Março 26 2013

Uma frase ficou para a história de Portugal e da hipocrisia, que muitas vezes se confundem. Foi proferida pelo infame Salazar depois do assassinato do general Humberto Delgado. Dizia ele na sua voz alquebrada de seminarista: "A nós convinha que falasse; a outros haveria de convir mais o silêncio que só a morte poderia, com segurança, guardar..." Ah! Assustadora realidade! A quem convém o silêncio? Perguntem por aí. Mas perguntem alto. A quem convém que se calem as trampolinices, as barbaridades, as trafulhices? Quem deseja que o silêncio caia sobre visitas nocturnas de um árbitro a casa de um dirigente? Quem está verdadeiramente interessado em que gestos canalhas se percam no esquecimento?

Quem quer ocultar de uma vez por todas no limbo do oblívio os espancamentos a jornalistas, as ameaças anónimas, as litigâncias de má-fé, as viagens ao Brasil, os cheques, os envelopes, as prostitutas, os jantares armadilhados? Há por aí cada vez mais gente a exigir que tudo se enterre fundo nas areias movediças de um tempo que passou, como se fôssemos todos cegos e surdos e mudos, e, sobretudo, desonestos com eles. Gente que fala e gente que escreve. Canetas de aluguer condenadas à esterqueira de consciências macabras. E agora até se anunciam canais de televisão em cuja antena a verdade passará a ser outra e não mais a verdade suja que todos nós conhecemos. A quem beneficiam as vozes que se calam? Quem são os infames hipócritas que mendigam a lavagem das palavras e dos gestos? Eu sei a quem convém o silêncio! Como todos os silêncios, convém aos criminosos!
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 13:15

Março 09 2013

Madaleno mil. Madamileno. Sentado no seu trono de farroupilha solta pilhérias e flatos à vontadinha perante a adoração do seu séquito de lambe-botas. Ao apagar as mil velas tremeluzentes, estavam lá todos, desde o Copiador-Descarado-de-Livros-Alheios ao Banqueiro-Apatetado e ao Merceeiro-de-Tiques-Estranhos que nunca faltam a estes estúpidos salsifrés empunhando-se felizes as suas esferográficas sempre ao serviço de tão aberrante figurão. Depois o Madamileno faz um dos seus discursos meio ininteligíveis meio néscios, e perora contra o emblema do velho regime que não existe mais. O Madamileno não tem mil anos, mas quase. É antigo como um psiché vitoriano e nunca ninguém lhe conheceu, ao tempo desse tal regime que se finou, uma palavra de afronta, um gesto de desafio, uma paródia corajosa contra aqueles que perseguiam, prendiam, torturavam.

Nunca de tal foi capaz tão desabrido personagem. Nada de nada se regista no seu currículo. Foi um, como tantos outros: submisso, escondido, fingindo ignorância e distracção. Nada do que se passou de vergonhosos, de indecente, mereceu o seu interesse. Talvez as flausinas o mantivessem demasiado ocupado, quem sabe? Mas também talvez fosse apenas a visível poltroneria de queé feito. Calou, amouchou, escondeu-se. Depois veio um tempo novo e a liberdade serviu-lhe para abusar da grosseria. 

Quem o ouve diria que foi um campeão da Democracia, um arauto dos direitos de cada um. É apenas farronca. O Madamileno sempre foi um manso. Só ganhou coragem quando os mercenários se postaram a seu lado, protegendo-lhe as costas, agredindo qualquer um que cometa a desfeita de o enfrentar. É um títere do regime. Do seu próprio regime...

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 23:54

Fevereiro 25 2013

Mil, festejam eles. Mil enganados. Mil cenas macabras. Mil histórias tristes. A memória já não abarca todas, tantas que são. Jornalistas espancados, quantos foram? Uns à porta de casa; outros à saída do Estádio Mário Duarte, em Aveiro (e era o mestre dos mestres!); outro no Estádio do Restelo; ainda mais um em directo na TV, em pleno relvado das Antas... E mais? Um fotógrafo atropelado! Até as fotografias incomodam quem gosta de viver na escuridão, não é? Viagens oferecidas a árbitros com destino de Brasil. Um árbitro perseguido por uma equipa quase inteira para vergonha de quem ainda hoje assiste àquelas imagens sinistras. Árbitros intimidados, agredidos à força de peitadas por jogadores inimputáveis. Árbitros escolhidos a dedo com o compadrio dos patrões da arbitragem para forjarem vitórias bufas, resultados martelados, conquistas sem valor...

Um árbitro convidado para um café e um envelopezinho recheado numa casa obscura da Madalena na véspera do jogo no qual deveria ser absolutamente imparcial. E quantos mais por lá passaram, com café e envelope? Tantos certamente... Jogadores insubmissos ameaçados com tiros nos joelhos. Treinadores insultados e com os seus carros destruídos. Prostitutas entregues a domicílio, em quartos de hotéis nos quais pernoitam juízes de linha. Quem as paga? A conta apresenta-se lá no alto da torre e arquiva-se como despesa de refeição. Árbitros estrangeiros refastelam-se nas marisqueiras de Matosinhos garantindo finais europeias. Mais envelopes. Mais trabalho para a contabilidade da torre das Antas... Do alto dos viadutos chovem sacos com pedras de calçada sobre viaturas inocentes. Tentativas de homicídio também valem. Das bancadas chovem pedras e bolas de golfe. Ninguém liga. É assim a vida e a lei a oeste de Pecos: não há vida nem lei. Ufa! Tanta porcaria também cansa! 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 15:36

Fevereiro 12 2013

Foi assim com o histórico Atlético. Foi assim com o não menos histórico Belenenses. Está a ser assim com o histórico Sporting. Os clubes de Lisboa ou se afundam ou mergulham em suplícios difíceis de reverter. As explicações são múltiplas, ainda que se me afigure a cultura de desprendimento, a feira de vaidades, a falta de orgulho e a ausência de bairrismo as razões mais fortes para o descalabro.

Por oposição a outros clubes, sobretudo a Norte, os de Lisboa não praticam a unidade. Unidade na acção e nos propósitos. Não cultivam a dedicação, o apego, a teimosia. Ou se acomodam ou embarcam em processos mirabolantes, e quase suicidas. A queda, essa, é uma inevitabilidade.
O Benfica, sobretudo nos últimos anos, tem sido excepção. Existe estabilidade, existe dedicação, existe ambição. Existe tudo o que tem que existir e deve, imperativamente, reforçar esses predicados.
Readquirir a hegemonia no Futebol nacional tem de ser a bússola benfiquista nos tempos mais próximos. O trilho está a ser percorrido, ainda que longe da conclusão, de forma determinada e sustentada.
A situação actual do Sporting, qual Sportinguezinho no plano competitivo, poderia merecer o aplauso e até o gozo da turba vermelha ou não se tratasse do arquirrival. Rejeito, de forma categórica, essa sensação. Antes, que sirva de exemplo para que o nosso Clube não volte a cometer erros que quase hipotecaram, ainda num passado recente, o seu historial glorioso.
O Benfica é naturalmente, melhor e maior do que o Sporting. Este ou outro Sporting. Vai continuar a sê-lo. As baterias devem ser viradas para Norte. Sem distracções, sem hesitações, sempre com fogosidade, só assim se decide a primazia da bola nacional. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:25

