas excelências os presidentes. Depois haveria arenas secundárias. Numa delas, a maior, defrontar-se-iam as claques, Super Dragões contra No Name Boys. Noutra, defrontar-se-iam Jesus e Villas-Boas. Mais ao lado, lutariam os vices Reinaldo Teles contra Sílvio Cervan. Depois haveria as arenas especiais, para os cronistas Manuel Serrão e António-Pedro Vasconcelos, e uma muito muito especial, e muito aguardada, para a refrega entre os televisivos Rui Moreira e Ricardo Araújo Pereira.

Seriam naturalmente combates até à morte, onde valia tudo menos tirar olhos, e desses combates estariam excluídos os jogadores, pois esses valem muito dinheiro e não são para estragar. Mas, se esse gigantesco Mortal Kombat existisse, pelo menos uma vez por ano, talvez a tensão descesse, e não passássemos o tempo nestas picardias desnecessárias e perigosas. Depois queixem-se.

publicado por Benfica 73 às 00:35

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