Maio 24 2016

Em entrevista a A BOLA, Rui Vitória falou sobre o futuro no Benfica e, confrontado com a recusa de Luís Filipe Vieira em abrir mão do treinador, explicou porque não planeia deixar o clube no futuro próximo.

«Não penso em nada disso. Esta é a minha casa. Se calhar alguns treinadores pensariam de outra forma, e com legitimidade, não estou a criticar. Pensariam em ir embora e sair por cima porque vai ser muito difícil o Benfica repetir uma época com 88 pontos, 88 golos, 29 vitórias... Enquanto me sentir bem, e neste momento sinto-me bem, não tenho razões para mudar. Se amanhã surgir algo logo se verá e falarei com o presidente. O Benfica é a minha realidade, é o melhor clube que posso representar e ainda há muito para fazer e muito para ganhar no clube», frisou Rui Vitória, na entrevista que pode ler na edição desta terça-feira de A BOLA.

Conquistado o tricampeonato, segue-se o inédito tetra?
«Claro que gostaríamos de conquistar o tetra, mas ainda estamos numa fase muito precoce. Vamos preparar as coisas com calma. Eu e o presidente, quando iniciámos este trajeto, sabíamos o risco que estávamos a correr, a mudar algumas ideias pré-concebidas, e não vamos abdicar dessa mudança de paradigma», vincou.

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 09:46

Dezembro 31 2015

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publicado por Benfica 73 às 16:55

Setembro 18 2015

Com que impressão ficou de Rui Vitória no tempo em que trabalhou com ele? 

É um treinador super motivado pelo desafio que tinha pela frente. Ele sabe o que é o Benfica, já lá esteve, não é? Também me pareceu muito exigente e tem de ser assim, porque num clube como o Benfica já sabe que, quando não corre bem, a cobrança vai aparecer. Ele tem personalidade para gerir a cobrança dos adeptos. Acho que o seu maior trunfo é a mentalidade de benfiquista. Tem que ter para levar o Benfica ao sucesso. Estou a torcer por ele. No tempo que trabalhei com ele, foi impecável comigo. Educado, compreensivo. Quando soube que eu ia sair, veio falar comigo, disse-me que tinha pena de me ver partir.
Ficou surpreendido com a saída do Jorge Jesus do Benfica para o Sporting?
Um pouco. Imaginava que ele ia sair de Portugal. Quer dizer, primeiro imaginava que ele nunca ia sair do Benfica. Já estava lá há seis anos, controlava tudo. Era ele que resolvia tudo. Fazia tudo do jeito dele. Havia quem não gostasse, havia quem gostasse, mas, no fim de contas, o que interessa são os resultados. E depois, sem desprimor, mas muito menos pensava que ele ia para o Sporting. Não imaginava. Mas compreendo, o futebol é mesmo assim.
Acha que os adeptos do Benfica têm motivos para se sentirem traídos?
É complicado. Quando se fala de adeptos fala-se de emoções, sentimentos, de viver a aura benfiquista. Para um adepto, mudar para um rival não é normal, não é aceitável. É compreensível aquela raiva, aquela ira. Não critico os adeptos claro, mas têm que entender que faz parte do futebol. Mas, pronto, para mim não foi a melhor decisão que ele tomou, não é… (risos)
Na última época sentiu sempre Jorge Jesus focado até ao fim nos compromissos do Benfica?
Sempre. Sempre focado. É um profissional extremamente competente, extremamente focado. Ele não quer só ganhar, quer ganhar e quer ser quase perfeito. Quer jogar bem, marcar muitos golos e não sofrer nenhum. É super exigente e manteve isso sempre. Vi em poucos treinadores a paixão que ele tinha pelo futebol e a vontade de ganhar que ele tinha. Era super dedicado. Entre os jogadores até brincávamos que ele não sabia mais nada que não futebol…
Quais foram os melhores momentos que viveu com a camisola do Benfica?
(pausa) Os dois golos ao Olhanense, que deram o primeiro título nunca vou esquecer. Também os dois golos no Dragão, no ano passado, claro. Depois houve um golo contra o Sporting, após uma grande jogada do Nico [Gaitán]. Foi marcante, também foi num grande jogo e a jogada foi fantástica. Meteu também o Salvio, se não estou em erro. E a finalização foi perfeita.
E ficou-lhe alguma mágoa?
Mágoa? Não, nenhuma…
Nem aquelas finais da Liga Europa?
Ah. Pois. Não ter ganho uma competição europeia, se calhar. Estivemos em duas, com Chelsea e Sevilha. A mágoa foi essa, então. Mas fui muito feliz no Benfica e tenho momentos de grande alegria para recordar a vida toda. Se tivesse ganho a Liga Europa seria completo, mas estou satisfeito. Foram dois anos maravilhosos, junto de adeptos fervorosos, fieis que ajudam muito a equipa. Ver aqueles adeptos felizes faz-nos muito bem, também.
Jogou com Cardozo, Rodrigo, Jonas… Com quem se entendia melhor?
Sempre essa pergunta (risos). Não imagina as vezes que me perguntam isso… São jogadores completamente diferentes. Se fizermos uma análise, acho que o Jonas foi o que melhor encaixou comigo, o que mais se entendeu. Acho que até foi a dupla que rendeu mais golos. Era muito fácil jogar com ele. O Rodrigo era mais explosivo e finalizava bem. O Jonas tinha aquela movimentação que complicava muito a vida aos adversários. E merece o momento que está a viver. Chegou mais tarde no ano passado e fico feliz por tê-lo ajudado a chegar a este nível.

Fonte: Maisfutebol

publicado por Benfica 73 às 14:51

Setembro 18 2015

Está a chegar o jogo que promete parar o país. As duas equipas que têm repartido o domínio do futebol português nos últimos anos enfrentam-se este domingo no Estádio do Dragão. O FC Porto-Benfica ameaça começar a desvendar um pouco da história do campeonato. 

Ocasião perfeita, portanto, para falar com o homem que decidiu o jogo da temporada passada, dando ao Benfica uma vitória que escapava desde 2005. Lima, que agora está no Al-Ahly, do Dubai, decidiu o duelo do Dragão e antevê o deste ano, acreditando que o Benfica pode repetir a façanha. 

O avançado faz, ainda, uma retrospetiva dos anos de águia ao peito, comenta a saída de Jorge Jesus para o Sporting («Nunca imaginei») e aborda temas como a possibilidade de jogar pela seleção portuguesa e a nova vida nas Arábias. 

