Abril 15 2010

Uma das virtudes do último dérbi foi ter devolvido alguma justiça à tabela classificativa. É comummente aceite que o facto de este Benfica estar só a 23 pontos do Sporting não espelhava de forma conveniente a diferença entre as duas equipas. Corrigida a injustiça, foi então altura de ver também as diferenças entre os clubes no pós-jogo. Em primeiro lugar, surgiu João Moutinho que, alguns minutos depois de fazer uma entrada por trás sobre Ramires merecedora de cartão vermelho, veio queixar-se do facto de Luisão ter feito uma entrada por trás sobre Liedson merecedora de cartão vermelho, quase tão violenta quanto a entrada por trás de Miguel Veloso sobre Alan Kardec merecedora de cartão vermelho – só não o lesionou, porque felizmente acertou no piton do Bruno Alves que o Kardec tem embutido nas costas, desde a final da Taça da Liga.

De seguida, apareceu o director para o futebol do Sporting. (Para quem não sabe, de entre os vários poderes e responsabilidades do presidente do Sporting não se encontra a nomeação do director para o futebol. Se não, vejamos: primeiro, a Juve Leo nomeou Sá Pinto; mais recentemente, o empresário Jorge Mendes nomeou Costinha. Em rigor, já calhou a quase toda a gente essa tarefa, menos ao seu presidente. Há que rever esses estatutos.) Depois de se queixar da arbitragem, proclamou um blackout à moda do Porto. Percebe-se agora por que é que o Sporting se auto intitula um clube diferente. Mais nenhum clube grande em Portugal copia o modelo de gestão e comunicação de um outro clube grande. Ou seja, o Sporting é diferente porque é igual ao FC Porto.

Seja como for, ouve-se agora dizer por todo o lado que esta época do Sporting é para esquecer, mas não posso estar de acordo com isso. Pelo menos, eu vou-me lembrar dela para sempre.

 

Autor: Miguel Góis

Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 16:39

Abril 15 2010

A Costinha só faltou mesmo dizer, para justificar a derrota e os 26 pontos de atraso, que enquanto há clubes que têm Túneis outros clubes há que têm Tóneis.

 

Na época corrente, visitando o Estádio da Luz na condição de treinador da equipa visitante, Carlos Carvalhal fez muito melhor com o Marítimo, na primeira jornada do campeonato, do que fez com o Sporting na vigésima sexta jornada da prova. No comando da equipa da Madeira, Carvalhal saiu da Luz com um empate a uma bola e com um ponto, já no comando do Sporting saiu da Luz com uma derrota e com zero pontos.

E quem viu com atenção os dois jogos há-de de reconhecer que o Marítimo, e ao longo dos 90 minutos, jogou bem melhor e foi muito mais perigoso do que o Sporting, ao longo dos 90 minutos. O problema do Sporting, portanto, não é do treinador.

Assim não parece entender a Direcção do clube de Alvalade que, objectivamente, entregou a carta de despedimento a Carvalhal a seis jornadas do fim do campeonato e assim não parece entender Costinha, o team manager do Sporting que, na noite de terça-feira, despediu Carlos Carvalhal da conferência de imprensa no final do jogo, sentando-se ele próprio, muito austero, no lugar onde era suposto sentar-se o treinador, para se dirigir aos jornalistas em formato de grande indignação.

Não duvidem, Costinha promete.

Promete deixar a sua marca pessoal na organização e direcção do futebol do Sporting e já muitas vezes o temos visto a atirar-se como um valente para a frente de todas as situações e de todos os holofotes, sempre em defesa da questão colectiva do Sporting e, muito principalmente, em defesa da questão individual que é a sua.

Obedecendo à filosofia do presidente do clube, Costinha foi contratado para implementar em Alvalade os métodos que fizeram do FC Porto um emblema de sucesso. Por um lado, tem a sua lógica. Ninguém de bom senso se lembraria de contratar Costinha para implementar no Sporting os métodos que fizeram, por exemplo, do Barcelona, do Manchester United, do Milan e do Bayern Munique emblemas de sucesso.

