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Toda a informação sobre o Glorioso

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Hora da mudança

20.06.11, Benfica 73

A campanha por Fábio Coentrão parece ter surtido efeito. O lateral do Benfica está a caminho do Real Madrid e o Benfica recebe 25 milhões e o central Garay, conforme proposta apresentada pelos merengues e avançada pelo Record no último sábado. Fica claro que quando um jogador está determinado a mudar de ares num negócio que interessa a ele e a quem tem poder financeiro para o concretizar, dificilmente a transferência não se faz. Não é justo, porém, colocar sobre Coentrão o rótulo de mau da fita. O jogador não fez mais nem menos do que outros, num passado recente, também fizeram. Juras de amor já houve muitas que terminaram em separação. Quando ao apelo do dinheiro se junta o desafio de um colosso mundial, é impossível resistir. Dir-se-á que no FC Porto este género de processos é gerido de forma diferente e que o emblema de Pinto da Costa não abre mão com tanta “facilidade” dos seus melhores jogadores. Será porventura assim, mas não estando em causa a grandeza dos dois clubes rivais, é preciso sublinhar que os ciclos de sucesso dos dragões têm sido duradoiros e, como tal, mais compensadores para os seus jogadores do que os do Benfica, mais intermitentes no tempo e, dessa forma, com um risco de desvalorização associado.

Toda esta campanha “realista” e realística que nos últimos dias se acentuou em torno de Coentrão, com sucessivas declarações de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e do próprio jogador, é orquestrada e é do interesse não apenas do Real Madrid e do atleta mas também do próprio Benfica. Ainda que o ónus da estratégia possa cair sobre Coentrão e o Real, a verdade é que serve igualmente ao clube da Luz como se constata no resultado final do negócio. Está provado: quando chega a hora da mudança, nada há a fazer.

Autor:  ANTÓNIO MAGALHÃES

Fonte: Record