Novembro 02 2010

“Vamos fazer tudo para chegar ao nosso objectivo”

O esforço e a dedicação à equipa, seja como lateral ou médio, faz dele uma das principais opções de Jorge Jesus. Em discurso directo, César Peixoto elogia o Clube, os adeptos e mostra-se confiante numa época de sucesso.

O dia 10 de Agosto de 2009 diz-lhe alguma coisa?

Terá sido o dia em que vim para o Benfica?

Certo. Esta é a segunda época no Benfica. Que balanço faz?

Um balanço muito positivo. Estou no maior clube português e estou muito feliz. Vim para um clube que me deu a oportunidade de voltar a ser campeão. É enorme orgulho representar o Benfica e poder vestir esta camisola.

Quando veio para o Benfica havia também notícias que o davam como muito próximo de assinar por outros clubes. Está convicto de que fez a melhor opção para a sua carreira?

Sim, é óbvio que sim. Ainda por cima fui logo campeão no ano em que cheguei… Fizemos uma época fantástica, eu pude contribuir activamente com os muitos jogos em que fui opção e por isso só posso dizer que estou muito feliz por poder representar em clube com esta dimensão, por tudo o que envolve o Sport Lisboa e Benfica. Estou convencido de que tomei a opção certa.

Depois de uma carreira com alguns altos e baixos, já com uma experiência em Espanha, chegou a Braga, onde teve Jorge Jesus como treinador e acabou por vir para a Luz com o seu actual técnico. Considera que Jesus foi fundamental na sua carreira?

De facto já tinha ganho alguns títulos, na altura orientado pelo José Mourinho, depois fui para Espanha, mas tive muitas lesões nos joelhos. Felizmente pude regressar a Portugal, fui para o Sp. Braga, onde na primeira época tive o Jorge Costa como treinador e na segunda fui treinado por Jorge Jesus. Fizemos uma temporada excelente, ganhámos a Taça Intertoto e eu participei em quase todos os jogos. O mister depositou confiança em mim, foi buscar-me a Braga e eu tento corresponder da melhor forma, o que passa por jogar e ajudar o meu Clube a ganhar todos os jogos. É esse o nosso objectivo.

Uma das suas qualidades é a sua polivalência. Em que posição se sente melhor?

É verdade que posso jogar em três ou quatro posições no sistema táctico do mister. O lugar em que gosto mais de jogar é a médio, mas aqui no Benfica tenho jogado muito mais vezes a lateral-esquerdo. É onde o mister acha que eu posso ser mais útil ao Benfica, é onde a equipa tem precisado de mim… Em Lyon entrei para médio, mas no Algarve, com o Portimonense, joguei de início a lateral. Este é o objectivo principal de todos os jogadores, estarmos prontos para ajudar a equipa onde ela mais precisar.

Falemos deste Benfica. Sete pontos para a liderança e um FC Porto – Benfica à porta. Será um jogo decisivo?
Eu acho que sim, vai ser um jogo importante, onde nós podemos marcar a diferença. Costumo dizer que se nós tivéssemos ganho ao FC Porto na Supertaça de certeza que eles não teriam este “élan” de vitórias que têm tido. Portanto, acredito que se desta vez formos nós a ganhar as coisas vão mudar e ainda vamos ser campeões.

Como é que o grupo conseguiu reagir a um início em que as exibições não foram as que todos esperavam e as arbitragens trataram de complicar ainda mais a vida à equipa?

O grupo já é muito experiente, é um grupo com qualidade e nós nunca duvidámos dessa qualidade. Demos a volta por cima e as coisas estão a começar a aparecer normalmente, mas como é óbvio foi uma fase a que não estávamos habituados. A época passada foi muito positiva, com muitas vitórias, mas é nestes momentos que se mostram as grandes equipas e os grandes jogadores. Penso que o pior já passou e estamos a arrancar para uma grande época, tal como a anterior.
No campeonato o Benfica já leva quatro vitórias consecutivas. Os adeptos podem acreditar que a equipa está no bom caminho?
Claro! Os benfiquistas podem ter a certeza que nós, jogadores, a equipa técnica e toda a estrutura do Clube estamos a dar o máximo para chegar ao primeiro lugar e voltar a ser campeões. Sabemos o nosso valor, sabemos o que valemos e vamos fazer tudo para chegar ao nosso objectivo.

Relativamente a outras competições, para a Taça de Portugal calhou em sorte o Sp. Braga, clube que conhece bem. Como é que classifica este sorteio?