Fevereiro 09 2013

D. Palhaço gostou do apagão. Sente-se bem às escuras. Esfregando as mãos sujas, soltou uma casquinada sinistra e disse para a sua habitual plateia de cretinos que apagões lhe davam gozo. O Lambe-Botas-e-Sapatos-de-Verniz deu um salto de felicidade incontida e gritou a plenos gargomilos: "Genial D. Palhaço! Genial!" E D. Palhaço babou-se de uma baba bavina... Estes episódios repetem-se a esmo lá para os lados de Medancelhe e das Catrinas. Aceitamos como boa a decrepitude de D. Palhaço: os anos atropelaram-no sem piedade, já nem válvulas novas permitem maior circulação do sangue grosso e impuro. Quando ainda fala, na sua voz sumida e gasta de mentiras, é sobretudo por farronca. E para ouvir os aplausos do grupelho imbecil que já não o suporta.

Podia muito bem ser um Dinossauro Excelentíssimo, como o de Cardoso Pires, mas nele de excelente nada há, bem pelo contrário. E, assim sendo, não passa de um mamífero que patina à toa nas vascas da agonia. O último filme de Milos Forman antes de deixar a Europa e apartir para os estados unidos, chamou-se "O Baile dos Bombeiros". Nele havia uma cena na qual, tirando proveito de um apagão, certo personagem tratava de roubar os prémios do bingo, e que por acaso valiam pouco mais que um caracol. A cena da reposição dos objectos roubados é extraordinária mas não vêm aqui à colação. O facto é que quem gosta de roubar também gosta da escuridão, e de apagões. Tal como no filme, na vida de D. Palhaço quem apaga as luzes é inocente e acaba por ser roubado. Geralmente por ele e pelo seu bando de sicários. Por mim, grave não é o momento em que se apagam as luzes. Grave. grave. é o momento em que se apaga a honestidade...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:38

Janeiro 23 2013

Judas é um escroque. Um personagem sujo, de vão de escada. Agora imaginem o Lambe-Botas-do-Judas... Esse então é digno de vómitos, de tal forma nos revolta o estômago. Vai louvaminhando, em voz sibilina: «Sr. Judas, você é um génio! Genial, Sr. Judas, genial!» E o Judas gosta, porque se alimenta destas porcarias. O Judas saiu da sombra por momentos e escapou-se à saída do túnel. Queria ser visto, fotografado, filmado. O Judas é tão vaidoso como falso. Esperou, velhaco, pelo avanço das vítimas. Atrás dele, escorrendo baba da boca porca, o Lambe-Botas-do-Judas murmurava encantado: «Genial, sr. Judas, genial!»

Depois o Judas beijou-os, um a um. Sebento, esfregou-se-lhes nos pescoços, deixando implícito o seu cheiro azedo e algo que apodrece. Uns ficaram felizes: deram-se ao beijo, como se dele sentissem saudades.
Outros ficaram envergonhados: submeteram-se ao beijo como se a isso fossem obrigados. Nesse momento do ósculo, o Judas traçou-lhes o futuro imediato. Uma maldição barata caíu-lhes em cima. A vitória transformou-se numa miragem que se desfazia ao mais leve estender de braço. O Judas é mesmo assim: tem peçonha. Peçonha no abraço e no beijo. Quem encomendouos beijos de Judas? Alguém com muita maldade por dentro. Talvez ele próprio...

P.S. - Era uma vez um banco que decidiu fazer uns anúncios nos quais três jogadores saltavam do banco de suplentes para resolver os respectivos jogos. Um era do Sporting e marcava dois golos aos Gil Vicente; outro era do FC Porto e marcava um golo ao Salgueiros; finalmente, o terceiro era do Benfica e marcava dois golos ao FC Porto. Todos os dias continuo a ver os golos ao Gil Vicente e ao Salgueiros. E os marcados ao FC Porto? Têm-nos visto por aí?
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 21:03

Janeiro 18 2013

Manda D. Palhaço (ou alguém por ele, agora o dizem ininputado por prodigalidade) que volta e meia um dos sabujos ao seu serviço se predisponha a soltar uma ou duas porcarias com as quais julgam assumir a intensidade dos seus raivosos sentimentos. O episódio do Austríaco-bronco acabaria por ser hilariante, tal a pobreza de espírito e vocabulário de tão grotesca figura, já convenientemente trucidada pela inumana máquina da Madalena, e chutada para a estrumeira dos que deixaram de ser úteis ao Processo de Corrupção em Curso. Despachado o germano, ergue-se a voz do Maicão, curiosamente protagonista de um dos momentos mais sem vergonha que todos podemos recentemente assistir. Pobre Maicão. A pocilga espera-o. 

D. Palhaço usa e deita fora. Mas até fazer parte do monturo dos néscios julga-se importante. Tal e qual como Aquele-que-vive-de-cócoras, feliz por receber em sua casa uma delegação de trampolineiros. Há no pobre tonto uma espécie de orgulho por pensar que, de portas para dentro as coisas se passam diferentemente. Tratado caninamente de cada vez que mendiga favores ao Gaseificado, supõe que abrindo as portas aos seus asseclas impõe respeito. Ah! Que leveza de espírito! Se contava com pedidos, recebeu ordens; se esperava solicitações, ouviu sentenças. E, zeloso, tratou de as cumprir, como sempre fez, horrorizado pela possível perda do cargo que preza mais do que a honra e a dignidade. Algo há que esta gentinha de cede cerviz dobrada, vexada e mansa, nunca será capaz de perceber; não estão simplesmente de cócoras perante um patrão; estão de cócoras na vida. Nasceram de cócoras, vivem de cócoras, morrerão de cócoras. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 14:12

Janeiro 03 2013

Assim mesmo: em minúsculas. É por causa de gente assim que o futebol se transformou numa gigantesca cloaca que fede ao ar livre. Gente que não consegue perceber o seu lugar e tudo faz para se tornar visível e comentada. Vejam a figura cretina levada à cena por godinho: ninguém sabem que ele é, nunca ninguém soube quem ele é a não ser, talvez, a mãe, e de repente salta lá do seu ligar insignificante e subterrâneo para lançar a cabeça na direcção da cabeça do «capitão» do Benfica que procurava despachar se num arremesso de bola. Naquele exacto momento, godinho passou a ser célebre. E todo o País percebeu a massa de que é feito. Há muito que não assistia a uma exibição tão cabal da personalidade de um indivíduo. Fiquei esclarecido quanto à qualidade da sua estrutura humana. Crêem que foi admoestado, advertido? Julgam que foi posto no seu lugar? Instado a abandonar o campo? Nunca! O Futebol português ferve de godinhos: em vez de irradiados, são premiados.

