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benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

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Toda a informação sobre o Glorioso

Diferentes, como as atracções do circo

06.12.11, Benfica 73

Sim, vamos todos acreditar no burlão dos paquetes da Expo 98. ‘Temos uma gravação’. Devem ter, devem. Deve estar guardada no mesmo sítio onde guardaram os 3.000 votos fantasma que lhe compraram as eleições.

 

Agora, em desespero, tentam usar uma eventual fúria do Presidente do Benfica (que a existir, seria mais que justificada, porque personificaria a indignação de todos os Benfiquistas ao ver o seu Estádio vandalizado) para alimentar a campanha de vitimização e lançar fumo sobre o acto criminoso nas bancadas e as declarações ordinárias e provocatórias do jurássico Cristóvão. São ridículos. E diferentes, dizem. Lá isso são.

 

É diferente sacar mentira esfarrapada atrás de mentira esfarrapada da cartola, em fuga desenfreada para a frente, para tentar justificar o injustificável.

É diferente ter um presidente que, fez 9 anos em Março, foi preso pela PJ por corrupção activa e branqueamento de capitais no caso dos paquetes da Expo 98, mas que se apresenta como um paladino da verdade e da justiça.

É diferente – é fino, dizem - embrulhar processos de eleições (com votos contados à patorra, como na pré-história, o que também é diferente) em sessões de pancadaria e saudar os vencedores (apurados com os tais 3.000 votos fantasma) com saraivadas de galhetas nas trombas.

É diferente ter um ruminante jurássico (que tem a reputação de gostar de brincar à Gestapo) a apregoar que já tinham passado há muito a pré-história enquanto um conjunto de macacos selvagens descobria o fogo nas bancadas da Luz.

É diferente gostar de se proclamar como arautos da moral e dos bons costumes e nem por um momento condenar sem reservas actos de vandalismo e agressões a bombeiros. Dizer que ‘não se revêem’ nisso e que que ‘não sabemos quem provocou o incêndio’ é simplesmente, sem meias palavras, ser um real e ordinário filho da puta, sacudir a água do capote e não condenar rigorosamente nada. Se calhar foi a Fada dos Dentes ou o Coelhinho da Páscoa que andaram de jerrican de gasolina a regar as cadeiras.

É diferente queixar-se da acomodação em estádios seguros quando malham com os cornos em fossos no próprio estádio. Fossos cuja construção é da inteira responsabilidade do senhor lá de cima, o burlão da Expo 98.

É diferente ser esquizofrénico ao ponto de achar que os outros lhes deviam fornecer milhares de bilhetes para os amigos imaginários, quando normalmente nem enchem metade do próprio estádio.

É diferente ser comido há 30 anos pela malta da fruta e continuar a ser conivente com a corrupção, comendo as migalhinhas, enquanto se berra ódio ao Benfica.

É diferente ser levado ao colo pelas arbitragens e estar permanentemente a queixar-se, construindo realidades virtuais para assegurar o futuro.

É diferente ter como cântico fundamental, em todas as circunstâncias, uma música que invoca o clube que os assombra.

É diferente viver como fidalgo apesar de estar virtualmente na falência e estar constantemente a ser resgatado por dirigentes com demasiada influência na banca (ou por banqueiros com demasiada influência na lagartagem, take your pick).

É diferente ser um clube que é, na sua essência, a negação de outro.

 

E é, na verdade, diferente ter uma necessidade premente de se estar permanentemente a afirmar que se é diferente.

Sou, obviamente, pelo corte de relações. Mas, convenhamos, sempre fui. Relações com lagartos sempre me soou demasiado a zoofilia.

Autor: Carlos Miguel Silva (Gwaihir)

Fonte: Blog Tertúlia Benfiquista