Maio 20 2010

Vamos lá a debate na moda: qual foi o melhor treinador de futebol em Portugal na temporada agora finda? Jorge Jesus, que liderou o regresso do Benfica ao mais alto nível competitivo e à conquista do título? Ou Domingos Paciência, ao leme dos vice-campeões, o melhor Sp. Braga de todos os tempos? Se a resposta fosse fácil, não haveria debate… Ambos se firmaram de forma hipervincada face a nível de responsabilidade, muito alto, que nunca lhes foi exigido. E foi aí, na capacidade para imediata grande resposta, que começaram a destacar-se…

O repto mínimo lançado a Domingos: relançamento do Sp. Braga para 1.º dos não gigantes (recorde-se: 3 anos a fio em 4.º lugar, na era de Jesualdo Ferreira, seguindo-se a 7.ª posição - com rodopio de técnicos - e 5.º, na época passada, sob o comando de… Jorge Jesus, só 2 pontos atrás do Nacional de Manuel Machado, após intenso desgaste europeu ao vencer a Taça Intertoto e chegar aos oitavos-de-final da Taça UEFA). Supõe-se que repto máximo… na Liga: superar um dos gigantes, o que significaria igualar a proeza do eterno rival minhoto: há 2 anos, o V. Guimarães de Manuel Cajuda foi 3.º, só a 2 pontos do Sporting e à frente do Benfica… Caramba, o Sp. Braga de Domingos Paciência foi por aí fora, pulverizou recorde de pontos bracarenses num campeonato, muito cedo garantiu que pelo menos 3.º seria (pura hecatombe no Sporting!), deu-se ao luxo de bater um FC Porto não tão em baixo como se disse (apenas menos 2 pontos do que no título da época anterior…) e fez sofrer até ao último dia o campeão Benfica. Brilhante Sp. Braga!

O repto a Jorge Jesus era ainda bem maior, inevitavelmente… total: ser campeão. Ora já duas décadas passaram sobre o tempo em que um treinador do Benfica muito se arriscava a ser campeão… Nas 16 temporadas anteriores a esta, campeonatos ganhos pelo Benfica… só 2. E, nos últimos anos, a melhor classificação benfiquista fora 3.º… (4.º em 2008).

Jorge Jesus teve o melhor plantel que Domingos Paciência… mas contra Jesus estava forte potencial de condições adversas: enquanto Domingos Paciência fez muito boa evolução na continuidade, Jorge Jesus teve de criar… revolução. Na estrutura à volta da equipa e também nela… No modelo de jogo e no esquema táctico. Acima de tudo: na mentalidade. De Benfica sistematicamente perdedor para Benfica superdecidido a ser campeão. Sim, Saviola, Ramires, Javier Garcia e os muito menos utilizados César Peixoto e Júlio César entraram na Luz no início desta época. Mas todo o restante plantel já lá estava… Jorge Jesus virou o Benfica do avesso… E essa enorme tarefa incluiu forte subida no rendimento de praticamente todos os jogadores. Muito se fala do progresso de David Luís… E de como cresceu Rúben Amorim… mas mais me impressionou que Luisão tenha passado a jogar com níveis de eficácia que nunca lhe vira… Daí para o absolutamente extraordinário: que tremendo salto de dimensão Jorge Jesus impôs ao potencial talento de Di María e Fábio Coentrão! Transfigurou-os, fez deles o que não eram: futebolistas de muita alta competição.

Jorge Jesus é campeão logo à primeira possibilidade de o ser. Também conquistou a Taça da Liga - e categoricamente: 3-0 na final com o FC Porto, mesmo dando repouso a quatro titulares. Foi até aos quartos-de-final da Liga Europa (desgaste que o Sp. Braga não teve, pois não passou da pré-eliminatória), com enorme exibição/estupenda vitória em casa do Marselha que se sagrou campeão de França. Sim, a forma como o Benfica caiu em Liverpool foi a forte nódoa em excelente temporada. Fica a dúvida: nesse dia, Jorge Jesus inventou… por que lhe deu para aí, ou recusou mais desgastes com receio de vir a perder o campeonato nacional? Pelo conjunto de exibições e resultados, mas, sobretudo, pelo muito alto grau de exigência/dificuldade ao revolucionar um Benfica há largos competitivamente moribundo, Jorge Jesus foi, quanto a mim, ainda melhor que Domingos Paciência.