Vamos então ao motivo principal do telefonema: o Clássico do ano passado. Ainda o guarda na gaveta das boas memórias?
Claro! E de lá não sai… Foi um jogo muito especial por dois motivos. Pelos dois golos, claro, porque não é fácil marcar dois golos no Dragão. Se bem que eu, por todas as equipas em que joguei, consegui marcar lá…Faltou o Vizela porque não tive essa oportunidade. Vai daí e se tivesse calhado na Taça ou assim tinha marcado também (risos). Sempre fui feliz ali, mas sempre individualmente. Faltava marcar e vencer e esse é o segundo motivo por que o jogo do ano passado foi tão especial. E, além disso, foi um passo importante para o título.
Importante ou decisivo?
Decisivo não foi. Ainda faltavam muitos jogos. O Benfica tem sempre dificuldades em campos pequenos de algumas equipas. Jogos no inverno, relvados difíceis e as equipas quando jogam contra o Benfica querem mostrar sempre mais. Era nítido isso. Eu sei porque passava-se o mesmo comigo quando estava no Belenenses ou no Sp. Braga. Comentávamos logo: vem aí o Benfica, há que dar mais… Mas, resumindo, não foi decisivo mas foi, claro, um jogo super importante.
Então e esse hábito de marcar ao FC Porto vem de onde? Não gosta de azul?
(Risos) Não, nada disso. Acho que é só coincidência. Eu motivo-me da mesma forma para qualquer jogo. Seja contra o FC Porto seja, sem desmerecer, o Arouca, o Paços ou o Moreirense, por exemplo. Motivo-me sempre da mesma forma. Portanto talvez seja destino ou coincidência. Claro que depois os dois golos do ano passado repercutiram muito por ser um dérbi. O FC Porto é uma grande equipa e vai continuar a ser. Não é para qualquer jogador fazer dois golos assim.
O jogo do Dragão serviu também para acabar de vez com o «fantasma» do Kelvin?
Foi um jogo muito difícil. Foi uma machadada naquele grupo. As coisas estavam a correr-me muito bem, era a minha primeira época no Benfica, já tinha marcado quase 30 golos, se não estou em erro. Nesse jogo também marquei e não contava com aquilo. Nem eu nem ninguém, claro. Lembro-me que saí para entrar o Cardozo, penso eu, estava 1-1 e tínhamos a vantagem e o jogo seguro até o Kelvin acertar aquele chuto. Naquele momento…Bem, é uma tristeza tremenda.
Aquele golo perseguiu o grupo?
Não, ficou ali. Havia sempre aquele trauma, porque aquele final de época foi muito difícil, mas percebemos que tínhamos de seguir em frente. Tiramos lições para o futuro. Sabíamos, depois daquilo, que tínhamos de ser mais fortes, mais exigentes em todos os aspetos. Se mais não fosse, serviu para tirarmos lições para o futuro e, no ano seguinte, aí sim, foi tudo completo.
O Benfica pode fazer este ano o mesmo que no ano passado?
Acredito que sim e torço por isto. Continuo benfiquista (risos).
E é benfiquista deste quando? Só quando conheceu o clube por dentro?
(Risos) Há uma história muito boa. Eu quando cheguei a Portugal era super ambicioso. Era um sonhador e tinha um sonho bem definido: jogar num grande, estar em grandes jogos. Felizmente esse foi um sonho que consegui realizar. Já vivi muita coisa. Ganhei dois títulos portugueses, joguei a Liga dos Campeões, estive em finais da Liga Europa. Hoje estou super realizado. E recordo que um dia, estava num café a ver um jogo do Benfica no Jamor, final da Taça de Portugal. O treinador do FC Porto era o Mourinho e o Benfica ganhou. Bem, foi uma festa enorme em Vizela. Aliás foi em todo o país, o Benfica é enorme. Antes do jogo, veio um amigo, o Pedro, lá de Vizela, buscar-me a casa: você vai ver o que é o Benfica. Fiquei fascinado por aquela paixão. Ele tirou uma foto que o Cláudio [ex-Gil Vicente], outro grande amigo, guardou até hoje e enviou-me há dias. E dizia-me: um dia você vai jogar no Benfica. Naquela altura, eu mal jogava no Vizela…Até hoje recordo essa história.
A foto de 2004 (cedida por Cláudio, central do Vizela e grande amigo de Lima)
Como antevê, então, o jogo deste domingo?
Os dérbis são sempre jogos muito difíceis. O que procurávamos fazer era ser sempre exigentes no campo. O FC Porto tem bons jogadores, mas vi estes últimos dois jogos do Benfica e senti que a equipa está mais entrosada. Está a formar uma grande equipa. Precisam de unir-se. E depois o Luisão, Jardel, Júlio César vão passar para os mais novos a importância do jogo. Já viveram muitos jogos grandes, sabem o que têm de fazer para ganhar.
O FC Porto-Benfica é um jogo à parte dos demais?
Sem dúvida. Porque ali não conta só o resultado. É a motivação que traz, o bem que faz ao ego ganhar um Clássico. Se o Benfica encarar o jogo de forma muito aguerrida, muito concentrada, com o talento que tem na frente pode repetir o que fez no ano passado. Há o Jonas, o Mitroglou, que tenho gostado muito, e o Gonçalo Guedes, que já sabia que tinha um grande talento, mas que me surpreendeu pela personalidade que coloca em campo. Sem falar no Nico…o craque. É um grande jogador e uma pessoa espetacular. É fundamental no Benfica.
Quem pode ser este ano o novo Lima no Dragão?
(Risos) Vou dar um palpite profissional e apostar no Jonas. E também um palpite pessoal. Gostava muito que fosse o Jardel a dar a vitória ao Benfica. Tive grandes companheiros no Benfica, mas o Jardel era aquele com quem tinha mais ligação. Estava com ele quase todos os dias, jantávamos juntos muitas vezes. Tínhamos uma ligação mais efetiva. Até lhe vou agora mandar uma mensagem a dizer que aposto nele para marcar no Dragão (risos). É um grande profissional, um grande jogador e tem evoluído bastante.
Curiosamente, durante muito tempo foi falada a possibilidade de o Lima estar...do outro lado do Clássico. É verdade que esteve perto de assinar pelo FC Porto quando representava o Sp. Braga?
Acho que isso foi só especulação. Pelo menos não houve nenhuma proposta que chegasse até mim. Mas é verdade que muita gente falava-me disso. Até no Belenenses. Diziam-me: olha que o FC Porto está de olho… Na altura fiquei contente, claro. Estava no Belenenses e o FC Porto é uma grande equipa. Mas pronto, tudo tem o seu momento certo e acabei por ir para outro grande clube. Hoje posso dizer que felizmente não fui (risos), porque nos três anos que estive no Benfica ficamos por cima do FC Porto em dois...
Qual era o jogo que mexia mais com os jogadores: Benfica-FC Porto ou Benfica-Sporting?
Nos três anos que estive no Benfica, não sei se foi por o Sporting não estar tão no topo e não brigar pelo título, eram os jogos com o FC Porto. Eram os mais fervilhantes, os mais tensos. Sentia que o país parava para ver aquilo. No tempo que lá estive, sem dúvida que o FC Porto foi o maior rival do Benfica.

Fonte: Maisfutebol 

publicado por Benfica 73 às 12:48

Setembro 06 2015
 

R: Não renovou pelo Benfica por não se sentir desejado ou houve qualquer outra razão?

JORGE JESUS – Não me senti desejado. Quando trabalhas num clube durante 6 anos e estás à espera dos últimos dias para te convidarem a renovar, porque há uma política desportiva diferente… Eu aceito isso e não me custa nada entender que fosse para mudar a página, é normal. Tive de ir à minha vida, mas dentro da ideia de que seria eu a escolher o meu futuro e não aceitar que fossem outras pessoas a impor-mo. Ao longo da minha vida como treinador sempre pensei pela minha cabeça, nunca pela dos meus agentes nem pelas de quem me rodeia.

R: Pela forma como quase não festejou o título, no Marquês, já deixou entender que nem tudo estava bem...

JJ – Se calhar não festejei assim tanto porque já não era novidade para mim, era o terceiro ano, nada mais que isso. Naquele dia, se calhar as coisas não foram organizadas da melhor forma. Sentia-me feliz, claro, talvez não estivesse tão eufórico. Penso que a festa deveria ter sido mais espontânea, mais direcionada para os jogadores e feita em maior proximidade com os adeptos. Achei que estes estavam muito afastados. Pensei que aquela não era a melhor maneira de festejar o título, só isso. Compreendo que as coisas têm de ser organizadas, mas não sentimos, eu e os jogadores, que aquilo fosse festa de proximidade com os adeptos. Por isso estava um tanto frio.


R: Na passadeira, esperou pelo presidente por alguma razão?

JJ – Uma das coisas que considerei incorreta foi a chamada individual dos jogadores. Aquilo era uma festa de todos, não a apresentação da equipa. Devíamos entrar todos unidos e o presidente no meio de nós. Já que fomos chamados um a um, achei que, pelo menos, deveria entrar ao lado do presidente.


R: Com Vieira, a festejar o título, pensava que dali por uns dias teria o contrato renovado?

JJ – Não. À medida que o campeonato se aproximava do fim fui sentindo que a política do Benfica não passava por mim. Tenho muitos anos de futebol e na altura convivia há 6 anos com aquela instituição, logo, senti que não iria continuar. Não houve nesse processo nada de anormal. O Benfica tomou a sua decisão e eu tive de aceitá-la. A partir do momento em que percebi que não era uma peça preponderante para o futuro do Benfica, aceitei-o com normalidade. Da mesma forma que aceitei como normal o facto de o presidente me convidar para ir para o Benfica, porque acreditou em mim – e estou-lhe agradecido por isso -, também considerei que no momento em que ele quisesse romper com a ideia desportiva em vigor, teria todo o direito de o fazer.


R: Mas o presidente do Benfica disse numa entrevista a Record que foi o Jorge quem não quis continuar no Benfica…

JJ – Bom, isso já não é normal, porque depois da estrutura do Benfica tomar uma decisão, eu tenho o direito de escolher o clube onde quero trabalhar. Não posso escolher o clube que as pessoas ligadas ao Benfica gostavam.


R: Já falou com Luís Filipe Vieira depois de assinar pelo Sporting?

JJ – Não houve aproximação ao que era a nossa relação. Foram 6 anos a partilhar alegrias e tristezas. Depois surgiram questões no meio da minha ida para o Sporting que me afastaram do presidente do Benfica. Estou agradecido ao Benfica, mas penso que também ajudei a que o clube fizesse a recuperação que fez nestes 6 anos.


R: Essas questões são o processo que o Benfica lhe moveu e o salário que não lhe pagou? Não falou sobre isso com Luís Filipe Vieira?

