Janeiro 02 2016

ílvio Cervan fez uso da crónica que assina no jornal A Bola para deixar mais um ‘ataque’ cerrado à arbitragem. O vice-presidente dos ‘encarnados’ fala de 2015 como “um ano fantástico para o Benfica” e desvaloriza a importância do clássico de Alvalade.

“Se um Sporting-FC Porto é um jogo de cartaz, para nós benfiquistas apenas nos preocupa o jogo que temos contra Carlos Xistra em Guimarães mais logo. Fantasias sobre o resultado que queremos (nós benfiquistas) para o clássico sempre daria ‘cada cabeça sua sentença’. Importante para as aspirações do Benfica era vencer em Guimarães e recuperar os lesionados, com Gaitán à cabeça”.

O dirigente faz ainda questão de desvalorizar as três derrotas já sofridas frente ao Sporting esta temporada – para a Supertaça, I Liga e Taça de Portugal – aproveitando para deixar uma provocação ao FC Porto.

“O Benfica perdeu três vezes com o Sporting em 2015 e foi um escândalo. O FC Porto também perdeu três vezes com o Marítimo e ninguém achou estranho. Ou o Marítimo é muito grande ou o Sporting é muito pequeno para se compreender estas análises. Talvez seja só futebol”.

Fonte: Noticias ao Minuto

publicado por Benfica 73 às 10:53

Março 06 2015

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publicado por Benfica 73 às 14:33

Fevereiro 27 2015

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publicado por Benfica 73 às 12:30

Fevereiro 20 2015

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publicado por Benfica 73 às 12:37

Fevereiro 13 2015

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publicado por Benfica 73 às 12:59

Fevereiro 06 2015

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publicado por Benfica 73 às 13:32

Novembro 06 2012
Após o sorteio para a terceira fase da Taça da Liga, o dirigente do Benfica Sílvio Cervan reconheceu que o clube espera cheguar à final e garantir a conquista de mais um troféu.
«Tinha de nos calhar um grupo de quatro e deste sorteio ressalta a ideia que as meias-finais não vão ser em casa e essa situação é uma pena, mas para isso acontecer é preciso lá chegar», Sílvio Cervan.
O dirigente do Benfica espera que a equipa da Luz repita os recentes êxitos na competição: «Valorizamos esta prova, onde em cinco anos vencemos por quatro vezes consecutivas. As finais têm sido festas bonitas e espero que o Benfica mereça estar lá estar. Só chegaremos à final respeitando o adversário».
No que diz respeito ao jogo com o Spartak, para a Liga dos Campeões: «Estou sempre confiante. Espero que os adeptos puxem pela equipa e que não seja a equipa a puxar pelos adeptos».
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 11:42

Abril 13 2012

AMANHÃ, vencer a Taça da Liga é obrigatório. Desde logo porque é um título, depois porque seria a quarta vitória consecutiva, feito inédito no nosso palmarés. Tenhamos, no entanto, a convicção de que será difícil, quer pela qualidade e motivação do Gil Vicente, que este ano já venceu FC Porto, SC Braga e Sporting, quer porque há sempre obstáculos extras que por vezes se tornam os mais eficazes do jogo.

Conversava ontem com um dirigente desportivo sobre a hipótese de a Taça da Liga ficar em risco se o Benfica vencer. E ele confirmou-me que bem pode acontecer. Não há estomago na concorrência para ver o Benfica vencer. Como se viu este ano no Campeonato mais fraudulento dos últimos 10 anos. Quando digo fraudulento quero significar, também, viciado, aldrabado, vigarizado, adulterado. Julgo portanto que perceberam o meu ponto de vista.

Irei a Coimbra ver a final com respeito pelo Gil Vicente mas desejoso que os folhetins desta semana em nada tenham alterado a vontade de vencer. O Benfica ganhou a sua primeira Taça da Liga ao Sporting, venceu a segunda ao Jorge Sousa (muito forte nesse jogo) e ao FC Porto (muito fraco nesse jogo), ambos os jogos disputados no Algarve. Duas vitórias em solo algarvio e logo se mudou a final para Coimbra certamente por vantagens logísticas. Ora, depois de vencer o Sporting nas meias-finais do ano passado, o vencedor foi o mesmo numa final difícil contra o P. Ferreira de Rui Vitória Este ano era bom vencer novamente.

Vencer tem de ser um vício. Vencer tem de ser uma obsessão. O Benfica que se fez grande e nacional pelo ciclismo, fez-se enorme e mundial pelo seu hábito de vencer no futebol e em todas as modalidades em que participa. É esse ADN que se tem de implementar. Vencer é uma obrigação natural e não vencer é um drama, um flagelo a combater. As equipas do Benfica não são grupos folclóricos excursionistas, são grémios de campeões.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 20:51

Fevereiro 10 2012

AMANHÃ o jogo contra o Nacional encerra perigos muito diferentes dos habituais. Em condições normais o Benfica ganhará ao Nacional no Estádio da Luz.

Um dos problemas pode ser esse, os jogadores sabem que são favoritos e por isso não colocarem a intensidade de jogo necessária para vencer sem passar por sustos.

A deslocação da próxima semana a São Petersburgo, para a Liga dos Campeões, não pode estar na cabeça dos jogadores neste sábado. Se isso acontecer o risco aumenta. A confiança é boa quando é um tónico para a motivação e não uma desculpa para a preguiça.

Jorge Jesus é um antídoto para estes perigos, mas receio que as facilidades que apregoam, a superioridade que noticiam e a vantagem que conseguimos possam ser anestésicos da vontade de ganhar.

No último título conquistado pelo Benfica, o jogo com o Nacional foi uma das páginas mais coloridas, vencemos 6-1, e não consta que fosse a poupar. Que sirva de mote.

O Nacional tem vindo a subir de produção com este treinador, e mostrou frente ao Sporting, na quarta-feira, que será difícil vencê-lo.

É preciso ganhar amanhã para ver a Rússia de outra maneira. Se vencermos o Nacional, veremos com tranquilidade no domingo o novo FC Porto agora treinado por Lucho Gonzalez.