Passei lá dois anos, mas agora estou no Benfica e só penso em ganhar o jogo e passar à próxima eliminatória.

Na Liga dos Campeões faltam três jogos, o Benfica tem três pontos. Mantêm-se intactas as aspirações da equipa?

Não duvidamos disso nem em sonhos. Temos mais três jogos, dois deles em casa nos quais temos de ganhar e depois temos uma saída a Israel, frente ao Hapoel, uma equipa que está ao nosso alcance. Por isso, penso que podemos chegar à próxima fase da Liga dos Campeões.

Na Alemanha e em França, a equipa estava por cima quando sofreu os primeiros golos e acabou por perder os jogos. O que é que tem de mudar?

Nestes jogos o equilíbrio é tão grande, a qualidade é tanta que qualquer erro paga-se muito caro. Isso não acontece, por exemplo, em alguns jogos da Liga Portuguesa, mas na Champions é uma realidade. Temos apenas de estar mais concentrados em certos momentos, porque temos qualidade suficiente para vencer esses jogos.

Esta sexta-feira, frente ao Paços de Ferreira, marca o regresso aos jogos na Luz. Já jogou em vários estádios importantes… Como é jogar no Estádio da Luz?

É um grande ambiente. O Estádio da Luz é bonito e moderno. Só vinha cá uma vez por ano, como adversário, e não tinha a oportunidade de sentir isto. Agora jogo na Luz semana sim, semana não e cada vez gosto mais de pisar o nosso relvado. Quando o Estádio está cheio não há muitas palavras: é fantástico!

Como classifica os adeptos do Benfica?

Acima de tudo marcam a diferença porque, ao contrário de outros clubes, não são só as claques a fazer barulho e a puxar pela equipa, são todos os adeptos presentes no estádio e isso é único. Todos cantam, todos puxam pela equipa e estão concentrados em ajudar-nos a ganhar. Isso faz com que transpirem emoção para dentro do campo. Somos contagiados pela paixão dos adeptos.

Como jogador experiente, que já ganhou muitos títulos na sua carreira, sente que tem mais facilidade em lidar com as críticas que são feitas aos jogadores quando as coisas correm menos bem?

Realmente, como disse, os anos que vamos acumulando no futebol dão-nos uma certa bagagem para lidarmos com alguns tipos de manifestações dos adeptos. Os benfiquistas devem apoiar todos os jogadores do plantel. No meu caso particular, sinto que tenho bagagem para aguentar e tento sempre fazer o meu melhor põe esta instituição. Se as coisas não correm bem não é porque eu não quero ou porque fico intimidado com os assobios. Sei lidar com isso, mas pode haver jogadores que não saibam lidar tão bem. Os adeptos devem estar com todos os jogadores. Respeito as críticas e tento dar o meu melhor. Estou de consciência tranquila e vou continuar a dar tudo para ajudar o Benfica a ganhar jogos e a ser campeão.

É internacional Sub-21 e “AA”, mas teve o azar de estar presente nos 6-2 no Brasil, tendo realizado uma boa exibição. Sente que podia ter tido outro percurso na selecção?

Sim… Realmente ser chamado pela primeira vez à Selecção Nacional para jogar com o Brasil e perder por 6-2 nunca é bom. Já antes, noutros momentos da minha carreira, podia ter sido chamado, mas as lesões acabaram por impedir que isso acontecesse. Não guardo mágoa nenhuma a quem decidiu. As poucas vezes que fui chamado tive muito orgulho nisso e agora estou a torcer pelo apuramento de Portugal para o Europeu. Estou de fora mas sempre a torcer.

 

Sobre Coentrão: “Esses altos e baixos, como vocês chamam, são próprios da idade. O Fábio quando chegou ao Benfica era um jovem, ainda o é, e teve um natural período de adaptação a este grande Clube. Da minha parte trato-o com um enorme carinho e sei que ele vai continuar a triunfar no Benfica e na selecção. De certeza que vai ter uma carreira bonita e muito auspiciosa pela frente.

Sobre a relação entre os dois… “É muito boa, não podia ser melhor. Aliás, ele é o meu companheiro de quarto… Dou-me muito bem com o Fábio, é das pessoas com quem eu mais lido no Benfica. Tento apoiá-lo, mesmo apesar de muitas vezes competirmos pelos mesmos lugares, mas essa é uma disputa saudável e fora do campo a amizade continua. Naquilo que eu poder ajudá-lo. Por ser mais experiente, vou fazê-lo com certeza.”

publicado por Benfica 73 às 12:28

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