JJ – Falei, falei. Nada disto tinha justificação para acontecer. Nunca percebi essa estratégia. Mas creio que não merecia ser envolvido nisto. Não fui eu quem tomou a decisão de não continuar no Benfica.


R: Entende o alcance daquilo a que chama estratégia?

JJ – Não entendo. Se é para tentar desestabilizar-me, os factos do início da época demonstram que isso não tirou rendimento ao Sporting. Na Liga vamos à frente do Benfica e no primeiro troféu disputado, a Supertaça, foi o Sporting que saiu vencedor, derrotando o campeão, o Benfica.


R: Isto não será a consequência de o Benfica ter perdido o Jesus para o Sporting?

JJ – Mas se eles me perderam foi porque o quiseram. Eles é que mudaram a política desportiva. Não tenho de os censurar. Acharam que era o caminho certo para o Benfica, tudo bem. E eu achei que o meu caminho seria outro. Não podia era ser o caminho que eles queriam. O presidente do Benfica tem toda a autonomia e legitimidade para decidir a política desportiva do clube, mas não pode querer controlar a minha vida. Para ele, o que era importante era eu não ficar em Portugal, mas eu sabia que não permanecendo no Benfica continuaria a trabalhar por cá.


R: O Benfica argumenta que antes da Liga terminar já teria sido sondado por alguém ligado ao Sporting...

JJ – Não, não. Isso não é verdade, mas mesmo que tivesse acontecido, o que é que o Benfica tinha a ver com isso? Vivemos num país democrático, onde o trabalhador tem o direito e a autonomia para decidir sobre o local onde pretende exercer a profissão. O 25 de Abril já aconteceu em 1974. Sou livre para tomar as minhas decisões. O presidente do Benfica conhece-me como ninguém, sabe que só penso pela minha cabeça. Mas ele achou que era capaz de controlar o meu futuro e enganou-se. Naquele momento nunca me passou pela cabeça ser treinador do Sporting. No entanto, existiram uma série de coisas que me levaram a pensar que seria capaz de ficar a trabalhar em Portugal, mas não no Sporting.


R: No FC Porto?

JJ – (Sem resposta)

R: A partir do momento em que aceitou encontrar-se com Bruno de Carvalho, ficar na Luz deixou de ser hipótese?

JJ – Claro. A partir do momento em que tive uma reunião com o presidente do Benfica e fiquei a saber que a política desportiva não passava pela minha continuidade, porque o clube queria fechar o ciclo, fui ver da minha vida. Ele achou e bem, repito, que era o momento de fechar o ciclo. Percebi isso perfeitamente. Mas também percebi que não iria permitir que fossem eles a condicionar o meu caminho.

 

R: Alguma vez pensou ser possível receber, no final da época, um convite do Sporting?

JJ – Nunca. Esperava mais rapidamente sair do Benfica para outro clube.

R: Para o FC Porto?

JJ – (Sem resposta).

R: Chegou a existir algum convite? JJ – Não vou falar disso. É uma questão que não interessa partilhar. Mas a partir do momento em que surgiu a possibilidade Sporting, para a qual nem estava preparado porque não pensava ser possível, achei que devia aceitar, até porque devido a razões familiares o meu interesse era o de ficar em Portugal, perto do meu pai.

 

R: Tinha a viagem de férias marcada para uma 5.ª feira (4 de junho) e teve de adiá-la para sábado. Pensava que tudo seria tratado rapidamente, depois da reunião com Vieira (1 de junho)?

JJ – Sim, nem fui eu que marquei as férias, foi um amigo, o Vítor. Ele marcou-as e aconteceu o que aconteceu. Para mim foi tudo muito surpreendente. Não estava preparado para não ficar no Benfica, nem para receber, passados uns dias, um telefonema de um dirigente do Sporting a perguntar-me se Bruno de Carvalho podia falar comigo. Houve muita especulação em torno da minha passagem do Benfica para o Sporting. Disseram-se muitas mentiras. Nunca esteve nada preparado. Com o Sporting, aconteceu tudo entre 3.ª feira e a 5.ª feira.

 

R – O Benfica diz que teve conhecimento do interesse do Sporting antes da reunião com Vieira…

JJ – Tudo mentira! As pessoas inteligentes que andam no futebol também percebem as coisas: se estamos no final do campeonato, com o Benfica campeão antes da última jornada, e o Jesus ainda não renovou contrato, se calhar há aqui uma possibilidade de montar-se uma estratégia em relação à possibilidade de o contratar. Provavelmente foi isso que o Sporting pensou e fez. Acabou por surgir-me a hipótese de ficar em Portugal, tal como surgiram muitas outras possibilidades, através do meu agente, para ir para o estrangeiro. Quando percebi que a hipótese de continuar cá era real nem pensei duas vezes.

 

R: Nem as ofertas mais atrativas o fizeram pensar?

JJ – Nada. E olhem que abdiquei de muito dinheiro. Uma coisa é trabalhares em Portugal e pagares, como pago, 60 por cento de contribuições, outra coisa é a carga fiscal, muito menor, nos países para os quais recebi convites: Turquia, Itália e Rússia, não contando com Qatar e China porque para mim esses nem eram hipótese. Eram propostas, em média, para ganhar três vezes mais em termos líquidos devido à diferença do valor dos impostos. Tirando este meu último contrato no Benfica, nunca fui habituado a ganhar muito dinheiro ao longo da carreira. A minha satisfação, a minha paixão, está no treino, na obtenção dos objetivos desportivos. Foi sempre em função disso que geri a carreira. No Benfica fiz um bom contrato depois de ser campeão no primeiro ano. Mas para vir treinar o Benfica tive de pagar 400 mil euros ao Sp. Braga, ganhando 500 mil no primeiro contrato com o Benfica. Ganhei 100 mil euros em salários, mas tinha um bom prémio no caso de ser campeão. Foi aí que arrisquei.

 

R: É depois disso que faz o primeiro contrato milionário?

JJ – No final da época avisei o Benfica que havia um clube em Portugal disponível a pagar-me muito mais. Tive a honestidade de lhes explicar o que se estava a passar e o que é que aconteceu? Nos anos seguintes passei a ser acusado de ter feito chantagem. A partir daquela altura disse: ‘Na próxima vez em que algum clube estiver interessado em mim vocês não vão saber qual é, para não voltarem a acusar-me de ser chantagista.’ E assim fiz. Ao longo destes anos nunca contei ao Benfica quais os clubes que falaram comigo, que estiveram interessados em mim. Por acaso, não foi esse o caso com o Sporting, com quem falei apenas depois de perceber que não ficaria no Benfica.

 

R: Alguma vez se interrogou sobre a proveniência do dinheiro do Sporting para lhe pagar o salário? As pessoas interrogam-se porque recebe bem mais que os anteriores treinadores…

JJ – Onde e como a entidade patronal vai arranjar dinheiro para me pagar não me preocupa. Mas não me preocupa no Sporting, como não me preocupou no Belenenses, no Sp. Braga ou no Benfica. Isso pode causar estranheza em relação aos meus anteriores colegas, embora não faça ideia qual o salário deles. É uma política desportiva à qual não tenho de me opor. E se um presidente considerar que é mais importante ter um treinador como o Jorge Jesus e para isso contar com menos dois jogadores? Em termos de orçamento vai dar tudo ao mesmo. Antes de assinar, falei apenas duas vezes com o presidente Bruno de Carvalho. E quando fui para a primeira conversa pensei: ‘Estas pessoas devem querer-me mesmo muito porque sabem aquilo que ganho.’ O meu salário era do conhecimento público. Percebi logo que a vontade dele era tão grande que nem discuti números. Zero.

 

R: Aceitou logo a proposta?

JJ – Disse a Bruno de Carvalho: ‘Você sabe aquilo que eu ganho por isso faça-me a proposta. Se estiver de acordo com ela assino já.’ Ele fez-me a proposta e eu disse-lhe: ‘Aceito.’ Não lhe pedi rigorosamente nada, zero!

 

CICLO IRREPETÍVEL DE SEIS ÉPOCAS

R: Será possível, nos próximos anos, algum treinador estar à frente de um clube grande durante 6 temporadas?