Vejam o pereira. Em tempos que lá vão era estimado, respeitado. Depois perdeu o respeito por si próprio. Mendigava bilhetes ao Madaleno, convicto de que estar ali, à babugem, lhe traria benefícios. E trouxe. Eternizou-o como chefe dos incompetentes , O Madaleno apontou-lhe o lugar que guardara para ele: de cócoras. E aí ficou. Submisso, prestável. As suas nomeações obedecem à vontade máxima de quem o condenou aos servilismo. Ainda estranhamos roubos? Surpreendem-se com apitadelas infames? Não vale a pena. São para continuar. De cócoras, dobradiço, aquele que perdeu o respeito por si próprio perdeu o respeito de toda a gente. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:36

Janeiro 02 2013

Muito pia o Pinto dos Apintos!

De bico adunco e perfil de anão, usa o seu covil esconso nas vizinhanças de Medancelhe para receber, em festa, os apintadores mais sinistros. Esta gente é assim: fascina-se pela incompetência e pela má fé. Logo, há que premiá-las. O Juiz-de-linha-que-não-quer-ver levanta a bandeirola como se estivesse numa estação de comboios e comete um crime? Pois faça-se uma homenagem que ele bem merece! E ele aproveita o bochinche para cuspir um ror de porcarias, revelando bem a estrutura de que é feito. Para tal mamífero, roubar não é crime: crime é roubar e não saber fugir. E como soube fugir, sente-se ilibado. E como o Pinto dos Apintos se apressou a organizar uma pândega saloia em sua honra, até se sente orgulhoso do saque.
Sabemos todos que Portugal não é propriamente um local bem frequentado. Mas estes sicários ultrapassam o mínimo admissível. São cultivadores da pilhagem, da traficância, da espoliação e da mentira. Príncipes negros da iniquidade. Riem-se em público das suas canalhices e o Pinto dos Apintos recebe-os com abraços tão felizes como insanos. O Azeiteiro-da-cabeça-d'Unto não podia faltar. Dificilmente arranjariam um sem-vergonha cara-de-pau mais a jeito para alegrar a bambochata. Traz sempre consigo meia dúzia de vulgaridades para encher páginas de jornais, envolto numa empáfia tão genuína que nos faz perguntar em que raio de espelho se mira ao acordar para não perceber o quão alambicado é? Frivolos, risíveis, prologam a festa até ás tantas. Os próximos esbulhos estão ai ao virar da esquina. E as próximas homenagens também. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:21

Novembro 14 2012

O Olhanense tem uma cegonha como mascote. Boa escolha. A cegonha é um pássaro simpático, anunciador de meninas e de meninos, de voo bonito e ninho vistoso. Não passa pela cabeça de nenhum ser minimamente humano querer matar cegonhas.  Houve tempos tristes em que estiveram à beira da extinção. Nesse tempo dir-se-ia delas o que Harper Lee dizia da cotovia: Por favor não matem a cegonha! E as pessoas decentes deram ao bicho pernalta uma nova vida. A cegonha do Olhanense ainda não é bem como a águia do Benfica, não voa de asas largas em redor do estádio para pousar depois no sítio escolhido pelo seu tratador. É uma cegonha mais abonecada, chamemos-lhe assim, com um homem dentro a dar-lhe vida e movimento, acenando aos adeptos e alegrando as crianças. E assim, com homem e tudo, seria ainda mais lógico que não passasse pelo bestunto de um qualquer imbecil a ideia de a matar. Mas passou. Ou quase. 

Segundo rezam as crónicas, o imbecil lançou-se ao pescoço da cegonha e arrancou-lhe a cabeça, ficando muito perto de arrancar a cabeça ao pobre infeliz que nela se escondia. Geralmente a imbecilidade e a desonestidade andam de mãos dadas. Sem cabeça, indefesa, a cegonha, ou o homem no seu interior, ficou à mercê do criminoso. E viu desaparecerem-lhe a carteira e o telemóvel. Pois é: que porcaria de mamífero se lembraria de assaltar uma mascote? Esse mesmo que se deu ao trabalho de viajar até ao Algarve sabe-se lá com quantas mais malfeitorias na agenda. Os jornais descrevem o acto vil, mas não põem o nome do boi. Dizem-nos só o clube do qual animal é adepto. Mas isso já todos sabemos, não é?  
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:07

Outubro 29 2012

Não se deixem enganar. Eles andam por aí, à coca, preparando o assalto assassino, o estrago brutal, a vingança sobre aqueles que os denunciam e apontam na rua. Talvez surjam, para começar, mansos como cordeiros, mas por debaixo da lã abrem-se bocas ávidas escorrendo a baba famélica dos lobos. Não acreditem nesta sua súbita bondade. Esta canalha não tem sentimentos que vão além do prato da sopa. Vendem-se por um tacho de lentilhas. E são submissos, servis, reverenciosos a D. Madaleno que os recebe em casa de pires de café na mão e envelope de dinheiro na outra. Os homenzinhos de cócoras terão tempo para lançar o seu veneno, ainda que agora se mantenham inertes, esperando a sua hora maldita. Num mundo de anões, eles são os mais pequenos dos anões; num universo corrupto, eles são o elo mais fraco, a corda mais fina e desfiada, o fio mais puído e quebradiço. lembrem-se: eles não têm vontade própria. Obedecem. Quanto menos se conta, atacam.

E destroem sem contemplações, porque essa é a sua missão. Basta um estalar de dedos do Gaseificado. o verdugo. É ele que lhes dobra a espinha, a sinistra figura perante a qual vergam a cerviz, deploráveis e obsequiantes. E os homenzinhos de cócoras rebolam-se de felicidade como cãezinhos rafeiros à espera que ele lhes faça festas na barriga. Cuidado!Muito cuidado! É preciso estar atento, dia a dia, semana a semana. Um simples estalar de dedos fará com que a alcateia se lance sobre as suas vitimas. Uma simples palavra de Madaleno transformará os cordeiros em feras enraivecidas. É assim que eles são e serão sempre,sempre. Fiquem atentos! Com o açaimo nas mãos...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 22:23

Outubro 05 2012

Inimputável, o Gaseificado tece considerações neurasténicas sobre a vergonha, que é coisa que não tem. Fala, desesperado para que o ouçam, mas a sua voz é entaramelada de mentiras e saliva velha. Os seus acólitos, viciados no jogo e em prostitutas, riem-se mais pela força do hábito do que pela obrigação de untar o chefe. Há já muito pouca gente que lhe preste atenção, tão dementes são as suas frases, tão tacanho é o seu raciocínio. Ainda assim, o Gaseificado abre e fecha a boca como um peixe fora de água, largando chalaças pobres enquanto cospe. O mundo está do avesso e ele sabe-o. Lançar um saco de pedras de calçada do alto de um viaduto sobre um carro em movimento não é crime. Os autores da façanha riem-se em casa quando a noticia passa na televisão. Terão a sua recompensa. Inepta, a polícia ri-se também: há lugares do país onde ela não foi criada para perseguir celerados e sim para proteger os mentores de tais façanhas. Perguntem-lhes,por exemplo, sobre um fotógrafo que foi atropelado. Houve investigação? Claro que não! Que importância tem tal episódio? Perguntem-lhes pelos jornalistas agredidos, um até em directo na televisão. Podem perguntar. Eles não respondem. Perguntem-lhes por aqueles que atiraram bolas de golfe e pedras para dentro de um relvado. E, de novo, o silêncio. O Gaseificado é mais do que inimputável, é protegido por quem tinha obrigação de nos proteger dele. Os polícias tapam os ouvidos, fecham os olhos, calam as bocas como os macaquinhos da história. Os árbitros às vezes estão de cócoras, outras vezes rastejam: compram-se facilmente a preço da chuva, graças a fruta e café e chocolate e, se calhar, até a um carro para o chefe. Os juízes vergam a cerviz, sujando miseravelmente a nobreza da profissão em troca de viagens e bilhetes para o camarote do figurão. Já não se trata de vergonha, trata-se de nojo. E tudo isto mete nojo. Muito nojo!

