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Toda a informação sobre o Glorioso

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Relatório Jesus

18.05.11, Benfica 73

uís Filipe Vieira (LFV) anunciou publicamente ter pedido a Jorge Jesus que apresentasse um relatório sobre as necessidades que o treinador considera fundamentais para regressar ao êxito na próxima época. O presidente do Benfica quer um documento escrito e disse-o para todos ouvirem. Um relatório pode ser, até, uma ferramenta importante de trabalho, mas não era preciso tornar o pedido público. Principalmente quando está em equação uma relação de tão grande proximidade. Começou o esvaziamento estratégico de Jesus. Preto no branco: LFV deixou de depositar total confiança naquele que foi, em dois anos, o seu treinador de eleição. Pode aceitar-se, até, a perda do campeonato, pode aceitar-se o segundo lugar, mas permitir que o FC Porto virasse o 0-2 na Taça de Portugal, em pleno Estádio da Luz, é algo que, convenhamos, custa muito a engolir. E, por isso, o “voto de confiança” parece meramente circunstancial. Não vem aí nada de bom para a estabilidade do Benfica.

São todos responsáveis, e parece haver noção disso. Luís Filipe Vieira, a SAD do Benfica, Rui Costa, Jorge Jesus e os mais próximos colaboradores de toda a estrutura foram ultrapassados pelos acontecimentos. A dúvida adensou-se até ao momento em que se percebeu que a força do FC Porto se fazia sentir, essencialmente, dentro do campo. E, também, no confronto direto.

Se, pelas próprias palavras de LFV:

1 – “Criámos demasiadas expectativas”;

2 – “As celebrações do título distraíram-nos”;

3 – “Não nos preparámos convenientemente para a Supertaça”;

4 – “Plantel foi insuficiente”;

5 – “Vamos ser muito mais rigorosos nas aquisições”;

6 – “Devíamos ter feito o trabalho de casa de outra maneira”;

7 – “Dizer antecipadamente que vamos ser campeões não pode continuar”...

... apetece, então, perguntar: é aceitável que um clube com a dimensão do Benfica e o nível de investimento realizado pela SAD cair numa situação típica de uma agremiação amadora? O presidente fez o diagnóstico:

a) Mau discurso;

b) Distração;

c) Impreparação;

d) Insuficiência;

e) Pouco rigor.

Étudo isto que não se admitiria razoável, ao cabo de 10 anos de “vieirismo”. Tudo o que não pode acontecer para quem investe, em aquisições, nas duas últimas épocas, cerca de 70 M€ e não se encontra muito longe de um passivo consolidado de 400M€. O “plano de Vieira” sofreu grave revés. Não foi apenas a não renovação do título. Foi o reforço da confiança do FC Porto.

Jorge Jesus alavancou o valor de mercado de vários jogadores em muito pouco tempo, como nenhum outro treinador havia conseguido nos últimos largos anos. O “deslumbramento coletivo” conduziu, rapidamente, a uma situação de “distração competitiva” e, depois, ao descontrolo. Por essa razão, o “Relatório Jesus”, em boa verdade, nesta fase, deveria conter uma simples declaração: “Caro Luís, sensibilizado com o teu puxão de orelhas público, só tenho uma coisa para te dizer: viva o Benfica!”

Autor: RUI SANTOS

Fonte: Record

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