Nos caminhos do título é bom depender apenas de nós, e por isso teremos de conservar os cinco pontos de avanço. Quem está em tantas frentes de conquista sabe bem disso.

A Champions é uma espécie de matrioska, cada patamar que passamos temos um ainda maior que passar. É o interminável aumentar do desafio.

Há sempre novos e mais difíceis obstáculos, numa prova onde o dinheiro e o prestígio são o móbil, gostava essencialmente de jogar bem e mostrar qualidade em terras russas. Faltam três degraus para o limite.

PS – Acabo de saber que Pablo Aimar renovou contrato por mais uma época. Já dei ordens para que renovem a minha cadeira no estádio da Luz porque ter Aimar é ter a garantia de assistir a grandes espectáculos.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:22

Dezembro 16 2011

O exercício mais inútil, mas ao mesmo tempo mais deliciosamente inevitável, é aquele que põe os adeptos a discutir preferências de adversários antes dos sorteios. É, assim, um misto de fé com adivinhação e desejo.

Estar presente no sorteio é um passaporte que dá direito ao sonho, estar como cabeça de série ainda é melhor.

Já muitos vaticinaram. Li aqui em A Bola o meu amigo Bagão Félix escrever, na passada quarta-feira, a sua preferência pelo Milan e tremi.

Eu confesso as minhas opções, todos menos os dois italianos (Milan e Nápoles), não gostava particularmente de franceses, mais até porque não gosto genericamente de franceses. Pelo contrário, os clubes russos eram desportivamente interessantes, CSKA ou Zenit, Moscovo ou S. Petersburgo contariam comigo entre os adeptos benfiquistas que tentavam derreter o gelo.

Mas eu gostava mesmo era de passar a eliminatória e defrontar o vencedor de um Basileia – APOEL…

Findos os sonhos de época de Natal, voltemos à realidade que hoje se chama Rio Ave.

Depois da vitória na Madeira, contra um Marítimo com qualidade, caída do céu nos pés de Cardozo, precisamos de não permitir surpresas hoje à noite para garantir uma harmoniosa quadra Natalícia a toda a família Benfiquista.

Bem vistas as coisas, depende do jogo de logo a felicidade de muitos milhões durante 15 dias. Não restam pois dúvidas de que se trata do jogo do ano.

Não é inédito um Benfica – Rio Ave ser o jogo do ano.

Benfica – Rio ave dói o último jogo dum título encarnado e vencer seria um belo indício sobre o destino do título deste ano.

Ganhando ao Rio Ave poderíamos pedir Ano Novo Vida… Velha e continuar a ganhar.

Mesmo com algumas limitações, teremos que entrar com uma atitude que não permita sobressaltos.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 10:34

Novembro 26 2011

NA passada terça-feira, o Benfica não ganhou em Old Trafford, mas conquistou Old Trafford. Empate inesquecível, que entra como uma página brilhante da nossa história.

Há empates assim, como o 4-4 de Leverkusen, nunca mais se esquecem.

Absolutamente impressionante o momento do segundo golo inglês, onde segundos depois se ouvia no estádio «SLB, SLB, SLB», como que a gritar estamos juntos.

Eram três mil heróis, foram três mil felizardos que dirão até morrer Nós vimos o Benfica calar o ‘teatro dos sonhos’. Nós vimos o Benfica conquistar Manchester.

Qualquer que fosse o resultado do jogo seria positiva aquela prestação, impressionou a forma como jogamos a nossa personalidade. Onze inicial muito bem escolhido e substituições de mestre.

Jesus foi altivo nas declarações que fez antes do jogo, mas foi imperador na forma como o comandou.

Matic e Rúben seguraram um apuramento merecido e deixaram os adeptos a fazer contas aos adversários.

Terça-feira passada, apesar do apuramento, foi um dia aziago para o Benfica. Primeiro um sorteio padrasto na Taça de Portugal, colocando no nosso caminho os dois mais difíceis adversários em prova e logo no terreno destes.

Vencendo o Marítimo e Sporting arrisco que ganhamos a Taça de Portugal. Os protagonistas do dilúvio da Figueira mereciam um sorteio mais simpático.

Depois, o jogo de Inglaterra trouxe-nos a lesão de nosso capitão. Luisão faz muita falta, é o jogador que mais falta faz nesta equipa onde é o capitão, comandante, xerife e patrão.

O amarelo que exclui Maxi e o golo fora de jogo do United são coisas insignificantes quando comparados com a falta de Luisão.

Que Luisão volte rápido, porque a jogar assim há vários troféus para ele levantar este ano e sem ele é muito mais difícil.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 18:42

Novembro 18 2011

PAULO BENTO foi o principal vencedor no apuramento Nacional para o Euro 2012. Primeiro, porque herdou uma situação paredes meias com o descalabro, e, depois, porque nunca cedeu ao nacional porreirismo reinante. Implacável com a mentira e a indisciplina, exige rigor e solidariedade. É competente e foi valente. Se não o quiserem a seleccionador seria bom como governante.

Discordo, como qualquer treinador de bancada, de várias escolhas e até de alguns esquecimentos das suas convocatórias, mas confesso que lhe admiro a determinação e o carácter.

Ronaldo é fantástico, há ainda três ou quatro jogadores muito bons, mas não temos uma Selecção repleta da qualidade individual que muitos outros países têm.

Em compensação tivemos uma Selecção, na passada terça-feira, verdadeiramente unida e motivada, verdadeiramente nacional.

Sendo assim, ficam ainda mais sublinhados os méritos de Paulo Bento. Exige como treinador o mesmo que dava como jogador, ou seja, tudo.

É isso que quem entrar hoje na Figueira com a camisola do Benfica tem que fazer, dar tudo, jogar no limite.

Vejo que há vários titulares não convocados, mas desejo que hoje não seja o jogo que antecede Old Trafford mas sim um dos que antecede o Jamor. Não me esqueço que Varzim e Gondomar são, nos últimos 30 anos, duas das mais difíceis derrotas de digerir, julgo mesmo que ainda não estou completamente refeito desses resultados tão antigos.