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 09:36

Setembro 10 2012

Há uns anos já largos, na véspera de um Benfica-Sporting que foi, curiosamente, disputado a 25 de Abril, entrevistei dois capitães, cada um de seu clube. Vasco Lourenço sempre se assumiu sportinguista; Vítor Alves, entretanto falecido, era adepto do Benfica. Cabe dizer, pelo caminho, que se tratam de dois homens de coragem e aparente verticalidade, possíveis de serem objecto da nossa admiração e consideração por tudo quanto fizeram ao serviço do País. A dado passo da nossa longa conversa, a pergunta veio à baila: de que clube é o Otelo? Estratega do 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho tratou de desbaratar a estima dos portugueses ao ter-se envolvido (e sido condenado em tribunal) com a organização terrorista FP-25 responsável pelo assassinato de 17 pessoas nos anos-80. Por isso cá vos deixo a pergunta, de que clube é o Otelo?

Permitam-me que deixa aqui mais algumas perguntinhas de algibeira. O presidente de uma entidade reguladora da comunicação social distraiu-se e deixou muito convenientemente cair de uma deliberação, para debaixo da secretária, supõe-se, uma frase que seria assassina para um ministro, tornando a deliberação absolutamente inócua. Com uma carreira fortemente marcada pelo servilismo perante os poderes, não é de estranhar. E também tem clube. Qual será?

Uma antiga juíza do Tribunal Constitucional, agora arvorada a figura da nação, por dez anos de trabalho ganhou direito a 7 mil euros/mês de reforma. Como o seu novo cargo só lhe garantia pouco mais de 5 mil, optou pela reforma, à qual somou mais de 2 mil euros/mês de ajudas de custo. Patrocina generosamente jantares a indivíduos envolvidos em casos de corrupção. De que clube é a senhora? Entretenham-se com estas questões, que para a semana trarei mais...

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 20:32

Agosto 30 2012
Até ao final do mês de Agosto ainda veremos muitas manchetes à conta de transferências que, na sua maioria, nunca acontecerão! O mercado anda assim... muito fraco! E vai daí, tem funcionado mais à volta dos destaques dos jornais do que propriamente de negócios que nunca foram abordados sequer pelos dirigentes dos clubes em causa. 
Sabemos que na maior parte das vezes conta mais uma boa informação vinda dos empresários que fazem passar noticias para os jornais com sede de negócios, do que propriamente uma informação correcta e séria que analise com verdade aquilo que se passa no Futebol profissional por essa Europa fora. 
Mas vai assustando ainda mais a postura de alguns supostos agentes desportivos que entram em esquemas quem em nada ajudam à resolução da crise.
Ainda ontem o presidente da Federação de Futebol da Guiné se queixava de uma jogada de bastidores que levou dois talentosos jovens guineenses do Sporting para Barcelona. Utilizaram a Academia dos 'leões' como trampolim e 'zas', agora estão no colosso catalão sem que a UDIB (clube de formação Guineense) tenha recebido um cêntimo!Assim é difícil as coisas funcionarem a preceito! Os 'pseudo-empresários' recebem uns dinheiros, convencem os pobres dirigentes dos clubes de origem a passar o documento milagroso em que abdicam dos direitos de Formação, e em troca de umas escassas lecas resolvem o problema a seu favor!
Assim não admira que o presidente da FFGuiné vá reclamar à FIFA e pedir para castigar empresários! 

Uma última nota de tristeza pela trágica morte de 23 adeptos do Kabuscorp da Polanca, em Angola, quando regressavam do calulo onde tinham ido acompanhar asua acompanhar a sua equipa no jogo frente ao Libolo. Aos familiares dos que faleceram e ao presidente do clube general Bento dos Santos- que já se disponibilizou a ajudar em tudo o que for preciso - um forte abraço de solidariedade!
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:23

Agosto 29 2012

1. Pelos vistos, andámos todos a pagar o Centro de Treinos do FC Porto ao longo destes anos! E eu que julgava que aquilo era um "jeito" da Câmara de Gaia... ou de Luís Filipe Meneses, há muito desejoso de "saltar" para a autarquia vizinha do Porto. Enquanto o Benfica e o Sporting tiveram de investir a sério nos seus centros de treinos do Seixal e Alcochete, respectivamente, e mês após mês têm que pagar a manutenção daquelas úteis infra-estruturas, o FC Porto viu ser-lhe oferecido um centro de treinos de mão beijada e, agora, até viemos a saber que a Fundação PortoGais, que está na base daquelas instalações, recebeu, entre 2008 e 2010, nada menos de 4,2 milhões de euros de "apoios financeiros públicos", ou seja, de todos nós... Luís Filipe Meneses interrogado sobre esses 3,2 milhões (e quanto não terá sido pago antes?...), lá explicou que eram as "últimas prestações" daqueles equipamento municipal. E Pinto Da Costa, que recebeu a medalha de ouro daquela cidade no decorrer da cerimónia do 10.º aniversário do centro de treinos que o FC Porto passou a ter sem nada gastar, classificou a ligação com a Câmara de Gaia de "parceria de sucesso". Pudera...

