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Toda a informação sobre o Glorioso

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Benfica 1 - 0 Belenenses

13.02.10, Benfica 73

 

Jogo marcado para as 17h00, estádio com mais de 45 mil espectadores (o tsunami continua), o Benfica alcançou mais uma vitória diante um Belenenses que ocupa a última posição da tabela. Jorge Jesus fez alinhar o seu onze habitual, a única alteração foi a entrada de Fábio Coentrão para o lugar de Di Maria, este afastado devido ao quinto amarelo que viu na última jornada.

 

A equipa entrou bem no jogo, aos 10 minutos e na primeira oportunidade do jogo o Benfica não desperdiçou. Numa iniciativa pela direita de Ramires, centro para a área e Cardozo de cabeça a não perdoar. Confesso que comecei a pensar em nova goleada mas ao fim de dez minutos percebi que o jogo não iria ser fácil. Os jogadores do Benfica relaxaram, pareciam cansados. O jogo ficou lento e aos 27 minutos o Belenenses podia ter chegado ao golo, Fajardo perante Quim atirou ao lado. Até ao final da primeira parte nova oportunidade desperdiçada pelo Benfica, Fábio Coentrão na cara do guarda-redes falha escandalosamente.

 

Para a segunda parte, Jorge Jesus deixou César Peixoto (que diferença em relação ao jogo de Quarta-feira) nas cabines, fazendo entrar Weldon. O Benfica voltou a entrar bem e logo aos 47 minutos perdeu nova oportunidade de golo. Para falar em perdidas neste segundo tempo, todas elas foram assinadas pelo brasileiro Weldon (47, 71 e 82). Aos 78 minutos, o guarda-redes Bruno Vale é expulso por defender com as mãos fora da grande área um remate de Cardozo. O Belenenses só conseguiu chegar à baliza do Benfica nos lances de bola parada, o único lance de perigo surgiu num cabeceamento para a própria baliza de David Luiz.

Só marcamos um golo, não jogamos bem, mas fomos a única equipa que teve várias oportunidades.

 

O Belenenses jogou bem, mas ofensivamente não nos criou grandes problemas. Merecemos esta vitória, somamos 3 pontos e agora venha o próximo jogo, quinta-feira, para a Liga Europa.

A árvore Calabote numa floresta de Guímaros

13.02.10, Benfica 73

Autor: Ricardo Araújo Pereira
Fonte: Jornal A Bola
 
Acaba de ser publicado um livro que promete animar a época dos portistas (uma vez que a luta pelo segundo lugar não parece constituir animação suficiente). O autor é uma pessoa idónea, sobretudo na medida em que nunca foi levado por Pinto da Costa a conhecer o Papa. Por paradoxal que pareça, os autores de livros mais credíveis são aqueles que o presidente do Porto não apresenta a líderes religiosos. Isto da credibilidade literária tem subtilezas que só estão ao alcance dos críticos mais argutos.

A obra em causa relata acontecimentos passados há mais de 50 anos — que são, em geral, os mais úteis para se compreender o presente. Trata-se de uma investigação sobre Inocêncio Calabote, o árbitro que foi recebido pelo presidente do Benfica em sua casa na véspera de um jogo. Não, desculpem. Enganei-me. É o árbitro a quem o Benfica pagou uma viagem ao Brasil, assim é que é. Peço desculpa, voltei a equivocar-me. O livro é sobre um árbitro que terá recebido quinhentinhos de um vice-presidente do Benfica. Perdão, ainda não é isto. É um árbitro ao qual o presidente do Benfica mandou oferecer fruta para dormir, conforme comprovado por uma escuta. Apre! Não acerto. Bom, parece que se trata de um árbitro ao qual o Benfica não ofereceu nada e que, em troca, terá beneficiado o clube a ponto de fazer com que o Porto ganhasse o campeonato. Enfim, um daqueles escândalos que nem 50 anos de silêncio conseguem apagar. Mas, reconheça-se, um escândalo que se mantém actual: um árbitro que acabou castigado pela justiça desportiva num ano em que o campeonato foi ganho pelo Porto. Realmente, soa-me a familiar.

Os dirigentes do Braga (ou, como lhe chama Augusto Duarte, o árbitro condenado por corrupção passiva, «o meu Braguinha») afirmam que têm sido prejudicados pela arbitragem. Quem beneficia com o prejuízo do Braga? O Benfica, que está em primeiro e só depende de si para continuar em primeiro? Ou o Porto, que está atrás do Braga e depende de terceiros para o ultrapassar? O Benfica, que luta pelo título — ao contrário do Braga, como sempre têm vindo a dizer os seus técnicos e jogadores? Ou o Porto, cujo presidente sempre disse que o seu principal adversário era o Braga? Ora aqui está uma questão difícil.

OSporting perde em Braga e os sportinguistas: «O Bettencourt não fala?» Depois, o Sporting é goleado pelo Porto e os sportinguistas: «E o Bettencourt, não fala?» A seguir, o Sporting perde em casa com a Académica e os sportinguistas: «Mas o Bettencourt não fala?» Dias depois, o Sporting é goleado pelo Benfica e os sportinguistas: «Mas porque é que o Bettencourt não fala?» É então que Bettencourt regressa do Brasil e diz: «O objectivo do Sporting é o quarto lugar.» E os sportinguistas: «Porque é que o Bettencourt não se cala?» Ainda assim, não sei se a indignação dos sportinguistas é justa. Quando Bettencourt diz que o campeonato do Sporting é o mesmo que o de Marítimo, Leiria e Nacional, está a ofender mais os sportinguistas ou os adeptos de Marítimo, Leiria e Nacional?