Por essa razão e porque ganhar a Taça de Portugal é prioridade hoje vou à Figueira da foz para ganhar o jogo.

Terça-feira, em Manchester, só exijo um bom jogo. Com os romenos, em casa, o último jogo deverá ser suficiente para carimbar o passaporte para os oitavos-de-final, mas se puder ser mais cedo… óptimo.

O Benfica gosta de realizar proezas em terras de Sua Majestade, e os adeptos agradecem.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola 

publicado por Benfica 73 às 16:46

Setembro 05 2011

O FC Porto não conseguiu vender o Álvaro Pereira, nem o Rolando, nem o Fernando, nem o Guarin, mas conseguiu vender o Hélder Postiga. Isto é uma excelente gestão.

Bem sei que o FC Porto não comprou nem o Leandro Damião, nem o Lukaku, nem o Pavlyuchenko, nem o Bendtner, mas comprou o Thibaut Vion de 17 anos.

No Sporting que esperava pelo Leão da Estrela teve que ficar pelo Grande Elias que me parece ser uma boa contratação.

No Benfica gostei muito de ver o Urreta a rodar em Guimarães, porque sempre o considerei um óptimo jogador. Agora ao serviço dum treinador como o Rui Vitória, poderá definitivamente afirmar-se.

Ainda não perdi a esperança de ver Urreta a jogar no Benfica, mas este anos estavam apertadas as escolhas e mesmo para a lista da Liga dos Campeões já houve escolhas difíceis de fazer, tal era o cardápio para decidir.

Neste final de mercado suspirei de alívio ao ver Luisão ficar.

Agora, até os últimos dias de inscrições são excitantes.

Da neblina da Madeira pude vislumbrar o Benfica mais consistente no meio-campo, mais equilibrado a defender e atacar. Muito bem Jesus com a substituição de Nolito por Bruno César, que permitiu dominar toda a segunda parte.

Fica o azedume de pensar que esta equipa não tinha deixado pontos em Barcelos.

Este fim-de-semana vi o Manchester City golear o Tottenham, vi o Manchester United atropelar o Arsenal, vi o Real Madrid cilindrar o Saragoça e o Barcelona brincar com o Villareal e percebi uma vez mais que a Liga dos Campeões para Benfica e FC Porto tem como limite a realidade. Muito já fazem as equipas portuguesas, pedir o impossível não é lógico e não é sensato. Embora a sensatez vá rareando no futebol como se viu pela atitude do Ricardo Carvalho esta semana.

Como é que um profissional daquela categoria e maturidade faz uma coisa destas? Isto não lembra ao… cipriota.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 20:55

Junho 03 2011

DESCONHEÇO por completo se Nolito é bom ou mau jogador. Nunca o vi jogar e não embandeiro em arco com contratações de pré-época. Mas gostava de sublinhar um aspecto que, ao contrário daquilo que tem sido dito, me agrada, tem 24 anos e joga na Europa.

Nunca são miúdos de 18 anos, que no primeiro ano da sua chegada, vindos da América do Sul, mudam a história de uma equipa.

Mesmo os talentosos, como Di María; só no terceiro ano despontou para patamares de excelência, e quando atingem essa qualidade voam para outras paragens.

Ser suplente deste Barcelona é quase garantia de qualidade, pois é raro ver tanta qualidade junta num plantel de futebol.

Os últimos jogadores que compramos ao Barça também eram suplentes, Giovanni e Simão, e deixaram saudades. Vieram para conquistar um título com Trapattoni.

Nolito pode até ser melhor jogador do mundo, porque os que jogam como titulares deste Barcelona tem mostrado ser do outro mundo.

Quando por várias vezes elogiei nestas linhas o futebol do Arsenal, estava longe de imaginar que podia assistir a uma Eusébio Cup com um dos mais agradáveis futebóis da actualidade.

O Arsenal perdeu (ou não ganhou) todos os títulos que disputou, mas tem para mim o mais bonito futebol praticado na melhor Liga do Mundo, a inglesa.

Inter, Milan, Tottenham e Arsenal dão um lastro de prestígio ao nome que se pretende homenagear, rimam bem com Eusébio.

Importante vitória na taça de Andebol, mais de vinte anos depois da última conquista, foi um final feliz para uma modalidade em que se apostou bastante.

Em vésperas de eleições, bom seria fazer um grande comício na Luz e comer um bacalhau da Noruega.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 14:04

Dezembro 31 2010

O meu Avô morreu ontem, desapareceu aquele que me fez Benfiquista, que me transmitiu e alimentou a paixão com o amor que só os avós têm para os netos.

Assinava o jornal O Benfica desde sempre e apreendi a soletrar os títulos no nosso jornal. Comprou-me o primeiro, o segundo e o enésimo cachecol.

Apreendi que nisto do Benfiquismo há cumplicidades que derrubem barreiras. Quando pedi ao meu pai para ir ver o Benfica – Steaua de Bucareste, meia-final da Taça dos Campeões Europeus (caloiro na faculdade o dinheiro era contado), este não me autorizou. Então o meu Avô enrolou umas notas para o bilhete do jogo, umas outras para o arroz de tomate do Manjar do Marquês e outras tantas para a gasolina e lá desautorizou o filho. Apreendi com o meu querido Avô que isto do Benfiquismo tem secretismos e cumplicidades, tem rituais e superstições que não se podem quebrar. No fim de cada título, pouco ou muito importante, ligava para casa dele e festejávamos as nossas alegrias, sempre e sem excepção até ontem. Mesmo nestes últimos tempos onde o corpo começava a falhar, percebi melhor a dimensão da paixão, quando cansado no seu sofá queria saber os resultados do hóquei, do andebol, do futsal ou do voleibol. Sempre que os resultados eram bons lá vinha aquele longo sorriso que não desmentia o tamanho da satisfação, por instantes a alegria sobrepunha-se às debilidades do corpo. Este Benfica que se transmite de geração em geração, esta paixão partilhada, esta comunhão de sentimentos que quem não sente chama fanatismo ou simplesmente não percebe, é muitas vezes do melhor que a vida tem. Gostar ilimitadamente das nossas opções e respeitar a dos outros foi uma bela lição de vida. Paixão maior só a que tinha pelo seu Académico do Porto de que era Presidente honorário, e que serviu sem limites. Estes dois amores só tiveram uma colisão quando o Benfica foi buscar ao Académico Ribeiro da Silva, grande campeão do ciclismo.

