Julho 10 2012

From: Domingos Amaral

 

To: Paulo Bento

 

Caro Paulo Bento

 

Ao longo dos cinco jogos do Euro’2012 cometeste apenas um erro. Podemos dizer que foste pouco ousado contra a Alemanha, ou que mostraste alguma azia depois do jogo contra a Holanda, mas para mim isso não são erros. Seja na equipa inicial, seja nas substituições, seja na estratégia para cada jogo, seja nas declarações, estiveste quase sempre muito bem e isso deve ser realçado. Mas houve um erro, e foi nos penáltis contra a Espanha.

 

Os vários estudos universitários sobre decisões por penáltis apenas permitem três certezas. A primeira é que é indiferente qual a equipa que começa, pois a probabilidade de sucesso é semelhante, cerca de 50 por cento para ambas. A segunda é que os penáltis batidos para o meio da baliza são os que têm uma taxa maior de sucesso, cerca de 95 por cento. Por fim, a conclusão de que o penálti mais importante é o quarto, e quem o falha normalmente perde, sendo que muitas equipas nem chegam a bater o quinto, como aconteceu connosco.

 

Tal como Del Bosque, escolheste os cinco jogadores com mais internacionalizações para marcar. Moutinho, Pepe, Nani, Bruno Alves e Ronaldo eram os mais experientes, como o eram do outro lado Xabi Alonso, Piqué, Iniesta, Sergio Ramos e Fàbregas, e portanto por aí nada a dizer. Contudo, a tua escala não foi a mais eficiente. Não faz sentido deixar Ronaldo para o fim. Ele ou era o primeiro, ou então se não querias que ele batesse primeiro devias ter colocado Nani a abrir (raramente falha), e Ronaldo devia ter sido o quarto a bater, pois esse é o penálti decisivo. Numa próxima decisão por penáltis não te esqueças disto e, por favor, manda os outros (Moutinho, Alves, etc.) rematarem para o meio da baliza. Resulta quase sempre.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:40

Maio 17 2012

From: Domingos Amaral

 

To: Luís Filipe Vieira

 

Caro Luís Filipe Vieira

 

Ao longo de toda a década de 80, lembro-me de muitas noites em que a televisão se enchia com a figura de Pinto da Costa, em programas como o “Domingo Desportivo” e perante locutores como Nuno Brás, que se diz ter sido a inspiração de Herman José para criar o “Estebes”. Sempre que o FC Porto se sentia prejudicado pelos árbitros, lá aparecia Pinto da Costa a arengar. Dizia-se mesmo que havia a “cassete” dos comunistas e a “cassete” do FC Porto, sempre uma vítima do “sistema”.

 

A verdade é que essa repetitiva estratégia deu frutos. Já nos anos 90, Pinto da Costa chegou à liderança do futebol português, no célebre Organismo Autónomo, e a Liga que veio depois ficou instalada no Porto! Foram muitos anos a “comunicar” a sua fúria, mas valeram a pena. Se Pinto da Costa tinha ou não razão em cada caso, já ninguém se lembra, mas a partir dos anos 90 os árbitros passaram a tratar o FC Porto com deferência e respeitinho.

 

Vem isto a propósito da ofensiva do Benfica dos últimos dias. As entrevistas de Carraça, Jesus e João Gabriel, a dizerem a verdade – que o Benfica (e o Sporting) foram altamente prejudicados pelos árbitros e que o FC Porto foi beneficiado – só pecam por tardias. Tardias e táticas, pois parecem apenas uma forma de pacificar os benfiquistas, levando-os a aceitar a continuação de Jesus. Contudo, o problema de fundo não é esse. O “sistema” não pode ser atacado só quando já se perdeu. O “sistema” tem de ser atacado todos os dias, com muita agressividade e de todas as formas possíveis. A Liga, a Federação e os árbitros levam o FC Porto ao colo, e enquanto o senhor não utilizar uma estratégia eficaz, e o Benfica se ficar pelas “entrevistinhas” aos jornais, nada muda. É pena que ao fim de tantos anos ainda não tenha percebido o básico.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:41

Maio 11 2012

From: Domingos Amaral

 

To: Vítor Pereira

 

Caro Vítor Pereira

 

Um treinador campeão tem de ter mérito, e ao contrário de muitos, eu nunca disse que eras mau treinador, ou que um bom número dois não dava um bom número um. Não terás o brilho ou a retórica de outros, mas és certinho e corajoso e isso chegou-te. Para o futuro, terás apenas de aprender a valorizar os jogadores que tens, o teu calcanhar de Aquiles.

