Maio 06 2012

Na verdade não quero escrever. Estou a ver os carros a descer os Aliados, os cachecóis do FCP, os comentadores a alertar para o perigo de Jorge Jesus ir para o FC Porto na próxima época. Face ao empate em Vila do Conde, e depois de termos tido tudo na mão e tudo ter voado, o que é que há a dizer?

A discussão, agora, centra-se na permanência de Jesus. Neste momento quero lá saber quem é que fica ou sai. Só me vêm à memória os pontos e os jogos perdidos. Não foi o FCP que ganhou isto. A época passada ganhou com justiça, ganhou-nos à goleada, estávamos de gatas. Este ano fomos melhores, muito melhores. Não há quem falte a afirmar que o Benfica joga o melhor, mais intenso e artístico futebol da nossa liga. E jogou, até Guimarães. Até a alta cilindrada a que JJ obriga as suas equipas ter feito peso nas pernas dos gloriosos. Fez estragos, com o FCP de um cinzentíssimo Vitor Pereira a jogar um futebol “que está benzito”, mas esteve assim morno até à regularidade e até à nossa queda. Este ano não se trata bem de mérito, mas de demérito. Nosso. Nós perdemos o campeonato. O FCP estava à espera da boleia. Apanhou-a, e chegou à meta.

Não me ocorre pensar que Jesus possa sair para o FC Porto. Pode sair, e neste segundo preciso serão milhões os que lhe querem a cabeça – que vale “apenas” 6 milhões de euros. Também não é claro para mim quem o viria substituir: Jardim? Mas não vai para o FCP? Domingos (cruzes-canhoto)? Mas não vai para o FCP? Vamos ao mercado estrangeiro? Tenho maiores certezas quanto à saída de Vitor Pereira do nosso rival do que na de JJ da Luz. Mas pensar, mesmo no meio da minha mágoa perdedora, que Jesus pode ir para o Porto, isso é que não. O Rui Águas foi, não sei se o pai lhe deixou de falar. O Dito foi, nunca mais foi jogador que se visse. A ideia de ver os segredos do nosso balneário cair nas mãos deles é tenebrosa. E para quem acabou de confirmar que queria mas não tem o Benfica campeão, chega de más notícias.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:30

Janeiro 03 2012

Com a pausa do campeonato e já sem Taça de Portugal para conquistar, os jogadores do Benfica gozam uns dias de descanso muscular. Com três frentes de combate em 2012 – Liga, Champions e Taça da Liga – espero que os nossos rapazes tenham encontrado os presentes devidos no sapatinho.

Para Cardozo, não posso deixar de recomendar como presente natalício muita massa cinzenta e umas chuteiras dotadas de um equipamento de mola, para ver se o paraguaio corre e faz pela vida, em vez da habitual pose de poste e da parca mobilidade e batalha pela bola. Para Emerson, uma sessão de hipnose que, por milagre – só vai lá por milagre – lhe confira visão de jogo, inteligência e tática, que pujança muscular já tem que baste.

A Rodrigo pontaria afinada, porque vai ser o melhor marcador do Benfica. Aos outros miúdos, muitos minutos de jogo. Nélson Oliveira precisa ainda de um lote grande de segurança. E Luís Martins precisa da confiança do míster, porque se Capdevila não a tem e Emerson é uma tristeza, a nossa defesa precisa do puto – o próximo Coentrão.

Javi só precisa dos espinafres que costuma comer, e Aimar de mais pozinhos de génio e músculo para aguentar a intensidade da época. Witsel de maturidade, Saviola de recuperar a forma de coelho endiabrado. Ao Gaitán espero que tenha calhado a recuperação plena da lesão. Já na ala esquerda, a coisa complica-se para desejos natalícios... não sei bem que desejar a Bruno César, se não que dê lugar ao Nolito. E ao Maxi, o grande Maxi, sorte e fortuna na renovação com o Glorioso.

Finalmente, o míster. Espero que Jorge Jesus tenha encontrado no sapatinho uma dose de confiança, paciência e sapiência. A época vai dura e precisamos de segurar o ego para irmos longe. Mas se pudesse pedir em grande, grande mesmo, pedia já o campeonato e uma finalzita europeia. É Natal, pedir não custa...

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:08

Dezembro 18 2011

Foi preciso ir aos Barreiros e perder para a Taça, foi preciso jogar com todos menos Luisão, foi preciso que o Marítimo ficasse com 10 em campo, foi preciso que aos 75’ Jesus finalmente colocasse Nolito na partida, foi preciso tudo isto e ainda mais, regado a má arbitragem de Jorge de Sousa, para o Benfica vencer (0-1) no Funchal.

Foram 3 pontos tirados a ferros. O Marítimo joga muito mas não joga para campeão. Quem quer títulos aprende as lições. Nós não aprendemos com a derrota para a Taça. Fomos aos Barreiros sem brilho, sem estrela de campeão, artilhados com Cardozo e Rodrigo e toda a gente menos o capitão e Gaitán. Só Nolito, endiabrado, é que desequilibrou e teve tão pouco tempo para os desequilíbrios.

Os méritos aos seus, e aos de Pedro Martins são devidos muitos créditos. A jogar com 10 o Marítimo fez descer a defesa mas ainda assim criou dificuldades à nossa defesa. O árbitro, esse, é uma coisa desgraçada. Quem tenha visto o Ajax-Real Madrid não podia esperar muito desta equipa de arbitragem, que em Amesterdão foi uma vergonha e ontem foi má.

Quanto a nós, e na sequência de duas más prestações seguidas, é caso para dizer que precisamos do Natal. Os nossos jogadores acusam nos músculos a pressão, a intensidade e os resultados – a verdade é que vamos em primeiro no campeonato e fomos o primeiro no grupo da Champions. Mas algumas teimas de Jorge Jesus podiam, se afastadas, facilitar-nos o mês de dezembro. Por que é que Nolito não joga? Como é que Bruno César se agarrou à titularidade sem contestação, quando nos últimos três jogos não jogou nada, mas nada vezes nada? E o Nolito no banco, a aquecer lugar. E na lateral esquerda, depois dos minutos dados a Luís Martins na Champions, o miúdo não volta ao campo. Ainda que Capdevila se vá embora e Emerson seja a nódoa que se vê. Que venha o Rio Ave e venha goleada. Que mesmo com a vitória frente ao SCP e o 1.º lugar na Champions, não reconheci o Benfica frente ao Marítimo e Otelul.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:24

Dezembro 02 2011

Os campeões fazem-se sólidos perante as adversidades. E os treinadores revelam-se dignos de títulos quando respondem à contrariedade à altura. Foi um Benfica campeão que ganhou ao SCP.

Que grande jogo de tática, com Domingos bem mas Jesus melhor ainda. Que maravilha de jogador se revela Garay, que foi dois defesas centrais e deu uma perninha à esquerda. Que génio o de Aimar que, quando aos 20’ o Benfica finalmente pegou no meio-campo, foi sublime. Que talento o de Javi García, que marca de canto à “old-school” e oferece uma densidade à nossa defesa que a tornou sólida até ao derradeiro minuto. Sem Artur, o que era de nós. E que bom é ver Witsel a regressar à forma. Ai que bom que é ver um Benfica com estofo de campeão. O SCP deu luta. E levou a resposta.

E que tristeza de figurinha fez aquela gente pequena da claque leonina, que não sabe ser gente nem perder e decidiu incendiar a Catedral, enquanto entoava cânticos de ódio. João Gabriel tem razão, na Luz não há fossos nem adeptos a cair nele. O vice do SCP sofre de miopia e excesso de lata. E pessoas daquelas não devem entrar num estádio de futebol. Mas infelizmente nada me surpreendeu: na época transata, ao receber o Glorioso, a Juve Leo socou-se a si própria e partiu um quarto do seu próprio estádio.

