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Toda a informação sobre o Glorioso

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Quando o algarvio Jesus não parou águia em Olhão

23.03.12, Benfica 73
Nem com Jorge Jesus a jogar pelas suas cores o Olhanense, então orientado por Manuel de Oliveira, conseguiu vencer o Benfica. O agora treinador dos encarnados recordou esta semana já ter estado do outro lado da barricada e recordar-se do jogo. 

Teve lugar no Estádio Padinha, a 19 de janeiro de 1975, na 18.ª jornada da época 1974/75 e terminou com a vitória do Benfica, por 1-0: um golo de Nené, a passe de Vítor Baptista, aos 85 minutos, permitiu aos (então) comandados de Pavic chegaram à liderança do Campeonato, pois, no mesmo dia, o Sporting venceu o FC Porto (2-1) em Alvalade. 

O onze apresentado pelos algarvios há 38 anos – Jesus contava, então, com 20 anos - e onde pontificou o agora treinador encarnado na hora e meia, foi o seguinte: Arnaldo; Alexandrino, Fernando, Guaraci e Amaral; Jesus, Lo Bello e José Rocha; Rui Lopes, Ademir e Renato (Hélder, 30). 

Agressões no final
Jesus teve atuação positiva: mereceu nota 2 de A BOLA (escala de 0 a 3) num jogo que, reza a crónica, terminou da pior forma: Artur Correia, José Henrique e Vítor Baptista «foram agredidos», tal como um dos auxiliares do árbitro, Raúl Nazaré. Mas o ruço (Artur), em particular, viveu tarde melindrosa: «Sangrava da cabeça, proveniente de contusões e traumatismos. 

Foram-lhe arrancados cabelos pela multidão excitada. O autocarro com jogadores do Benfica só partiu do Estádio Padinha para Faro duas horas após o final do jogo, cerca das 19 horas, mas mesmo assim sem Toni nem Vítor Baptista. Estes dois jogadores, mais a equipa de arbitragem, não puderam abandonar as cabinas, por recearem o público excitado. Tiveram de aguardar a presença de forças militares, armadas de metralhadoras, que os fizeram entrar num carro militar», narrou o nosso jornal.
Fonte: A Bola