JJ – Não. Não acredito que qualquer outro treinador consiga estar 6 anos num grande clube português. Nem eu sei se conseguirei repetir isso no Sporting. Foram 6 anos fantásticos, com algumas tristezas, sim, mas sabíamos que o caminho certo era aquele, até chegar o momento em que acharam que o ciclo estava terminado.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 11:14

Julho 11 2015

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publicado por Benfica 73 às 23:09

Julho 11 2015

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publicado por Benfica 73 às 22:53

Julho 11 2015

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publicado por Benfica 73 às 21:44

Julho 11 2015

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publicado por Benfica 73 às 16:18

Julho 11 2015

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publicado por Benfica 73 às 15:17

Julho 10 2015

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publicado por Benfica 73 às 13:08

Junho 30 2015

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publicado por Benfica 73 às 10:37

Março 05 2015
 

O sérvio de 23 anos, por quem as águias pagaram 6 milhões de euros, não esconde desilusão pela época na Luz. Admira Rui Costa e diz que Jorge Jesus era exceção.


RECORD – Esperava ser emprestado, após um ano no Benfica?

DJURICIC – Para lhe dizer a verdade, não. Pensava ficar por um longo período. Obviamente, para jogar com regularidade e ficar para um futuro certo. Mas devo dizer que estou feliz no Southampton.


R – Assinar pelo Benfica foi um erro?

D – É claro que estou desiludido pela temporada no Benfica. Não foi a ideal e saí, por empréstimo. Principalmente porque escolhi o Benfica entre dez outras opções. Mas, desde o início, só quis o Benfica. Quando soube que o clube era uma opção, só quis ir para lá. Ainda é difícil dizer se foi um erro. Quem sabe o que pode acontecer no futuro. O Benfica era o que queria, mas até agora as coisas não aconteceram como planeei.


R – Qual era o seu objetivo?

D – Queria jogar. Precisava de um grande clube para jogar, para ganhar experiência, para ser parte importante da equipa e somar minutos em campo...


R – O que é que lhe prometeram?

D – Sinto que Rui Costa me queria. Ele demonstrou-o. No início, não foi tão mau. Joguei e a equipa começou bem a temporada. Mas, no final, não ficaram satisfeitos comigo. O treinador não confiava em mim. Não tinha fé em mim. Os adeptos, todas as outras pessoas no clube, as pessoas à volta do clube… Todos acreditavam em mim, à exceção do treinador. Mas o que se pode fazer perante isso? No final, não foi como me prometeram, para ter uma oportunidade.


R – Mas jogou de vez em quando, certo? Ou atuando 60 minutos ou entrando no final dos jogos…

D – É disso que estou a falar. Realizei pouco mais de 20 jogos, mas não tinha continuidade na equipa. Estava no relvado um jogo, seguiam-se alguns em que não entrava ou ficava na bancada e depois entrava alguns minutos no final… Precisava de um pouco mais de apoio.


R – Não teve culpa nisso, também?

D – Claro! Olho para mim em primeiro lugar. Quando valorizo algumas coisas, olho primeiro para o espelho. Sou o mais culpado. Era um problema, com certeza, mas nunca ninguém chegou junto de mim para me dizer: “Filip, tens de mudar isto ou aquilo… Não gostamos disto, consideramos que tens de fazer aquilo.”


R – Nunca lhe explicaram qual era o problema?

D – Sim, conversámos… Mas eles diziam que estava a trabalhar no duro e que as coisas iriam melhorar. O treinador disse-me isso, os dirigentes também.


R – É verdade que é em Rui Costa em quem mais confia?

D – Com certeza! Ele fez o mais importante para ir e sentia que gostava de mim como jogador e como pessoa. O que motivou a minha decisão de ir para o Benfica foi uma reunião com ele. Respeito-o muito.


R – Perdeu algum treino? Esteve lesionado?

D – Nos últimos dois anos, não perdi um minuto sequer de treino. Isso nem se discute. Estive em todos os treinos nos últimos 24 meses.


R – Pela suas palavras, lamenta imenso o que se passou...

D – O Benfica ganhou o campeonato, as taças e jogou a final da Liga Europa. Fiquei feliz por fazer parte dessa equipa. Não importa se a minha participação foi grande ou se era um jogador importante. É melhor ser suplente numa equipa de sucesso do que numa que não é tão boa. O Benfica desempenhou um papel importante nessa época. Eles foram bons.


R – Então, qual foi o problema, sem contar que esperava mais confiança nas suas qualidades?

D – Quando o Benfica me contactou, pensei que realmente precisava de mim. Depois disso, durante a época, senti que a equipa não precisava de mim e não entendia por que me contrataram, se era assim. Tudo começou bem, o Benfica pagou muito dinheiro por mim, treinámos muito bem, gostei da Liga, dos jogadores, do clube, do país, de Lisboa… Mas, no final, ficou demonstrado que não precisavam de mim.


R – Deixou o Benfica e, em janeiro, o Mainz. Isso não mostra que não tem qualidade suficiente?

D – Não saí porque não era bom o suficiente. Em Mainz, não me adaptei, por isso não posso culpar ninguém. Aqui, em Southampton, encontrei um ambiente em que me respeitam. Acho que vou melhorar.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 11:43

Fevereiro 13 2015

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Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 11:27

Janeiro 23 2014

 

Depois de uma época que, reconhece, abalou o grupo durante algum tempo, Nico Gaitán acredita que o passado está definitivamente enterrado e vê a equipa no bom caminho. Quer muito cumprir o sonho de ser campeão pelo Benfica, mas mantém os pés assentes no chão. «Esperemos que este ano tudo seja diferente», suspira.

O Benfica não perde há 13 jogos e ganha há oito consecutivos. A equipa está no melhor momento da época?
Sim, penso que estamos num bom momento, a equipa tem vindo a crescer aos poucos. No início estávamos um pouco instáveis mas atualmente a equipa está muito melhor. 

A equipa está em quatro provas: Campeonato, Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga Europa. É possível vencer todas? 
É para isso que trabalhamos todos os dias, depois veremos, no final, se somos capazes de ganhar alguma dessas provas. Mas claro que quando uma temporada arranca o pensamento é esse, em qualquer equipa.

Se só pudesse escolher uma destas provas para vencer, qual seria?
São quatro provas importantes, sinceramente não sei qual escolheria, é difícil, quero é ganhar, a única coisa que me interessa é ganhar. Oxalá isso seja possível. 

Mas imagino que tenha o sonho de ser campeão pelo Benfica, algo que ainda não conseguiu?
Sim, é algo com que todos os jogadores sonham no início de cada temporada, a intenção é sempre sermos campeões, mas claro que há outras equipas com essa mesma intenção, que querem o mesmo que nós. Esperemos que este ano seja possível. 

O grupo gostaria de dedicar o campeonato ao Eusébio, essa será mais uma fonte de inspiração? 
Sim, o que aconteceu ao Eusébio foi muito doloroso para todos os benfiquistas e todos os portugueses. É mais uma motivação, obviamente, mas acima de tudo temos de vencer por nós e trabalhar por isso no dia a dia.

Fonte: A Bola

publicado por Benfica 73 às 15:36

Outubro 17 2013
Durante este verão falou-se muito da possibilidade de Óscar Cardozo ser transferido do Benfica. Chegou a sentir o peso da responsabilidade perante a iminência de ter de o substituir? 
Não, de modo algum. Todos conhecem a qualidade de Óscar Cardozo, a história que ele tem construído no Benfica... Durante este defeso falaram-se muitas coisas e é verdade que me colocaram sob essa responsabilidade de substituir uma referência como ele, mas sempre estive tranquilo. Até porque joguei muitas vezes, incluindo na época passada, como primeiro avançado, embora a maioria dos jogos, é verdade, na companhia de Cardozo. Felizmente ele ficou connosco e ainda bem porque é um companheiro exemplar e que ajuda bastante o nosso grupo. 
Como é que os jogadores viram esse episódio entre Cardozo e Jesus no final da Taça? 
Acho que falou-se muito sobre isso, é uma questão que está ultrapassada e sinceramente não vale a pena voltar a esse assunto. 
Como foi ele recebido após o castigo do clube? 
Foi bem recebido, lógico. Como falei, o Cardozo é um excelente companheiro, uma pessoa que é muito amiga de todos nós, é uma pessoa divertida e claro que não podia deixar de ser bem recebido de volta ao nosso balneário.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 11:18