O meu Avô morreu, morreu um campeão e morreu campeão. (como festejámos o último título) Profundamente católico, ele partiu para eternidade onde continuará a querer saber de nós e do seu Benfica.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 17:02

Dezembro 04 2010

O Benfica foi a Aveiro mostrar várias coisas. A primeira é que dizer mal de Cardozo devia ser exclusivo dos nossos adversários, entra marca e dá a marcar. A segunda foi a certeza que um meio-campo mais combativo, com mais atitude e competência defensiva ajuda muito. Por fim, embora este Benfica esteja ainda distante daquilo que fez no último ano, e daquilo que ainda pode fazer este, é já uma equipa que mostra ser capaz de conseguir alcançar algumas das metas propostas para esta temporada.

Desde a escandalosa arbitragem de Guimarães que ditou a nossa derrota, o Benfica é a melhor equipa do campeonato. Desde Guimarães, em oito jogos para o campeonato temos sete vitórias e uma derrota, perdemos três pontos. O FC Porto é segundo com dois empates desde aí. Sem essas vergonhosas arbitragens iniciais lutávamos pelo título, assim lutamos para mostrar que somos capazes de lutar pelo título quando nos deixam.

Nada disto obsta a que temos de melhorar e que queremos mais de um plantel que tem valor para fazer melhor.

Na terça-feira será pedir serviços mínimos continuar na Liga Europa. Única competição europeia onde podemos ter uma ambição realista no actual estado do nosso futebol, mas também onde podemos subir um degrau na recuperação do prestígio europeu. Nos últimos cinco anos por três vezes chegámos aos quartos-de-final de uma prova europeia. Na Champions onde perdemos com o Barcelona; na UEFA onde caímos com o Espanhol e na Liga Europa frente ao Liverpool.

24 Horas depois de festejarmos o 1.º de Dezembro, como afirmação da nossa Independência, tentámos organizar um Mundial de futebol mostrando a nossa dependência de Espanha para um evento de tal calibre económico e financeiro. Tinha simpatia pela ideia e gostaria que a nossa candidatura tivesse ganho. Não me sinto nenhum Miguel de Vasconcelos e penso até que seria bom em termos económicos para Portugal. Não conseguir o evento é bem melhor que não o ter tentado organizar.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 14:01

Novembro 26 2010

SORTE para o Benfica será perceber que não tem sido azar a motivar os maus resultados. Azar têm os adeptos que esperavam uma equipa com mais garra e com mais alma. Durante o jogo quando algum infortúnio acontece, a equipe enerva-se e desune-se, parece que congela e não consegue dar a volta às dificuldades. Mesmo quando, a espaços a equipa joga bem, e isso acontece com frequência, há um sentimento de incapacidade na manutenção do ritmo e da qualidade de jogo.

Num ano fustigado por tantas contrariedades (árbitros, lesões, azar) convém centrarmo-nos apenas naquelas que são importantes, a qualidade e consistência das exibições.

As hipóteses deste Benfica (ou qualquer clube português) na Liga dos Campeões são ínfimas, e assim poderia até pensar numa boa Liga Europa como objectivo, mas o meu receio é que Telavive tenha sido uma machadada demasiado forte nos níveis anímicos do plantel.

Com a época na primeira metade, só a experiência de Jorge Jesus, o brio e profissionalismo dos atletas poderão inverter esta lógica. Há muito tempo para ganhar esta época se tal for conseguido, caso contrário veremos o Benfica afundar-se num mar de desânimo.

Nestas alturas as lideranças fortes dentro de campo e nos balneários aparecem, e a experiência e coesão dos grupos são cruciais.

A deslocação a Aveiro passou a ser desde quarta-feira o jogo mais difícil da época, é por isso preciso ganhá-lo. A revolta dentro das quatro linhas trará serenidade fora delas. Os verdadeiros adeptos apoiam sempre, e temos um clube ímpar nesse inesgotável amor.

Neste momento gostava de um meio campo mais português, com Martins e até Rúben Amorim, mas decisivo mesmo é Jorge Jesus dar a volta a isto. Ele sabe, ele é capaz. Treinadores de bancada todos seremos um pouco, mas como só sei ser adepto, domingo lá estarei a apoiar sem reservas o Benfica.

Quanto maiores forem as dificuldades, maior será o apoio.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:21

Novembro 19 2010

MUITOS adeptos do Benfica ficaram contentes com o adiamento do jogo da Taça contra o Braga. O momento do Benfica por um lado, algumas lesões por outro e ainda mais tempo para preparar o jogo de Telavive fazem um cardápio suficiente de razões.

Eu estou contra. Contra por todas as razões, primeiro este alarido com uma cimeira da NATO parece-me excessivo e algo provinciano para adiar uma festa de futebol, depois o momento do Benfica precisa é de vitórias e não de dias intermináveis sem jogar, e por fim o Braga parece, esse sim, no seu pior momento. Acresce que o melhor jogador do Braga, Alan, estaria castigado e não poderia jogar amanhã. Eu queria era jogar, eu precisava era de ganhar. Dia 12 de Dezembro é muito longe, e depois da segunda parte contra a Naval (não gostei nada da primeira) o que mais falta faz ao Benfica é consolidar a confiança ganha com os 4-0.

Gaitán está a crescer, Salvio está melhor e o Benfica pode trazer de Telavive um resultado que lhe permita discutir no jogo com os alemães do Shalke 04 (esse sim decisivo) um lugar na elite europeia de clubes.

