Setembro 11 2010

A euforia da vitória toldou-nos o pensamento. No final da época passada, devíamos ter percebido o que aí vinha. O facto de o Benfica, num ano em que praticou um futebol esmagador, apenas se ter sagrado campeão na última jornada deixava adivinhar o que poderia acontecer se a equipa iniciasse a época só a jogar um futebol muito agradável. Na época passada, o Benfica também atravessou crises gravíssimas, é certo. Lembro-me, por exemplo, de uma jornada em que, já não me lembro porquê, só conseguimos ganhar 3-0. E não foi só dessa vez. A certa altura, comecei a ficar deprimido cada vez que o Benfica goleava pela margem mínima – uma expressão que, por si só, diz tudo sobre o patamar de exigência que se instalou entre os adeptos.

Mas, ontem, enquanto assistia à arbitragem de Olegário, dei por mim a ter saudades de arbitragens habilidosas. Se não, vejamos: como benfiquista, estou psicologicamente preparado para ver a minha equipa ser roubada. Às vezes, penso até que a culpa é nossa. Quem é que manda os atletas do Benfica andarem, sozinhos, num campo de futebol português, à noite? É, no mínimo, imprudente.

Ainda assim, há coisas para as quais, ontem, não estava preparado. Por exemplo, quando um central do Guimarães derruba Pablo Aimar em plena grande área, Olegário dirige-se ao jogador do Benfica e faz o gesto universal de “foi na bola”. E quando Carlos Martins sofre outro penálti, Olegário faz o gesto universal de “levanta-te mas é”. Refiro isto, porque trata-se de mímica vulgarmente praticada por adversários. Mas, vendo bem, foi esse o papel de Olegário ontem: um digno adversário. Resta-nos agora esperar que a equipa reaja nas próximas jornadas, porque até ao fim do campeonato ainda há um complicadíssimo Benfica-Jorge Sousa, e um Pedro Proença-Benfica, que é sempre um jogo de tripla.

Autor: Miguel Góis

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 19:40

Setembro 11 2010

HÁ duas semanas, escrevi aqui que a época 2010/2011 começava naquele dia, quando o Benfica jogasse com o Vitória de Setúbal. O jogo acabou com a vitória do Benfica por 3-0, e eu convenci-me de que tinha razão. Afinal devo confessar que me enganei. Não estamos a assistir ao inicio da época 2010/2011. O campeonato que agora começa é o respeitante à época 1996/1997. Aquele ano em que se juntaram, na primeira divisão, árbitros como José Pratas, Augusto Duarte, Soares Dias e Isidoro Rodrigues, entre tantos outros. A arbitragem de ontem, em Guimarães, foi de 96/97.Até quem viu o jogo em casa sentiu o cheiro a naftalina. E os apreciadores de antiguidades terão admirado o rigor com que Olegário Benquerença aplicou as regras daquela altura.

Foi um espectáculo comovente. Quando um jogador vimaranense tentou separar a perna do Aimar do resto do corpo com um pontapé, dentro da área do Vitória, senti-me 14 anos mais novo.

A falta não assinalada que Carlos Martins sofreu, também dentro da área, fez-me recuar à juventude. O fora-de-jogo inexistente que impediu Saviola de ficar isolado à frente de Nilson trouxe-me à memória o viço dos meus vinte anos. E, quando Cardozo viu um cartão amarelo por ter marcado um golo limpo, quase chorei de nostalgia. Sou um sentimental, e estes regressos ao passado comovem-me. Só não percebo a razão pela qual este Vitória de Guimarães - Benfica foi transmitido pela Sport TV, em lugar de ter passado na RTP Memória. Quanto a Olegário Benquerença, já conhecíamos o seu talento como imitador de Quim Barreiros (quem não conhecer, veja o vídeo no YouTube). Mas não sabíamos que ele também tinha jeito para imitar o Martins dos Santos.

 

QUE se saiba, ninguém seguiu o conselho de higiene institucional que Carlos Queiroz nos deixou, gratuitamente, em meados da década de 90: não há notícia de alguém ter varrido a porcaria da Federação. Não serei eu a pôr em causa a necessidade de varrer porcaria, seja na Federação ou noutro sítio, mas, não tendo a porcaria sido varrida, foi com porcaria que Humberto Coelho chegou às meias-finais de um Europeu, e foi na companhia da mesma porcaria que Scolari conseguiu ser vice-campeão da Europa e quarto classificado num Campeonato do Mundo. Bem sei, bem sei: o mérito dos feitos de Humberto Coelho e Scolari é todo de Carlos Queiroz. Foi ele quem lançou as bases. Construiu a estrutura. Pensou o edifício das selecções. E a responsabilidade pelo actual momento da Selecção é de todos menos de Queiroz. Por azar, ele tomou conta da Selecção precisamente na altura em que o efeito da sua obra começou a desvanecer-se. Os seus predecessores destruíram as bases, ignoraram a estrutura e borrifaram-se no edifício. Curiosamente, Carlos Queiroz tem mais mérito e influência nos resultados da Selecção quando não está a treiná-la do que quando é seleccionador nacional. E, mesmo quando está longe, Queiroz consegue ser autor moral apenas dos êxitos: é ele o responsável pelo sucesso da equipa que fez um brilharete no Euro 2000, mas não tem responsabilidade nenhuma no desastre do Mundial de 2002, sendo que a chegada à final do Euro 2004 volta a ter o seu dedo.