Mas nem só de glória foi feita a exibição do Benfica. Cardozo foi mal expulso, pois foi. E Jesus tinha de o lançar, para obrigar Paciência a colocar a mediocridade de Polga em jogo. É sabido que eu não gosto do paraguaio. Depois de sábado, Cardozo perdeu a titularidade. Quando o árbitro distribuía amarelos como chupa-chupas, ele não se podia colocar a jeito. Sobretudo não podia ter inexistido em jogo durante os 63’ que jogou. Rodrigo entra e ganha mais bolas, foçanga, luta e lê o jogo e Cardozo não deixa saudades. O espanhol a titular. Já. E o Benfica a campeão.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 04:13

Novembro 12 2011

Não foi a eletricidade que se apagou no Estádio Axa, ontem à noite. Foi a cabeça dos jogadores do Benfica que se apagou. Se o jogo era difícil? Era. Se é normal perder pontos em Braga e anómalo deixar dois pontos em Olhão? É. Mas com o mal dos outros posso eu bem, e deixámos passar a chance de ganhar avanço face ao FCP, sem glória. Apesar de começarmos o empate com um penálti que Pedro Proença inventou. Emerson é mau, mas não pôs a mão na bola.

O Benfica vem de três jogos sem nota artística. Tem cumprido. A segunda parte contra o Basileia foi má. E a segunda parte contra o Braga foi a de uma equipa que não se assumiu, cansada, sem habilidade para manter a bola nos pés. Quando se está a perder acerta-se nos passes, joga-se pelo seguro em vez do jogo destemido, esquecem-se os passes longos porque o adversário estava a cortar-nos as linhas. Mas os nossos persistiam no erro e a perda de bolas à boca da grande área adversária era dolorosamente alta. Witsel está de forma perdida e sem Aimar em campo não soube ser pivô. Graças a Jesus que o Rodrigo entrou – quem resolve, no Benfica, é santo Rodrigo; se o Cardozo não é jogador de banco e não sabe entrar, parece-me que, face às prestações do espanhol, não é jogador para o Glorioso. Mas ficar sem Gaitán e tirar Aimar deixou-nos sem os construtores criativos e as leituras mais inteligentes do jogo. A par de Saviola, que devia ter saltado do banco. Jesus tem razão: uma equipa que tem estado ao mais alto nível na Liga e na Champions, com 3 jogos por semana, tem de estar muscularmente cansada. A única solução é a rotação. Witsel não está capaz, Ruben Amorim pode servir melhor de médio de apoio a Aimar. E Emerson é uma catástrofe – é pujante fisicamente mas sem um pingo de inteligência, não percebe as jogadas, não entende a equipa, não se integra num grupo que assenta o génio na criatividade.

Ontem doeu-me a alma naqueles 45 minutos. Míster, só não somos campeões se não quisermos. Venha lá mais Benfica!

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:42

Outubro 25 2011

Aproveitando uma jornada fácil, Jorge Jesus deu muitos minutos de pontapé na bola aos nossos miúdos: Miguel Vítor, David Simão, mas especialmente os “selecionáveis” Rodrigo e (o meu favorito) Nélson Oliveira. Já Carlos do Carmo cantava: “Uma bola de pano, num charco/ um sorriso traquina, um chuto/ o céu no olhar, dum puto.” O míster seguiu a batuta do fadista e alguns cantaram à desgarrada, outros desafinaram…

Miguel Vítor jogou fora da sua posição – a defesa-central, onde Jesus não abdica da muralha Garay/Senhor Capitão nem quando se adivinham facilidades – e fez um bom corredor direito. Aliás, na primeira metade da partida só deu direita e centro, com o Chuta-Chuta a puxar para as diagonais, David Simão a aparecer descaído à direita e Matic mais lá atrás, e Nélson Oliveira lá à frente. À esquerda Capdevila sobe pouco, Nolito também gosta do miolo e desdenhou da “côdea” da sua ala, e Rodrigo mais apagado. Gostava de ver Vítor a central. Boa prestação. David Simão fez algumas boas jogadas. A primeira logo cedo, a servir Nélson Oliveira. O ex-Paços mostrou que se faz.

Mas para mim – desculpem-me os outros – os putos são o Nélson Oliveira e o Rodrigo. O português vem de uma lesão e teve o nervoso miudinho todo à flor da pele. O puto é raçudo, faz receções como ninguém, recua, vai buscar o serviço ao meio-campo, corre como uma gazela e o pé gosta é de baliza. Mas nada disto vi o Nélson fazer frente ao Portimonense. Desafinou na nota. Foram os nervos. JJ passou-lhe informação que a nervoseira não o deixou processar. Mas era uma oportunidade de ouro e Nélson Oliveira foi de bronze.

Já o Rodrigo foi de platina. A segunda parte foi dele e de Bruno César. Tem pernas, uma panorâmica de jogo muito interessante, mas gosto mais dele a 2.º ponta-de-lança. No dia em que o Rodrigo e o Nélson “aprenderem a ser homens”, vão mesmo parecer “bandos de pardais à solta”, estes putos. Ah fadistas!

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:20

Outubro 18 2011

Caro Jorge Jesus: a nossa relação começou em amor e vai percorrendo os difíceis trilhos do desamor, às vezes profundo. Outras toca a raiva, outras a bonança. E estes têm sido tempos bons para o Benfica. Mas... há sempre uns “mas”.

A nossa defesa, JJ. O Artur é uma muralha quase invencível. O Garay, que ainda este fim-de-semana disse que o fazes sentir importante, faz uma bela dupla com o Senhor Capitão. Mas o que é que se passa quando ficam todos parados a ver a bola passar e o adversário marcar (ou tentar)? Estas “brancas amnésicas”, como lhes chamo, custam-nos o primeiro lugar isolado, porque o FCP tem uma defesa bem menos batida que a nossa. Este é o meu principal “mas”.

Preocupa-me também o rendimento do Witsel. Tem potencialidades de herói, mas tem perdido combatividade. E vê lá se pões o Javi a dar umas lições valentes ao Matic, que o miúdo faz-se mas ainda não faz o lugar. E o Capdevila, confessa lá, o que é que tens contra o campeão de tudo o que há para “campeonar”? O Emerson não tem falhado, mas caramba, míster, estamos todos à espera para ver o espanhol.

No meio-campo, parabéns. Genuínos. Deste ao Aimar a única coisa que ele precisava para ser o verdadeiro “El Mago”: condição física. Não sei como é que conseguiste esse milagre, mas está conseguido. Também te tiro o chapéu quanto ao Gaitán: quando não dávamos nada por ele, acreditaste. O problema é que o rapaz gosta mais da esquerda do que eu de gelado de chocolate. E o Nolito e o Chuta-Chuta são concorrência dura. Por fim, o Cardozo. É notório que não posso com ele. Queria ver-te ser um treinador raçudo e dar ao Rodrigo e ao Nélson Oliveira – a este, a este – oportunidades reais. Talvez fizéssemos temporariamente as pazes.

Jesus, o nosso amor não tem volta. Mas enquanto dominarmos as estatísticas de ataque, com 18,6% de golos por remate, e tivermos o 1.º lugar e a Champions, o nosso convívio é menos difícil. Bom trabalho, míster.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:02

Outubro 11 2011

Eu não gosto nada de coelho estufado, mas já andava com ideias de mandar guisar Saviola, tamanha a deceção das prestações de El Conejo esta temporada. Confesso que foi com desconforto que dei por ele na equipa titular na noite de sábado. Mas Saviola aconteceu: bisou e construiu a vitória frente ao Paços. Será desta que se quebrou o enguiço? Muitas vozes se têm levantado a favor do argentino, afirmando a necessidade de marcar para ganhar confiança. Marcou. Saviola, é agora?

