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Toda a informação sobre o Glorioso

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Memória - Crónica Jornal O Benfica

27.12.11, Benfica 73

Na noite de 7 de Dezembro, no Estádio da Luz, frente ao Otelul Galati num jogo de rendimento mínimo garantido o 1-0 logo aos 7 minutos garantia não só a passagem aos oitavos da Champions como o primeiro lugar no grupo - dei comigo a recordar Rogério Lantres de Carvalho, conhecido no futebol por "Rogério, Pipi", glória do Benfica. Rogério completou 89 anos e fora o capitão do Benfica que erguera o primeiro troféu internacional da galeria do Glorioso, a Taça Latina de 1950.

Rogério começou a jogar ao serviço do Benfica no ano em que nasci. Creio que vi o primeiro jogo de futebol no campo da Amoreira, um Estoril - Benfica que o meu clube de sempre venceu por 3-1 com golos de Julinho, Arsénio e Rogério, figuras que conhecia dos bonecos da bola, embrulhados em rebuçados de um tostão.

Rogério jogava ao ataque e teve mesmo a particularidade de alinhar em todas as posições da linha da frente, das pontas, a interior ou avançado-centro. Marcou 210 golos nos 300 jogos que fez pelo Benfica. Era um jogador de grande técnica e inteligência, uma alegria para o futebol e, em particular para os benfiquistas. E o mais espantoso é que mantinha sempre a imagem cuidada e o sorriso malandro - que ainda conserva - como que pronto para enfrentar confiante o desafio dos rivais no campo da bola ou em qualquer salão de festas de Lisboa.  
Voltei ao presente depois daquela breve viagem pela memória. No campo o resultado mantinha se 1-0 e, tal como eu, pareceu-me que os jogadores também olhavam para o relógio. Outros tempos. A Taça Latina erguida por Rogério foi conquistada numa dura finalíssima que se prolongou por duas horas e 26 minutos. E como pode ver-se na primeira página de "O Benfica" nº 396, de 24 de Junho de 1950, o "Pipi" não perdeu a linha.

Autor: João Paulo Guerra

Fonte: Jornal O Benfica