Junho 18 2013
O lateral-direito uruguaio, de 29 anos, está no Brasil ao serviço da seleção uruguaia na Taça das Confederações. Após o jogo de estreia na competição, diante da Espanha, conversou com A BOLA sobre a atualidade do Benfica.
- Depois de alguma indefinição, Jorge Jesus assinou por mais dois anos. É uma boa notícia? 
- Se a Direção decidiu assim, é óbvio que é uma boa notícia. A nós jogadores compete-nos acatar as ordens de quem manda e tentarmos no próximo ano, novamente com o Jorge Jesus, evitar que as coisas terminem mal, como terminaram na época passada, depois de terem começado tão bem. 
- Foi uma das épocas mais frustrantes da sua carreira?
- Foi uma época espetacular, por um lado e até determinada altura. Passámos todo o tempo na expectativa de um final de temporada brilhante e, no fim, acabou por acontecer tudo o que aconteceu, perdendo duas finais e saindo derrotados de um jogo decisivo de campeonato. Tínhamos tudo para sermos felizes e acabámos por sofrer um golpe duro, mas agora há que pensar no próximo ano. 
- No próximo ano, a final da Champions League é no Estádio da Luz. Seria extraordinário oferecer aos adeptos uma conquista desse porte depois do ano frustrante que acabou? 
- O futebol tem isso de bom, não é? Dá-te sempre oportunidade de revancha, como nós dizemos, de vingança. Esperemos que a próxima temporada nos dê a nós e aos nossos adeptos os títulos que merecemos festejar. A final da Champions League joga-se em casa, seria de facto um sonho estar lá e ganhar. A mensagem que queria mandar a Portugal e aos benfiquistas era essa, uma mensagem positiva depois de uma época tão dura na parte final. 
- O Benfica pode contratar mais um lateral-direito. 
- A mim só me compete entregar-me muito, lutar muito por um lugar e tentar mais uma vez ser titular do Benfica. 
- Outro jogador que pode ser contratado pelo Benfica é para a ala contrária: Fábio Coentrão. O que acha dessa possibilidade? 
- Fábio Coentrão? Seria ótimo, fez excelentes temporadas no Benfica e também no Real Madrid. É um bom jogador, tem grande qualidade. Mas como disse jogou muito bem no Real Madrid, seria sempre difícil tentar trazê-lo mas se ele quer é um passo. Tomara que ele volte.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 13:54

Junho 02 2013
O dinheiro conta, claro. Mas não é tudo. O internacional sérvio garante que tinha outras propostas mas a escolha do Benfica deveu-se a uma questão mais pura: a qualidade do seu futebol. Quer esquecer o final da época 2012/13 e pensar já em 2013/14. Com um objetivo bem definido: «Quero ser campeão.»
- Estava no ArenA de Amesterdão quando viu o seu compatriota Ivanovic marcar um golo pelo Chelsea e destruir o sonho do Benfica em vencer a Liga Europa. O que sentiu naquele momento? 
- Um golo do meu colega de seleção... Senti uma enorme pena. Fiquei logo com medo porque foi um canto estúpido: o lateral-direito do Chelsea enviou a bola para longe, pensou-se que a bola iria para fora, mas Ramires chegou a tempo e chutou-a contra um jogador nosso. Logo ali disse a um amigo: ‘Não, outra vez não! É impossível!’. É incrível em sete dias perder dois jogos no último minuto. 
- O facto de ter visto aquele jogo na condição de futuro reforço do Benfica foi o suficiente para sentir alguma dor? 
- Nem sei o que senti porque foi um choque, nem acreditava. Tinha visto o jogo com o FC Porto, depois seguiu-se a final… Mas temos de encarar isto como parte do futebol e seguir em frente. 
- Teve a oportunidade de ver os adeptos em ação pela primeira vez. O que achou? 
- Eu estava na parte destinada aos adeptos do Benfica. Foi um momento triste porque vi muita gente a chorar. Mas fiquei a saber o que significa um troféu daqueles para os adeptos do Benfica. Quem sabe se não vencemos na próxima época… 
- Que consequências provocarão o final de época do Benfica? 
- Há que ver um lado bom: não vencemos o campeonato há três anos e, para mim, será um prazer jogar num clube que terá ainda mais vontade de ser campeão. Esta é a prioridade, acho, do Benfica para a próxima época: ganhar o campeonato. Escolhi ir para o Benfica porque quero ganhar, pois até agora joguei num clube com menos ambições, o Heerenveen. A pressão será maior, tudo será em grande, isso já eu sei, mas jogo futebol justamente por causa disso. Estou ansioso por começar. 
- Qual foi a primeira coisa que lhe veio à cabeça quando assinou pelo Benfica? 
- Entusiasmo. Eu tive de escolher entre várias propostas que me surgiram. 
- Foram muitas? 
- Sim. Partia para o meu último ano de contrato e o preço de mercado desceu. Estudámos o que tínhamos em mãos e decidimos pelo Benfica. 
- O que pesou na decisão? 
- Decidi-me pela equipa que melhor joga futebol, de princípio ao fim. Se tivesse de escolher entre o Chelsea ou Benfica escolhia sempre o Benfica pelo estilo do futebol que joga. Mesmo que o Chelsea seja um clube maior. Mas eu quero jogar esse futebol. 
- Que futuros colegas lhe levam a pensar: ‘com aqueles vou dar-me bem’? 
- A equipa toda! Desde o guarda-redes até ao avançado, todos jogam bom futebol, todos sabem o que fazer com a bola. Não posso apontar apenas um ou outro porque não tenho o conhecimento perfeito da equipa, mas pelos jogos que vi, percebo que todos os jogadores querem jogar futebol e isso é incrível. Quero fazer parte de uma equipa dessas. 
- Está preparado para substituir Aimar? 
- Estou preparado para grandes coisas, é o que sempre pensei quando comecei a carreira. Ser futebolista é tentar de subir de nível, de forma constante. Vou para um clube maior e sei que terei outras responsabilidades. Sei que serei o substituto de Aimar. Por um lado é uma grande pressão, por outro é um prazer. Mas o prazer de substituir uma lenda será maior que a pressão. 
- Assume-se como um clássico número 10? 
- Sim. É a posição onde melhor me sinto. Já joguei como segundo avançado ou descaído para uma das alas, mas sou um número 10. O facto de o Benfica ter a tradição de jogar com um número 10 foi outro dos fatores que me levaram a escolher o Benfica. Aimar vai-se embora, mas há Gaitán. Antes houve outros… 
- ... como Rui Costa. 
- Espero vir a ser como ele. Sou um 10 como ele foi, tenho características parecidas às de Rui Costa. Sei que ele já me elogiou e quero retribuir. Fiquei muito feliz por ele ter dito boas coisas sobre mim. 
- Matic é seu compatriota e amigo. O que ele lhe disse?
- Falei com ele antes de assinar pelo Benfica. Somos amigos, jogámos na mesma escola de futebol quando éramos miúdos, apesar de ele ser três anos mais velho que eu. Falei com ele algumas vezes, ele aconselhou-me e disse-me: ‘És um jogador com condições para jogar aqui, tens de vir’. Depois foi mais fácil dizer sim ao Benfica.
- Diz que o tipo de futebol praticado foi fundamental para a sua escolha. Mas alguma vez pensou no Benfica como um trampolim, tendo em conta o histórico do clube em vender jogadores para clubes de maior poder financeiro? 
- Não. Quando tomamos uma decisão pensamos em vários aspetos: futebolístico, o tipo de clube, o tipo de adeptos, a questão financeira, obviamente, e a vida do país e da cidade. Portugal é um ótimo país para viver e tudo isso contribuiu. Foi, por isso, fácil chegar a acordo. 
- Acha que vai demorar a adaptar-se? 
- Não quero esperar, pretendo adaptar-me o mais rapidamente possível e entrar de imediato na dinâmica da equipa. 
- A final da Liga dos Campeões da próxima época é no Estádio da Luz. Imagina-se lá? 
- Podemos sempre sonhar, os adeptos também. Mas o Benfica não vence campeonato há três anos e ganhar essa competição será o principal objetivo. Mas é claro que gostaria de jogar uma final pelo meu novo clube, especialmente na Luz. 
- Já traçou algum objetivo pessoal? O que será, para si, um bom começo? 
- Não gosto de falar sobre os meus objetivos pessoais, quero adaptar-me o mais rápido possível e depois veremos como corre. O que mais desejo é vencer títulos no final da época.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 12:04