O golo de Nuno gomes no último jogo não faz dele nem melhor nem pior jogador, mas ajuda-o a definir enquanto profissional do Benfica e na sua efectiva relação com os adeptos. Nuno Gomes deu sempre o máximo em todos os minutos que vestiu a camisola do Benfica, foi sempre um exemplo, e mesmo nos momentos mais difíceis soube dar a cara e minorar as perdas. Ninguém é eterno, mas ninguém deve ser ingrato e Nuno Gomes será para sempre um dos «nossos» mais queridos.

Paulo Bento não precisa de ser sempre tão modesto. Foi ele que revitalizou a Selecção, foi ele que deu esperança e orgulho a um conjunto esfrangalhado. Convocou os melhores, dando o exemplo de chamar mesmo alguns com quem tinha tido problemas. Mostrou competência e carácter num futebol cheio de répteis, é bom ver quem tem coluna vertebral. A vitória sobre a Espanha é toda de Paulo Bento.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola


publicado por Benfica 73 às 12:38

Novembro 12 2010

SE o Benfica persistir nas comparações com a última época, em vez de melhorar o seu desempenho nesta, vai ter dificuldades em atingir os objectivos que ainda tem nesta temporada, e são muitos e importantes.

Embora a reconquista do título já tenha ficado comprometida na fruta servida na sobremesa da homenagem a Olegário que antecedeu a deslocação a Guimarães, a verdade é que o Porto tem sido uma equipa tacticamente evoluída e o seu treinador é merecedor de elogios. Já aqui escrevi, na altura contra a corrente, que no último ano a Académica nos jogos contra o Benfica jogou do futebol mais positivo e conseguido que tinha visto. Tenho pena que haja quem prefira elogiar aqueles que conseguem um pontinho com o autocarro em frente da baliza, muito antijogo e muita sorte em vez daqueles que arriscam a praticar bom futebol. Eu quero uma vez mais reiterar o apreço por Villas Boas como treinador.

Jorge Jesus não esteve feliz nas opções tomadas no último jogo, mas foi Jorge Jesus quem nos deu o melhor Benfica dos últimos 10 anos e será ele que ainda esta época nos trará vitórias e títulos. Evitar a sportinguização do Benfica parece prioritário para quem leu os jornais desta semana. Urgente por agora é ganhar à Naval.

Não são capas panfletárias, nem psis de pacotilha que farão o clube chegar aos seus objectivos. Vinte jogos de campeonato, uma Taça de Portugal, uma Taça da Liga e a mais importante competição europeia de clubes parece suficiente como caderno de encargos.

Compro e leio todos os dias A BOLA, a partir de amanhã sem a crónica de Ricardo Araújo Pereira tiraram-me o meu garantido sorriso de sábado, fiquei privado de ler um amigo que admiro, mas sobretudo perdeu o Benfica e os nossos leitores um dos seus mais brilhantes e talentosos advogados. Que seja um parêntesis, que volte o sorriso da leitura e as vitórias com brevidade que nós merecemos.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:19

Novembro 05 2010

O Benfica chega desmoralizado ao jogo do Dragão. Esta é a conclusão óbvia de quem lê a imprensa, depois da modesta vitória, para a pouco importante Liga dos Campeões, contra o fraquíssimo Olympique de Lyon, pouco habituado a jogos internacionais. Já o Porto chega no auge depois do jogo com um colosso do futebol mundial, na mais importante competição do planeta. Teremos que ser humildes e reconhecer. Houve até quem alvitrasse que a vitória tinha sido má porque agora o Benfica vai perder o Coentrão. Génios assim não podem ser contrariados.

Ao contrário daqueles que dizem que só a vitória interessa ao Benfica eu baixo a ambição, para mim não perder no Dragão é obrigatório e se tal acontecer vamos disputar o título até ao fim com grandes possibilidades de o vencer. Só a derrota torna essa ambição quase impossível a 20 jornadas do fim.

A vantagem do Porto é boa, mas a partir de Domingo o calendário do Benfica passa a ser mais fácil. Das seis saídas mais complicadas do campeonato temos quatro realizadas (Nacional, Marítimo, Guimarães, Porto, Sporting, Braga). Será especulativo mas não perder no Dragão fazia-me acreditar mais no título daquilo que hoje, antes do jogo, julgo possível. Dito isto, reconheço que ganhar é melhor que empatar.

Não é um jogo qualquer, é uma deslocação que pôs no mapa futebolístico grandes figuras do futebol, este jogo já imortalizou Donato Ramos, Carlos Calheiros, Azevedo Duarte, Martins dos Santos, e até Paulo Costa, que hoje comenta nomeações, já nos deixou a jogar com oito no inesquecível clássico. Quem conhece o histórico aceita que o empate é dos deuses e que as regras não são as da FIFA.

De Pedro Proença queria a mesma competência (é claramente dos melhores árbitros) com mais personalidade.

Bela vitória sobre o Porto na Supertaça de basquetebol, num jogo onde ninguém parecia querer ganhar.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 18:08

Outubro 29 2010

 

ESTA é a crónica de como se sofre mais com a distância e com a impossibilidade de se ver um jogo. Na longínqua Jordânia, entre os Nabateus e o monte Nébo, entre Jerash e o Rio Jordão, o meu Portimonense - Benfica foi salvo pelos SMS de amigos a bom ritmo. É pavoroso. Deixi-vos a crónica de um jogo à distância:

1-      «Começou, o Sporting ganhou quase no fim e nós estamos a dominar.»

2-      «Já perdemos duas oportunidades.»

3-      «Maxi e Martins com quatro amarelos, em risco para o Dragão.»

4-      «0-0 ao intervalo. Jogo mediano mas só existe Benfica.»

5-      «Goooloooo - Javi aos 49 minutos.»

6-      «20 minutos para o fim, isto nunca mais acaba.»

7-      «Kardec isolado, defesa e dpois Jara manda para a bancada. Podíamos ter matado o jogo.»

8-      «Acabou. Ganhámos. Eles nunca criaram perigo, mas há sempre um primo do Holegário.»

