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benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

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Toda a informação sobre o Glorioso

O árbitro arbitrário (Afonso De Melo)

14.07.12, Benfica 73

LVIV- O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto ainda não entrou em ação e ainda bem, ninguém parece sentir muito a sua falta, a menos que haja por cá jogadores e treinadores que tenham o mau hábito de gostar que lhe lambam os pescoços. Mas essa figurinha deprimente anda por aí e só isso já é arrepiante. A qualquer momento, como uma bala perdida disparada entre a multidão, abaterá uma infeliz e distraída seleção. Vale que estamos na Ucrânia e ninguém terá contemplações por mais por mais uma das suas trampolinices. Em Portugal, um grupelho de colunistas imbecis tratou de estabelecer que a regra é elogiar o mamífero. Não por ele, pobre e insignificante, mas porque ao elogia-lo julgam ficar nas graças de D. Palhaço, rei do Norte e arredores. 

Teimaram tais escribas que o Azeiteiro-da-cabeça-d'unto foi um mestre do apito na Grande Festa da Cerveja de Munique. Não foi. Vimos em Poznan um seu colega bem mais competente validar um golo de um avançado em fora-de-jogo por a bola vir de um adversário. Não voluntariamente, que ninguém passa voluntariamente a bola ao adversário a menos que esteja corrompido; mas voluntariamente, ainda que por erro ou precipitação. Ou seja, tal e qual aconteceu em Munique. Mas aí o Azeiteiro decidiu diferentemente porque para ele as regras são suas e não as do jogo. Anulou o golo: decidiu o jogo e o vencedor. Como faz sempre. Deram-lhe um apito e ele assume literalmente a sua profissão: é um arbitrário. Do alto das suas colunas, os serventuários do poder podre batem palmas e desfazem-se em encómios. O Madaleno ri um riso de dentes cariados e sente-se recompensado por tanta malfeitoria. Os outros, gente séria, fazem figura de parvos. Quanto ao Azeiteiro-da-cabeça-d'unto anda por aí à espera do momento certo para apitar errado. 
Fonte: Jornal O Benfica