Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

Sem margem de erro

09.09.10, Benfica 73

De seis pontos, possíveis à partida e prováveis ainda não há muito tempo, de quatro pontos que serviriam como resguardo mínimo face ao futuro próximo, ficou-nos um, variante triste de prémio de consolação. Os “erros defensivos” cometidos em Guimarães deram lugar, quatro dias depois, a um bode expiatório – por sinal, o herói da África do Sul, Eduardo. Portugal nunca tinha conhecido, nos jogos com Chipre, outro resultado que não fosse a vitória. Já conhece. Portugal nunca tinha sido derrotado pela Noruega. Já foi. Ora o mais espantoso, diante desta entrada altamente comprometedora do futuro da Seleção Nacional, é não haver ninguém, dos responsáveis aos jogadores, capaz de reconhecer que há crise e que os pontos foram desperdiçados por culpa própria.

Contra Chipre, em casa, para “compensar os laterais ofensivos” (Miguel?!), jogámos com um duplo pivô defensivo, entregue a dois homens quase sem rodagem prévia, Raul Meireles e Manuel Fernandes. Na Noruega, onde era preciso ganhar, a ideia peregrina foi retirar Danny e acrescentar Tiago, também sem quilometragem esta época, que saltou da bancada para a condição de titular. Dos dois alas, Ricardo Quaresma e Nani, só este apareceu no jogo da Noruega, mas tarde e a más horas. O “mágico” voltou a deixar clara a fronteira entre o exibicionismo e a utilidade – e nem vale a pena referir a sua inaptidão total como rematador. Hugo Almeida lutou sozinho até à entrada de Liedson… a dez minutos do fim. Moutinho, inexplicavelmente, voltou ao banco e, desta vez, nem sequer foi chamado à partida.

Mais uma vez, fica a sensação de que as substituições já estavam programadas, tanto nos protagonistas como no cronómetro. Ou seja, Agostinho Oliveira – selecionador nacional “por procuração” – confirmou que, furada a estratégia inicial, não há um plano alternativo, não há um rasgo nem uma ideia para mudar o curso dos acontecimentos.

A dúvida que fica é esta: alguma coisa seria diferente com Carlos Queiroz em funções plenas? Não vale a pena buscar a resposta. Importa é que, decorrido um quarto das etapas na classificação e ainda antes de enfrentar o mais poderoso dos adversários (a Dinamarca), Portugal já está sem margem de erro, a fazer contas e dependente de terceiros. Pode acabar bem. Mas, ainda que aconteça, será por linhas tortas. E talvez valha a oportunidade para mudar todo, do selecionador ao elenco federativo, que se eterniza e passa uma triste imagem de apego aos lugares. Já chega.

Sem margem de erro vai o Benfica a Guimarães – a hipótese de ficar a nove pontos da liderança, no início de um ciclo “infernal” e quando setembro ainda está a começar, faz pensar que o campeão vai precisar de algo mais do que a “estrelinha”.

Autor: JOÃO GOBERN

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.