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Benfica defende suspensão do processo contra Jesus

31.03.11, Benfica 73

Águias entendem que a CD da Liga está ferida de legalidade. Argumentam também que há jurisprudência para travar qualquer decisão. Declarações de Luís Alberto em causa. 

O Benfica considera que a Comissão Disciplinar (CD) da Liga não tem competência para decidir sobre o processo disciplinar a Jorge Jesus, por não estarem os estatutos da FPF ainda adaptados ao novo regime jurídico das federações. Por isso, defende que o processo de inquérito entretanto convertido em disciplinar, sobre o comportamento do treinador no final do jogo com o Nacional, a 22 de Janeiro, deve ser considerado nulo. Mas se esse elemento não for atendido pela CD, os encarnados encontram motivos suficientes para a suspensão do processo, até porque, entendem, há jurisprudência.

A primeira linha de argumentação não deve colher na CD, que, tudo indica, julgará que o regime disciplinar tem autonomia - e os campeões nacionais estão preparados para essa decisão. A BOLA sabe que há uma forte convicção na Luz de que a tese de defesa pode ter eco na CD.

Para os encarnados, caso a nulidade do processo não seja considerada, devem ser reconhecidos outros argumentos. Desde logo, a suspensão do processo, porque, assinalam, há contradição de depoimentos de Luís Alberto (protagonista do incidente com Jesus no final do referido jogo) após a partida e, posteriormente, durante o inquérito. O Benfica defende que houve declarações falsas perante a instrutora da CD e que deve ser extraída uma certidão para que seja apresentada uma participação criminal contra o médio brasileiro. E é nesta lógica que entrará a jurisprudência e doutrina da CD.

Em Janeiro de 2009, no comunicado oficial n.º 140, a Comissão Executiva da Liga determinou a suspensão de um procedimento administrativo contra a Naval (exclusão) até ser conhecida a decisão final num processo criminal, depois de denúncia na Procuradoria da Figueira da Foz, por prestação de falsas informações/declarações.

Versões contraditórias
O médio Luís Alberto reconheceu, no final do jogo com o Benfica, que não tinha sido agredido. «Foi só um empurrão», insistiu. Mas, à instrutora da Liga, reclamou ter sido agredido por Jesus, com um soco no rosto. A BOLA apurou que o Benfica nota outras contradições, a avaliar pelo depoimento do médico do Nacional, que refere não ter sido informado pelo jogador de qualquer consequência física, nem ter identificado marcas no jogador. 

Por outro lado, o fisioterapeuta, segundo as águias, confirma que o médio se queixou de uma marca vermelha no pescoço, e depois alegou à instrutora ter sido atingido no queixo. Factos que concorrem para os campeões nacionais alegarem falsas declarações e exigirem que seja extraída uma certidão para participação criminal.

No processo de inquérito, a instrutora não terá questionado Luís Alberto sobre as versões contraditórias o que fortalecerá a ideia de declarações falsas.
Para o Benfica, não ficam dúvidas de que foi impossível provar a agressão de Jorge Jesus, mesmo pela análise das imagens televisivas. E que, como tal, só pode ser aplicada, em última análise, uma multa pelo gesto impróprio e brusco, que o técnico reconheceu e do qual manifestou arrependimento no processo de inquérito.

Fonte: A Bola

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