Para o Benfica foi. A exibição não foi robusta, mas o resultado não deixou dúvidas. E a dianteira no campeonato – candeia que vai à frente alumia duas vezes – foi assegurada. Com o FCP em ebulição e a jogar contra a Académica de Pedro Emanuel, o treinador que começa a ser o desejado, era importante mostrar que na Luz não há reuniões de capitães em átrios de aeroporto. Vítor Pereira ganhou e diz o que pode para salvar a pele, mas o Porto está longe de ser a melhor equipa do campeonato, a milhas do monstro fulminante da época transata. E quanto a Godinho Lopes, faz pela vida como sabe. Mas afirmar perentoriamente que o SCP é o melhor do campeonato, depois das primeiras exibições da temporada, é no mínimo arriscado. Enfim, cada qual coloque a cabeça no cepo como lhe aprouver. O sorriso de Paciência contrasta com o ar quase-demissionário com que já se apresentou em conferências de imprensa recentes, depois de vencer o Guimarães – e olhem que Rui Vitória não é só vitorioso de nome.

Então por que é que nós somos os melhores? Porque somos eficazes, mesmo que eu já tenha ganho muitos cabelos brancos nestas poucas jornadas – sofremos muito na defesa dos nossos pontos. Apesar das “brancas amnésicas” da defesa – e por isso Artur é demasiado batido – temos um miolo ultraconsistente, um Aimar genial, um super-Maxi e alas que fazem estragos nos corredores e nas diagonais. E porque ganhamos, caramba. Por vários. Este campeonato, meus senhores, é nosso.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:36

Outubro 07 2011

O jogo começou com um burburinho bom no estádio: o Porto empatou com o Feirense. A esperança tomava conta dos 32 mil na Luz, que gritaram muito com os escolhidos de Jesus, oscilantes entre a garra, a apatia e os golos.

Não foi um jogo genial. Em poupanças pré-clássico e vindo de uma jornada bem conseguida na Champions, Jesus deu-nos um Benfica com a mesma tática de sempre mas sem os seus dois magos: Aimar e Javi García. E sentiu-se tanto a falta deles. Matic foi o pior elemento do SLB (seguido de um Witsel que parece uma sombra daquele outro, do Twente, lembram-se?). Já o Chuta-Chuta, pesado ou leve, fez uma boa partida. E Nolito, no seu estilo desengonçado, fechou o jogo por duas vezes: quando reagiu de imediato ao golo da Académica, que nos salvou de uma ida para os balneários a penar com um empate às costas; e literalmente, quando marcou o quarto. Mas quem desatou o nó apático em que o Benfica se encontrava na segunda-metade foi Aimar – chegou, marcou, venceu.

Somados os 3 pontos, vamos ao que interessa, que é saber como é que se vence no Dragão. O primeiro e maior pedido de todos: que Jesus não invente. Os cinco secos que levámos na última temporada não nos devem fugir da memória. Nem o David Luiz a defesa esquerdo, tremia a equipa toda só com a sombra de Hulk. Não deixa de ser para mim misterioso como é que o Emerson vai travar o dito rapaz. Mas não podemos entrar desconcertados, desconcentrados e receosos. Se Jesus gosta tanto do seu 4x4x2, venha lá ele. Temos de travar as “brancas momentâneas” que esta defesa tem, e que leva Artur batido vezes de mais; não podemos abusar das linhas baixas; com Javi de volta e Witsel com um puxão de orelhas, temos de adensar o miolo e dar jogo a Aimar; temos de enfrentar este penoso facto: Saviola não pode jogar; e, custa-me muito, mas temos de contar com Cardozo lá à frente para fazer pela vida. Continuo a dizer: não tenho medo do monstro verde. Perdão, azul.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:58

Setembro 07 2011

O Benfica entra hoje em palco para a 3.ª jornada da Liga. A Choupana não é fácil, e jogar repetidamente como jogámos contra o Twente também não. Mas com dois pontos cedidos logo no pontapé de saída, não há margens para erro. Hoje só os três pontos interessam.

No derradeiro jogo do playoff da Champions provámos que podemos ir longe. Temos obstáculos. Vejamos. A basculação ofensiva potente que os pupilos de Jesus emprestam ao jogo é desgastante, é um esforço físico que pode levar ao cansaço absoluto na dobra do campeonato. Depois, o poder atacante necessita de maior objetividade: contra o Twente fizemos 16 remates à baliza na primeira metade do jogo – na tentativa de evitar o individualismo os jogadores passavam inconscientemente a bola em detrimento do remate, e nem um golito. À direita Gaitán está em baixo de forma e dá cabo da vida a Maxi Pereira, porque não desce a acompanhar os ataques do adversário e tantas vezes Maxi vê-se a mãos e pés com três adversários e acaba por ser Artur a salvar. E Jesus, quando quer chocalhar a equipa aos já célebres 60 minutos de jogo – Jesus faz sempre substituições aos 60’ –, vê-se confrontado com alguns dilemas: tirar Aimar é pecado, mas até quando é que a condição física do genial maestro aguenta? Contra o Twente optou por mexer nas alas. Só que a criatividade da equipa perdeu muito com a saída de Nolito e até de Gaitán, que gostam de ir ao miolo, ao encontro da construção de jogo da magnífica reta Artur, Javi, Witsel e Aimar.

Estes obstáculos e dilemas não podem ser desconsiderados. Mas depois do Twente e dos 7 M€ da Champions, há que louvar a equipa. Não fomos perfeitos nem atingimos o apuro na finalização, mas fomos grandes. A magnífica recta constrói jogadas de ataque de génio. Witsel é um jogador de duas mãos cheias e o Rei Artur segura o castelo como há muito não se via no Glorioso. Agora é agarrar a Liga e a Champions como se não houvesse amanhã. E com Nélson Oliveira lá à frente, sff.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:22

Agosto 28 2011

Nolito deu o litro, mas não chegou para o coletivo brilhar. Foi uma noitada de futebol, no sábado. Que opôs a displicência da equipa de Jesus à coragem raçuda dos pupilos de Ilídio Vale.

Nolito marcou cedo, e o Benfica arrumou as botas. Displicentemente desconsiderou o adversário, e na segunda metade cedeu o empate. E abriu portas ao nosso clássico sofrimento. Aimar foi o maestro que não podemos arriscar perder. Mas perdemos sempre por volta dos 60’, porque o génio de Pablito não é acompanhado pela sua resistência física. Só que tirando Aimar, o que é que os demais nove andaram ali a fazer? Acordaram aos 53’, com o golo dos da Feira. Às portas da grande área do Feirense perdemos uma quantidade inacreditável de bolas, não conseguíamos furar, dando origem a contra-ataques de um adversário que não se resignou. E nós a sofrer. Até que Maxi se irritou e em raça marcou dois terços de golo. Jesus recuperou o seu 4x4x2, Saviola de quando em vez desequilibrava e Cardozo… temos de o aguentar, porque marca mas sobretudo não tem concorrência. Ainda. Foi um desconsolo. Arrecadámos 3 pontos, mas muitas lições. Porque se o Benfica continua a jogar assim, não há 7,2 M€ da Champions ou campeonato. Jesus, o rei da tática, não tem tido nenhuma de jeito. E a forma desapaixonada com que encaramos as partidas, chamando o coração ao peito apenas em desespero de causa, não nos leva a lado nenhum.

Jesus disse sobre Capdevila que tinha de o lançar e dar-lhe ritmo. Espero que dê espaço é a Nélson Oliveira. Quando Cardozo continua imóvel em campo, ao seu bom estilo, este miúdo chega da Colômbia com um belíssimo Mundial no saco. Excelente receção, muita luta, mobilidade e uma visão de ataque ímpares, Nélson pode ir muito longe. Precisa de espaço. E nós precisamos dele. Se assim for, o Tacuara que se cuide. Portugal foi grande e lutador. Parabéns, miúdos!

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:50

Agosto 24 2011

O Benfica entrou na Liga com um empate em Barcelos que não lembra a ninguém. A vencer logo aos 7 minutos, quando toda a gente imaginava uma vitória gorda somos apanhados na curva e saímos do terreno dos gilistas a sofrer por 1 ponto. A culpa, que nunca morre solteira, tem o espalhavento de Jorge Jesus: aparentemente concentrado no playoff da Champions, fez o que sabe pior e dá sempre borrada – inventar.

