Março 29 2012

O campeonato está a chegar ao fim e o País progride no mesmo passo. Esta semana foi especialmente importante, quer para o campeonato quer para o País. Com franqueza, nem sei por onde começar. Se pelo País, se pelo campeonato.
Começo pelo país, por uma questão de respeito.
Foi uma semana ao mais alto nível. Nem sequer foi de Estado, foi de Estadão. O FC Porto foi meter conversa com o ministro da Educação. O Sporting (o de Lisboa, não o de Braga) foi meter conversa com o secretário de Estado do Desporto e da Juventude. Ambos os emblemas apresentaram queixas ao Governo. 
O Sporting foi queixar-se dos árbitros porque, segundo o presidente Godinho Lopes, “em condições normais” o Sporting estaria “a lutar pelo título”. Isto das condições normais tem muito que se lhe diga porque a normalidade para uns pode ser a anormalidade para outros e cada um chama-lhe sua. 
Para cúmulo, no momento em que festeja o primeiro ano sobre a data da sua eleição como presidente do Sporting, Godinho Lopes poderá sempre admitir que em condições normais ou anormais, conforme o gosto, nem teria sido eleito para o cargo.
Deixemos agora em paz o secretário de Estado do Desporto e da Juventude e passemos, sem hesitar, para o Ministério da Educação que também foi forçado a vir a jogo nesta semana.
Em comunicado oficial, o FC Porto foi queixar-se ao ministro de uma professora de um jardim-de-infância na Ericeira. 
Foi a segunda queixa contra a mesma professora no espaço de poucos dias. O primeiro queixoso foi o pai de uma criança que se insurgiu contra o facto de na sala de canto coral estar em vigor uma versão do “Atirei o pau ao gato” com uma estrofe final à primeira vista absurda mas que se revela perigosamente politizada e errónea.
São estes os versos da discórdia: “vai-te embora, pulga maldita / batata frita / Viva o Benfica!”. Compreende-se toda a revolta potencialmente gerada. Trata-se de entreter crianças e de as ensinar ao mesmo tempo. E não é que nem rima? Desde quando é que “Benfica” rima com “maldita” ou “frita”?
O pai da criança considera-se um adepto do FC Porto “não muito ferrenho” e considera que a alteração do poema “compromete o respeito pela diferença e pela individualidade”. Ora aqui está uma causa pela qual vale a pena combater.
Lamentavelmente, parece que esta situação não é da exclusiva responsabilidade da professora da Ericeira. 
O caso é bem mais profundo e generalizado como revelaria, sem medo, o FC Porto no seu comunicado oficial tendo como destinatário o ministro da Educação: “Mais grave é que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia, não só no jardim-de-infância da Ericeira, mas também em todas as escolas do pré-escolar e noutras de Lisboa e de Cascais”, protestou o FC Porto.
E com razão. “Prática diária e três vezes por dia” da Ericeira a Lisboa passando por Cascais, é muita fruta. E acaba por ofender.
Está visto, portanto, por que razão é que a semana foi importante para o País através das acções diplomáticas concertadas entre o futebol e o Estado.
Mas, como referimos no início da conversa, esta semana também foi importante para o campeonato. Não por causa de nenhuma “pulga maldita”. Mais por causa de uma melga. Melhor dito, por causa de uma picada de um Melgarejo.
E, com isto, temos um Sporting de Braga isolado no comando do campeonato e com um calendário mais apetecível do que o de qualquer um dos outros dois pretendentes. Esta revolução no topo da tabela não deixa de espantar e não foi inspirada por nenhuma lenga-lenga infantil, que fique bem claro. Antes pelo contrário.
Aliás, nem se sabe bem de onde é que veio esta inspiração minhota que não estava no programa, por exemplo, do presidente do FC Porto. Porque jamais o presidente do FC Porto diria “desta já estamos livres”, quando foi afastado pelo Benfica da final da Taça da Liga, se não tivesse a certezinha absoluta, a confiança inabalável de que o campeonato já lhe era pertença.
Isto está bonito, está.

 


Os energúmenos que puseram on-line todo um conjunto de informações confidenciais sobre os árbitros colocam numa situação difícil todos aqueles que, não sendo nem de perto nem de longe energúmenos, se entretém a gostar de futebol e, por isso mesmo, no exercício da sua liberdade de expressão gostam, de vez em quando, de poder criticar o desempenho de um árbitro sem se verem incluídos nas fileiras do grande banditismo.
Compreenderam? Ainda bem.
Aimar foi bem expulso em Olhão. Os jogadores têm de conhecer não só as regras do jogo como os critérios dos árbitros. O critério do árbitro João Capela devia ser sobejamente conhecido pelos jogadores do Benfica. No princípio de Novembro, no jogo com o Sporting, na Luz, João Capela expulsou Óscar Cardozo por ter dado uma palmada na relva.
Aimar deveria saber que aquela perninha marota que deixou para trás jamais passaria impune. Rui Duarte, o jogador do Olhanense com quem Aimar disputou o lance, definiu em poucas palavras aquele momento do jogo: 
- Fiz o meu papel, tal como o Aimar e o árbitro – disse, no final do jogo.
E disse muito bem. Os três fizeram o seu papel. Foi bem expulso o Aimar.
Pena só que o Benfica não estivesse a ganhar por 3-0 quando tudo Rui Duarte fez o seu papel, Aimar fez o seu papel e o árbitro fez o seu papel. Mas como pouco ou nada fez por isso, o nulo aceita-se com resignação.



Janko, o austríaco que chegou ao Porto no Natal, deu uma entrevista a um jornal do seu país e confessou o seu gosto por estudar a realidade portuguesa. Para se integrar melhor na sociedade que o acolheu e para perceber filosoficamente as origens das grandes rivalidades do futebol português.
Aluno aplicado, Janko está praticamente um catedrático como se comprova por esta sua conclusão divulgada pela imprensa austríaca: “No Porto estão os trabalhadores, no centro estão os estudantes e em Lisboa estão as pessoas que gastam o dinheiro.”
Não quero pôr em causa o esforço estudantil de Janko mas o professor que o anda a ensinar, cá para mim, já deveria ter sido reformado compulsivamente há mais de 30 anos.


O Benfica e o Chelsea estão longe de ser as melhores equipas em prova na Liga dos Campeões e assim o provaram no jogo que fizeram na terça-feira. Não foi uma coisa do outro mundo. Mas foi um jogo curioso, bem disputado, muito equilibrado, como se reflectiu nas estatísticas, com 50% de posse de bola para cada uma das equipas.
Foi mais feliz o Chelsea que marcou um golo e teve em Petr Cech e em David Luiz dois bombeiros de alto coturno. Foi mais infeliz o Benfica que não marcou golo nenhum, que sofreu pelo seu lado esquerdo como é habitual e que viu o árbitro não ver uma mão de John Terry na sua área.
Apesar de ser um árbitro italiano diz-se à boca cheia que também benfiquista desde pequenino.
Na próxima semana o Benfica vai a Londres jogar o que falta nesta eliminatória e, com um bocadinho de sorte e de juízo, pode muito bem discutir o apuramento com os ingleses. E depois se verá…

Autor: Leonor Pinhão

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:16

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