Leram uma amostra de como pessoas responsáveis e respeitáveis me deixam perto de um ataque de nervos durante duas horas. Custa muito mais quando se está longe, o resultado final dos 90 minutos foi Benfica, 1 - SMS, 38. Larga vitória festejada com um Bordeaux.

No dia seguinte mal refeito das emoções, fui informado que o sorteio da Taça nos ditara o Sporting de Braga. Pouca sorte? Espero que sim, para o Braga.

Hoje contra o Paços de Ferreira jogamos muito do interesse que pode ter a deslocação ao Dragão. Na terça contra o Lyon, redefinimos os objectivos europeus.

Um simpático pintor jordano ex-jogador da I divisão turca, hoje a trabalhar numa galeria de pintura, dizia-me que Rui Costa, contra o qual jogou, foi um dos três melhores jogadores do Mundo. Eu concordei. Adoro excessos. E comprei um quadro…

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 13:17

Outubro 22 2010

O Benfica tem agora as contas da Liga dos Campeões bem mais fáceis: ou ganha os três jogos ou estará fora dos oitavos de final. Assim a matemática fica mais simples. Sem estes resultados e caso não perca o jogo de Telavive, estaria certo o cenário na Liga Europa, ou seja a Europa está aí, falta saber onde. Perdemos com o Lyon porque os franceses foram melhores, não valerá fugir a essa realidade, e no caso de conseguirmos passar aos oitavos de final sempre será de esperar um adversário com valia em excesso para qualquer equipa do nosso futebol. Por vezes há surpresas e nós regozijamos, mas convém saber que são surpresas.

O Benfica que pode e deve aspirar hoje a ser a melhor equipa do futebol português, não é das melhores equipas do futebol europeu, embora deva fazer o caminho sustentado de lá se aproximar. A realidade só pode incomodar quem a não vê, ou aqueles que noutras paragens insistem em viver na ficção. Por mim espero do Benfica uma serena e gradual melhoria, como tem acontecido nos últimos anos.

Novembro só será determinante para o futuro do Benfica, se ganharmos os dois jogos em falta de Outubro (Portimonense e Paços de Ferreira).

Segunda-feira passada no almoço com o embaixador do Chile, o camarote da Luz estava decorado com o número 33, alusivo ao número de mineiros resgatados do fundo da mina. Pois em época de crise era boa a economia caso se pudesse utilizar a decoração para o número de títulos de campeão nacional: 33 é mais que um número é um objectivo.

O estádio Algarve costuma ser talismã, e já embalamos lá para várias conquistas. Contra o Estoril para o título de 2005, contra Sporting e Porto para duas Taças da Liga.

Olegário continua imparável, merecedor de outra homenagem, arbitragem menos conseguida na Taça de Portugal, e expulsão de um jogador do Auxerre em aquecimento no jogo da Liga dos Campeões. Haja personalidade, num imitador de Quim Barreiros.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 13:59

Outubro 15 2010

NUMA semana marcada (confesso a pieguice mas emocionei-me) pelo salvamento dos 33 mineiros presos nas profundezas de uma mina chilena, valeria a pena pensar como o segredo do sucesso está na organização, na coragem, na capacidade de trabalhar em equipa.

Aqueles mineiros encurralados numa situação dramática, souberam aceitar a liderança natural, racionaram a comida, a água e os recursos, motivaram-se para o sonho desejado (muito pouco provável à partida) e conseguiram alcançar o maior de todos os triunfos… a vida.

Quando um deles conseguiu em desespero pedir à mulher que desse o nome de Esperança à filha que iria nascer, gritou ao Mundo o segredo da vitória.

Em tudo na vida é assim, e o desporto não foge à regra. Não serão precisos grandes ‘gurus’ para aprender muito com esta epopeia chilena.

Espero que o Benfica, os seus atletas e profissionais bebam desta mesma fonte inspiradora. Organizados, com vontade e dedicação ao limite, com motivação e esperança os impossíveis acontecem.

Este sábado iniciamos um percurso que espero acabar em Maio a subir a escadaria do Jamor. Eu tenho esperança numa época de vitórias, eu sinto a vontade de um treinador e um grupo em alcançar essas metas.

O Arouca é um adversário perigoso, não ganhou no passado domingo à Académica (Taça da Liga) por mais um erro de Olegário (segundo as crónicas) e treinou com o FC Porto a meio da semana para que a motivação subisse ao limite. Mas o Arouca na Luz e Lyon em França serão dois degraus a mais na escada que estamos a subir.

Sinal dos tempos que merece reflexão o estado dos de Liverpool, um dos maiores clubes do Mundo em história e adeptos corre riscos que por cá poucos acreditam ser possíveis. Mas os clubes também acabam e os muito grandes não são excepção.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:26

Outubro 08 2010

FAOUZI ficou lesionado para mais de dois meses na sequência de uma entrada dura de Fucile. Também em Guimarães o Benfica ficou sem os três pontos mas foi até ao fim do campeonato na sequência duma arbitragem duríssima. A última vez que Villas Boas foi prejudicado pela arbitragem foi num torneio de pré-época em França, foi há tanto tempo que já tem vontade de protestar mesmo quando é beneficiado.

O FC Porto leva sete pontos de vantagem, e não há memória de algum clube perder um campeonato com tanta vantagem, mas que existe um nervosismo grande por aqueles lados, disso já ninguém duvida. Eu fico satisfeito ao ver o Benfica a ganhar os seus jogos, jogo a jogo e com serenidade. Se puder voltar aos resultados mais folgados da época passada julgo que os cardiologistas agradecem, caso contrário vitórias justas como a obtida contra o Sp. Braga também servem.

Este ano, o Benfica cria e desperdiça oportunidades de golo como há muito não se via, com um pouco mais de eficácia e já teríamos goleado várias vezes. Aimar contra o Sp. Braga voltou a deslumbrar, pelo que jogou, pelo que fez jogar, pela forma como se entregou ao jogo, como festejou, como defendeu, como correu, disputava em cima do minuto 90 o jogo como se fosse o último da sua vida. Aimar é dos meus eleitos, o futebol é bonito por existirem jogadores assim, nivelam por cima.