Por muito que me desgoste a ausência de portugueses no nosso onze inicial, a verdade é que a pré-época e as partidas mais recentes colocaram à transparência uma equipa ideal. Com um meio campo fortíssimo e os alas a descair, fortes nas diagonais, Cardozo perde lugar para um coletivo muito ofensivo. E Saviola, ainda que distante da forma criativa de outros tempos, batalha e procura a bola com a energia de poucos. É certo que o castigo transato de Luisão e as férias de Maxi são contas de outro rosário. Mas gostava muito de saber que é feito de Capdevila – que é “apenas” campeão da Europa e do Mundo – e para quando uma oportunidade séria para Miguel Vítor. É que Emerson foi o pior benfiquista em campo, os seus falhanços são dignos de monumento; e Jardel dá o que pode, mas tem pouco a dar. Numa temporada em que a “suficiência” do plantel deveria dar para constituir três equipas, Jesus recorre às segundas linhas e vê-se. Depois, abandonou o recentemente encontrado 4x3x2x1 que de quando em vez até parece um 4x3x3: o miolo do terreno nos pés de Javi, Witsel e Aimar adiantado fez maravilhas. Ao recuar Saviola e colocar Jara, Jesus procurou o mesmo esquema tático de 2010/11 e apenas reforçou a necessidade de um ponta-de-lança que, para mim, não pode ser Cardozo.

A verdade é esta: o plantel engordou, mas a cabeça que o orienta é a mesma. E a tática e sobretudo as invenções de Jesus não dão títulos. Pena é que seja preciso mais um ano de sequeiro para a direção assumir esta realidade.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:44

Agosto 17 2011

Pelo norte de Marrocos, sem RTP Internacional, Sport TV ou coisa semelhante, um benfiquista desespera. A segunda mão do playoff da Champions a começar, e não há meio de encontrar “rede” e “piratear” uma espreitadela no jogo. Mas como o Benfica é que é uma nação, no lóbi do hotel reúne-se rapidamente um grupo de aficionados de portátil na mão, a “perseguir a rede”, e juntamo-nos todos por 90 minutos. Não interessa que ninguém se conheça, somos todos benfiquistas. E foi assim, aos soluços porque a rede não permitia melhor mas rodeada de adeptos do glorioso, que assisti ao jogo de Istambul.

Foi um jogo de serviços mínimos e de Nolito. Parece que temos de nos habituar, os jogos vão ser de Nolito. A noite de Istambul foi um marco na tática, na estratégia e nas opções de Jesus: abandonou o seu 4x4x2 e finalmente encontrou-se com o 4x3x3; apostou nas nossas “novidades”; e deixou Cardozo no banco. Finalmente! Apesar de não termos contratado um ponta-de-lança fixo, com as características específicas de Cardozo, temos de apostar noutras soluções, noutros jogadores. Parece-me apenas que Jesus também poderia fazer Saviola conhecer uns minutos largos de banco. El Conejo fez uma época de misérias em 2010/2011, e não parece ter encontrado a forma física ou sequer a psíquica no defeso.

Não vi o jogo da Eusebio’s Cup, porque sábado “a rede” não foi generosa com os benfiquistas localizados no norte marroquino. Mas vi na Aljezira Sport um curtíssimo resumo. Mas foi possível perceber que deu muito Nolito: um passe a Aimar e um golaço.

Enquanto vejo a Supertaça Cândido de Oliveira a ser disputada pelo FCP e pelo Guimarães, relembro o nosso desgraçado arranque na temporada transata. E sobretudo penso que este início de época parece mais um caminho de campeões. Viva o Benfica, que esta época seja gloriosa!

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:44

Julho 17 2011

Quando o Benfica, em vésperas de partir em estágio para a Suíça, se vê a braços com uma crise de centrais, é caso para analisar o que é central no glorioso. É que ter 40 jogadores disponíveis mas um capitão a jogar em Braga e o outro – o central Luisão – a querer sair da Luz, a um mês do início da época, é no mínimo exótico. Aí vem Miguel Vítor a correr. Ai que Sidnei, ainda que um paupérrimo central, ainda é chorado. E a Jardel, sagrado herói no Alvaláxia quando de cabeça partida continuou em campo, todos os pecados subsequentes ainda são perdoados.

Central é definir o centro da defesa do Benfica. Com as mesas de matraquilhos redefinidas por “imperativo” da ASAE, face aos 40 jogadores do SLB – foi a piada desta semana – perigarmos não termos muralha central é absurdo. E porventura põe a descoberto o que muitos suspeitamos: tantos não será sinónimo de bons. Ou até “suficientes”.

Central é resolver o caso de Fábio Coentrão, que quer sair para o Real. A direção quer que ele saia para o Chelsea, que paga os 30 M€ da cláusula de rescisão. Queremos repetir o episódio David Luiz, e ter o miúdo das Caxinas a jogar a contragosto com a águia ao peito? Além do mais, um encaixe de 30 M€…

Central é compor uma equipa estruturada – parece que não está, não é – e “suficiente”. Repito sempre a questão da “suficiência”, porque foi o critério presidencial para a nova época. Entre os jogadores que já chegaram e porventura ficam, aqueles que quisemos que viessem mas não chegaram e aqueles que ainda podem aparecer, fazemos uma equipa inteira, coesa, que se bata de igual para igual com um FCP (e não só) que, afinal, se mantém igual? Que nos alente esta época e, se não vencer já títulos, nos faça crescer a certeza que temos equipa para mais temporadas? E fazemos uma carteira de investimentos recheada de futuro? É que hoje bola não é só pontapés para a frente. São milhões que nós não encaixamos e vemos outros a encaixar. E sem farinha, meus amigos, não se fazem bolos. E sem fermento saem pequenos.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:40

Julho 14 2011

O Benfica goleou no primeiro jogo da pré-temporada. Cardozo marcou 4 golos numa metade e diz que está para ficar no Benfica. Para lavar, durar, falhar golos e penáltis. Era só o que nos faltava: mais uma época sem avançado. Ou sem teimosia de Jesus?

Já sentia falta de encher os pulmões de ar para gritar “golo” do meu glorioso. Não interessa nada se os primeiros nove foram contra uma seleção de Friburgo. Claro que ontem João Alves cortou-nos as vazas e lá veio o empate com o Servette. Mas noves fora, como é que estamos de construção de equipa? Não sei que vos diga senão que se fala muito castelhano adocicado naquele balneário; e que sem Nuno Gomes, Moreira e (diz-se) Luisão, Jesus tem finalmente o que queria: o balneário só para ele. Aquele que alguns benfiquistas – em avançado estado de alucinação, digo eu – consideram um dos melhores treinadores do mundo, e que outros – uma ampla maioria – olham pelo menos com desconfiança, é dono e senhor do balneário. Já cá fora parece que perdeu terreno: António Carraça está sempre em campo, no Seixal; e as contratações são completamente assumidas por Rui Costa. Ora, nem esta corresponsabilização salvará Jesus de uma época que não nos corra a favor. Cheira a Artur Jorge, limpeza histórica que me fez deixar de pagar quotas.

Bem, mas vamos pensar positivo. Cortar os 8 estrangeiros nas competições da UEFA, noves fora ficam... muitos. Dos reforços que ansiei vieram Artur e Nolito. Mas preocupa-me a defesa central: não vá Luisão e concretize-se em campo Garay. E a defesa lateral esquerda: resta-nos quem senão Peixoto para o lugar do nosso miúdo das Caxinas?! Não me faltava mais nada. Preocupa-me que lá à frente Cardozo continue sem concorrência, sem os Rodrigos, um a préstimos na seleção espanhola de Sub-20 e Mora sem jogo nas pernas vai para 6 meses. Será que é desta que Jesus transforma Jara num ponta-de-lança?

E nisto, na Suíça, o árbitro apitou: Benfica 1. Servette outro tanto. Força Benfica. Somos 6 milhões sedentos de vitória.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:08

Junho 30 2011

O FCP vê André Villas-Boas sair dos comandos da equipa técnica, levando consigo no braço as garras afiadas de Falcão. A cláusula de rescisão de um é 15 milhões de euros; a de outro 30 milhões, com os da Invicta a tentarem aumentá-la para 40 milhões de euros. Saí o menino de ouro e a ave rara lá do sítio. Encaixam à volta de 50 milhões. Moutinho pode seguir-se. Xeque-mate. O glorioso Benfica é batido na tesouraria, também.

