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Toda a informação sobre o Glorioso

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Mantorras vai abandonar

10.09.10, Benfica 73

 

Quando se pensa em Mantorras logo vem à memória aquele pontapé fulminante com que bateu o guarda-redes do V. Setúbal, Marco Tábuas, a partir do miolo do meio campo, logo vem à memória a célebre finta agarra ladrão, logo vem à memória a relação de amor com os benfiquistas.
Essas recordações jamais sairão do coração e da cabeça dos adeptos, mas a possibilidade de rever o angolano em campo, essa sim, irá desaparecer. Mantorras, disse-o Luís Filipe Vieira, vai ser hoje figura central de uma reunião em que será discutido, e em princípio assumido, o final de carreira do futebolista que sonhou e fez sonhar os benfiquistas.
DE ANGOLA A BARCELONA
Ainda adolescente, Mantorras jogava um Torneio da Lusofonia em Portugal quando foi descoberto por Jorge Manuel Mendes, empresário - hoje em dia mais amigo que empresário - que rapidamente viu aquilo que os grandes não viram. «Tinha um enorme potencial, recomendei-o ao meu amigo Villaseca, do Barcelona, que tinha também o dossier de Simão Sabrosa. Veio a Portugal, observou-o, e Mantorras acabou por viajar comigo para Barcelona mais tarde, onde se treinou na equipa B e depois na principal. Estavam lá Mourinho, Figo e Van Gaal, que acabaria por sair, o que custou também a saída de Mantorras, pois o sucessor, Serra Ferrer, demorou a resolver o futuro.»
BENFICA GANHOU A CORRIDA
«Depois trouxe-o para Portugal, esteve a viver comigo em Coimbra, com a minha família, na minha casa, onde recebeu roupas, calçado, tudo o que precisava. Até carinho, pois era muito carente. E até passou um Natal connosco. Foi então, disse-nos, que recebeu a primeira prenda de Natal da sua vida.
Pouco depois foi para Alverca, onde rapidamente se impôs», explicou, sem se deter: «Todos os grandes andavam atrás dele, FC Porto, Sporting, Real Madrid, Inter de Milão e Milan, que tinha um direito de preferência avaliado através de uma cláusula de 11 milhões de euros. Foi para o Benfica, cinco milhões por 50 por cento do passe, a escolha mais acertada. Foi pena a lesão. Deixou-nos a todos com água na boca...»
EMBAIXADOR
No Benfica, Mantorras nunca perderá o estatuto de preferido dos adeptos. Eusébio à parte, poucos são aqueles que rivalizam com a popularidade do angolano. A jogar ou fora de campo, Pedro é idolatrado pelos benfiquistas quando está e quando não está presente, como se observou, recentemente, no estágio de pré-temporada do Benfica na Suíça, em que todos os dias os emigrantes perguntavam a Jesus porque não o chamou.
Por tudo isto, Mantorras merecerá atenções especiais do Benfica, que deverá oferecer-lhe o cargo de embaixador do clube para Angola. E também o governo do seu país deverá chamá-lo para perto de si.

Fonte: A Bola

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