 

Olha-se para o plantel do FC Porto campeão e encontram-se poucos que tenham ganho valor na última época. Há os que o mantiveram – Helton, Otamendi, Fernando, Moutinho, Lucho ou Hulk; há os que não tiveram suficientes oportunidades – Danilo, Alex Sandro, Janko ou Djalma – e há muitos que perderam valor nas tuas mãos – Rolando, Alvaro Pereira, Varela, Cristian Rodríguez, Fucile, Kléber, Iturbe (esse proto-Messi que nada mostrou ) e os dispensados Souza, Guarín, Beluschi ou Walter. Por junto, que tenham mesmo valorizado, só encontro Maicon e James, embora este último já na época anterior tivesse exibido o esplendor do seu talento.

 

A gestão dos recursos humanos é talvez a única área onde tanto Benfica como Sporting ultrapassam claramente o teu FC Porto este ano. Tanto Domingos como Sá Pinto conseguiram fazer subir a cotação de Capel, Ínsua, Schaars, Wolfswinkel ou Carrilo, e revalorizar Pereirinha, Matías ou Rui Patrício. E na Luz, Jesus pode ter muitos defeitos, mas pelo menos oito jogadores – Artur, Garay, Witsel, Nolito, Bruno César, Matic, Rodrigo e Nélson Oliveira – valem mais do que há um ano. Apesar de campeão, nunca te esqueças que os melhores treinadores juntam as conquistas às mais-valias.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:35

Abril 29 2012

Ontem, quando o Marítimo marcou o seu golo, reduzindo para 2-1, e tu retiraste de campo Aimar e Saviola, os descrentes enfureceram-se, pensando que ainda íamos perder os três pontos. Havia, há sempre, algumas razões para tal fúria. É um pouco estranho que apenas a 4 jornadas do fim se vejam a jogar na primeira equipa jogadores como Saviola, Capdevila e até Matic, que nos últimos tempos tem jogado bem melhor que Javi. Não foi muito inteligente da tua parte ter insistido tanto e tantas vezes em Emerson, um jogador medíocre e pouco esperto; ou ter apostado constantemente num Rodrigo que estava em baixo de forma depois da pancada que levou na Rússia. Capdevila, com a sua experiência, evita muita trapalhada naquele flanco, e Saviola, com os seus truques, inventa um jogo diferente, imprevisível e mais perturbador para os adversários.

Contudo, a descrença acumulada, e a frustração sentida por muitos benfiquistas, em especial no campeonato, não nos podem toldar o julgamento ao ponto de cegarmos por causa de substituições. Minutos depois, (o futebol é cheio destas ironias) Rodrigo marcou um golito, Bruno César outro e o Marítimo foi vencido e convencido, e nós continuamos na luta.

É isso que é essencial percebermos: este campeonato ainda não acabou! Há ainda jogos muito difíceis para todos e não podemos por tudo em causa agora. Temos, todos mas sobretudo tu, de acreditar até ao fim, até ao último minuto possível, que ainda podemos ser campeões e que este campeonato se pode decidir ao sprint. Quanto aos ajustes de contas, esses fazem-se no fim.

Autor: DOMINGOS AMARAL

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:45

Dezembro 16 2011

From: Domingos Amaral

To: Cristiano Ronaldo

Caro Cristiano Ronaldo

Tudo começou depressa de mais no clássico espanhol, com aquele golo de Benzema, tinha o jogo ainda só segundos. Será que isso mudou a estratégia de Pep Guardiola ou de Mourinho? Não me parece. O Barça joga sempre da mesma maneira, sempre bem, naquela sequência de passes curtos acelerados, uma espécie de rabia vertiginosa, que goza com os adversários, os irrita, enerva e humilha. E com isso quase sempre consegue furar e ganhar. Quanto ao teu Real, também joga muitas vezes da mesma forma, principalmente contra o Barcelona. O ano passado foram sete jogos e Mourinho obrigou sempre a equipa a pressionar no campo todo, a defender com muitos, e depois a lançar venenosos contra-ataques, numa velocidade também ela vertiginosa. Este ano o filme foi semelhante, mas mais uma vez não resultou. Ao contrário do que todo o mundo esperava, o Barça não está em crise. O talento com que a equipa de Guardiola avança na direção da baliza e depois desfere os seus golpes fatais é impressionante. Mas…há sempre um mas em tudo e este jogo o “mas” foste tu. Como foi possível falhares aquele remate na primeira parte, quase em frente à baliza, ganhava o Real por 1-0, perdendo a oportunidade de fazer o segundo? A bola saiu muito torta, torta de mais que nem parecia teres sido tu a chutar. E como foi possível falhares aquela cabeçada na segunda parte, estava já o Real a perder por 2-1, falhando, portanto, um empate que poderia ser crucial? A vida é assim, injusta e ingrata, mesmo para os génios como tu. Ontem, não foi claramente o teu dia. Contudo, a questão não se resume a um jogador, a um Messi contra Ronaldo. A questão é a equipa: o Barça continua de outra galáxia. Por melhor que Mourinho treine o teu Real, por mais que tu te esforces. Ao Real resta a máxima de Beckett: “aprender a falhar menos, a falhar melhor”.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:13