2. Matias Fernandez foi, ao longo das últimas épocas, menino querido dos adeptos só Sporting e era sempre apontado como jovem jogador de grande potencial e uma grande mais-valia para o clube, susceptível de vir a dar uma grande receita. De repente, foi vendido por "tuta e meia" (três milhões de euros, pouco mais do que custou), com promessa de mais um milhão e meio caso o Fiorentina venha a ter êxitos na Europa. A notícia, ao contrário do que se esperaria, não foi que o Sporting tinha ficado mais fraco e tinha vendido mal. Não, o que foi dado a entender é que tinha sido um excelente negócio, pois o jogador iria terminar o contrato no final da época e depois sairia a custo zero. Mas não vi escrito, em lado nenhum, que o Sporting falhou (é o termo...) a renovação com o jogador.
Outra: Onyewu, tão elogiado na época passada, está agora com um pé fora do Sporting porque é caro e a muito elogiada política do Sporting, agora é "emagrecer a folha salarial". Mas quem foi que, ainda há um ano, resolveu pagar 900 mil euros/ano ao jogador?
Enfim, naquela SAD tudo parece perfeito. É o que dizem os jornais... 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 14:14

Agosto 26 2012

1. Inacreditável o que se passou em Dusseldorf, no último jogo de preparação do Benfica antes do campeonato. O que terá dado ao árbitro para cair, inanimado (?), daquela forma, perante a aproximação de Luisão, com ou sem contacto (as imagens não permitem vê-lo mas nunca poderá ter sido violento)? Ter se à o árbitro assustado? Estará de perfeita saúde? Tudo muito estranho. Como estranho foi não ter prosseguido o jogo, nem sequer delegando a responsabilidade num dos árbitros assistentes (grave não ter havido quarto árbitro). Claro que há logo quem queira aproveitar a oportunidade para ver o Benfica desfalcado de Luisão. Vamos ver no que tudo isto dará. Foi tão ridículo que não pode dar mesmo em nada.


2. A actuação portuguesa nos Jogos de Londres, não tendo sido a melhor, foi agradável, até porque se verificou a presença em lugares bem honrosos de algumas modalidades que até aqui passavam desapercebidas. Já no que respeita aos atletas do Benfica, Teresa Portela e Joana Vasconcelos à parte, as coisas não correram como previsto e como a categoria de cada uma fazia prever. Claro que faltou Nelson Évora, cuja presença nos poderia ter dado alegria semelhante à de há quatro anos. Claro que Telma Monteiro teve um dia mau, que acontece a todos. Pena foi que tivesse acontecido no pior momento possível. Claro que vários outros são jovens ainda em fase ascensional da carreira e de quem se espera muito no Rio de Janeiro, dentro de quatro anos. Mas na verdade, aguardávamos melhor. Isso não coloca em causa o nosso Projecto Olímpico (que outros já estão a querer imitar...), o qual não se limita a preparar os atletas para os jogos. As medalhas de Telma Monteiro em Europeus e Mundiais, a presença de Marco Fortes em finais mundiais, os grandes progressos de Marcos Chuva e a sua medalha no Europeu Sub-23 do ano passado, tudo isso - e também os títulos nacionais que eles e outros dão ao Benfica - é resultado do Projecto Olímpico. Teresa Portela e Joana Vasconcelos foram, desta vez, enormes. Foi bom, mas foi pouco. Mas temos que continuar a confiar no trabalho que todos têm feito com as cores do Benfica... e continuarão a fazer.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 11:58

Agosto 25 2012

Tal como tem acontecido ao longo dos últimos trinta anos, o Campeonato desta época está naturalmente armadilhado. Talvez mesmo mais armadilhado do que nunca, visto que há nítida falta de dinheiro para os arredores da Madalena e Contumil e, assim sendo, é preciso não correr riscos desnecessários. Significa isto que nenhum optimismo é válido. Ser melhor não basta, ser mais forte não conta. Do lado de lá da fronteira da seriedade preparam-se as tranquibérnias. Valerá tudo! Mas tudo mesmo! E os homenzinhos-de-cócoras, anões morais neste circo governado por um palhaço, farão alegremente o seu papel submisso e desequilibrador. Quem tomou as oligofrénicas declarações do Cabeça-de-Unto por mera bazófia de alguém que se sentiu de repente no centro do Mundo, desengane-se. Estava lá tudo. 

Sobretudo as ameaças. A figurinha acha-se acima da lei e assume-se como um regulador do Universo. Fará justiça pelas próprias mãos, castigará aqueles que se atreveram a negar a sua competência, fará o favor aos adeptos de arrasar com direcções de clubes que investem mais do que aquilo que ele entende proporcionado, voltará a beneficiar escandalosamente aqueles que são responsáveis pela sua tão súbita quanto bacoca ascensão. Que fazer?, perguntarão aqueles que têm paciência para me ler. A resposta não é fácil, é mesmo quase impossível. Talvez exija medidas muito drásticas. É fundamental denunciar. Apontar a dedo os ladrões na rua. A grande virtude deles é a absoluta falta de vergonha!

P.S. - Parece que o cúmulo da fina ironia é uma messalina levar o seu machão para casar numa terra chamada Touros... 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 20:10

Agosto 24 2012
Abades, bispos, priores e outros senhores costumam ser mais dados aos silêncios do que às palavras. Muitas vezes, acrescente-se, silêncios que escondem graves porcarias humanas capazes de deixar Papas de cabelo arrepiado. Portugal tem um Abade engraçado: fala muito. Traça maldições sobre diabos negros. Perguntem ao nosso Abade o que é um corrupto e ele, de imediato, aponta dois, três, uma grosa. Palavra de Abade!
Mas o Abade de Portugal, como muitos outros seus colegas de sotaina, é selectivo. Para ele, existem corruptos e corruptos-que-não-são-corruptos. Por isso, às terças e quartas abre a boca para acusar os responsáveis pela desgraça do País, por via da sua corrupção intrínseca e avassaladora, e às quintas e sextas cala-se na companhia do Gaseificado e da sua flausina. 
Aos sábados e domingos dá missa e comunhão, presume-se. O Abade de Portugal é amigo do peito do Gaseificado de Portugal. São vistos juntos nas mais diversas situações, nos mais díspares lugares: são fotografados de sorriso nos lábios e flausina no meio. Tudo como convém a um membro distinto da Santa Madre Igreja. Parte-se do princípio que, atendendo à amizade, o Abade não admite a corrupção evidente do Gaseificado. Ou benze-a logo pela manhã, tirando-lhe da casca rija a penugem do pecado. E, assim sendo, todos esses encontros sorridentes se passam na paz dos anjos. Há quem estranhe, claro. A começar pelos corruptos apontados a dedo pelo Abade, que talvez não soubessem que há corruptos que sendo evidentemente corruptos não o são perante o mestre da abadia. E a acabar naqueles para os quais a hipocrisia teima em ser um pecado. Neste País-de-faz-de-conta pouco importa. O Gaseificado passeia-se impune nas barbas de Deus com a sua flausina. Se ouvirem um barulho, não se assustem: caiu o Abade. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:23

Agosto 21 2012

Nós, os da bancada, servimos para viver o Clube, para sofrer e rir, para nos irmanarmos apenas no momento do festejo do golo. Servimos para comprar o bilhete, aplaudir, gritar pela equipa, acompanhar o Clube e sermos o próprio Benfica.

