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Toda a informação sobre o Glorioso

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Bruno César não é gordo, é só cabedal

31.08.11, Benfica 73

Ao cuidado de todos os adeptos envolvidos em conversas de café, blogues, fóruns ou simples corredores de empresas. Que fique o assunto definitivamente arrumado: Bruno César não está gordo. Longe disso. Um homem com gordurinha a mais nunca faria o golo que ele fez anteontem na Choupana: cerca de 60 metros percorridos em sete segundos, sempre com a bola nos pés. "Para conseguir fazer aquilo, só pode ser musculado. A roupa engana bastante", comentou a O JOGO Orlando Fernandes, professor de Biomecânica do Desporto na Universidade de Évora.

Segundo o que este catedrático - doutorado em Biomecânica da Estabilidade Articular - nos explicou ontem, Bruno César tem características genéticas que, associadas ao treino, o tornam um atleta com capacidades excepcionais nas vertentes da força rápida e da potência.

"Aquilo não é gordura; são 77 quilos de músculos que se traduzem numa boa contracção muscular. O que o Bruno tem é força rápida e potência. E isso deve-se à sua genética combinada com o treino", afirmou Orlando Fernandes, referindo que a altura (1,78 metros) é irrelevante. "No seu trabalho diário, há uma grande optimização das suas características inatas", acrescentou. Ao que O JOGO apurou, Bruno César não faz treino extra de corrida ou musculação, apenas os exercícios comuns a todo o plantel, sob a orientação de Jorge Jesus.

"Ele não é um sprinter puro, mas tem as características das pessoas possuidoras de fibras brancas, de contracção mais rápida e curta duração, portanto dos velocistas", explicou. "O que o Bruno tem é força rápida e potência. e isso deve-se à sua genética, mas também ao treino", esclareceu Orlando Fernandes. "Há uma grande optimização das suas características inatas", acrescentou.

O pai de Bruno César, Gilmar Zanaki, contou ontem a O JOGO que já em miúdo o filho "era muito rápido". "Ninguém o parava. Jogava com uma bola de basquetebol pequena e, com ela nos pés, conseguia fugir de todos os meninos da rua", recordou.

Ainda a propósito da corrida do médio ofensivo brasileiro, o especialista em biomecânica disse: "Ele não é bom tecnicamente na corrida, tem um braço com um movimento maior do que o outro. Mas compensa com as suas características musculares e técnico-tácticas."

"O que ele tem a mais é músculo, que lhe dá a capacidade de produzir força e velocidade", reforçou o professor universitário.

Fonte: O Jogo