Esta semana, o Conselho de Notáveis do Record foi questionado sobre se a saída de Villas-Boas colocará em causa o sucesso desportivo do FCP na próxima época. Eu integro-me nos 45,6 por cento dos que responderam “sim”. A verdade é que, depois das juras de amor que Pinto da Costa desfiou em entrevista à RTP, não vai mais do que um mês, o presidente do Porto corre riscos sérios na aposta que se vê forçado a fazer: Vítor Pereira. O novo treinador portista tem uma tarefa pesada, quase impossível, porque nem o toque de Midas de Pinto da Costa acerta duas de seguida. Se a saída de Coentrão e Nuno Gomes nos deixa órfãos de heróis, a saída de Villas-Boas também remete os portistas para uma certa orfandade. Estavam certos da renovação de títulos e apontavam à Champions. Com o jovem timoneiro tudo seria possível; com o Falcão a voar todos os golos entrariam; e com Hulk verde de fúria e blindado por 100 milhões nada beliscaria o FCP. E agora? A um mês do início das “hostilidades”, terá Vítor Pereira a magia para estabilizar a equipa e (re)criar o grupo imbatível? Não, não tem. Mas tem uma equipa quase intocada. Será o Chelsea o melhor amigo do Benfica?

António Carraça, recém-indigitado para liderar o futebol do Glorioso, é que não é. Neste momento, e apesar de defender que a estrutura de futebol necessita de uma reestruturação, há gente a mais. Na Luz tropeça-se em gente. No dia em que o Benfica volta aos trabalhos, pergunto: como é que eles cabem todos no campo? E nos gabinetes da direção?

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:32

Junho 27 2011

Ao olhar para os reforços da pré-época que enchem os treinos benfiquistas, questiono-me se estaremos sequer próximo da suficiência que o presidente Vieira pretendia para a novel temporada. Se em 2010/2011 o plantel foi “insuficiente”, este, que junta os “sobreviventes” de uma época desgraçada a miúdos e poucos graúdos que ainda não têm nas pernas o toque de Midas, será o suficiente?

A verdade é que a mais que provável saída de Fábio Coentrão, a par da dispensa tão imensamente inoportuna de Nuno Gomes, deixa-nos quase órfãos de jogadores portugueses, de jogadores da seleção lusa – Martins que me perdoe, não o esqueço –, mas sobretudo deixa-nos órfãos de heróis. E quando reina o desalento, de que é que os adeptos mais precisam senão de alguém que, aos seus olhos, transporte a esperança? Pois é, não temos. Temos Artur, para arrumar de vez com um frangueiro de qualidade nunca vista para os lados da Luz; mas não temos defesa-esquerdo à altura do miúdo das madeixas que nos fez virar os olhos com os seus sprints por aquele corredor afora; temos Aimar e Saviola (resta saber em que forma); mas continuamos a ter Cardozo lá à frente, sem que se desenhem soluções de ponta do pé marcador imediato.

Se há uma coisa que Jesus soube fazer, foi pegar em jogadores ainda em “crise do armário”, de identidade, sem saberem bem em que posição deviam jogar e como, e dar-lhes certezas dentro de campo e uma qualidade ímpar. Di María disse um dia que Jesus lhe devolveu a alegria de jogar, Coentrão só tinha madeixas antes de JJ o orientar. Olhando para as esperanças sub-25 que fomos buscar – e ignorando um pouco a excessiva proveniência sul-americana que faz esquecer a escola lusa, bem me tenho queixado –, ficam-me muitas dúvidas, mas destaca-se em néon esta: de quantas épocas precisaria Jesus para pôr estes miúdos no sítio certo? É que para esta é muito curto.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:52

Junho 25 2011

Faço minhas as palavras de Quim: “Nuno Gomes não merece o que lhe estão a fazer.” Ele lá sabe, depois de ter sido dispensado num programa de televisão. Mas numa altura em que o Glorioso prepara a pré-época com excesso de carga e duvidosa qualidade no seu todo; quando as alternativas para o lugar do “negociável” Cardozo se resumem a Nélson Oliveira que faz a pré-época no plantel; quando tudo isto se passa sem que se encontre no horizonte grande cenário para a frente mais avançada do nosso Benfica, Jesus finalmente consegue e arruma Nuno Gomes. Escusado será dizer quem é que eu preferia arrumar. E, meu caro presidente Vieira, se a equipa da época transata foi “insuficiente”, a aparente quantidade da que se desenha não a torna mais “suficiente”.

Não consigo deixar de atribuir a Jesus o desfecho desta contenda com o nosso capitão. A SAD tenta remediar as coisas e oferece-lhe um lugar nas direções do clube. Mas se Nuno olhar para os últimos tempos de Rui Costa, não sei se será cenário que lhe apeteça. No entanto, o capitão acalenta o sonho de terminar a carreira no Euro’2012, o que obriga a uma época de sangue, suor e lágrimas. Que o Benfica agora lhe nega. Que Jesus agora lhe nega. E um dia ainda hei-de saber qual é o motivo deste desamor. Há quem diga, à boca pequena e outros à boca grande, que Nuno Gomes chamou a si as dores dos camaradas de equipa aquando de atrasos na distribuição dos prémios de campeões de 2009/10, e chamou Jesus à solidariedade quando o míster já tinha arrecadado o seu prémio. Não sei. Sei apenas que Nuno Gomes arrancou pontos no limite, pôs a Luz de pé em ovação por inúmeras vezes – a mesma Luz que assobiou os “preferiti” de Jesus e que apupou a opção do técnico de ignorar o capitão no banco em situações de catástrofe iminente – e deu o litro a este clube. Sinto-o injustiçado e não gosto de injustiças. Embora o futebol seja terreno fértil para estes desmanchos. Nuno, serás sempre capitão.

Autor: Marta Rebelo

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:53

Junho 11 2011

O fim-de-semana foi pródigo em eventos de relevo nacional. Com as devidas e muitas diferenças, o nosso futuro de médio prazo enquanto país era ontem decidido nas urnas, e o nosso futuro de curto e médio prazo enquanto seleção de futebol foi decidido no sábado, na Luz.

Deixemos a política nacional para os seus comentadores. Vejamos como nos saímos no estádio do Glorioso: bem. Eficientes, a jogar o futebol possível num final de temporada cansativo para todos, atingimos um resultado impensável há alguns meses: o primeiro lugar no nosso grupo de classificação para o Europeu de 2012. Quem diria, quando Carlos Queiroz e Agostinho Oliveira estavam à frente da Seleção, que seria ainda possível salvar a face lusa, tão limpa de vergonhas qualificativas desde 1996? Ninguém. A verdade é essa. E Paulo Bento teve o condão de repor a “normalidade democrática”. Chegou, ouviu e foi vencendo.

Na verdade, não fizemos um jogo fabuloso. Cristiano Ronaldo não entrosou com Fábio Coentrão, para sonos menos felizes de Mourinho ou de quem os vê juntos, a fazer “pareja” na ala esquerda do Real Madrid. Tentou muito o golo – como tenta sempre na Seleção –, mas foi Postiga que teve o acesso de bom futebol. Coentrão, esse, com os sprints e as fintas, foi piscando o olho ao gigante espanhol enquanto parte corações ainda na Luz. Nani foi o segundo mais esforçado, apostado que está em ser o melhor do Mundo… Mas foi sobretudo a união, o espírito coletivo, de equipa, que fica da exibição de sábado. À Seleção pediam-se os 3 pontos. À equipa das quinas pedia-se eficácia, e não muito mais que isso. E era essa a missão pragmática do muito pragmático Paulo Bento. E quem é que precisa de floreados, quando a qualificação para o Europeu está em causa? Quem é que precisa do jogo bonito sem os pontos de uma beleza incomensurável? Paulo Bento fez bonito. Do banco, quando celebrou o golo português e tirou a gravata logo a seguir, afogueado.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:24

Junho 03 2011

O Barcelona venceu no sábado o quarto título de campeão europeu, e desempatou com o Manchester United. Foi a vitória do futebol delícia face à racionalidade inglesa. Tal como sir Alex Ferguson reconheceu no final da partida, o Barça deu-lhes “um banho” de futebol e equipas que gostam tanto do futebol que praticam merecem ser campeãs.

