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Toda a informação sobre o Glorioso

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Passo de leão rumo ao título

16.04.10, Benfica 73

Saber perder mostra tanta ou maior grandeza do que saber ganhar.

Aqueles que de forma insuportavelmente snobe se dedicam a encontrar algum erro nas construções gramaticais de Jorge Jesus, deviam ter reparado na elegância com que o treinador do Benfica comentou a eliminação em Liverpool.

Alguém ouviu queixas pela posição de fora-de-jogo do avançado do Liverpool no primeiro golo? (aliás, assinalada pelo árbitro auxiliar). Não, porque apesar da tristeza da derrota ouve desportivismo e reconhecimento dos méritos alheios.

Tudo isto para realçar que no final do Benfica – Sporting, as declarações dos responsáveis leoninos podem servir para distrair alguns adeptos mais incautos, mas não ajudam a grandeza dum clube com a história do Sporting.

Ao pôr um jogador com a categoria e educação de João Moutinho e um dirigente co a habitual correcção de Costinha a fazer comentários tão dispares da realidade, o Sporting queima cartuxos e perde autoridade para dia em que efectivamente for prejudicado, e não altera essa dura realidade de estar mais perto do último lugar (25 pontos) do que do primeiro (26 pontos).

A vitória sobre o Sporting foi um passo de leão rumo ao título, uma vitória sobre a Académica poria a nação benfiquista, como no fado, a “eternizar a emoção de um instante”.

É desse momento, e por esse instante que esperamos, aquele em que matematicamente gritaremos Campeões.

Está perto, falta esse “quase”, que é tão difícil e requer tanta concentração. No discurso de alguns adversários que dizem já sermos campeões, não há o reconhecimento do nosso mérito, há o canto da sereia que nos tenta adormecer para não conseguirmos o título.

Queremos o Benfica embalado pelos nossos adeptos e não pelos nossos adversários.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: Jornal A Bola

Luis Filipe Vieira - Entrevista ao Jornal A Bola

16.04.10, Benfica 73

 

A vitória contra o Sporting, na passada terça-feira, foi um passo importante para garantir o título nacional. Já se sente campeão?

- Não, e é isso que eu quero que as pessoas entendam, o futebol é imprevisível e nada me incomoda mais do que ouvir discursos de que o Benfica já é campeão. Ainda não somos! Uma coisa é estarmos optimistas, outra bem diferente é entrar numa onda de euforia que não faz sentido. Todos aqui dentro – jogadores, equipa técnica, elementos da direcção – temos a noção de que ainda vamos enfrentar dificuldades até conseguirmos alcançar o objectivo a que nos propusemos no início de época. Vamos continuar como até aqui, a respeitar todos os nossos adversários e a pensar jogo a jogo.

- Esse é um discurso prudente, mas a verdade é que o Benfica pode celebrar o título no Estádio do Dragão. Teria um sabor especial?

- O nosso título não é contra alguém, se ganharmos o campeonato ele será dos sócios e adeptos, não será um título contra este ou aquele. Portanto, respondendo à sua pergunta, tenho muito respeito pelo FC Porto enquanto instituição e vamos ao Dragão com o mesmo respeito que fomos a qualquer um dos outros estádios. Se conquistarmos o título, ele não vai ser festejado no estádio A ou B, vai ser festejado em todo o país, porque o Benfica é um clube nacional.

- Como reage aos que dizem que este é o campeonato dos túneis?

- Com a serenidade de quem sabe a razão de ser dessas declarações, mas principalmente com a certeza do mérito e do trabalho que foi desenvolvido põe esta equipa. Qualquer pessoa séria neste País não pode deixar de reconhecer que o Benfica tem sido a equipa que melhor futebol tem praticado durante o campeonato. Mas – tal como fiz durante todo o ano – o que me interessa é falar do Benfica e não daquilo que os outros dizem ou fazem!

- O sucesso traz o problema de ter muitos jogadores que podem sair no final da época…

- O sucesso é sempre um bom problema. Tenho lido muito sobre muitos jogadores que já estariam vendidos ou que interessariam a este ou aquele clube. Apenas posso dizer o seguinte: podemos – no final do campeonato – decidir que é mais compensador não vender jogadores e reforçar ainda mais o plantel nos sectores em que se considere que isso deve ser feito.

- Financeiramente aguenta uma decisão deste tipo?

- Com as receitas da Liga dos Campeões e os nossos direitos televisivos devidamente valorizados, temos condições para não vender e manter as contas equilibradas. Garantidamente, só sairão jogadores se as propostas forem verdadeiramente irrecusáveis e se conseguirmos ter uma solução de continuidade que nos garanta a mesma competitividade e a mesma ambição deste ano!

- Em 2005, depois de ganhar o título com Trapattoni, disse que o Benfica tinha sido campeão cedo demais. Este ano – se ganhar – o título chega no tempo certo?

- Depois do processo que se viveu no Benfica, do trabalho de recuperação que estava a ser feito, a vitória em 2005 foi conseguida num tempo em que ainda não tínhamos consolidado toda a estrutura do clube e criou uma falsa ilusão nos adeptos. Foi só isso que eu quis transmitir na altura. Não é esse, claramente, o caso em que estamos. Disse durante a campanha eleitoral que este mandato seria dedicado a vertente desportiva, é isso que estamos a fazer.

- Já pensou como é que vai festejar este título?

- Não, e todos sabem que ninguém vai pensar em nenhum tipo de festejos sem antes garantirmos no campo o campeonato, mas uma coisa tenho a certeza, quando isso acontecer faço questão de convidar para o estádio da Luz todos os jogadores do Benfica que já foram campeões com a nossa camisola. Acho que este título também é de todos os nossos jogadores que no passado construíram a nossa história, não contrariando aquilo que tenho dito durante todos estes anos: este título será da responsabilidade e mérito de todos os nossos sócios!