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Toda a informação sobre o Glorioso

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Frescuras

23.11.11, Benfica 73

Cada tiro, cada melro, a condizer com o arrefecimento de que fomos vítimas nos últimos dias. A saber: a impunidade com que a Federação bósnia pode marcar um jogo que é metade de uma decisão final para um campo a que já se chamou tudo, menos relvado. Não é um exercício de autonomia, é a pura prática da estupidez. Resultado à parte, num momento em que é vital valorizar o espetáculo para fazer face ao impacto da crise europeia, pergunto: e se houver lesões por causa de um terreno mais propício à horticultura, quem as paga? A UEFA? Segundo andamento deste extenso rol de frescuras: a entrevista de José Bonsigwa, sinal exterior daquilo que já se adivinhava como a rutura definitiva (à escala do futebol) entre o atleta do Chelsea e o selecionador Paulo Bento. Este começa, talvez, a juntar demasiados casos no seu currículo, fazendo lembrar as ventanias no balneário do Sporting. Mas Bosingwa poderia e deveria ter esperado: falar assim, a poucos dias do início da eliminatória final, não abona a seu favor.

Podíamos passar pelas épicas conferências de imprensa de Vítor Pereira, já transformado em cruzado do portismo, espadeirando em todas as direções – exceção feita, claro está, ao grande líder. Insisto: a vitimização foi chão que deu uvas e, a este nível, não passa de uma marca de incapacidade. Mais sintomáticas são as atitudes de jogadores como Alan e Djamal, que vieram “denunciar” o racismo expresso por Javi García. A alguns dos homens do Sporting de Braga (na “tradição” de Vandinhos e Mossorós) desejo o mesmo que às salsichas: que cumpram bem a sua função. Mas não quero saber de que matéria são feitas, sob pena de nunca mais me aproximar de nenhuma. Alguém acredita que um insulto deste género e alcance se guarda de um dia para o outro, reacendendo-se a indignação depois de uma noite de sono bem dormido? Ou será que o antigo jogador do FC Porto só percebeu na manhã seguinte, o que faz dele um mentecapto? Duas questões lineares: desde que foi lançada a “polémica” do racismo, nunca mais foi referido o problema – objetivo – dos três-apagões-três que se abateram sobre o jogo e nem chegou a ser discutida uma das mais infelizes arbitragens de Pedro Proença (agressões num só sentido, penáltis ao contrário). Quanto a Javi, recorro ao que aqui mesmo foi escrito a 28 de Setembro passado: “Chegou a hora de Javi García. (…) Fica designado o sucessor de Katsouranis, Bynia e David Luís no “esquadrão da morte” recrutado pelos encarnados. (…) Um caceteiro, um violento. Mas porquê ficar por aí? Pirata, sevandija, assassino, que sei eu?” A diferença é que, desta vez, a tentativa de assassínio de personalidade é feita dentro de campo e por colegas. Tão brutos como Brutus.

Autor: JOÃO GOBERN

Fonte: Record

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