Pep Guardiola, na contenda que mantém com Mourinho, elogiou André Villas-Boas. Eu elogio a gestão desportiva do futebol do clube da Catalunha. E agora que Fábio Coentrão abandona a defesa esquerda do Glorioso pelos ares da capital espanhola, começo a contar os portugueses que integram o nosso plantel e são… um? Carlos Martins? E tenho muitas saudades dos tempos em que os nossos juniores eram investimentos muito seguros para o futuro do plantel da equipa A. No momento em que o Benfica lava roupa suja e putativas comissões do nosso treinador pela transferência de um jogador brasileiro, depois de uma época de equipa “insuficiente” – nas palavras do presidente Vieira – e de vitórias nulas, quando se discute o reforço da estrutura do futebol, porque é que não se discute a formação? Das canteras do Barça saíram, por exemplo, Messi, que apesar de ser argentino joga na Catalunha vai para 15 anos. Aliás, do plantel atual, e sem contar com o míster Guardiola, são onze os jogadores que vieram das divisões de base do clube catalão.

O Benfica formou Manuel Fernandes. Formou o João Pereira, que desperdiçou. Tal como o Miguel Vítor e o Roderick que, por mais que digam ser uma esperança, se prepara para ser um jovem com um passado promissor, sem jogo nas pernas. Por estas e por outras é que defendo que um técnico como o Rui Vitória servia bem o comando do Glorioso. Porque, entre muitos outros valores, tem noção do que devem ser as canteras de um clube.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:50

Maio 27 2011

A época termina com o Benfica a ver os calcanhares mordidos pelo FCP: venceu as duas taças cujas meias-finais perdemos, e igualam-nos em troféus. Reação? Ação. Preparar a época 2011/12 sem mácula. E sem loucuras.

Sem que a direção tolere loucuras. Como a reportada amplamente esta semana, relativa a Jesus e Roberto: mas o que é que o treinador que ficou quer? Que Artur e Moreira olhem para o lado nos treinos e percebam que pior que o companheiro não fazem, porque no seu ADN não está inscrita a “frangalhice” que calhou em azar ao galego? Passámos uma temporada com um banco de miséria, está na hora de ter equipa em jogo e equipa sentada. E, para usar palavras do presidente Vieira, equipa “suficiente”.

Confesso que finalmente gostei de ter a razão comigo. Há cerca de duas semanas deixei aqui o meu plantel “suficiente” para a próxima temporada. E até agora vou acertando na mosca: Artur chegou ao Glorioso uma semana depois; Nolito está na Luz; as despedidas tornam-se evidentes; até a saída de Cardozo deixa de parecer (um desejo) impossível. Mas não chega. Faltam muitos reforços e nessa matéria as primeiras semanas de junho serão decisivas. Prognostiquei também, e antes do fim do jogo como manda “a regra”, o reforço da estrutura de futebol do Benfica. No entanto, se LFV e Jesus já não fazem noitadas a decidir o futuro da equipa sem conhecimento de Rui Costa, porque é que este continua a ser tramado? Quero acreditar que notícias como as que dão Octávio Machado no futebol benfiquista são, como as relativas a Couceiro, rumores e “diz-que-disse”. Mas não há fumo sem fogo… Esta é a altura certa para afastar o nevoeiro e não ficarmos na espera “sebastiânica” de maus momentos portistas. A técnica de união em torno de um só inimigo, que Pinto da Costa instituiu, Villas-Boas seguiu e Jesus tentou imitar, é coisa lá de cima. Aqui fazem-se equipas e procuram-se vitórias, rivais à parte. Venha a mudança.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:48

Maio 21 2011

A época 2010/2011 termina vagarosamente penosa nas pernas dos nossos jogadores e com três golos da U. Leiria na nossa baliza. Apesar das declarações “oficiais” à Benfica TV, Fábio Coentrão despediu-se de camisola atirada à claque e mão no peito agarrada ao símbolo do glorioso. E Nuno Gomes terá feito – assim quis frisar Jesus – o seu derradeiro jogo. Roberto continua “lesionado”, e parece que vai colecionar frangos e perus de volta para Espanha: Artur deve estar de viagem marcada para a Luz. Esta época não gostei de ter razão no que respeitou ao Benfica, porque ter razão foi ver a temporada muito perdida com a Supertaça dada de bandeja ao FCP, o campeonato errante à quarta jornada, a Champions desdenhada contra um tal de Hapoel lá para dezembro e as esperanças do Jamor e de Dublin estraçalhadas numa semana. E agora?

Diz-nos o presidente Vieira que continuamos com Jesus, mas já só é meio Jesus: aquele com quem ele decidia grandes marcos da vida futebolística do clube, às tantas da noite, sem Rui Costa saber, já não será o treinador do glorioso em 2011/12; ficamos agora com o Jorge Jesus que se conforma com as decisões da estrutura de futebol, que (aparentemente) vai ser reforçada? Tenho sérias dificuldades em levar esse JJ a sério, quando desmente a saída de Roberto e chegada de Artur. Porque esse é também o treinador campeão que se contentou com uma equipa que era “insuficiente”, nas palavras do Ppresidente Vieira.

Precisamos de férias. A equipa de reencontrar ânimo e reforços sérios. A estrutura de reestrutura e dia 14 de Agosto entrarmos em campo, 6 milhões e muitos, certos de que em 2012 há títulos – e não falo da Taça da Liga. E aqueles que esta temporada foram dizendo que eu nada percebo de bola e só digo disparates, precisam de parar de olhar para o umbigo ou para as diretrizes da direção.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:57

Maio 14 2011

A época 2010/11 ainda merece comentário. Mas hoje quero ação e a cabeça de Jesus, que peço há meses. Parece que a dita orça entre 7,5 M€. Mas quem dá 8,5 M€ por um Roberto que teremos de emprestar, não dá 7,5 milhões em nome do regresso à glória?

Um plano para a época 2011/12: reforçar a estrutura desportiva, em frangalhos; chamar Rui Vitória para o nosso banco – dir-me-ão que ainda lhe falta mais do que uma época de traquejo, mas que belo trabalho fez nos juniores; um preparador físico decente. Depois, o plantel, 11 e 2.ªs opções: (1) Roberto emprestado a Espanha, e desembolsamos uns 4 M€ por Artur (SCB) mantendo Moreira e Júlio César. (2) Ao centro, Luisão é indiscutível mas Jardel não: vamos transformar Roderick de esperança em efetivo. (3) Na ala esquerda não há ilusões: Coentrão quer sair.

Encaixamos 30 M€, Carole tem 19 anos e pode vir a ser jogador da bola, mas falta-me um defesa-esquerdo – não sei que pensar de Taiwo, do Marselha. Gaitán mantém-se a extremo e Urreta regressa, com Peixoto dispensado. (4) À direita renovação com Maxi já! E vamos buscar o Sílvio. À frente não podemos dar-nos ao luxo de perder Salvio, apesar de as segundas opções de luxo: Ruben Amorim, Martins e Nolito das canteras do Barça. (5) Javi García é o trinco e Airton substitui e complementa. (6) Pablito Aimar não pode voltar já à Argentina, mas dadas as suas limitações físicas, precisamos de boas opções. David Simão e os seus 20 anos, é uma excelente aposta. Uma sub-hipótese: trazer Gaitán para o centro, que lhe é natural, e Reyes à Luz. (7)

E Saviola? Não pode ir, mas não pode ficar como está: Jara abandona a versatilidade exacerbada e, com grande rotação nesta posição de 2.º avançado na pré-época, faz-lhe as vezes. (8) Por fim, vendia Cardozo. Sem dó nem piedade. Trazia Nélson Oliveira, Neira, do Panathinaikos, ou mesmo Lisandro, do Lyon, com uma parcela dos 30M€ que as saudades de Fábio nos deixarão. E vencemos a Liga e as Taças.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:13

Maio 09 2011

Na 6.ª feira passada um temporal transformou o relvado da Luz num tapete branco de granizo. A borrasca foi tal que a relva da catedral ficou ensopada e queimada. Tal e qual como a época do Benfica.

