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benfica73

Toda a informação sobre o Glorioso

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Toda a informação sobre o Glorioso

Luisão com o n.º 14 e Ramires com o n.º 18

01.06.10, Benfica 73

 

Lista completa dos números da selecção brasileira:

1 Júlio César - 2 Maicon - 3 Lúcio - 4 Juan - 5 Felipe Melo - 6 Michel Bastos - 7 Elano - 8 Gilberto Silva

9 Luís Fabiano - 10 Kaká - 11 Robinho - 12 Gomes - 13 Daniel Alves - 14 Luisão - 15 Thiago Silva

16 Gilberto - 17 Josué - 18 Ramires - 19 Júlio Baptista - 20 Kléberson - 21 Nilmar - 22 Doni - 23 Grafite

As coisas no devido lugar

01.06.10, Benfica 73

Foi uma distracção, reflexo de alguma inabilidade na utilização da palavra falada ou suscitada por incontrolável atracção pela exorbitância de poderes. Lapso, aliás, que muito confunde os treinadores portugueses sobre os limites de autoridade, da importância e da responsabilidade que lhes é endossada para o normal desempenho das funções. Só pode ter sido uma distracção o que de mais barulhento Jorge Jesus comunicou em entrevista à RTPN. Não há razões para duvidar de que tudo se desenrolou como foi relatado, da mesma maneira que não fará sentido admitir-se sequer que a provável dispensa de Quim saltasse para a esfera pública sem prévia concordância da hierarquia, em relação a este e aos restantes praticantes. Escusada foi a necessidade de valorizar o eu singular, prática em clubes de reduzida dimensão, onde o treinador, à sombra de meia dúzia de bons resultados, adquire protagonismo excessivo, espécie de milagreiro de ocasião se porventura o emblema vislumbra horizontes nunca antes imaginados. Ao nível de um grande clube, porém, não é assim. Existem áreas de intervenção definidas e para cada uma delas são escolhidas pessoas capazes e sabedoras, para comunicar, para treinar, para formar, para negociar e, principalmente, para dirigir.

A figura do manda-chuva, retratada no presidente pagante que se comporta como dono e compra ou vende a seu bel-prazer ou no treinador que vence alguma coisa e se julga no direito de dar ordens ao presidente, apenas cabe em emblemas pequenos. Vivem de ilusões, nunca abraçam títulos. De aí que Jesus esteja em fase de aprendizagem e adaptação a nova realidade na sua careira. Admito, por isso, não ter compreendido ainda que, ao aderir a tão grandiosa empreitada, Pompeu com o passado. Para a Luz trouxe a memória e a experiência. Mas se um dia quiser triunfar na Liga dos Campeões, como diz, está obrigado a dominar o novo mundo e a aceitar de uma vez por todas que por mais agradável que tenha sido o prazer sentido no seu trajecto, Felgueiras, Setúbal, Belenenses… até chegar a Braga, daqui em diante é completamente diferente, nas exigências e nos objectivos.

Na hora de festejar costuma faltar o tempo para reflectir e para controlar o que se diz e até o que se pensa. Naturalíssimo, portanto, o facto de a nação benfiquista ver em Jesus uma espécie de salvador da pátria depois de várias tentativas fracassadas para recolocar a águia na rota das conquistas nacionais e europeias. Houve no entanto, longo e penoso caminho a cumprir até se alcançar este patamar de estabilidade. Muitas batalhas foram travadas, e ganhas por quem, entre virtudes e pecados, retirou o clube da ruína e lhe devolveu a dignidade perdida. Por isso, ordenam a prudência e a verdade uma pausa na vaga de justificada euforia para colocar as coisas no seu devido lugar. Se me perguntarem o nome do principal responsável pela época de sucesso desportivo, respondo Luís Filipe Vieira. Como primeira figura de uma equipa onde alinha gente de inatacável competência e inexcedível entusiasmo, desde os mais complexos actos de gestão a simples projectos em execução que, discretamente, erguem o Benfica do futuro.

Não é minha intenção ferir o mérito que a Jesus pertence, mas o título do Benfica não foi obra do acaso. Podia ter acontecido há um ano. Mas falhou o investimento em Quique Flores e, além disso, o FC Porto, com Lucho González, era muito mais forte. Para 2010, Vieira arriscou, apresentou reforços valiosos e, ao invés, no Dragão, fez-se a festa com Alvaro Pereira e Falcão, os jogadores roubados ao Benfica. Por isso, com precioso plantel para trabalhar, e não querendo ser injusto, sublinho, acredito que o mais difícil seria não ser campeão. Mesmo a saída nos quarto-de-final da Liga Europa, agora, à distância, continua a cheirar a prioridade mal amanhada. O grande desafio de Jesus, o teste à sua verdadeira capacidade, verificar-se-á a partir de agora: os adversários em alerta máximo e a pressão a subir a valores explosivos, ambientes de alta tensão. Mourinho adora-os. E Jesus? Vamos ver!

Autor: Fernando Guerra

Fonte: Jornal A Bola

Huntelaar é sonho possível

01.06.10, Benfica 73

 

Se a ideia Huntelaar, ponta-de-lança do AC Milan, nome revelado por Jorge Jesus na entrevista à RTPN na semana passada, surgiu inicialmente como muito pouco viável, até porque a reacção inicial do director geral dos milaneses, Ariedo Braida foi de espanto, a verdade é que as notícias que nos últimos dias têm chegado de Itália colocam o ponta-de-lança holandês no papel de um sonho possível.
É ponto assente que a SAD apenas irá ao mercado para reforçar o ataque se Óscar Cardozo sair, mas o jornal italiano Corriere dello Sport - secundado por diversos órgãos de comunicação daquele país - garantia esta segunda-feira que Rui Costa e Adriano Galliani, presidente executivo do Milan, se encontraram em Madrid, este domingo, após o desafio entre antigos jogadores do Real Madrid e do Milan, e que Huntelaar terá sido um dos temas da conversa.
Rui Costa mantém boa relação com o dirigente que um dia o levou para o Milan e, a fazer fé na imprensa transalpina, o antigo maestro terá confirmado o interesse em Klaas-Jan Huntelaar, apontando mesmo que os encarnados estariam na disposição de chegar aos 12 milhões de euros pela aquisição do seu passe, um pouco abaixo dos 15 pretendidos pelo Milan.
Em 2004, Huntelaar, então no Heerenveen, marcou um golo na Luz. Voltará a repetir esse gesto?

Fonte: Jornal A Bola