Maio 31 2013
´Tapado` por Cardozo e por Lima na frente de ataque do Benfica, Rodrigo reconhece que a época que agora terminou «não foi a que esperava», tanto a nível pessoal como coletivo. Utilizado de forma intermitente por Jorge Jesus, o avançado elogia a gestão do plantel feita pelo treinador ao longo da temporada.
Não está satisfeito com o seu desempenho esta época?
Sou o maior crítico de mim próprio. Não tenho qualquer problema em dizer que, apesar de não ter sido uma má temporada, esperava mais de mim e o que irei fazer é trabalhar ainda mais para melhorar e responder à confiança que depositam em mim no Benfica.
Rendeu menos porque lhe faltaram oportunidades de jogar?
Não foi isso. Penso que Jorge Jesus soube fazer bem as rotações, deu minutos a todos. Logicamente, uns foram mais utilizados que outros, mas a verdade, também, é que Cardozo e Lima estiveram a um grande nível e isso tornava mais difícil a minha entrada na equipa.
O que falhou para que tudo tenha corrido tão mal na fase final das três competições?
Acredito que cada um irá encontrar um motivo e entender que tem razão. Uns dirão que foi culpa dos jogadores, outros acham que a responsabilidade é do treinador e também haverá quem culpe aos árbitros. É realmente difícil explicar. Foram jogadas nos últimos minutos e fora do contexto do jogo. São coisas do futebol difíceis de explicar, mas, agora, já nada há fazer e o melhor é esquecer.
Quais são as expectativas para a próxima época?
Espero consolidar a minha posição no Benfica. Sinto-me orgulhoso por poder jogar no clube, sei perfeitamente das dificuldades que é jogar numa equipa como a nossa, mas vou dar o máximo para fazer melhor. Do ponto de vista pessoal, o objetivo é esse mesmo, melhorar, pois gostaria de ter feito muito melhor. Não digo que foi uma época horrível da minha parte, mas não foi aquela que esperava e eu sou, repito, o meu maior crítico. Agora, vou concentrar-me nos sub-21 e depois carregar as energias para começar bem a próxima época.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 16:54

Maio 31 2013
Em entrevista a A BOLA, Rodrigo faz o balanço da época negra dos encarnados, reconhecendo que será difícil esquecer tanta frustração. Avançado diz que «o clube tem decisões importantes para tomar», mas sublinha que «os jogadores também devem refletir sobre que aconteceu»

A temporada acabou há dias. Que balanço faz do que conseguiu fazer no Benfica?
Estou muito contente com a minha evolução nos últimos anos, no Castilla, no Real Madrid no Bolton e no Benfica, nos últimos dois. Reconheço, porém, que nesta última temporada não estive à altura do que queria e do que os adeptos esperavam de mim. Depois de uma boa primeira época, na segunda as exigências são maiores. Toda a gente pensa que haverá progresso e que se deve ser melhor mas, infelizmente, isso não aconteceu. Gostava que o meu rendimento tivesse sido melhor.

Foi um final de época frustrante para o Benfica. Como se sente depois do que aconteceu?
Foi uma enorme deceção, para mim e para todos os meus companheiros, por vermos que o grande esforço e sacrifício que fizemos, privando-nos de muitas coisas, não foram compensados no final.

Estar na seleção ajuda a limpar a cabeça?
Na verdade, se não estivesse aqui estaria de férias, como os meus companheiros, mas iria fazer sempre uma reflexão sobre tudo o que aconteceu, sobre todas as coisas que se passaram neste final de época no Benfica. O clube tem decisões importantes para tomar, mas os jogadores também devem refletir sobre que aconteceu. Foi um período muito difícil, podíamos ter conquistado tudo e nada conquistámos. Sabe bem estar aqui na seleção, agora, e vou dar o máximo também por este objetivo. Mas reconheço que vai ser difícil esquecer. Tudo o que aconteceu foi muito duro. Mas, efetivamente, tenho de concentrar-me na seleção, arejar a cabeça e tentar ganhar o Campeonato da Europa. É para isso que aqui estou. Só espero que não junte outra deceção às que já tive. Espero que a conquista do título europeu me compense de todas as frustrações que tive com o Benfica. Estou certo de que vai ser bom e de que terei a oportunidade de terminar a época de uma forma um pouco mais positiva. Depois de terminada a competição, irei ter alguns dias de férias que procurarei aproveitar para descansar e para recomeçar nas melhores condições possíveis a nova época.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 10:50

Março 24 2013
Luisão sente-se lisonjeado com os elogios de Jorge Jesus, embora reconheça que as palavras do treinador aumentam ainda mais a responsabilidade que já pensa nos ombros por ser o jogador do Benfica com mais anos de balneário. 
Jorge Jesus já disse em mais de uma ocasião que considera Luisão o jogador mais importante do Benfica, por ser o líder da equipa no campo e no balneário. É bom ouvir isso?
É bom, é muito bom, mas faz com que durma menos [risos] porque a responsabilidade aumenta. Fico muito feliz porque ao longo da carreira trabalhamos a cada dia para marcarmos a diferença naquilo que melhor sabemos fazer, no caso jogar futebol. Já cobro muito a mim próprio, e com essas declarações tenho de cobrar mais ainda [risos].

Tendo em conta as notícias que têm saído, acha que na próxima época vai perder mais um parceiro, no caso Garay?
Não sei, não acompanho muito isso... O Garay é um excelente jogador, como outros que já jogaram comigo na defesa do Benfica e já saíram. É um dos grandes centrais do mundo, mas se ele sair vai chegar outro e vamos tentar manter o nível que a defesa tem tido, principalmente esta época.

Tem o sonho de jogar o Mundial-2014 no seu país?
Tenho, claro. Trabalho sempre com o pensamento de chegar à seleção e já estive em dois Mundiais, mas também sou realista. Não tenho sido chamado com Scolari e há outros centrais de muita qualidade na seleção brasileira, como David Luiz e Thiago Silva, que têm jogado a titulares. Às vezes chega o momento de passar o lugar a outros. Fico à espera que possa acontecer uma nova chamada mas não é algo que me tire o sono. Vou continuar a fazer o meu trabalho. Nunca fecharia a porta à seleção, nem pensar.

Até que idade pensa jogar?
Enquanto as minhas filhas tiverem orgulho de ver o pai a correr e a jogar bem, vou continuar [risos]. Na minha cabeça penso jogar até aos 36, 37 anos, é o meu cálculo. Atualmente os jogadores têm uma excelente preparação e há também a especificidade da posição que ocupo. Penso que posso lá chegar, mas é preciso apresentar sempre um bom nível. Quando se cai muito, no final da carreira, isso ofusca sempre tudo o que se plantou. Quando terminar, quero terminar bem, mas ainda estou muito novo, na flor da idade [risos].

A final da Champions na Luz, na próxima época, mexe consigo?
Mexe, claro. Sonhar também motiva. Quem sabe?
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 15:57

Março 22 2013
O capitão encarnado, de 32 anos, acredita numa época feliz mas, em entrevista a A BOLA e A BOLA TV, lembra que há ainda degraus difíceis e que o «título está longe», apesar de os quatro pontos de vantagem para o FC Porto serem «um privilégio». Luisão afasta ainda os fantasmas de 2011/12 porque «cada época tem a sua história».

É importante, nesta fase da época, a vantagem de quatro pontos para o FC Porto na Liga? Sente que o título está perto?
Esta vantagem é um privilégio porque ao longo dos últimos anos tem sido uma briga muito cerrada entre Benfica e FC Porto, sem esquecer também o SC Braga e até mesmo Sporting, mas neste momento a luta pelo título está como no início da temporada. Não é por causa de quatro pontos que está mais fácil ou mais difícil. Pela dificuldade dos jogos que temos pela frente, é muito cedo para avaliar. O título ainda está longe e temos de ir degrau a degrau.

Teme a repetição do que aconteceu na época passada, em que o Benfica desperdiçou uma vantagem de cinco pontos?
Não, jamais. Cada época tem a sua dificuldade e tudo serve de aprendizagem. Cada momento é diferente, assim como os jogadores, a atmosfera, e por vezes até a qualidade de jogo... Não pensamos no que aconteceu na época passada, este é outro ano e temos hipóteses de terminar muito bem.

O objetivo da equipa é, no mínimo, manter esta diferença pontual até ao jogo no Dragão?
Sim, mas até lá temos jogos que precisamos de ganhar. É lógico que seria bom sinal mantermos esta vantagem, seria sinal de que fizemos o nosso dever até aí, mas ainda não pensamos nesse jogo, ainda temos muito por que passar para lá chegar.

Sente que os adeptos esperam muito a conquista do título?
Claro, e o pensamento dos adeptos nem poderia ser diferente. Somos uma equipa grande, respeitada e com história, por isso a cobrança é grande, em todas as épocas, para sermos campeões. Mas a dificuldade também é grande. Não ganhámos nos últimos dois anos, por isso temos muita vontade de dar esse presente aos nossos adeptos.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 10:26

Janeiro 19 2013
Lance Armstrong gostaria de voltar a competir. Na segunda parte da entrevista com Oprah Winfrey, depois de já ter admitido uso de substâncias dopantes ao longo da sua carreira, tem dúvidas se merece ser irradiado do ciclismo para sempre.
Esta segunda parte foi mais dedicada ao que aconteceu nos últimos meses, como o abandono de patrocinadores e o afastamento da fundação Livestrong, bem como as reações da família à sua queda progressiva, que culminou com a confissão de culpa durante a entrevista gravada segunda-feira.