Começámos com um temporal inesperado; seguiu-se a bonança de 18 vitórias consecutivas; e depois regressou a tormenta, com a derrota em Braga e o fim do sonho dos bicampeões; a desistência em casa ante o rival da invicta e a eliminação da Taça de Portugal pelos mesmos do Porto. Neste jogo, senti-me como se os tais 20 centímetros de granizo que choveram na 6.ª me tivessem caído em cima. E agora, com as fichas todas apostadas na ida a Dublin, à final da Liga Europa, entregámo-nos a uma roleta russa que pode bem disparar-nos no meio da testa.

Contra o Sp. Braga, na 5.ª feira, o Benfica acusou o cansaço e desgaste de uma época errática de expectativas tão altivas quanto goradas. O presidente Vieira já foi a Madrid negociar Fábio Coentrão por 30 milhões. Parece que já baixámos os braços, pois o carimbo para Dublin dá direito a enfrentar outra vez o FC Porto. E depois de um hat-trick de 5-1 conseguido pelos portistas na Euroliga, a esperança morre em último mas não é enorme coisa. Antes disso, e por termos deixado o Sp. Braga marcar na Catedral, jogar na pedreira bracarense não vai ser pera doce, nem de deslize suave. Valha-nos a arbitragem internacional. Mas valha-nos Deus, que vamos precisar de tática, frescura de pernas e de cabeça, ausência de receios e invenções exóticas. É que Jesus, esta época, não nos tem valido. O míster quer voltar a ser campeão na Luz e Rui Costa “respondeu-me”, dizendo que não será o trambolhão na Liga Europa que colocará a cabeça de JJ no cepo. Então expliquem-me, por favor, qual é a estratégia para 2011/2012. Precisamos desesperadamente de uma. E de uma época muito solarenga.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:51

Abril 29 2011

Rui, este Benfica, que viste perder a hipótese de jogar no Jamor, contra o eterno rival, terá argumentos contra o SCB? Viveste, como o presidente Vieira, o teu pior dia enquanto dirigente do Benfica? Está na hora de voltares a ser maestro e como fazias, exímio, a distribuir jogo. Agora fora de campo.

Rui, ver as chuteiras amarelas do Hulk pisar o relvado da Catedral e o coração benfiquista amachucou o sonho europeu. Já não sei se vamos a Dublin; a Taça da Liga sabe-me a tão pouco; a humilhação da Liga foi reavivada. E agora, Rui? Continuamos a contar com Jesus, que tantos sustos nos tem motivado – tantos que até o presidente Vieira, que o defende com o arsenal todo, foi ao balneário dar 1 M€ aos nossos jogadores para ver se ganhávamos? É que por 2,4 M€ por época, há quem faça melhor, Rui. A nossa baliza vai continuar entregue ao galego, Rui? No sábado o Moreira foi o Homem do Jogo. Digo há anos que é ele o homem das nossas malhas (e Júlio César, que contra o FCP fez a defesa da vida dele?), e não põe ovos de 8,5 M€ nem construiu um aviário industrial entre a estátua do Rei Eusébio e o Media Center para guardar a frangalhada e os pontos fundamentais que nos perdeu, Rui. Como é que tu vês a implicância que Jesus arranjou com o capitão Nuno Gomes, teu companheiro de relva? Como é que tu vês a apatia e as vaias ao Cardozo, que segura mais a defesa adversária do que é ponta-de-lança? Como é que vês a preparação desta época, sem estratégia? Foi o Roberto, o Benquerença ou a nossa má entrada, com um JJ que nunca havia voado tão alto, que explicam chegarmos a maio e estar a escrever-te de coração benfiquista nas mãos, todo dorido?

E em 2011/12, Rui? Vais deixar escapar-nos o Salvio? E o Coentrão, são Carole ou Peixoto substitutos à altura? Dá-nos o campeonato, Rui. Dá-nos jogo para agarrarmos os cachecóis em lágrimas, subirmos ao Marquês porque somos os melhores de Portugal. Sem rival, diz o hino. Porque em Coimbra, Rui Costa, o Benfica foi uma equipa humilde. O meu Benfica é um clube glorioso.

Rui, leva-nos a Dublin. Leva-nos com rumo ao fim do Mundo.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:23

Abril 20 2011

Depois de três valentes sustos e um sofrimento a lembrar 1988 até aos 44’, o Benfica foi ao balneário de Eindhoven acalmar os nervos para entrar nas quatro linhas reencontrado e vitorioso. Recuperámos de dois sustos: os golos holandeses, marcados nuns desgraçados 15 minutos de total ausência benfiquista. Mas do primeiro de todos, aquele que só depois dos 90’ saberíamos ser o mais grave, vamos ver como recuperamos: a lesão de “Toto” Salvio.

Feita a vingança de Estugarda – pois, ao intervalo homenagearam os “heróis” de 1988, no final da partida os heróis eram outros –, deixámos de ter descanso. Só no campeonato, com as equipas C e D a darem descanso aos guerreiros das Taças. A partir de agora não há margem para erro: 4.ª fazer justiça à vantagem de dois que trouxemos do Dragão; sábado renovar a Taça da Liga em Coimbra; e dia 5 vencer em Braga. Por muitos. Porque, como ouvi dizer a adeptos do SCB, desta feita o árbitro é internacional. Engraçado, diziam isto em jeito de recado para sul: meus senhores, aí no Minho é que fizeram do roubo mister! São osso duro de roer, mas creio que sem invenções de Jesus terminam a meia-final da Liga Europa roidinhos até ao tutano. Só que entre nós e Dublin não está só o SCB. Está uma fratura no 5.º metatarso do pé direito de Salvio. E a nossa ala direita fraturada sem o argentino. Iniciámos a época com uma esquerda problemática, vamos terminá-la com os problemas à direita – tal e qual o país… Que fará Jesus? Amorim está arredado; Martins fez um bom extremo na 5.ª, mas não é a mesma coisa; Gaitán é “móvel” mas para o centro; julgo que a solução está noutro “preferiti” de JJ: Franco Jara.

Ainda que Jesus diga que a rotação na Champions nos permite chegar agora à meia-final, a verdade é que tal é fruto do acaso e não de estratégia. Perdemos a Liga de início e fizemos uma triste figura na Europa, a desperdiçar milhões de euros, prestígio e pontos. Mas se chegarmos ao Jamor, conquistarmos Coimbra e dia 18 pisarmos o relvado em Dublin, esta será uma bela época benfiquista. A eles, rapazes. A eles!

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:54

Abril 16 2011

Sem Jesus no banco, e com a equipa D em campo, o Benfica foi à Figueira da Foz fazer o jeito ao sempre glorioso Carlos Mozer e à sua Naval 1.º de Maio, em risco de despromoção. Não há história neste jogo, que essa está toda reservada para quinta-feira, em Eindhoven. Sem frangos a registar – Roberto não foi convocado –, o aviário benfiquista não deu ovos. E também não encontro grande história no castigo de Jorge Jesus.