Nós, os da bancada, raramente estamos de acordo. Discutimos entre nós, ofendemo-nos e defendemo-nos, tentando defender o que consideramos ser o melhor para o Benfica. Nós, os da bancada, por vezes até acenamos lenços brancos, os mesmos que, enquanto são acenados, enxugam lágrimas feitas de mágoa. Nós, os da bancada, não percebemos nada de futebol. Perdão, nós, os bancada, não percebemos nada de futebol sem paixão. Não sabemos como potenciar um jogador (agora chamam-lhe activo) e não sabemos como tornar dinâmico um conceito táctico que se traduz em números estáticos. Para nós, os da bancada, um 4x3x3 e um 4x2x3x1 ou um 4x4x2 são processos que sabemos ler, mas não sabemos implementar. Nós, os da bancada, ouvimos “basculação” e “transição ofensiva”, “pressão alta” ou “jogar entre linhas” como chavões que os entendidos dominam para nos mostrar que nós, os da bancada, nada dominamos da arte de bem interpretar o texto de um jogo. Nós, os da bancada, não sabemos como transformar o sofrível em bom, não sabemos como fazer melhor do que os profissionais do futebol, nem sabemos como os profissionais do futebol conseguem fazer tão bem aquilo que nos parece tão bem feito.

No entanto, nós, os da bancada, sabemos quando algo não está bem. E nós, os da bancada, que nada sabemos de futebol, sabemos que nem tudo está bem no equilíbrio do nosso plantel ao nível das alas defensivas. Nem sempre, mas ouvir a voz preocupada dos leigos das bancadas, por vezes, não faz mal.

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 10:33

Agosto 17 2012

Chama-se BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA. É o meu novo livro, produto oficial SLB, com textos da minha lavra e desenhos de Sofia Zambujo, uma talentosa benfiquista, cujas ilustrações me motivaram a endereçar-lhe o convite para a consecução da obra.  BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA retrata, em imagens e em textos, os 120 melhores jogadores e os dez mais destacados treinadores da história centenária do nosso Clube. Trata-se de um longo cortejo que permite mergulhar (melhor ainda, saborear) os feitos de uma maúça de gente que emprestou majestade, que conferiu primazia, que protagonizou mística, que concitou aplausos infindos. BENFICA NO DESENHO NA HISTÓRIA, cujo lançamento na Luz, está aprazado para a próxima semana, afigura-se mais um documento susceptível de conferir elevada auto-estima a todo o universo vermelho. Retrata coisas boas, proezas irrepetíveis, odisseias sem igual. A preferência das 130 figuras pode não ser consensual? Mas será que haveria duas escolhas iguais? Seguramente, passe a imodéstia, não vai suscitar nenhum sobressalto ainda que talvez este ou aquele reparo. 
BENFICA NO DESENHO DA HISTÓRIA, com um texto institucional do presidente, Luís Filipe Vieira, e prefácio do grande escritor José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, é mais um contributo para valorizar o património bibliográfico do Glorioso. Como é que me sinto, mentor do projecto e co-autor do livro? Gloriosamente feliz, gloriosamente emocionado. Com uma dedicatória venerada ao meu Benfica. 

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:54

Agosto 14 2012

O facto de Pedro Proença ter apitado as finais da Liga dos Campeões e do Europeu de 2012 não muda nem um bocadinho a ideia que tenho sobre este pretensioso árbitro, que se acha o máximo , e que até teve o desplante de criticar as autoridades portuguesas pelo facto de ninguém o ter ido buscar ao aeroporto quando chegou de Kiev. Reclamou aos jornalistas porque secretários de Estado e ministros foram esperar medalhados e - imagine-se! - a selecção portuguesa. Mas não foram esperar o árbitro. Que injustiça!O que ele fez na final do Europeu também não foi tão fantástico assim! Um penalti claríssimo  - daqueles que em Portugal ele bem vê - a favor da Espanha ficou por marcar e na altura em que foi, até poderia ter encaminhado as coisas a favor dos italianos quando foi tão evidente a supremacia dos campeões do Mundo e da Europa! A Espanha ganhou de forma inequívoca e nem o apoio por vingança  - vá lá perceber-se porquê - de alguns populistas portugueses aos italianos, deram a força suficiente para empurrar os italianos na hora do massacre dos «nuestros hermanos»!

Nós não devemos evidenciar no futebol aquela reconhecida fraqueza da inveja, da mesquinhez e dos complexos de inferioridade que por vezes assolam as cabeças lusas quando se trata de avaliar aqueles que são melhores que nós! A selecção de Espanha, que joga à «Barcelona de Pepe Guardiola» não deveria irritar, nem dar sonolência (como tiveram a ousadia de dizer alguns ignorantes comemoradores), só porque é o oposto do «pontapé prá frente e fé em Ronaldo» do Mourinho de Madrid! A mesma receita para Pedro Proença: Não se julgue um Deus só porque teve bons padrinhos para chegar onde chegou esta época! A única coisa que lhe peço é que apite cá em Portugal como o faz no estrangeiro! Se ele fizesse isso de certeza que não participava naqueles escândalos como foi o célebre golo de Maicon 2,5Km fora de jogo! 

O resto é conversa para entreter distraídos! A mim não me engana!!

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 11:40

Agosto 13 2012

1. Permitam-me que esta crónica comece na primeira pessoa. É que na quarta-feira passada, à hora que assistia o nosso jogo de solidariedade "Um gesto contra a fome", completavam-se precisamente 50 anos sobre a minha presença num torneio (nocturno, a meio da semana) de captação do Atletismo do Benfica, na antiga pista do Campo Grande, então denominado Torneio para Sócios e simpatizantes. Tinha 15 anos, corri 600 metros, fui terceiro, no final dei o nome e a morada e dias depois fui convocado para a antiga secretaria da Rua Jardim do Regedor. Tinha cumprido um sonho: era atleta do Benfica! Já era sócio, já ia a todos os jogos, mas iniciei então um percurso mais dentro do Clube. Fui um atleta dedicado, mas apenas mediano, mas foram anos que não mais esqueci e que marcariam o percurso da minha vida. Ao Benfica o devo. Curiosamente, 50 anos passados, participei, com a camisola do Benfica, no Campeonato Nacional de Veteranos. Igualmente sem grande brilho, mas ajudando, dentro das possibilidades, a que a nossa equipa conseguisse um 2º lugar colectivo, não longe do título. E nela estavam desde o mais velho atleta dos campeonatos, o dedicadíssimo Adriano Gomes (89 anos!), ao nosso antigo atleta olímpico, Pedro Curvelo, e aos antigos internacionais, José Pedroso e Ricardo Lemos, entre outros. Não conseguimos igualar os feitos de todas as equipas masculinas do Benfica, que esta época fizeram o pleno, sagrando-se campeãs (absolutos, sub 23, Juniores, Juvenis). Mas o Benfica esteve bem representado na pista do Luso, só perdendo para a mais numerosa equipa Cucujães.

2. O FC Porto não tem Voleibol, há vários anos e nunca teve Futsal. Há dois anos acabou com o atletismo pois quis continuar a ganhar campeonatos "alugando" no estrangeiro, mais de metade da equipa no fim-de-semana dos Campeonatos e a Federação, logicamente, aprovou um regulamento que o impedia. Agora, sem o assumir, parece ter acabado com o Basquetebol, após os tristes acontecimentos no seu pavilhão, aquando do título benfiquista, e depois de ter renovado alguns contratos e contratado novos jogadores. De repente, parece terem chegado à conclusão de que não havia dinheiro. É lá com eles. O problema é se começam também a perder o Hóquei com regularidade. Lá se vai mais uma modalidade...