«Mereço ser castigado, mas não tenho a certeza se mereço a pena de morte», disse, aludindo a castigos mais leves aplicados a outros corredores. 
Recusando que a confissão sirva para tentar que a sua pena seja atenuada, reconheceu que gostaria de voltar à estrada: «Adoraria a oportunidade de voltar a competir, mas não é por isso que estou a fazer isto. Sou um competidor, sempre fui, toda a minha vida foi sobre atravessar aquela linha de meta. Sinto que caí em desgraça, estou muito envergonhado e humilhado.»
«Olhando para o meu castigo, recebi uma penalização que não me deixa competir. Não digo que é injusto, mas é diferente. Realisticamente, acho que a irradiação não vai ser levantada e vou ter de aprender a viver com isso», reconheceu.

Patrocinadores a fugir
Lance Armstrong disse a Oprah sentir agora remorsos, que têm tendência para crescer. O que lhe custa, admitiu, é a «traição para com as pessoas para com as pessoas que sempre disseram acreditar em mim e a quem menti».
O pior momento, apontou, foi quando a direção da fundação de luta contra o cancro que criou, a Livestrong, lhe pediu que se afastasse: «A fundação é como o meu sexto filho. Tomar a decisão de me afastar foi muito difícil, mas sabia a pressão que havia e foi a melhor coisa a fazer.»

A investigação da USADA (agência anti-doping norte-americana) no ano passado e acusação de que seria o líder de uma sofisticada rede de doping levou a que os seus patrocinadores começassem a cancelar contratos. 
«A Nike ligou e disse ´estamos fora´. Depois seguiram-se outros telefonemas e daí a uns dias estavam todos fora. Perdia 75 mil dólares por dia. Perdi todos e provavelmente nunca voltarão», explicou.

Contar ao filho
A verdade teve de ser contada à família quando a situação começou a fugir do seu controlo e os filhos eram expostos a várias histórias na escola, nas redes sociais. «Um dos meus filhos defendia-me, dizia ´não é verdade´. Então eu soube que tinha de lhe contar, porque ele nunca me perguntou, sempre confiou em mim. Disse ao Luke que não me defendesse mais», disse Armstrong, no momento em que mostrou mais emoção.
Olhando para o passado, Armstrong aponta o pior momento da sua vida como o diagnóstico de cancro, ao mesmo tempo que prevendo o futuro, sabe que não poderá voltar a escorregar. 
Na primeira parte da entrevista, o ex-vencedor de 7 Voltas a França disse que via o uso de doping como batota, uma vez que muita gente tinha acesso, mas antes um processo natural, como encher os pneus da bicicleta.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 10:46

Dezembro 26 2012
Em 2010, a Sport Business International considerou Alexandre Mestre um dos 20 advogados mais influentes do mundo na área do Desporto. Meses depois, Passos Coelho chamou-o ao governo. Para Secretário de Estado do Desporto e da Juventude. Nesta entrevista fala do que tem sido a sua ação - e do que poderá vir a ser...
Há dois anos, o desporto espanhol recebeu do seu governo mais de 180 milhões de euros. No próximo terá apenas 100 milhões. Vá lá, em Portugal não se perdeu tanto no Orçamento de Estado para 2013...
- Direi mesmo: o desporto não perdeu nada. Apesar das dificuldades e constrangimentos com que o país se depara, este governo inscreveu no OE 37 milhões de euros, mantendo, pois, o valor de 2012. 
- O que, contudo, não significa que as federações não venham a receber menos... 
- Sim, haverá uma redução global média de 9% de financiamento direto ao Movimento Associativo. Em todo o caso essa redução terá uma contrapartida, uma compensação, por via indireta, através de investimentos indispensáveis e aquisição de equipamentos nos Centros de Medicina Desportiva de Lisboa e do Porto, na Autoridade Antidopagem de Portugal, no Centro Desportivo Nacional do Jamor. 
- OK, não deixa de ser uma vitória sua, mas, eu acho: a sua grande vitória de 2012 foi outra: a eleição para representante da União Europeia na Autoridade Mundial Antidopagem (AMA)... 
- Não diria que essa tenha sido uma vitória pessoal. Foi uma vitória de Portugal, o reconhecimento pelo que se tem feito na linha da frente do combate ao fenómeno da dopagem, o reconhecimento da qualidade internacional do Dr. Luís Horta...
- ... Que, presumo, vai manter como diretor do Laboratório de Análises e Dopagem...
- Com certeza. Tem toda a minha confiança. E foi ainda o reconhecimento do trabalho no nosso Laboratório de Análises e Doping... 
- ... O Laboratório que o senhor conseguiu retirar da situação de fora de lei em que o encontrou...
- Sim, perder a acreditação por não se colocar a legislação conforme com o Código Mundial Antidopagem não era nada prestigiante. E poderia levar a consequências gravíssimas. Deixarem de se fazer análises aqui, Portugal ficar impossibilitado de realizar competições internacionais. Nem de propósito: pouco tempo depois de ter tomado posse foi atribuída ao Estádio da Luz a final da Liga dos Campeões e não fora a nossa pronta intervenção legislativa que permitiu recuperar a acreditação do LAD a Luz teria perdido a Champions.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 23:32

Dezembro 22 2012
Era um desconhecido quando chegou a Portugal, em 2011, mas a excelente época no P. Ferreira, por empréstimo, abriu-lhe as portas da Luz. Chegou como extremo, mas, surpresa, tornou-se no novo lateral-esquerdo. A adaptação não foi fácil, mas hoje ninguém o questiona. O jovem paraguaio de 22 anos abriu o coração em entrevista a A BOLA e A BOLA TV.
Imagine que há um ano, quando brilhava no P. Ferreira como extremo, alguém lhe dizia que seria o futuro lateral-esquerdo do Benfica. Acreditava?
Confesso que não. Quando vim para o Benfica não imaginava que iria ocupar a posição de lateral-esquerdo, mas o técnico optou por me colocar nesse lugar e penso que tenho feito bem o meu trabalho. O treinador tem-me ensinado muito bem, e é por isso que tenho aprendido rápido. Os ensinamentos dele têm sido fundamentais para mim e penso que tenho evoluído. Só espero que as coisas continuem a correr da melhor forma.
Alguma vez tinha jogado como lateral-esquerdo, na sua carreira, ou foi sempre avançado?
Quando tinha 15 anos acho que joguei dois ou três jogos nessa posição, nada mais. Sinceramente nunca pensei que um dia acabasse por ser esse o meu lugar, pois sempre joguei a avançado, mas tenho procurado dar o meu melhor.
«Passo mais tempo 
no outro meio-campo»
Tem saudades de jogar a avançado?
A verdade é que, enquanto lateral-esquerdo do Benfica, ataco sempre muito, às vezes passo mais tempo no meio-campo adversário do que no nosso, por isso é quase igual para mim.
O que sentiu quando Jorge Jesus lhe disse que o queria testar a lateral-esquerdo?
Ele disse-me que queria testar-me nessa posição e eu disse-lhe para contar comigo porque estava no Benfica para jogar. Na pré-época trabalhámos de forma muito intensa, ensinou-me muitas coisas, e com o tempo, os treinos e as indicações dele fui melhorando e progredindo.
Quais as principais dificuldades que sentiu no início e que aspetos pode ainda melhorar?
No início senti algumas dificuldades na parte defensiva. Foi esse o principal foco do trabalho inicial, tive de aprender a defender melhor, mas também tenho procurado atacar melhor. O objetivo é fazer as duas coisas bem, mas não é fácil e é a jogar que se aprende. Espero continuar a melhorar e a crescer a cada dia.
Inspirou-se em algum modelo de lateral-esquerdo? Há quem lhe chame o novo Fábio Coentrão...
Quero seguir os passos de Fábio Coentrão, que fez grandes épocas aqui no Benfica e é um lateral-esquerdo espetacular. Um dia espero ser como ele aqui no Benfica, mas para isso tenho de trabalhar muito. Oxalá que tudo corra bem e consiga alcançar tudo o que ele alcançou.
Então acredita mesmo que pode ser o novo Coentrão?
[risos] Era bom, mas só o tempo e os jogos poderão responder a isso. Para já estou preocupado em melhorar e aprender em cada dia.
Viu vídeos dele ou de outro lateral-esquerdo, como base de trabalho?
Sim, vi alguns vídeos do Fábio Coentrão na época em que o Benfica foi campeão nacional [2009/10]. Queria ver a sua forma de jogar, defendia bem e atacava muito. Como já disse, oxalá possa seguir os passos dele e, um dia, alcançar o mesmo nível. Trabalho para isso.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 15:35