Autor: Santos Neves

Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 21:35

Maio 20 2010

Talvez tenha havido algum exagero nos festejos benfiquistas pela conquista do 32.º campeonato da história do clube. Na verdade, saiu muita gente para a rua a fazer barulho e a dançar. Também é provável que tenha havido algum exagero na cobertura que as televisões e os jornais deram às comemorações vermelhas. É, no entanto, compreensível porque a imprensa regula-se, entre outras coisas, pelo mercado e quando há multidões em catarse o fenómeno reveste-se de índole sociológica e aumentam, no dia seguinte, as tiragens dos jornais e as audiências televisivas. Aparentemente, trata-se de um contra-senso porque a sociologia nunca foi um bom negócio. A não ser quando o assunto é o Benfica, o que prova a grandeza e a originalidade do clube mais popular do País.
Mas nada disto explica o acabrunhamento, a má disposição, a crispação com que no Jamor foi festejada pelo FC Porto a conquista da Taça de Portugal sobre o Desportivo de Chaves, por 2-1. Muito menos explica a «timidez», no dizer dos repórteres das televisões, de serviço na Avenida dos Aliados, com que «sempre os mesmos seis carros» davam voltas à praça «como acendalhas», a ver se a festa portista pegava. A verdade é que não pegou.
Dificilmente pegaria porque nestas coisas do futebol, para o bem ou para o mal, há sempre uma simbiose entre os jogadores e os adeptos. Uns puxam pelo outros e vice-versa, é assim que a magia funciona. É puro contágio. E é de crer que a má disposição que o capitão Bruno Alves apresentava no final do jogo, respondendo torto aos jornalistas, afirmando que queria ver a sua vida melhorada, tenha contagiado a nação azul e branca e contribuído para acabrunhar aquela hora que devia ser de alegria e de festa.
Como se não bastasse a neura de Bruno Alves, houve ainda que suportar a crispação de Jesualdo Ferreira, saindo a meio da conferência de imprensa, acusando os jornalistas de maldades que lhes estão vedadas, por não-inerência de cargo. Perante isto, qual é a vontade que uma pessoa tem de sair à rua para fazer barulho e dançar?
No dia seguinte, teve de vir à liça o presidente do clube dar ânimo aos adeptos. E deu mesmo. Garantindo que o slogan do seu novo mandato é «vencer, mas não de qualquer maneira». Explicou-se melhor, para que não fiquem dúvidas entre os adeptos, nem mesmo entre aqueles 2% que não votaram nele: «Não é vencer em qualquer túnel, é vencer à FC Porto». Compreenderam?
O prato principal, ou seja, o próximo campeonato ainda vem longe mas já se promete a fruta. Até à hora da sobremesa, o presidente do FC Porto vai continuar a atacar os seus inimigos. Mas comete um erro crasso.
É que o maior inimigo de Pinto da Costa não é o «túnel».
O maior inimigo do presidente do FC Porto é o YouTube.

Graças a uma série de imprevistos, e com o devido e sereníssimo respeito, a visita do papa a Portugal redundou na mais eloquente súmula do que foi a temporada futebolística nacional e do que são as características mais marcantes das personalidades e das competências (e incompetências) congénitas às lideranças dos grandes emblemas do futebol nacional.
Por exemplo, em Lisboa, os três grandes — Benfica, Sporting e Belenenses —, respondendo ao convite do Patriarcado da capital para se fazerem representar na cerimónia do Terreiro do Paço, exibiram no decorrer de uma conferência de imprensa conjunta as camisolas oficiais das suas cores que pretendiam oferecer ao líder máximo dos católicos.
Quando chegou o momento tão aguardado verificou-se uma espécie de breve mas amplamente descritivo resumo, no género de missa campal, daquilo que foi a última época dos vermelhos da Luz, dos verdes da Alvaláxia e dos azuis do Restelo.
Tal como ficou expresso na tabela classificativa do campeonato de 2009/2010, o Benfica foi o primeiro também no Terreiro do Paço a entregar a sua oferenda. E foi indisfarçável, porque se ouviu muito bem até na televisão, o regozijo da multidão quando Bento XVI ergueu a camisola dos campeões nacionais.
Seguiu-se o Sporting que vem de uma época para esquecer. Nada mais natural, portanto, que José Eduardo Bettencourt se tivesse esquecido de tomar bem conta da camisola do Sporting que ele próprio fez questão de transportar em mão até à grande praça à beira do Tejo. A comunicação social explicou a situação em poucas palavras: «Acontece que a camisola desapareceu, presume-se que furtada. O presidente do Sporting ficou inconsolável e teve de improvisar.»
E tal como improvisou mudando de Paulo Bento para Carlos Carvalhal e de Carlos Carvalhal para Paulo Sérgio, Bettencourt, mudando de camisola como quem muda de treinador, improvisou ali mesmo, já a poucos metros de distância de Sua Santidade, usando como prenda à última hora o pólo verde com o emblema dos leões que trazia vestido o jovem Renato Neto, um futebolista dos juniores que o acompanhava na embaixada ao papa.
Digam lá se este episódio não exemplifica na perfeição aquilo que foi a última época do Sporting e o carisma do seu presidente que, para desgosto dos humoristas portugueses, anunciou anteontem que não vai fazer mais declarações públicas até ao fecho do mercado de Verão.
O Belenenses, que foi o penúltimo da tabela classificativa, foi o último a entregar as suas oferendas a Bento XVI. Enfim, devia ter sido o último, mas nem isso foi «uma vez que os seus representantes chegaram atrasados e o protocolo não autorizou a entrega», conforme se pôde ler nos jornais no dia seguinte. Haverá ilustração mais esclarecedora do que foi a época de um emblema histórico que teve a infelicidade de descer de Divisão?
Depois de Lisboa, o papa foi ao Porto. E no Porto, tal como em Lisboa, a organização da cerimónia primou pela responsabilidade dos enfeites e da iconografia do espaço público — em Lisboa, o Terreiro do Paço, no Porto, a Avenida dos Aliados —, numa uniformidade cromática discreta e pensada para que as cerimónias não descambassem para o arraial. No tom de crispação corrente em todos os ofícios da época, o FC Porto reagiu indignadamente em comunicado ao facto de «os fiscais da câmara» terem mandado remover «um pendão» que cobria parte da fachada da antiga sede do clube na Avenida dos Aliados, saudando Sua Santidade em nome do clube.
Trata-se, no fundo, de uma questão cívica difícil de entranhar. O Porto é dos portuenses, não é do FC Porto. Passa-se exactamente a mesma coisa com a Avenida dos Aliados, que é a sala de visitas da cidade e dos cidadãos e não é propriedade de nenhum emblema futebolístico. Mesmo quando recebe um papa de paramentos vermelhos.

