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benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

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Toda a informação sobre o Glorioso

Melhor só há 45 anos

02.03.15, Benfica 73
A equipa de Jesus não sofre golos em casa para o campeonato há oito jogos, sendo essa a segunda melhor sequência de sempre do Benfica. Orecorde está na posse do conjunto dirigido por Otto Glória, que completou 11 desafios sem ir buscar a bola ao fundo da baliza, entre 1968/69 e 1969/70, isto é, há 45 anos. Para ultrapassar a façanha do treinador brasileiro, a turma das águias precisa de não sofrer golos nos próximos quatro duelos na Luz, ou seja, nas receções ao Sp. Braga, Nacional, Académica e FC Porto. Ograu de dificuldade de pelo menos dois adversários – arsenalistas e portistas – é elevado, não se afigurando simples a tarefa das águias.

A (segunda e) última equipa a marcar na Luz foi o Moreirense (a primeira havia sido o Sporting, por intermédio de Slimani). A 21 de setembro, por ocasião da 5.ª jornada, João Pedro inaugurou o marcador, batendo Júlio César aos 16 minutos. Não mais o Benfica consentiu tal veleidade, saindo do anfiteatro das águias em branco o Arouca, Rio Ave, Belenenses, Gil Vicente, V. Guimarães, Boavista, V. Setúbal e Estoril. Jesus recorreu a dois guarda-redes nestes oito jogos, tendo Júlio César participado em cinco (um deles incompleto, uma vez que se lesionou) e Artur em quatro (um deles também não na totalidade).


Jesus igualou... Jesus

Esta série de oito jogos sem sofrer golos em casa na Liga é a segunda mais longa da história do clube da Luz... em igualdade com a estabelecida pelo mesmo Jesus em 2013/14, temporada que culminou com a conquista do título (o segundo campeonato arrecadado no consulado de JJ). Da lista de adversários imaculadamente ultrapassados pelos encarnados constavam FC Porto, Marítimo, Sporting, V. Guimarães, Estoril, Académica, Rio Ave e Olhanense. Realce, obviamente, para a visita dos dois arquirrivais, que não conseguiram desfeitear Oblak, o qual, refira-se, cumpriu os oito jogos da sequência.

Ainda na ressaca da maior goleada do campeonato – 6-0 ao Estoril –, o Benfica vem primando pela solidez defensiva, algo que é meio caminho andado para o objetivo a que se propõe, a conquista do bicampeonato.


Interdição do estádio interrompe série mais longa

A mais longa série do Benfica teve início em 1968/69 (3 jogos) e terminou em 1969/70 (8 jogos), sob a batuta de Otto Glória. Oúltimo embate em que o clube da águia não sofreu golos ficou marcado por um episódio invulgar. A 25 de janeiro de 1970, na Luz, o Benfica recebeu o Belenenses, mas o árbitro João Nogueira deu por concluído o jogo aos 43 minutos, após uma invasão de campo dos adeptos encarnados. O conselho de disciplina da FPF interditou o estádio do Benfica, homologando o resultado que se verificava aquando da interrupção (0-0). O Benfica jogou a partida seguinte, na condição de anfitrião, no Estádio do Jamor. A CUF ganhou (1-0) e colocou um ponto final na sequência.

Fonte: Record

O artista principal voltou cheio de fome

02.03.15, Benfica 73
 

Na primeira vez que tocou na bola, aos 4 minutos, Gaitán passou por dois adversários e picou-a sobre um adversário, entregando-a a Pizzi. Estavam desfeitas as dúvidas: o futebolista mais talentoso do plantel do Benfica não se esqueceu do que sabe neste mês e meio de ausência devido a lesão. Lançado por Jorge Jesus como titular, o argentino confirmou o estatuto de artista principal em vários momentos durante a primeira parte: toques subtis, passes inesperados e receções sempre “redondinhas”. E acabou por ser a vontade de brilhar no dia do regresso a traí-lo, pois faltou-lhe lucidez em duas ou três situações.

Os números – dois remates, três cruzamentos, dois dribles falhados e zero bem sucedidos – mostram uma exibição relativamente frouxa, mas a análise qualitativa confirma que é um jogador absolutamente decisivo no ataque deste Benfica, mesmo que longe da melhor forma. O camisola 10 não precisa de espaço para avançar, porque consegue inventá-los. Foi assim no lance do quarto golo das águias, em que, mesmo depois de receber um mau passe de Jonas, conseguiu isolar Maxi Pereira.

As pilhas duraram apenas 45 minutos, já que depois do intervalo acumulou erros e más decisões. Frustrado, arriscou a expulsão devido a um pontapé a Cabrera. Jesus tirou-o logo a seguir. É que o corpo do argentino ainda não consegue responder à mesma velocidade do seu pensamento.


"Mudou-se" para o centro e recuou

A ver a ação desenrolar-se sobretudo no flanco contrário, onde Maxi Pereira e Salvio estavam em constante rotação, Gaitán foi recuando e aproximando-se do centro do terreno para também ter direito a uma fatia. A posição média do esquerdino na primeira parte mostra bem esta tendência de estar perto da bola. E foi sobre a direita que participou na jogada do quarto golo.

Fonte: Record