Já para os lados do Porto, André Villas-Boas encheu o peito esta semana, em cada segundo de tempo de antena. Mas, curiosamente, celebrou pouco a conquista da Liga aos 33 anos. Preocupa-o mais o Benfica. Depois do apagão e da molha – não comento –, o aristocrático candidato a Mourinho acha que a façanha é de somenos ante as preocupações que o Benfica lhe dá. Bem sei que o Sport Lisboa e Benfica é o maior clube de Portugal, e um dos melhores da Europa e Mundo fora. Somos 6 milhões e muitos. Portanto, conquistar a Liga pelo clube da Invicta tem um sabor menos... grandioso. Mas se continua tão preocupado com o Benfica e com os castigos de Jorge Jesus, e com o que diz Jorge Jesus, qualquer dia até com as madeixas tão variadas de Jorge Jesus, até Pinto da Costa começa a desconfiar.

Ao meu glorioso clube cabe agora passar às meias da Liga Europa. Confesso que me senti vingada na quinta-feira passada. Para mim, o PSV será sempre o carrasco de Estugarda; o Diamantino de pé partido esticado a ver a partida do lado de cá da linha; as chuteiras voadoras; e o penálti perdedor de Veloso. Um destes dias o Toni confessou-me que nesse dia tinha paralelepípedos no estômago. Pois eu levei um murro inglório no meu estômago de 10 aninhos. Aimar foi genial, Gaitán já vale 23 milhões, mas Coentrão já me faz saudades. O caxineiro fez-se o melhor de muitos e dentro em breve o maior de todos. Já Roberto, esse portentoso aviário industrial que o Benfica edificou pela bela soma de 8,5 M€, é pior de que a gripe das aves. Se Jardel já mostrou que Sidnei não faz falta a defesa-central, como é que tratamos da baliza? Com cimento?

E agora, míster?

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:35

Março 28 2011

O Benfica volta hoje ao campeonato, depois de uma quinta-feira sofrida em Paris. E volta em terreno movediço, defrontando fora a equipa sensação desta Liga, o Paços de Ferreira. Onde é bonito ver jovens das escolas do Benfica crescer como jogadores. Mas na capital do móvel, além de dificuldades, não vamos encontrar grandes tesouros, pois o campeonato está atribuído.

Contra o PSG fomos uma equipa coesa, sofremos em conjunto, fomos compactos. Entramos com os nossos melhores, e Gaitán entrou em força com um tento que nos deu sossego inicial. Fábio Coentrão, endiabrado, andava pelo campo a fugir a dois defesas direitos dos parisienses, a fazer a marcação que Jesus lhe atribuiu e a chegar lá à frente com uma sede de golo que devia ter sido saciada. Até Roberto, nos últimos minutos da partida, tornou menos opaca a sua cotação, fazendo esquecer mais umas penas do frango de Braga e salvando-nos do prolongamento. A aposta europeia pagou-se, e segue-se o PSV Eindhoven. Para mim, a eliminação dos holandeses é uma vingança de 23 anos. O meu vício incessante pelo desporto-rei – pelos pés dos craques do Glorioso, claro está – começou pouco antes da famigerada final da Taça dos Campeões Europeus. Aquela das chuteiras voadoras; do penálti do Veloso; da desgraçada opção de Toni, que guardou o Diamantino durante quase um mês para o pôr a jogar contra o Guimarães nas vésperas da final, e o Adão partiu-lhe a perna, eu ouvia o relato e chorava baba e ranho enquanto o repórter acompanhava a entrada do Diamantino na CUF.

Abril é um mês de mata-mata para o Benfica, e para Jesus. Temos os quartos da Euroliga, temos a 2.ª mão da meia-final da Taça de Portugal e a final da Taça da Liga. E enquanto essas vitórias não chegam, este fim-de-semana o Benfica venceu o Manchester City: David Luiz e Ramires assinaram os dois golos dos londrinos. Que saudades de David Luiz. E o facto de Pinto da Costa lhe sentir pouco a falta só me aumenta a nostalgia.

Autor: MARTA REBELO

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:23

Março 21 2011

Antes de mais, permitam-me: palhaço é aquele outro senhor que nem nomeio. O futebol é assim. O clubismo também: divide-se entre alinhados e os que desalinham. Como diria o outro, “é o sistema”. Eu sou benfiquista. Doentiamente benfiquista. Só que a minha doença não é uma patologia cega ou de interesse. Não deixo de criticar a equipa do meu glorioso clube, quando se esquece ou não atinge a glória; não reclamo dos meus jogadores senão que se suplantem em todos, mas em todos os jogos; e não aceito senão as mais inteligentes, ou pelo menos as mais espertas, opções do treinador que os orienta. Há por aí quem ache que eu não sei ver futebol. Pois eu acho que há por aí quem só consegue ver o futebol que quer.

Eu, com o interesse único de gostar doentiamente do Benfica e de futebol, e tendo o objetivo exclusivo de vibrar com a adrenalina, continuo a achar que Jesus desistiu do campeonato em Braga. O Javi foi mal expulso: ainda bem que eu não tinha razão. Só gente ignorante acha que está sempre certa. A aposta agora é a Liga Europa? Eu prefiro a definição de estratégias no início da época, e esta foi demasiado reativa. Mas é o que temos, vamos lá ganhá-la! As Taças são só para abril.

Nesta linha, Jorge Jesus fez entrar em campo a equipa B contra o Portimonense. Uma vez mais fomos roubados, a menos que as linhas da grande área sejam móveis. As nossas segundas linhas nem jeito têm para quartas (Kardec, Luís Filipe, Felipe Menezes – dou folga ao Peixoto). Salvio e Gaitán, os mais desgastados, entram ao intervalo. O resultado desta aposta, só 5.ª. Mas de estratégia motivacional tenho isto a dizer: a perder, entra Nuno Gomes. Na casa dos 70’ Jardel faz a primeira tentativa, Roderick a segunda e o capitão, rodeado de 3 opositores, com astúcia e experiência simula a elevação e deixa os adversários ganharem altura para, cá de baixo, encontrar espaço, cabecear e golo. Mas quem é que pode pensar que Kardec é melhor solução que Nuno Gomes?

Autor: MARTA REBELO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 02:16

Março 12 2011

Mal olhei para os flancos, percebi o que é que se passava: Jorge Jesus anunciava oficiosamente a desistência do campeonato pelas pernas de Jara e de – Santo Deus – Filipe Menezes. A oficialização veio na digestão da derrota, já na conferência de imprensa, quando JJ assumiu que o Benfica joga agora em três frentes.

Mas quem é que decidiu desistir do campeonato? O FCP mantinha-se a 8 pontos, é verdade. O número de jornadas encolhe, sim. E depois vem o argumento que não lembra ao diabo, vermelho ou de outra cor: as pernas dos jogadores não dão para tudo. Mas que clube é este? O meu Benfica começa a época candidato a vencedor de todas as competições, caseiras e internacionais. O problema é que o início da época 2010/2011 ficou marcada pelo desperdício em toda e qualquer competição, a desgraçar pontos na Liga e milhões de euros na Champions. E quando voltámos à glória, Jesus foi medricas. A primeira vez que o vi desistir fez o mesmo: teve medo que Fábio Coentrão não desse conta do recado, e lançou David Luiz na defesa esquerda, em Liverpool. Levámos 4-1 e até hoje julgo que teríamos vencido a Liga Europa. Em Braga só perdeu o medo aos 70’, quando sai Filipe Menezes e entra Kardec – que para mim tem jeito para o curling. Mas o semblante dos nossos jogadores dizia que tínhamos desistido da Liga. E agora, finda a sequência de 18 vitórias seguidas com uma derrota desalentada frente ao vice-campeão que o ano passado nos mordeu os calcanhares até à última jornada, qual é o ânimo daqueles rapazes ao entrarem no relvado da Luz para enfrentar o PSG?

Aos 40’ Javi foi expulso e a seguir a bola “surpreendeu” Roberto, que voltou aos frangos – um aviário cheio, no caso – e o SCB jogou nos nossos erros. Eu quero a Taça de Portugal, a da Liga e a Euroliga. Quero muito. Mas ontem acabou o campeonato. Assim quis Jesus. Ou, como disse o Carlos Martins na “flash interview”, até ser matematicamente possível lutamos. Ai.

Autor:  MARTA REBELO
Fonte: Record
publicado por Benfica 73 às 00:23

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