Feito digno de sublinhado o conseguido pelo basquetebol do Benfica, ao entrar na elite do basquetebol europeu com uma vitória na Ucrânia. Na tradição do inesquecível cinco de Lisboa: Vieira, Jean Jaques, Guimarães e Mike Plowden, das noites gloriosas do velhinho pavilhão da Luz, desejo que seja possível conseguir algo de aproximado. Para já estamos novamente nos grandes palcos e por isso parabéns ao Henrique Vieira e aos seus jogadores.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:13

Outubro 03 2010

O Benfica joga Domingo a sua hipótese de continuar a manter acesa a chama de revalidar o título.

Embora já todos antecipem a vitória dos azuis e brancos, mais pela sua força fora das quatro linhas do que pela espectacularidade dentro delas, a verdade é que uma vitória domingo poderia pôr o Benfica no segundo lugar à sétima jornada.

Ser segundo pode até nem ser famoso, sobretudo pela diferença pontual, mas seria um tónico óptimo para que o campeonato não tivesse sido decidido pela «fraude» arbitral das primeiras jornadas. A construção pacóvia dum discurso legitimador para aquilo que se passou teve o seu momento mais alto nas críticas ao responsável máximo da arbitragem. Agora parece que o grave não são os erros sistemáticos e unidireccionais, parece que o grave é reconhecê-los de forma honesta.

Vivemos a inversão total de valores no nosso futebol, é preciso ganhar de qualquer maneira que depois sempre haverá quem se disponha a escrever argumentários.

Se na última época a recepção ao Sp. Braga foi o jogo do título, na presente temporada a visita dos arsenalistas significa o direito de poder manter a esperança.

A derrota na Liga dos Campeões não traz nenhuma complicação pontual, nem na Alemanha nem em França haveria a obrigatoriedade de pontuar. A qualificação depende da vitória nos três jogos em casa e na deslocação a Israel. Isso será suficiente mas muito duro de obter.

Absolutamente notável pelo mérito e pela forma, a conquista da Supertaça de hóquei patins no passado domingo em Coimbra.

Notável pelos números com que foi obtida, e notável também pela qualidade do adversário.

O Prof. Luís Sénica, com a conquista consecutiva da Taça de Portugal e da Supertaça, devolveu o Benfica ao topo do hóquei patins português.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 16:37

Setembro 26 2010

O Benfica ganhou ao Sporting porque é muito melhor que o rival. Não fez mais que a sua obrigação. O campeonato do Sporting pode ser ganhar ao Benfica, mas o nosso objectivo é ganhar o campeonato, não é ganhar ao Sporting.

Vítor Pereira disse coisas sérias e coisas óbvias, o que sendo raro no nosso futebol, já é motivo para lhe agradecer.

Nós também já sabíamos que sem erros de arbitragem estávamos em primeiro, ainda bem que há responsáveis que também o sabem.

Mais que ter árbitros na ‘jarra’ seria bom não ter árbitros a decidir campeonatos. Tenho de Vítor Pereira a imagem de um homem sério e isso basta-me para preferi-lo a outros protagonistas, sinto tristeza por não poder pensar o mesmo de todos quantos ele dirige.

Que os erros não sejam repetidos, que não sejam sempre no mesmo sentido e que não tenham sempre o mesmo resultado final.

O futebol viciado mantém uma cleptocracia no poder, enquanto aliena espectadores e arruína o espectáculo. A médio prazo, até para quem ganha é mau.

Paulo Bento foi escolhido para seleccionador nacional. Aquele que foi treinador do Sporting com melhores resultados dos próximos 10 anos é uma escolha acertada que espero e desejo que tenha excelentes resultados. Não será nada fácil porque herda uma tarefa ciclópica.

Depois duma tradicionalmente muito difícil deslocação à Madeira, contra um Marítimo treinado por um amigo a quem desejo sorte só depois de sábado, espera-nos a sempre mortífera deslocação à Alemanha. Terra maldita onde nunca ganhámos um jogo, seria pois a altura ideal para Jorge Jesus fazer história com o Benfica e dar o passo decisivo para uma qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A almofada de conforto que as arbitragens construíram aos nossos adversários não nos vai estragar a época. Jorge Jesus terá alma para inverter o rumo.

Alea jacta est…

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:23

Setembro 17 2010

Depois do Vitória de Guimarães – Benfica, Olegário Benquerença foi arbitrar o Manchester United - Rangers para a Liga dos Campeões. Em Manchester, à cautela ninguém marcou golos (0-0), com medo de levar um amarelo igual ao do Cardozo. A este nível estudam-se todos os pormenores.

Em Guimarães, o Benfica foi estrategicamente mais afastado do título, Roberto esteve bem melhor que Nilson, mas Olegário foi intransponível, em gíria futebolística diria «foi gigante», julgo mesmo ser merecida outra homenagem já. Parabéns aos promotores de homenagens, aqueles que sabem lidar com os «pobres de espírito».

O único caminho que depende só do Benfica, é neste momento, o de tentar melhorar cada vez mais o seu jogo, e deixar que o futebol, alguns dos seus protagonistas e a muita fruta que ainda sobra não consigam decidir tudo. O caminho é estreito e está «Xistrado», mas é o único. A nomeação para o ‘derby’ mostra que «o sistema» existe, é o mesmo de sempre, e se revolta contra quem o põe em causa.

No jogo Europeu de terça-feira, o Benfica cumpriu aquilo que se exigia no regresso à Liga milionária. Ganhou e luta por um apuramento que vai ser apertado e disputado a quatro.

Aimar foi o melhor em campo, fez 70 minutos de delicioso futebol e no fim já na zona de entrevistas deu o mote para o que falta da época. Foi excelente perceber o espírito daquele profissional e eleição.

O Sp. Braga no Dragão escorregou a tempo do Porto não perder pontos e em Londres fez parecer bons os resultados dos azuis e brancos contra os ‘gunners’ nos últimos anos. É bom ter clubes amigos.