Garante o diário espanhol As que José Mourinho colocou como condição para treinar o Real Madrid a contratação de David Luiz, Di María e Fábio Coentrão, três jogadores «que foram determinantes» para a conquista do título pelo Benfica.
Se der ouvidos à sapiência de Pinto da Costa e se quiser ser campeão em Espanha, Mourinho não tem nada que levar jogadores do Benfica. Bastava-lhe levar o «túnel»da Luz mais o «túnel» de Braga. E mais dois stewards e mais o dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão de Disciplina da Liga.
Jogadores «determinantes»? Francamente, onde é que viu uma coisa dessas? Nem os jornalistas espanhóis do As nem José Mourinho percebem minimamente de futebol. 

Autor: Leonor Pinhão
Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 13:56

Maio 20 2010

Durante a pré-temporada foi posto em marcha um projecto humorístico sem precedentes em Portugal, que era suposto materializar-se, neste final de época, em dezenas de trocadilhos à volta da crucificação de Jesus por parte do Benfica, e facécias várias sobre a natureza imponderada da euforia benfiquista verificada no defeso. Correu mal. Na verdade, não só Jesus ressuscitou o Benfica, como agora sabemos que, face ao que a equipa produziu ao longo da época, a atitude dos adeptos na pré-época pode ser considerada demasiado fria e calculista. Esperemos que os benfiquistas tenham retirado as devidas ilações e exibam no próximo defeso um ou outro sinal de profunda irracionalidade.

Referindo-se justamente à suposta euforia que se vivia na Luz, o dirigente portista Antero Henrique declara ao “JN” de 29.08.09: “Agora termina o campeonato da ilusão e começa o campeonato real”. Confesso que, nesta altura, tenho alguma dificuldade em ver as diferenças entre estas duas competições. Se não, vejamos: no campeonato da ilusão, o Benfica foi a equipa que jogou melhor futebol e que ganhou mais jogos; no campeonato real também. O que só pode significar uma coisa: o Benfica, esta época, fez a dobradinha. Antero Henrique finaliza a mesma entrevista com esta pérola que, apesar de ter quase um ano, continua estranhamente actual: “Quem não é capaz de reconhecer quem é melhor (…) é porque quer esconder os seus próprios problemas e defeitos”.

Antes, não esqueçamos que Jesualdo Ferreira já tinha revelado a “O Jogo” de 08.06.09 o objectivo para a próxima época: “Só nos resta tentar um campeonato sem derrotas”. Nesta perspectiva, o técnico tem a obrigação de estar profundamente agradecido. Ao vencer o campeonato, o Benfica terá conseguido com que Jesualdo recuperasse o gosto por metas mais terrenas. De nada, professor.

Autor: Miguel Góis

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 12:10

Maio 20 2010

 

O Benfica alinhou inicialmente com: Júlio César; Luís Filipe, Fábio Faria, Sidnei e César Peixoto; Ruben Amorim, Felipe Menezes, Airton e Éder Luís; Kardec e Saviola

Jogaram ainda: Weldon, David Luiz, Javi García, Leandro Pimenta e David Simão

Marcadores: Filipe Menezes (15'), Sidnei (17'), César Peixoto (32') e Kardec (53')

 

 

Foto desviada aqui

publicado por Benfica 73 às 10:14

Maio 20 2010

publicado por Benfica 73 às 08:37
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