Novembro 22 2010

Roberto: “Acreditamos que podemos ganhar todos os jogos”

Em entrevista ao Jornal “O Benfica”, o espanhol recordou o início de temporada na sua nova casa e foi, acima de tudo, o porta-voz da confiança do grupo para os restantes encontros da época, nomeadamente já para a decisiva deslocação da próxima quarta-feira ao terreno do Hapoel Telavive.

Já está há alguns meses em Portugal. Como está a decorrer a adaptação ao Benfica?

Está tudo a correr muito bem. Já são quase quatro meses e a verdade é que não pensava que ia ser tudo tão fácil, mais concretamente, a adaptação à cidade, ao Clube e da mina família a esta nova experiência. Estou muito feliz.

Os primeiros tempos não correram da melhor forma. Como superou essa fase?
O meu pensamento quando cheguei aqui foi sempre de trabalhar muito. Sabia que tudo podia acontecer, tanto de bom como de menos bom. Infelizmente, as coisas começaram por acontecer dessa tal forma menos boa, no entanto, só há que ter a família perto de nós nestas situações, trabalhar e acreditar muito no trabalho que realizamos diariamente.
Na sua opinião, um dos momentos-chave do seu percurso foi quando defendeu, na Luz, aquela grande penalidade frente ao Vitória de Setúbal?
É verdade que esse momento foi um ponto essencial para mim. Nesse jogo, a minha situação mudou relativamente ao início da época. O futebol às vezes é muito injusto para alguns, mas para mim foi uma nova oportunidade e aproveitei esse momento, sendo que também tive a ponta
de sorte de que todos nós precisamos e a partir daí tudo começou a correr bem.

Olhando para trás, como se sente neste momento, depois das críticas iniciais?

Trabalho para estar o melhor possível. Neste momento a equipa também está melhor e estamos com outra dinâmica.

Tem sentido o apoio dos restantes colegas de equipa, especialmente do compatriota Javi García?

Não só dele, mas de todos os colegas. Tenho sentido todo o apoio, tal como qualquer outro colega que possa viver uma situação similar. Vamos estar sempre todos juntos, pois essa é a única forma de o Benfica continuar o seu caminho.

Mas o facto de ter um colega espanhol no plantel ajudou à sua adaptação?

Para mim foi muito importante saber que o Javi García estava no Clube, porque nunca sabemos o que vamos encontrar num país e num emblema novos. Foi uma tranquilidade para mim, sobretudo nos primeiros tempos.
Um dos pontos fortes do Benfica são os seus adeptos. Tem sentido o apoio da parte deles?
Sim, sem dúvida! Senti o seu apoio e tenho de agradecer-lhes muito por isso, porque sempre estiveram perto de mim, a dar o seu apoio e continuam a fazê-lo não só comigo, mas também com todos os meus colegas. Os adeptos têm de sentir-se uma parte muito importante deste Clube.

Umas das suas características como guarda-redes é quando repõe a bola com o pé, uma vez que consegue quase sempre colocar no jogador que pretende. É uma situação que treina habitualmente?

Tentamos treinar sempre todas as vertentes possíveis. Por vezes não há alternativa senão colocar a bola numa distância maior, e é importante trabalhar ao máximo essa situação, mas também há muito mérito dos jogadores que estão na frente, uma vez que conseguem ganhar essas bolas. É um trabalho de grupo!

Como se descreve enquanto guarda-redes?

Não gosto muito de falar sobre mim. O que me levou a conseguir chegar a este clube tão importante e tão grande foi o trabalho. Se tiver que destacar alguma coisa sobre mim, é que sou muito regular no trabalho. Essa é a única forma de poder conseguir o máximo de sucesso possível.

Em relação ao campeonato nacional, o Benfica vem de uma vitória frente à Naval, por 4-0. Acredita que ainda é possível vencer esta competição?

Acreditamos que podemos ganhar todos os jogos que faltam em todas as competições e é isso em que temos de pensar e o que vamos tentar fazer.

E como está a moral da equipa depois da vitória de domingo?

Foi uma grande vitória que, acima de tudo, nos ajuda a seguir em frente, com confiança redobrada.

Portanto, apesar da diferença pontual para o agora líder, ainda tem aspirações em relação à revalidação do Campeonato?

Acreditamos sempre! Temos de seguir jogo a jogo e esperar pelo que vai acontecer no fim.

Olhando ainda para a jornada que antecedeu a recepção à Naval… o que disse ao grupo o treinador Jorge Jesus depois da derrota no Estádio do Dragão?

Que tínhamos de levantar a cabeça e treinar bem todos os dias. Há que nos prepararmos bem para cada jogo, pois essa é a única forma de oferecer aos nossos adeptos futebol de qualidade e as tão desejadas vitórias. Mas esse jogo já faz parte do passado!

Está certo… mas ainda relativamente a esse desafio no estádio do Dragão, uma questão incontornável foram as provocações de que foi alvo, bem com toda a nossa equipa, por parte das claques adversárias. Algum comentário?

O mais importante é estar bem no meu Clube. O resto não me interessa.
Uma das competições em que o Benfica está inserido é a Liga dos Campeões, onde na próxima jornada a equipa vai jogar frente ao Hapoel Telavive, em Israel. Pensa que vai ser um jogo decisivo?
Pensamos que é um jogo que pode ser decisivo, porque pode dar-nos a hipótese de passar à fase seguinte da prova. Mas é uma partida decisiva, como foram as quatro anteriores. Muito passará por esse jogo e temos de trabalhar muito forte nestes dias que temos pela frente. Vamos ter muitos dias para prepará-lo e de certeza que vamos fazer um grande desafio e conseguir a vitória, pois assim teremos a oportunidade de seguir em frente na Champions. Como tal, vamos ser rigorosos.

Olhando para a frente e para os desafios que se seguem, como está o grupo de trabalho?

Demonstrámos com a Naval que estamos fortes. Contudo, não é fácil vencer os jogos, porque com o Benfica todas as equipas dão tudo. Mas sabemos disso, estamos conscientes do nosso valor e vamos trabalhar diariamente para vencer todos os encontros que se seguem. É esse o sentimento!

Já foi convocado para as camadas jovens da selecção espanhola. É um sonho voltar a representar o seu país?

Claro que sim. Tem de ser o objectivo de todos os jogadores que jogam na I Divisão de qualquer país, porque é uma forma de sermos um dos melhores no final da nossa carreira. Mas é muito difícil porque Espanha tem guarda-redes de grande valor, não só os que estão agora na selecção, mas também os jovens que estão a surgir. É um objectivo, mas não é prioritário. Neste momento o meu objectivo é trabalhar no Benfica e conseguir conquistar muitos títulos.

Gostava de ver um Campeonato do Mundo organizado por Portugal e Espanha?

Gostaria muito porque podia ser um óptimo campeonato. Quer Portugal quer Espanha, têm grandes sedes e podem oferecer uma série de coisas.

publicado por Benfica 73 às 20:10

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