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Toda a informação sobre o Glorioso

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Gaitán é o mais caro do ano

31.12.10, Benfica 73

Argentina é o país que mais jogadores vendeu em todo o mundo no último ano, ultrapassando pela primeira vez o Brasil com um total de 1800 futebolistas. E Nicolás Gaitán é, de todos esses craques nascidos no país de Maradona, o mais valioso. O herdeiro da camisola 20 de Di María foi a transferência que mais rendeu ao futebol argentino entre 2009 e 2010, segundo um estudo da EuroAmericas Sports Marketing recentemente divulgado. O Boca Juniors encaixou 8,4 milhões de euros com a sua transferência para o Benfica no Verão passado. Veste também a camisola do Benfica a transferência mais cara de sempre na Argentina: Javier Saviola. Em Julho de 2001, El Conejo fez entrar, nos cofres do River Plate, o valor recorde (até hoje não foi batido) de 35,9 milhões de euros, pagos pelo Barcelona, que nunca chegou a rendibilizar verdadeiramente o investimento. Saviola foi a custo zero para o Real Madrid e comprado pelo Benfica, há um ano e meio, por cinco milhões de euros. Hoje é uma das peças mais influentes da equipa campeã nacional e um dos jogadores do plantel, a par com Aimar, que mais acolheram Gaitán à sua chegada (sozinho) a Portugal, ajudando-o na integração e dando-lhe muitos conselhos.

Os dois jogadores nunca chegaram a cruzar-se no seu país natal - têm sete anos de diferença -, mas passaram pelas mesmas mãos e receberam os ensinamentos do mesmo homem: Ramón Maddoni, um dos mais conhecidos caça-talentos do futebol do País das Pampas. Ele descobriu e foi responsável pela formação não só destes dois craques do Benfica, mas de vedetas mundiais como Carlos Tévez, Juan Román Riquelme, Juan Pablo Sorín, Fernando Gago, Federíco Insúa e Fernando Redondo, entre outros.

Mais agressivo de águia ao peito

Ramón Maddoni, há 14 anos director-geral do futebol infantil do Boca Juniors, conta a O JOGO como descobriu Nicolas Gaitán e do que ele precisa para a sua afirmação plena na Europa. "Eu tinha de gritar para dentro de campo para o motivar a correr mais. Lembro-me tão bem. É a única coisa que lhe falta: mais agressividade. Costumava dizer-lhe para ser como o Carlitos Tévez, que também foi meu jogador. Mas acredito sinceramente que ele ainda vai melhorar muito nesse aspecto. Aliás, desde que está no Benfica já se nota uma diferença", declara o guru da formação do Boca Juniors e do Club Social Parque, para onde levou Nicolas Gaitán quando o descobriu, com 7 anos, num torneio de bairro, perto de Buenos Aires: "Encontrei-o a chorar desalmadamente depois de um jogo que a sua equipa perdera. Ele era muito pequeno e franzino, parecia que não tinha crescido, e o único que estava a chorar. Fui consolá-lo. Na verdade, também tinha sido o único a jogar bem e por isso resolvi levá-lo para o meu clube e depois para o Boca Juniors."

Ramón Maddoni garante que a pouca agressividade que sempre notou em Gaitán é (e era) compensada pela técnica de excelência. "É um grande jogador, garanto-vos. Sempre se destacou pela habilidade com que manejava a bola, pela inteligência e pelo remate. Já em miúdo fazia muitos golos", sustenta, defendendo que o actual camisola 20 do Benfica "está muito perto do nível do Di María". "Só precisa de evoluir um pouquinho mais. Vai render muito ao Benfica", assegura.

Fonte: O Jogo