No fundo, é uma questão de discussão de métodos aplicáveis e, sem dúvida, que os métodos do FC Porto serão impecavelmente ministrados por Costinha ao Sporting. No final do derby que deixou o Sporting a 26 pontos históricos do Benfica, Costinha, simulando que estava a falar os jornalistas, falou directamente aos adeptos do Sporting e aos seus patrões queixando-se do árbitro que não expulsou Luisão. Depois abandonou a sala de imprensa em passo apressado e digno para que os adeptos do Sporting vissem como lhe fica a matar o fato e o cargo que ocupa e que, sobretudo, vissem bem o bem que ele defende sozinho os interesses de todos.

Só lhe faltou mesmo dizer, para justificar a derrota, que enquanto há clubes que têm Túneis outros clubes há que têm Tóneis.

Mas isto, se calhar, também era exigir demais a Costinha tão estreante nestas andanças. Mas ele vai lá com o tempo, se lhe derem tempo.

Basicamente, para Costinha o Sporting perdeu por 2-0 porque o árbitro deixou Luisão em campo depois de uma entrada sobre Liedson. Se é verdade que foi o único momento do jogo em que se deu conta de que Liedson estava em campo, também é verdade que, no mês passado, outro árbitro de outro jogo, a final da Taça da Liga, deixou Bruno Alves em campo o jogo todo apesar de Bruno Alves ter feito muito mais e muito pior do que Luisão. Mas mesmo assim, onze contra onze e um mau árbitro pelo meio, os onze do Benfica conseguiram ganhar por 3-0 aos onze do FC Porto.

Coisa que anteontem os onze jogadores do Sporting não conseguiram fazer aos onze do Benfica.

O Sporting gostaria de ter jogado grande parte da segunda parte com mais um jogador do que os donos da casa e assim sendo, está cientificamente provado, o resultado ter-lhe-ia sido favorável. Quem sabe se até uma goleada não seria de admitir?

Fez mal Jorge Jesus em não ter respondido ao discurso de Costinha, indo directo ao assunto. Qualquer coisa assim:

- O Sporting não tem razão para se queixar porque já jogou toda a primeira parte contra dez e mesmo assim não fez um remate direito à nossa baliza.

Ao que os jornalistas, em coro, muito espantados retorquiriam:

-Contra dez?!

- Sim, filhos, porque o Éder Luís, enfim, ter lá estado ou não estar teria sido exactamente a mesma coisa. O que é que eles ainda queriam mais?

E acabava-se logo ali a conversa.

FC Porto e Desportivo de Chaves são os finalistas da Taça de Portugal. É uma final inédita, dizem os historiadores que nestas coisas nunca se enganam. O palco da decisão vai ser, uma vez mais, o Estádio Nacional, em Lisboa. É sempre uma festa a final da Taça. E quando as equipas em despique não são de Lisboa, a festa é ainda maior porque a cidade enche-se de forasteiros que juntam o futebol ao fim-de-semana e deliciam-se com as belezas naturais e com as ofertas culturais da capital.

Este ano vai ser assim. E se é muito provável que, do lado do FC Porto, ainda venha alguém altamente qualificado lamentar, em nome da luta anti-centralismo, os 600 quilómetros da viagem, já pelo lado do Desportivo de Chaves se pode adivinhar um enorme entusiasmo com os 930 quilómetros em perspectiva.

Defrontando u adversário de um escalão secundário, o FC Porto é, com toda a naturalidade, o grande favorito da ocasião. E, sem desrespeito pelo Desportivo de Chaves, ninguém admite que os futuros ex-campeões deixem escapar a única oportunidade que têm para conquistar uma prova oficial em 2009/2010.

Mas se a Taça do consolo vai, quase de certeza, para o FC Porto, a festa a sério vai ser feita pela multidão flaviense que há-de vir até Lisboa porque, sem dúvida, chegar ao Jamor já foi um belíssimo feito para o penúltimo classificado da ll Divisão, mais modernamente baptizado de Liga Vitalis.

A previsível vitória do FC Porto sobre o Desportivo de Chaves na final da Taça de Portugal traz consigo a inevitabilidade de um emocionante arranque da próxima temporada, a abrir por meados de Agosto com um Benfica-FC Porto na decisão da Supertaça, no Estádio do Algarve, como é da tradição.

Lá virá, outra vez, a contagem dos quilómetros e a respectiva lamentação. Esta é uma certeza. Lá virá, outra vez, o resto. Esta é uma aposta.

