Dezembro 26 2012
O secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, vai alterar o figurino da Preparação Olímpica. E, fazendo-o, não terá apenas os Jogos do Rio de Janeiro em vista – alargará o horizonte a 2014. O que não diz (para já...) de forma pormenorizada é o que acontecerá a Telma Monteiro que foi para Londres com um documento assinado pela sua federação que tinha medalha como garantia de futuro...

— Telma Monteiro, não tendo ganho medalha olímpica em Londres, fica, definitivamente, fora do rol de apoio que cabe a quem é medalhado? 
— Nesse caso concreto, há objetivos definidos no contrato-programa assinado entre o IDP e o COP e a federação de judo para Londres e não obtendo os atletas resultados até um determinado nível saem, digamos assim, do projeto. Isso significaria automaticamente que a Telma, que conseguiu uma vitória no Campeonato da Europa pouco antes, ficaria, logo após Londres, excluída do projeto olímpico. Mas, e esse é mais um exemplo da nossa colaboração com o comité, foi publicado um despacho que exarei na sequência de uma proposta do COP, no sentido de estender até 31 de Dezembro a vigência do contrato-programa a 11 atletas que não tendo obtido resultados em Londres lhe garantiram a permanência no projeto por razões de currículo. A Telma é um dos casos...
— Isso significa que atletas como Nélson Évora ou Naide Gomes ou Francis Obikwelu ou Rui Silva que nem participaram, por estarem lesionados, podem apoios para os JO do Rio como se tivessem sido medalhados?
— Desde final dos JO até ao fim deste ano sim, que é o período em que vigora o contrato-programa com o COP. Depois haverá um novo contrato-programa se for essa a via com o COP para os próximos jogos com critérios para se entrar e permanecer...
— E quais vão ser esses critérios, são os que já existem?
— Não, vão ser mudados. 

NÉLSON ÉVORA E NAIDE GOMES AGUARDAM
— Insisto em situações específicas: se Nélson Évora ou Naide Gomes voltarem a ser campeões do Mundo ou da Europa podem ter, para preparar o Rio de Janeiro, apoios de medalhados olímpicos mesmo não tendo ganho medalhas em Londres?
— Todos os atletas, independentemente das modalidades, ingressam ou permanecem em função dos resultados. No novo ciclo, as modalidade vão ter, naturalmente, as suas competições e em função dos resultados e do que se definir no contrato estarão ao abrigo do projeto e recebem as respetivas bolsas.
— O que lhe perguntei não foi isso, foi outra coisa: se uma medalha num CM ou num CE vai ou não permitir acesso aos escalões mais altos da Preparação Olímpica?
— Não lhe vou dizer efetivamente isso, vou dizer-lhe é que naturalmente vamos ter de ter em conta situações como essa, situações como a da Telma Monteiro, em que teve ouro num CE e não passou da primeira eliminatória nos JO. Temos de acautelar esse tipo de situação...
— Mas isso não significa que os atletas não possam perder as suas bolsas?
— Eu não disse isso. Ainda há pouco tempo tive aqui, no meu gabinete, um atleta que foi bicampeão do mundo na sua modalidade e não tinha qualquer apoio...
— Quem?
— ... Não lhe vou dizer. Digo-lhe sim que por vezes as medalhas em Campeonatos do Mundo numa modalidade têm uma dificuldade que não pode ser comparada à obtenção de uma mesma medalha noutra modalidade e que isso terá de ser tido em conta. Mas dependerá também das federações, de nos mostrarem do ponto de vista técnico, que é assim, do grau de dificuldade ou não de um resultado... E deixe-me regressar a uma questão importante: falou-se muito de quanto é que os atletas receberiam pelo facto de obterem uma determinada medalha, a portaria em vigor já está há muito tempo mas não se tem feito eco ao facto de este governo ter pago prémios obrigatórios por força de resultados de méritos obtidos. Desde 2009 que não se pagavam esses prémios obrigatórios, que estão na lei. O estado tinha a obrigação moral de fazê-lo e não estava a fazê-lo. Nós fizémo-lo e em Janeiro atribuímos 325 mil euros a 83 atletas. Meses depois pagámos mais os 28.000 euros dos prémios devidos à Telma Monteiro, ao seu treinador e ao seu clube após a sua vitória no Campeonato da Europa, como um incentivo adicional para a obtenção de novos resultados de mérito uma vez que os Jogos Olímpicos de Londres estavam já à porta. 
— Na Portaria que estabelece esses prémios de mérito, os valores são de há muito, muito tempo – e por exemplo o ouro nos JO ainda está em... escudos. Quando decidir mudar-lhe o câmbio, admite mudar-lhe os valores, aumentá-los, actualizá-los?
— Vamos ver. Vai haver uma reforma do alto rendimento e esse é um dos elementos que eu quero colocar à consideração de todo o Movimento associativo.
— Essa reforma pode igualmente significar aumento das bolsas mais altas da Preparação Olímpica?
— A reforma do Alto Rendimento implica reformas nos próprios níveis, nos próprios escalões com que se financia a preparação.
— Para Londres, quem estivesse no escalão de Medalhado recebia mensalmente bolsa de 1350 euros, quem estivesse nos finalistas tinha direito a 1110. Para o Rio, esses valores podem aumentar ou corre-se o risco de diminuírem?
— Há que ver os níveis das bolsas previstos no diploma de 2009 e ver se não há matéria para lancetar. Mas isso tem de fazer-se com as federações...
— Não, me respondeu, repito: a sua ideia de partida é aumentá-las ou diminui-las?
— Neste momento, estou ainda a auscultar, a estudar e temos de compaginar a questão com as verbas. Para Londres, as verbas vieram do orçamento PIDAAC – e aí há determinadas variáveis que eu não posso apontar desde já. Mas, já que me refiro a financiamento olímpico via PIDDAC deixe-me frisar um esforço que fizemos e de que, uma vez mais, pouco ou nada se falou. Não fora termos desbloqueado junto do Ministério das Finanças erros administrativos e processuais do governo passado e largas centenas de milhares de euros não teriam sido canalizados para o atletismo e para o judo, com o que isso implicaria em penosas ausências olímpicas em Londres de modalidades com tanta tradição olímpica. Também importa não esquecer o papel que Governo e IPDJ tiveram na criação de condições para se pôr fim a um impasse que permitiu que se transferissem 600 mil euros para a Federação de Vela, os 600 mil euros que levaram os nossos velejadores a conquistar um recorde de presença nos Jogos Olímpicos e que de outro modo não seria possível.
— Explique-me melhor: essa verbas estavam bloqueadas porquê?
— Por erros, erros do antigo IDP, por lapsos de deixar correr prazos e não acarrear um conjunto de atos e pormenores. Portanto, há aqui um conjunto de ações que, neste nosso mandato, a Administração Pública teve que não foram, muitas vezes, vistas com o devido destaque, mas que enobrecem o tributo e o reconhecimento público. E é por isso é que eu acho estranho ouvir dizer que estamos a navegar à vista...
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 08:09

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