O despedimento de Queiroz deve agradar, por isso, ambas as partes: à Federação – que, com processos disciplinares consecutivos, fez tudo para o despedir sem nunca dizer que queria despedi-lo; e ao seleccionador – que, insultando os médicos na Covilhã e o vice-presidente da Federação no Expresso, fez tudo para ser demitido sem nunca dizer que queria demitir-se. Por um lado, é uma pena que Queiroz e a Federação se separem. Fazem um lindo par.

No fim, a cabeça do polvo, pelos vistos, conseguiu o que queria - o que significa que este é o segundo octópode a ser bem sucedido no mundo do futebol em meia dúzia de meses. Infelizmente, dizem-me que ficávamos mais bem servidos se o polvo alemão que adivinhava resultados viesse ocupar o cargo de vice-presidente da Federação e Amândio de Carvalho fosse para dentro daquele aquário na Alemanha.

Autor: Ricardo Araújo Pereira

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:13

Setembro 11 2010

A derrota de ontem do Benfica em Guimarães, diante do Vitória, redundou no pior arranque de sempre do clube da Luz no campeonato nacional. Não há memória de três derrotas em quatro jogos na história das águias em começos de época. A crise está instalada e é de tal ordem que os encarnados já sofreram mais derrotas neste início de temporada do que em toda a liga passada.

Em 30 jornadas, o conjunto liderado por Jorge Jesus perdeu somente por duas vezes (diante do Sp. Braga e do FC Porto, fora de portas), ao passo que esta época já contabiliza três desaires (Académica, Nacional e V. Guimarães), correspondentes a seis golos sofridos e pode ficar a nove pontos de distância do FC Porto. Só diante do V. Setúbal, o conjunto orientado por Jorge Jesus conseguiu terminar um jogo sem consentir qualquer golo e somar os únicos (3) pontos da temporada.

Mau indício. Para encontrarmos um começo não tão mau mas idêntico é preciso remontarmos à temporada 2005/06. Nessa época, em quatro jornadas, os encarnados somavam uma vitória, um empate e duas derrotas. A temporada terminou com as águias na terceira posição, a 12 pontos do FC Porto e a cinco do Sporting. Sempre que começaram desta forma, os encarnados não foram campeões.

Mas só no campeonato de Lisboa é que o Benfica registou um começo tão desolador como o deste ano na Liga. Na época 1924/25, sob o comando técnico de Cosme Damião, o clube da águia contabilizava uma vitória e precisamente três derrotas, como agora sucede.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 08:26

Setembro 11 2010

publicado por Benfica 73 às 07:52
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Setembro 11 2010

"Que o senhor Vítor Pereira reveja a posição de alguns senhores que se intitulam grandes árbitros. Podemos dizer que estamos preparados para uma luta muita dura. É difícil abaterem-nos. Vítor Pereira deve estar muito feliz, assim como quem homenageou Olegário Benquerença esta semana. Tenham coragem de assumir os erros mas não brinquem com o Benfica. Estamos a tentar recuperar a maior instituição deste país", afirmou o líder das águias no final da partida, rematando de pronto. "Tenham cuidado com a nossa instituição".

 

Questionado pelos jornalistas sobre se está perante um «complô» contra o seu clube, Luís Filipe Vieira respondeu: "Não há um complô. Há uma evidência".

 

Sobre o apedrejamento de que foi alvo o autocarro do Benfica à saída do Porto, Vieira lembrou. "É sempre na mesma zona".

publicado por Benfica 73 às 02:19

Setembro 11 2010

«Assumimos as nossas derrotas, mas ao mesmo tempo não posso deixar passar o que se passou neste jogo. Houve quatro lances com influência directa no resultado, dois fora-de jogo mal assinalados, dois penalties claríssimos. As imagens são muito claras, muito evidentes, não deixam nenhuma dúvida, parece-me exagerado que quatro lances destes não sejam analisados da melhor forma [pelo árbitro]. Chega a hora de o Benfica se manifestar sobre isto. Estamos na 4.ª jornada, perdemos 9 pontos, assumimos as nossas falhas no campo, mas não podemos assumir as falhas de quem tem influência directa no resultado. Se eu estiver a dizer alguma mentira que me penalizem a mim também».

publicado por Benfica 73 às 02:18
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Setembro 11 2010

«O Benfica foi hoje nitidamente prejudicado, as acções da equipa de arbitragem condicionaram a equipa: dos 11 jogadores, sete foram amarelados, o Cardozo viu um amarelo em situação de golo, num fora-de-jogo que não existiu. Assim, tiramos muitas consequências dos lances não assinalados pela equipa da arbitragem, entre eles duas penalidades, tudo isto interferem no jogo, táctica e tecnicamente».