Novembro 02 2012
Tem 29 anos e brilha na Liga dos Campeões com o Málaga. Era o preferido de Jesus para lateral-esquerdo do Benfica, mas ficou amarrado a Espanha. Lamenta não ter cumprido o sonho de miúdo, apesar de se sentir bem. 
Começou a temporada sem saber em que clube iria jogar. Até ao último momento esteve aberta a possibilidade de mudar-se para o Benfica mas, finalmente, ficou no Málaga, onde conquistou o lugar de titular indiscutível. Sente-se bem?
Felizmente a época começou bem, a equipa vai bem no campeonato, ganhámos os três jogos da Champions e estou contente com o meu rendimento.
Está contente com Pellegrini?
Fala muito comigo, quer aproveitar ao máximo as minhas qualidades, creio que o tem estado a fazer e reconheço que me tem ajudado muito.
Mas ele é o responsável por não ter ido para o Benfica...
Foi o único culpado. Ele disse-me, desde o primeiro momento que surgiu a hipótese, que seria muito difícil que pudesse sair. Depois, no dia 29 de agosto, no voo de regresso de Atenas, após o jogo com o Panathinaikos, veio ter comigo ao meu lugar para me dizer claramente que não me deixava ir embora.
Foi uma grande desilusão?
Sim, foi. Estava tudo preparado. Se tivesse havido consentimento do técnico à chegada a Málaga tinha partido logo para Lisboa. Confesso que gostava muito de ser jogador do Benfica e creio que isso não sucede só comigo, muitos futebolistas de todo o mundo estariam felizes de pertencer a um grande clube como este. Tinha uma grande esperança de ir, mas também tinha a consciência de que a ultima palavra pertencia ao Málaga, que é o dono do meu passe. O Benfica fez tudo para levar-me, estou muito agradecido aos seus dirigentes pelo interesse que mostraram. Foi uma pena.
Entre o Benfica e Eliseu, estava tudo acordado?
Entre nós não havia qualquer problema. Numa chamada telefónica de poucos minutos tudo ficou resolvido.
Ganharia mais no Benfica que no Málaga?
No Benfica ganharia muito menos, mas não me importava. Era o preço que estava disposto a pagar para poder ver tornado realidade um sonho que tenho desde miúdo. 
Talvez para o ano surja una nova possibilidade...
O futebol dá muitas voltas, o mal é que oportunidades como esta só costumam passar uma vez e como é muito difícil que se repitam é preciso apanhá-las quando surgem. Já tinham aparecido outras, mas sempre puseram dificuldades à minha saída. Agora o que tenho de fazer é concentrar-me no Málaga, ajudar a equipa e fazer tudo para manter o mesmo nível para que um dia mais tarde o Benfica volte a interessar-se por mim.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 08:51

Setembro 15 2012

Aos 36 anos voltou ao estrangeiro. Após uma experiência em Florença, entre 2000 e 2002, o ex-capitão do Benfica aceitou agora o convite para tentar ajudar o Blackburn a regressar à Premier League – onde espera vir a encerrar a carreira.

Como surgiu a possibilidade de reforçar o Blackburn?

NUNO GOMES – Depois da época que fiz em Braga, sempre disse que gostaria de continuar a jogar, pelo menos mais um ano. Nunca falei em terminar a carreira porque me sentia, como sinto, em boas condições. Surgiu o convite do Blackburn, com um projeto que me cativou. Aqui estou!

Não teve convites de clubes portugueses?

Houve duas abordagens mas quando estava a analisar os prós e os contras, surgiu o Blackburn. E como era um jogador livre, foi simples.

Um bocado inesperada a possibilidade de jogar em Inglaterra aos 36 anos, ou não?

Talvez. Tinha vindo a falar com alguns clubes de outros países, concretamente de campeonatos que procuram jogadores na fase final da carreira. Acabei por aceitar rapidamente o convite do Blackburn por ser diferente dessas opções. Estou num país que respira futebol e num clube com história em Inglaterra. Tenho a oportunidade de continuar a competir ao mais alto nível. Era o que queria.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 12:02

Setembro 09 2012
O argentino Salvio fez questão de vincar aquilo que tinha expressado já em entrevista a A BOLA, publicada este domingo, fazendo questão de se separar da ligação ao Atlético Madrid, clube do qual nunca irá esquecer-se.

Salvio fez questão de esclarecer as suas palavras depois de ter sido atacado por vários adeptos do Atlético Madrid na sequência da entrevista publicada este domingo em A BOLA.

«Eu sempre quis voltar ao Benfica. Nunca quis sair depois de ter estado aqui uma época [2010/2011]. Hoje estou feliz», foram as palavras que não caíram bem aos adeptos do emblema colchonero.

Através da rede social Twitter, Salvio começou por historiar: «Os meus primeiros seis meses no Atlético não foram como esperava, porque não joguei muito, quase nada. Então, fui emprestado ao Benfica, pelo qual joguei tudo e me senti importante. Não é normal que queira ficar no Benfica, onde podia jogar mais?», atirou.

Porém, o argentino voltou mesmo a Madrid, onde esteve na época passada. «Voltei ao Atletico e passei um ano incrível, cheio de emoções», explica, atirando depois: «Amigos, não faz sentido escrever uma carta de despedida e depois falar mal, não? Pensem!»

«Agora, estou num grandíssimo clube, pelo qual tenho muitíssimo carinho e o qual quero muito. Mas nunca vou esquecer o Atletico. Tenho lá muita gente de quem gosto», rematou.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 22:53

Setembro 04 2012
Axel Witsel despede-se dos benfiquistas em entrevista exclusiva a A BOLA. Médio belga leva o Benfica no coração para a Rússia e manifesta confiança no sucesso dos encarnados nesta temporada. 
O que vai recordar da época que passou no Benfica?
- Passei um ano incrível no Benfica. É verdade que não fui campeão, mas o clube deu-me a oportunidade de viver momentos maravilhosos. Deixei o Standard para jogar no Benfica e foi a melhor decisão. Joguei num estádio com adeptos fantásticos, que faziam de cada jogo do Benfica uma festa. Isso marcou-me muito. Não esquecerei os jogos na Liga dos Campeões, os jogos contra o FC Porto ou o Sporting. Não conhecia como era jogar assim, num clube desta dimensão. Foi incrível. Pelos adeptos e não só. O Benfica é uma família.
Javi García disse que seria benfiquista para sempre. Como é consigo?
- O Benfica vai deixar-me marcas para sempre. Obrigado a todos, colegas de equipa, amigos, presidente, treinador, adeptos. Fizeram tanto por mim... Fiquei benfiquista, claro. Quem passa por este clube tem de ficar. Foi um ano muito bom, foi um ano incrível para mim. Jamais esquecerei.
Sem Javi García e sem Witsel o Benfica fica mais fraco?
- O Benfica não fica mais fraco com a minha saída. Tem bons jogadores no plantel para a minha posição, como o Carlos Martins e o Aimar. Tenho a certeza de que vai fazer um grande Campeonato. Acredito que o Benfica vai ser campeão e fazer outra vez uma boa figura na Liga dos Campeões.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 22:17

Setembro 04 2012
Axel Witsel despede-se dos benfiquistas numa entrevista exclusiva a A BOLA. Diz que Luís Filipe Vieira fez tudo para tentar mantê-lo no plantel, mas confirma que a oferta do Zenit era muito tentadora.

Como se sente poucos minutos depois de deixar de ser jogador do Benfica e assinar pelo Zenit?
- Sinto que este é um momento muito importante na minha vida. E estou feliz. O presidente do Benfica fez tudo para eu ficar no clube, ofereceu-me a renovação de contrato e um salário mais elevado para continuar. Mas acabei por tomar esta decisão e nada mais havia a fazer.
O que o levou a aceitar a proposta do Zenit?
- Todos vão dizer que vou trocar o Benfica pelo Zenit por causa de dinheiro, sei disso. É claro que também é um fator importante. Mesmo com a proposta que o presidente do Benfica me fez para renovar o contrato a diferença para o que o Zenit me ofereceu é grande, tenho de reconhecer. Mas não foi o único motivo que me levou a tomar a minha decisão. O Zenit também tem um projeto desportivo que me atraiu.
Agora vai jogar com Hulk no Zenit...
- Hulk é um jogador muito bom, não posso dizer o contrário só porque jogava no FC Porto. Vai ser muito bom para o Zenit, tenho a certeza.
Fonte: A Bola
publicado por Benfica 73 às 10:39

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