Neste momento resta-nos confiar na competência de Jorge Jesus e na qualidade inegável de um plantel que poderá minimizar o embuste que nos preparam com zelo e eficácia. Só um Benfica «do outro mundo» poderá inverter o rumo deste campeonato.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 18:00

Setembro 10 2010

SOBRE a confusão geral em torno da Selecção Nacional recuso-me a gastar uma linha mais. Escrevi na semana passada, antes dos dois jogos disputados aquilo que me parecia ir acontecer. Infelizmente aconteceu.

Espero pois um Benfica em Guimarães sem piloto automático, com energia para manobras difíceis e agilidade para contornar obstáculos. Os êxitos não aparecem nunca por acaso requerem sacrifício e competência.

A ausência de Fábio Coentrão em Guimarães será compensada por dedicação redobrada de quem entrar. Guimarães é um campo tradicionalmente difícil e a vontade de vencer tem que ser ilimitada. Eu acredito numa recuperação consistente. O Benfica joga cada vez melhor e terá cada vez melhores resultados.

Na próxima terça-feira o Benfica volta aos palcos que o tornaram ‘enorme’, a Taça dos Campeões, agora Liga dos Campeões, frente a uns matreiros israelitas. Ganhar será o único pensamento. Teoricamente os mais acessíveis do grupo são, por isso, e na Luz os adversários ideais para o regresso que tanto desejava-mos. É importante aumentar o prestígio Internacional com boas campanhas europeias, e este ano, esse é também um objectivo.

Nuno Gomes sintetizou tranquilamente esta semana que «o que interessa é como as épocas acabam e não como começam».

Concordo e a nossa vai acabar muito bem.

José torres é para a minha geração, que não o viu jogar, já um mito. Faz parte da lenda no Benfica e na Selecção, são impressionantes os registos individuais e colectivos. Golos e títulos como quase nenhum outro jogador conseguiu. É obrigatório lembrá-lo, respeitá-lo mas sobretudo homenageá-lo com o testemunho sempre presente do seu exemplo. O Bom Gigante era bom como pessoa e gigante como jogador.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 12:13

Setembro 03 2010

O Benfica ganhou no sábado passado um jogo de importância vital, desde sábado à noite que Roberto justificou o investimento. Nós dávamos oito milhões por esta vitória sobre o V. Setúbal. Exibição memorável de Pablo Aimar, joga com a camisola 10 do Benfica um dos mais inteligentes e preciosos jogadores da actualidade, magnífico poder contar com ele.

Esta pausa na Liga pode ser benéfica, por um lado para dar rotinas e preparação àqueles que chegaram mais tarde, e por outro para readquirir uma tranquilidade que permita não viver sob brasas em cada novo jogo. O Benfica quer ser primeiro no fim da 30.ª jornada não da terceira, por isso teremos que nos preparar para uma maratona que não tendo começado bem, pode e deve terminar como esperamos e desejamos. Confiança total no treinador e nos jogadores que sabemos serem capazes de contornar as dificuldades. A natural ansiedade que todos temos como adeptos não deve passar para a equipa.

No último Domingo durante o jogo Rio Ave-FC Porto recebi muitas mensagens não reproduzíveis sobre a arbitragem de Jorge Sousa, mas eu discordo do conteúdo de quase todas elas. Eu defendo que Jorge Sousa foi competente e fez aquilo que queria, da forma que queria. Jorge Sousa é muito consistente e nunca falha.

Esta semana vi um espectador ligar para um programa da Benfica TV, e dizer com razão que escândalo era o Benfica ter jogado tanto e tão bem no último ano e só ter conseguido ser campeão a dez minutos do fim do último jogo. Como eu o percebo.

Nesta polémica entre a Federação Portuguesa de Futebol, o seleccionador, o Dr. Horta e outras personagens, alguém tem que deitar a mão ao essencial e cuidar de não hipotecar uma qualificação para o Euro 2012. Eu não acredito em qualificações com o piloto automático.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 19:08

Agosto 27 2010

IGNORAR o problema não é resolve-lo. O Benfica tem o melhor plantel da Liga, tem o melhor treinador e tem ainda todas as condições para revalidar o título se não ignorar aquilo que se tem passado.

Independentemente do seu valor, Roberto não pode neste momento ocupar o lugar de guarda-redes do Benfica. Júlio César e Moreira dão garantias e não causam alarme. Nenhum benfiquista se preocupa com qualquer um dos dois na baliza.

Mas convém não esconder o essencial: Roberto pode ter custado ao Benfica três pontos neste campeonato mas os erros de arbitragem já custaram quatro. Roberto ocupa capas de jornais e os erros que nos prejudicaram são notas de rodapé. Roberto é alto e tem ‘costas largas’.

Para ganhar o Benfica terá que ser incomensuravelmente superior, caso contrário o Benfica é aquilo em que na gíria futebolística se chama de ‘traçado’.

Só por inveja ou mesquinhez se pode tirar o mérito a uma equipa que entra na Liga dos Campeões depois de ficar melhor classificada que FC Porto e Sporting no último campeonato e eliminar Celtic e Sevilha. Parabéns ao Sp. Braga, que teve ontem um sorteio simpático na Champions… ao contrário do Benfica.

Detestei o sorteio do Benfica. No pote 1 tivemos o nome menos sonante (Lyon) que é tão difícil como os outros. No pote 3 tivemos em sorte a equipa melhor (Shalke 04) e mais difícil que nos poderia sair, acrescida da maldição alemã: o Benfica nunca ganhou na Alemanha. Do pote 4 recebemos uma viagem longa (Televive), com tantas peras doces aqui tão perto. Não gostei nada do destino, mas estou desejoso que o destino me mostre que estou completamente errado. Espero esta época ter muito mais sorteios para ficar amuado.

Este Agosto nunca mais acaba, e bem que podia acabar com uma vitória sobre o Setúbal, de preferência tranquila.

Autor: Sílvio Cervan

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 17:04

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