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benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

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Injustiças

11.11.11, Benfica 73

From: Domingos Amaral

To: Vítor Pereira

Caro Vítor Pereira,

Até a um benfiquista como eu têm espantado certas críticas que lhe fizeram nas últimas semanas. Dois famosos adeptos azuis – Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares – escreveram frases como “a equipa está doente”, “temos de nos preparar para uma época negra” ou “com Vítor Pereira não vamos a lado nenhum”! Só porque empatou três vezes e perdeu um único jogo (!), caiu logo, não o Carmo ou a Trindade, mas a Torre dos Clérigos! São exageros, e são injustos. Muitos portistas parecem esquecer que a saga gloriosa da última época é irrepetível em 50 anos, e que qualquer sucessor de Villas-Boas (incluindo o próprio) se sentiria pressionado pela permanente nostalgia de tais feitos. É evidente que o senhor não tem o talento oratório do André, nem o ego abrasivo de Mourinho, e não se veste lá muito bem. Mas caramba, onde está a “época negra” quando o clube lidera a Liga com o melhor ataque das últimas décadas?

Parece-me que o problema é outro. Ao senhor, como a todos os azuis, vinha incomodando a ideia de que o Benfica de Jesus jogava um futebol mais bonito e empolgante que o FC Porto, e ambicionou alterar tal imagem. Mantendo o 4-3-3 da casa, tornou-o mais ofensivo, com um “número 6” muitas vezes a ser “um 8 ou um 10”, como explicou. Foi em busca de nota artística e goleadas, arriscou, e isso tem custos. Principalmente na Champions, onde o risco não costuma compensar. O seu FC Porto afastou-se da escola defensiva de Mourinho e André, e aproximou-se das “dinâmicas” de Jesus. Marca mais golos, mas sujeita-se a sustos. Na Europa, terá dificuldades, mas por cá continuará a ser muito duro roubar-lhe o título.

PS: Olhe que esta opinião não é “folclore”, é mesmo o que eu penso.

Fonte: Record