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Toda a informação sobre o Glorioso

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Eliminação deixou Jesus pressionado

23.04.11, Benfica 73

Virar a página. Na Luz procura-se pensar no que ainda falta jogar até final da temporada, na tentativa de encontrar argumentos válidos para acreditar que a época ainda não está completamente perdida e muito ainda se pode ganhar, principalmente no que diz respeito à Liga Europa, mas naturalmente que a derrota com o FC Porto deixou marcas que não se apagam facilmente.

Primeiro porque era grande a convicção entre dirigentes, técnicos e até jogadores que o Benfica tinha todas as condições para garantir nova presença na final do Jamor, seis anos volvidos, tentando a conquista daquela que é a segunda maior competição nacional. Certo que pela frente se apresentava o novo campeão nacional, mas a vantagem conseguida na primeira mão constituía alguma margem de conforto psicológico. Longe, portanto, de se antever o apagão da equipa que permitiu em dez minutos completa reviravolta na meia-final.

Depois porque foi a segunda derrota consecutiva com os dragões em pleno Estádio da Luz no espaço de pouco mais de 15 dias. Se a primeira passagem deixou marcas pelo simbolismo da obtenção do título de campeão perante o maior rival da actualidade, a derrota de ontem não deixou de ser menos sentida tendo em conta as enormes expectativas de acesso à final, mas principalmente pela impotência que toda a estrutura, desde jogadores à equipa técnica, revelou para travar o ascendente adversário. 

Ainda porque numa época em que após a conquista do campeonato se esperava que a águia reassumisse papel preponderante na hegemonia do futebol português, foi o FC Porto quem voltou a dominar a toda a linha. Inclusive nos confrontos directos: em cinco desafios registados desde o início da temporada os números não podem ser mais esclarecedores: quatro derrotas, apenas uma vitória, 12 golos sofridos, quatro marcados. Uma clara falência no confronto com os dragões. 

Luís Filipe Vieira assumiu recentemente, numa conferência pública nos Açores, que mesmo que o Benfica não ganhasse nada esta época (então ainda com a hipótese em aberto de vencer as três taças em disputa) Jesus iria cumprir o seu contrato até ao fim, ou seja, até 2013. Uma vontade que, para já, ainda não se alterou, tendo até em conta os muitos compromissos e a planificação já assumida e adiantada para a próxima temporada. Porém, não deixa Jorge Jesus de sentir-se pressionado face ao que se passou na meia-final da Taça de Portugal e, principalmente, perante aquilo que poderá suceder nos próximos jogos em consequência da eliminação aos pés do FC Porto. Psicologicamente foi um rombo bem grande infligido na nau benfiquista cujos efeitos poderão fazer-se sentir ainda nos próximos compromissos.

Fonte: A Bola