«Também sabíamos que vínhamos defrontar uma boa equipa, num estádio difícil. Mas nitidamente, esta equipa de arbitragem teve influência no resultado, queríamos jogar, mas com mais de meia equipa amarelada isso condiciona também a agressividade da equipa. Esta arbitragem foi tendenciosa, tirou-nos capacidade nos lances decisivos do jogo. São muitos pormenores que têm influência mo jogo e desestabilizam a equipa.»

publicado por Benfica 73 às 00:34

Setembro 11 2010

David Luiz era a cara do inconformismo benfiquista após a derrota em Guimarães (1-2), a terceira das águias em quatro jogos para a Liga Zon Sagres.

"É difícil! A equipa batalhou bastante, mas ficaram dois penáltis claros por marcar, em dois lances de um para um só com o guarda-redes pela frente", disse o central do Benfica no final da partida.

"Ha que levantar a cabeça. Os adversários já nos conhecem, a nossa forma de jogar... Temos de lutar contra tudo e contra todos", finalizou David Luiz ao "flash interview" da Sport TV.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:28

Setembro 11 2010

O autocarro do Benfica foi apedrejado a caminho do Estádio D. Afonso Henriques, houve dois penáltis claríssimos que não foram assinalados e foras de jogo que têm muito pouco de duvidosos. Assim anda o futebol em Portugal!
Esta partida da quarta jornada começou muito disputada, com ambas as equipas a apostarem numa postura ofensiva.
Os “vimaranenses” até entraram mais pressionantes, mas o Benfica foi subindo e instalou-se no meio campo adversário. Aos 17 minutos, contra a corrente de jogo, a formação orientada por Manuel Machado chegou ao golo por Edgar, que aproveitou uma falha defensiva.
Os campeões nacionais não se deixaram abater e continuaram a pressionar. Passados cinco minutos do golo, Carlos Martins isolou Saviola, que originou a primeira má decisão do juiz Olegário Benquerença. O argentino não estava em posição irregular.
Aos 32 minutos, na sequência de um pontapé de canto batido por Carlos Martins, Nilson não agarrou a bola e Saviola aproveitou para igualar o encontro. Volvidos quatro minutos, surgiu mais uma péssima decisão do trio de arbitragem. Pontapé (agressão) de Ricardo em Pablo Aimar e nada assinalado. A palavra “escândalo” começava a pairar nos céus do Minho.
Até ao intervalo, destaque para três lances. O primeiro está relacionado com futebol como espectáculo, que foi um remate muito forte de Carlos Martins para defesa de Nilson. Os outros dois são algo difícil de adjectivar. Dois cartões amarelos sem razão aparente. Carlos Martins fez um corte limpo e viu cartão amarelo e Javi Garcia também foi “brindado”, depois de ter uma conversa pacifica com um dos árbitros assistentes.
O segundo tempo teve um começo mais morno, mas nem por isso deixou de ter decisões polémicas. Com cinco minutos decorridos, Carlos Martins apostou na jogada individual e foi derrubado já dentro da área por João Alves. Estranho seria se tivesse sido assinalada grande penalidade.
Voltando ao jogo propriamente dito, o Vitória de Guimarães teve uma boa oportunidade para chegar ao segundo golo. Roberto efectuou uma grande defesa a um remate de Bruno Teles e na recarga nenhum jogador” vimaranense” conseguiu encostar a bola às redes.
O ritmo de jogo foi aumentando e as equipas demonstraram, mais uma vez, uma boa atitude em campo, sobretudo o Vitória de Guimarães, que não se preocupou unicamente em defender. Aos 70 minutos, boa ocasião para o Benfica, com Saviola a receber um passe de “morte” de Carlos Martins, mas a não conseguir recepcionar o esférico nas melhores condições. Na jogada seguinte, boa reacção da equipa da casa, que obrigou Roberto a mais uma boa intervenção.
Quando faltava um quarto de hora para o apito final, César Peixoto quase marcou, depois de ter sido isolado por Saviola, mas permitiu um grande corte a Ricardo, que tirou o pão da boca ao médio “encarnado”.
Aos 83 minutos, Rui Miguel fez o 2-1. Bruno Teles cruzou a bola no flanco esquerdo e Rui Miguel saltou mais alto que David Luiz, para o segundo tento dos “vimaranenses”.
O jogo terminou com a vitória do Guimarães e com a necessidade de reflexão em relação ao estado da arbitragem em Portugal. Desta forma é muito difícil vencer jogos e torna-se frustrante trabalhar durante uma semana e ver o seu trabalho prejudicado por pessoas que não deviam “aparecer” no jogo.
O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Roberto; Maxi Pereira (Ruben Amorim 76’), Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Carlos Martins (Jara 76’), Aimar, Gaitán (César Peixoto 59’); Saviola e Cardozo.

Fonte: SLB

publicado por Benfica 73 às 00:15

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