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 14:44

Agosto 08 2012
Corre por dentro do Gaseificado uma corrente de àr fétido. E, infelizmente para a Humanidade, o Gaseificado não consegue manter a boca fechada. Todos sabem que as palavras, como outros sons. são feitas de ar. Por isso, as palavras do Gaseificado cheiram mal. É um tolo com excesso de gás  a incomodar quem preferia cumprir a vida longe de ódios, de violências gratuitas, de tiradas obscenas. Atrás do Gaseificado, com isqueiros acesos como se estivessem num concerto de Peter, Paul & Mary, os sabujos correm a disfarçar-lhe os odores. Debalde. O Gaseificado está podre por dentro, as suas ventosidades são sujas. Ele ignora-o: ri-se e multiplica-se em parvoeiras como se estivesse são. Essa ignorância torna-se deprimente. O Gaseificado só ouve o que lhe dizem os sabujos e os sabujos só lhe dizem o que ele quer ouvir. 
Neste círculo vicioso permanente o tempo corre o Gaseificado vai soltando cada vez mais ar e cada vez menos palavras. Isto é, o Gaseificado esvazia-se. Está cada vez mais velho e cada vez mais murcho. Não vale a pena alertá-lo: ele não acredita. Julga-se eterno. Talvez surja alguém com uma piedade infinita que resolva engarrafá-lo...

P.S.: «Os soldados sentavam-se ao redor da lenha./ Como falar-lhes? 

De repente eu disse:/ camaradas a pátria somos nós. (...) José quantos almudes lá na tua aldeia ?
Na minha aldeia o meu patrão faz mil almudes./ José a pátria somos nós entendes?» - Manuel Alegre, A Praça da canção. 
Ignorantes, mal-educado, intelectual de pacotilha que nada sabe sobre a obra dos poetas portugueses, um opinador de meia-tigela teima há anos que titular um livro de «A Pátria Fomos Nós» é uma exibição de fascismo. Enfim, não vale a pena perder tempo com gente que, como dizia Torga, não tem horizontes para além da borda do prato da sopa. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 23:48

Agosto 04 2012

DONETSK- Os aviões aterram cheios. Os aeroportos tornam-se deprimentes lugares de convívio para quem tanto mal faz à verdade do Futebol português. Mas a selecção é desculpa, é motivo. Fatos e gravatas de boa qualidade e de mau gosto. Poses vaidosas. As televisões invadem o átrio das chegadas e peitos estufam como se de perus e pavões se tratasse no mendigar da palavrinha parva e da imagenzinha grotesca. Há uns de sinistros óculos escuros, escondendo as olheiras prostituídas da véspera, camuflando as mentiras que encobrem. São, todos eles presidentes e vice-presidentes, e secretários-gerais, importantíssimas personagens que tirando a vacuidade do título nada têm para mostrar. 

Riem-se labregos das raparigas que passam, fazem estalar palmadas nas costas uns aos outros, preparam-se para desperdiçar dinheiro numa estúrdia curta de meia-dúzia de horas que os separam do voo que os carregue de volta àquele país que o mar não quer, como dizia Ruy Belo. Acreditem: é um circo deprimente ao qual não faltam nem feras nem palhaços. O personagem que se dedicava a abrir garrafas de champanhe a cada derrota da Selecção Nacional dantes não vinha, mas agora já vem. Dantes não era bem aceite, agora já é. Via os jogos em casa, junto ao frigorífico, espreitando a temperatura do espumante. Apareceu uma única vez, convencido da derrota em Nuremberga às mãos de um árbitro compincha. Enganou-se. Hoje em dia voa, convidado três vezes por semana se for caso disso, lado a lado com o outro senhor de cócoras, ao qual se aconselhava recato e pudor . Mas não, ao diabo o recato e o pudor se o que vale é andar por aqui promiscuamente misturado com dirigentes de clubes e outros pacóvios quejandos. Pois. Eu não sabia; e se calhar vocês também não - Há lugares de cócoras nos aviões! Se não. como teria ele chegado até aqui? 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 20:08

Julho 22 2012

KIEV - É ridícula de causar aneurismas esta mania de meia-dúzia de funcionários da Nação, eleitos pelo povo, receberam numa casa que não é deles e sim de todos nós um figurão cuja simples chipala  consegue provocar vómitos em catadupa a qualquer pessoa de bem (que são cada vez menos, como está cientificamente comprovado). Podemos encarar essa festarola de estúpidos com uma mais do que justificada repugnância ou com um forçado sentido de humor, talvez a opção mais indicada para uma palhaçada do género. Em primeiro lugar, o maior responsável por esta teimosa Grande Bambochata é o próprio povo português, proprietário de direito de um palácio que se quereria frequentado por pessoas mais preocupadas em trabalhar do que dedicadas ao absentismo, ao preenchimento de palavras cruzadas e sudoku e ao exercício de surfar na internet. 

É o povo português que elege tais espécimes, pelo que de serve queixar-se depois amargamente?Não é de estranhar que gente que durante anos andou a viajar particularmente para férias ou que se fazia acompanhar pela porteira, pela mulher a dias, pelo cão e pelo papagaio, em viagens oficiais, tudo à conta do erário público, claro está!, goste de ouvir um poema mal recitado e jantar na companhia do mentor de viagens ao Brasil para árbitros e fiscais de linha. Só falta mesmo convidar alguns agentes  de viagens ao Brasil e tratar de« escolher os destinos mais exóticos possíveis. Há gente assim: vive tranquilamente com a sua consciência a despeito de ter as mãos untadas com as maiores trampolinices. Que sejam funcionários da Nação, pouco importa. Já nos habituámos à sua falta de carácter. Agora resta escolher entre o riso e o vómito. E talvez valha a pena pensar nisto com calma antes de ir lá colocar o voto da próxima vez. Prefiro o riso. Foi para isso que se inventaram os palhaços.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:02

Julho 20 2012

Há palhaço rico, o palhaço pobre e o palhaço «morcõuê». Provocador, arrogante, descarado e também muito rico, que, para além de fazer rir os seus fundamentalistas seguidores, se diverte em festas e em regionais comemorações de conquistas duvidosas. 