Carlos Queiroz vai anunciar, na semana entre a última jornada do campeonato e a final da Taça, a sua lista de convocados para o Mundial da África do Sul. Dizem as más línguas que o Benfica se arrisca a não ter jogadores deus na selecção portuguesa. A situação é precisamente a inversa. A selecção é que se arrisca a não ter jogadores do Benfica se Quim, Rúben Amorim, Fábio Coentrão e Carlos Martins ficarem de fora do grupo escolhido por Carlos Queiroz.

Respeitando as mais do que justas ambições dos jogadores referidos e, por antecipação, em espírito solidário com a sua tristeza no caso de serem preteridos, sinceramente não vejo nisso um problema para o Benfica. Será antes um problema para a selecção. E os adeptos benfiquistas terão sempre com que se entreter durante o Mundial, seguindo Ramires e Luisão no escrete, Pablo Aimar e Angelito Di Maria ao serviço da Argentina, Maxi Pereira ao serviço do Uruguai e Óscar Cardozo na linha avançada do Paraguai.

Já é muita gente nossa. E muito boa gente.

Autor: Leonor Pinhão

Fonte: Jornal A Bola

publicado por Benfica 73 às 16:25

Abril 15 2010

publicado por Benfica 73 às 10:43

Abril 15 2010

Em circunstâncias normais, depois do desfecho suado e valorizado pelo Sporting, a que faltou pulmão (aquilo que muitos temiam ver passar-se com um Benfica sobrecarregado ao longo das últimas semanas), capacidade de sofrimento (que alguns apontavam como a prova a superar pelos encarnados, depois da desilusão de Anfield Road) e flexibilidade táctica (quando se sabia que a entrada de Aimar poderia dotar, como aconteceu, o jogo do Benfica de outra fluência e de mais imaginação), será difícil que o título escape aos da Luz.

Antes de mais nada, falam os números: 67 golos marcados em 26 partidas (mais doze que o FC Porto), 14 sofridos (menos quatro do que o Braga), melhor ataque em casa e fora, melhor defesa tanto na Luz como nas visitas aos adversários. Em mais de 80 por cento dos jogos, o Benfica venceu. Consentiu quatro empates - e apenas um deles na condição de visitado, logo na jornada inaugural. Foi derrotado uma única vez: em Braga. Não perde para a Liga desde o último dia de Outubro, cedeu os últimos pontos (no Bonfim) no início de Fevereiro, consumou ontem a sua melhor série no torneio, com oito vitórias consecutivas. Em circunstâncias mais condizentes com a tradição, já gozaria o título e o facto de ainda não o poder fazer corre a favor da excepcional temporada que o Sporting de Braga vem assumindo.

Acima de tudo, com um técnico que se mostra tão ambicioso como conhecedor, tão sábio "de bola" como dinamizador de almas, este Benfica consegue aquilo que várias vezes lhe faltou - equilibrar a qualidade de excepção de muitos dos seus jogadores (e não me refiro apenas aos chamados "artistas", mas aos que também sabem ganhar as batalhas no músculo e na velocidade) com uma força colectiva que permite ou admite rotações que, à partida, soariam descabidas e antinaturais. Até nisso, Jorge Jesus deu uma lição a muitos dos seus parceiros: primeiro, empolgou os adeptos e assustou os adversários; depois, soube pedir a todos, dentro do clube e à volta dele, a contrapartida do apoio. E recuperou a ideia de que os jogos duram 90 minutos. Ontem, o pé de Cardozo funcionou quando já se tinha esgotado mais de metade do segundo tempo - mas a fé soube esperar. A partir daqui, sobretudo se o jogo do Dragão não assumir características perigosas e vingativas, venham elas de quem vierem, os passos podem ser dados com outra segurança. Com sofrimento? É esse o destino dos campeões. Com classe? É esse o privilégio de equipas assim. Falta poder mantê-la, sem vender muitos anéis...

NOTA - Uma palavra especial para o Desportivo de Chaves. Não é só uma equipa do escalão secundário a chegar, com inteiro mérito, ao Jamor. É uma pequena desforra do Interior, num país inclinado para o mar...

 

Autor: JOÃO GOBERN
Fonte: Jornal Record

publicado por Benfica 73 às 10:40
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