E fala, fala muito. provoca e é deselegante para com as pessoas que o traumatizam sem querer desde a infância. Compreende-se a doença. Este palhaço sempre foi inferior e tem complexos que por muito tratamento psicológico que se faça... não se curam... Vive este palhaço de graves perturbações psicológicas e de vez em quando no meio de um turbilhão de apalpadelas e abraços lá vem a história deste Arlequim! 
Este palhaço desgraçado vivia no meio de um triângulo amoroso com Colombina e Pierrôt e teve o condão de fazer rir mais de mil palhaços num salão com as suas declamações e piadas de nau gosto. 
«Tanto riso, oh quanta alegria 
Mais de mil palhaços no salão de 
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão»
Mas o Arlequim era um enganador. Se não veja-se a definição histórica dessa figurinha: «Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez . Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar partidas aos outros personagens e depois usava a sua agilidade para escapar das confusões criadas». 
Os avisos do palhaço Arlequim têm de alertar de uma vez por todas os que não levam a sério estes disfarces. No meio da euforia dizem-se muitas verdades inconvenientes e propagam-se desejos incontidos. Depois há sempre quem faça disso temas desinteressantes. 
Não. São muito mais importantes que aquilo que possamos pensar. É preciso estar de olho aberto!
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 20:18

Julho 20 2012

O Futebol é, felizmente, um fenómeno transversal na sociedade portuguesa. O Futebol é, não menos felizmente, um dos poucos fenómenos susceptíveis de conferirem alegria ao povo na sociedade portuguesa. Só que o Futebol, sobretudo agentes do Futebol, não devem ou não podem receber honrarias institucionais, depois de terem uma folha de serviços manchada de ilicitudes e outras coisas mais. O representante máximo do FC Porto acaba de ser recebido na Assembleia da República. A presidente do Parlamento, de sorriso aberto, não faltou à cerimónia, à semelhança de vários deputados das mais distintas latitudes partidárias. A coisa teve um ar de grande formalidade. Ser portista, convenhamos, não é crime. Mas representantes da Nação, eleitos pelo povo, em plena casa da Democracia, para mais com a presidente do hemiciclo a conferir toda a importância ao acontecimento, rececionarem o líder do FCP constitui uma vergonha. 

Até podem sustentar que a criatura não foi condenada. Mas não podem ignorar, no mínimo, as Escutas no âmbito do processo Apito Dourado. Essas mesmo que provam à sociedade quem tentou, por métodos perversos, inquinar a Verdade Desportiva em Portugal nos últimos anos. Em 2004, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, recebeu-me em Belém, com uma comitiva de jogadores do nosso Clube, a pretexto do lançamento de um livro da minha lavra sobre a história do Benfica. 
Nesse ano, recusou patrocinar uma cerimónia de felicitações ao FCP que se havia sagrado campeão da Europa, estava ao rubro o Apito Dourado.
Sampaio fez bem, embora o diga como juiz em causa própria. O Parlamento continua mal. Muito mal. Não se dá o respeito. Temos deputados que se esqueceram das conversas da fruta. O que são? Fruta desprezível, Fruta abjeta. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:10

Julho 18 2012

Foi publicada a classificação dos árbitros: nos primeiros lugares ficaram os árbitros que mais fizeram para que em primeiro lugar ficasse o clube que venceu o campeonato. Perante isto, defendo que o árbitro classificado em primeiro lugar receba um apito de ouro ou, como os tempos são de crise, um apito dourado. Seria justo e adequado.

Por falar em árbitros, estou curioso para ver no que vai dar todo o processo em torno de Paulo Pereira Cristóvão. Particularmente, no que respeita à explicação, certamente competente e convincente, que dará acerca do tal depósito em numerário na conta bancária de um fiscal de linha. Tenho a convicção de que a Justiça portuguesa chegará à peregrina conclusão de que as motivações do senhor eram puramente pessoais e que nada tinham que ver com o clube de que era vice-presidente.

Por falar em despudor, um grupo de deputados da nação convidou para jantar e recebeu, na Assembleia da República, um conhecido dirigente desportivo que acolhe árbitros em casa, para aconselhamento familiar (mais uma das tais explicações competentes e convincentes), na antevéspera de um jogo da sua equipa. No meio de tamanho desconchavo, lá acabei por concordar com o tal dirigente, quando disse que “infelizmente o número de estúpidos não tem diminuído”. Também lamento isso e, perante essa evidência, resta-me esperar, paciente e serenamente, que esse número comece a diminuir… Como escreveu Ary dos Santos, “Isto vai, meus amigos, isto vai”

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 10:13

Julho 14 2012

LVIV- O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto ainda não entrou em ação e ainda bem, ninguém parece sentir muito a sua falta, a menos que haja por cá jogadores e treinadores que tenham o mau hábito de gostar que lhe lambam os pescoços. Mas essa figurinha deprimente anda por aí e só isso já é arrepiante. A qualquer momento, como uma bala perdida disparada entre a multidão, abaterá uma infeliz e distraída seleção. Vale que estamos na Ucrânia e ninguém terá contemplações por mais por mais uma das suas trampolinices. Em Portugal, um grupelho de colunistas imbecis tratou de estabelecer que a regra é elogiar o mamífero. Não por ele, pobre e insignificante, mas porque ao elogia-lo julgam ficar nas graças de D. Palhaço, rei do Norte e arredores. 

Teimaram tais escribas que o Azeiteiro-da-cabeça-d'unto foi um mestre do apito na Grande Festa da Cerveja de Munique. Não foi. Vimos em Poznan um seu colega bem mais competente validar um golo de um avançado em fora-de-jogo por a bola vir de um adversário. Não voluntariamente, que ninguém passa voluntariamente a bola ao adversário a menos que esteja corrompido; mas voluntariamente, ainda que por erro ou precipitação. Ou seja, tal e qual aconteceu em Munique. Mas aí o Azeiteiro decidiu diferentemente porque para ele as regras são suas e não as do jogo. Anulou o golo: decidiu o jogo e o vencedor. Como faz sempre. Deram-lhe um apito e ele assume literalmente a sua profissão: é um arbitrário. Do alto das suas colunas, os serventuários do poder podre batem palmas e desfazem-se em encómios. O Madaleno ri um riso de dentes cariados e sente-se recompensado por tanta malfeitoria. Os outros, gente séria, fazem figura de parvos. Quanto ao Azeiteiro-da-cabeça-d'unto anda por aí à espera do momento certo para apitar errado. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 22:29

Julho 13 2012

O crescimento do Benfica, nos últimos tempos, tem muito a ver, também, com outras modalidades que não o Futebol, indubitavelmente a concitar o grosso das despesas afetivas. Foi, é e será sempre assim. O Benfica é muito futebol, mas é também uma agremiação elétrica. Faz gala disso e faz bem, faz com absoluta justeza. 

Não se pode ganhar sempre, todos sabemos disso. Mas o Benfica compete sempre para vencer, a despeito das modalidades, a despeito dos escalões etários. E o que se tem visto nas últimas épocas? Um grande salto qualitativo, uma afirmação de poder, um estimulo anímico adicional, não poucas vezes razões de sobra que honram a instituição e conferem um garrido mais alegre às camisolas vermelhas e aos aplausos das plateias. 
O Benfica está pujante nas modalidades, cada vez mais pujante. Tempos houve em que as dificuldades eram terríveis, em que algumas secções encerraram ou estiveram muito perto disso. O panorama alterou-se. Mérito dos dirigentes, também dos técnicos e atletas, não menos dos aficionados, incansáveis no apoio. 
O Benfica, hoje, é mais Benfica. Não apenas no Futebol. O Benfica hoje, é mais Benfica. Também nas outras modalidades. E mais Benfica só pode traduzir-se por melhor Benfica. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 00:55

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