Dezembro 06 2011

From: Domingos Amaral

To: Pablo Aimar

Caro Pablo Aimar

Há vinte e tal anos, em Cascais, havia um bar onde eu e os meus amigos costumávamos ir. Noite fora, jogava-se e bebia-se, e as sempre bem regadas conversas costumavam descambar em fortes polémicas. Então, no meio da algazarra, vinda de um canto do bar ouvia-se a voz rouca de um cinquentão bêbado que, para desempatar qualquer celeuma, vociferava: “O importante é metê-la lá dentro!” Fosse o tema das refregas o sexo ou o futebol (eram sempre esses os temas), e fosse qual fosse o pomo da discórdia, o velho alcoólico urrava sempre a mesma máxima: o importante era metê-la lá dentro!

Diz-se que há uma verdade profunda nas palavras dos bêbados e de facto, no final de qualquer jogo, só contam as que se conseguem “meter lá dentro”. Por exemplo, em Manchester, Ferguson apelidou o encontro de “cruel”, defendendo que a sua equipa merecia mais do que o empate. Pois. Mas tu, caro Pablito, “meteste-a lá dentro”, fizeste o 2-2 e saímos de lá apurados.

Contra o Sporting também ajudaste, marcaste o canto e o Javi “meteu-a lá dentro”. O Sporting jogou bem, andou por ali às voltas mas… É como no sexo: é bom abraçar um rabo, beijar uma boca, apalpar uma maminha mas… “o importante é metê-la lá dentro”. O Sporting entusiasmou-se, roçou-se muito, mas a verdade é que não a “meteu lá dentro” nem uma vez.

Claro que tem dias que também são os outros a “metê-la”. Na Madeira, entraste tarde e a más horas, já o Marítimo nos tinha “metido” duas lá dentro. Tiveste duas boas oportunidades mas não a “meteste” lá dentro e fomos à vida na Taça. É assim a vida. Quem mete, mete, quem não mete bate palmas.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:00

Dezembro 01 2011

From: Domingos Amaral

To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Tem sido uma semana fantástica e tu mais do que ninguém mereces os parabéns. Em Manchester, estiveste no teu melhor, a motivar a equipa para entrar em campo de cabeça levantada, sem medo dos ingleses, e com confiança para lhes causar danos.

Assim conseguimos marcar por duas vezes, em momentos essenciais, o que condicionou a equipa de Ferguson. E depois, estiveste muito bem também nas substituições, blindando o meio-campo para suster a sempre difícil cavalgada final do Manchester, a quem não serviu de nada o chamado “Fergie time”, os minutos extras que sempre têm de gramar os adversários em Old Trafford.

Parabéns pois pela segurança e pela maturidade que o Benfica mostrou, a meio da semana, e que ontem vieram de novo ao de cima. O dérbi ficou marcado pela expulsão de Cardozo, uma decisão do árbitro difícil de compreender. Isso obrigou o Benfica a defender meia hora, o que fez de forma quase brilhante, não dando grandes hipóteses ao Sporting. Se tivessem sido onze, talvez o resultado tivesse sido bem mais penoso para os leões…

Mas, a vida é o que foi, não o que devia ter sido, e por isso ganhámos bem, contra um Sporting que vinha muito animado mas que ontem ficou a perceber que ganhar ao Gil Vicente ou ao Leiria não é o mesmo que ao Benfica. É verdade que o Sporting está melhor, mas ainda tem de crescer para chegar aos nossos calcanhares. É uma equipa que arranca com genica e velocidade, mas que nos finais de cada parte perde fulgor e costuma desconcentrar-se. Assim foi ontem. O Sporting entrou bem mas perdeu gás e sofreu o golo à beira do intervalo. Na segunda parte, repetiu-se o filme, e como se viu nos últimos vinte minutos, o Sporting já não tinha pernas, nem cabeça, para mais.

PS: Terá a Liga coragem para castigar o Sporting pelo incêndio na Luz? Veremos.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:23

Novembro 19 2011

From: Domingos Amaral

To: Alan

Caro Alan

O que mais me chocou nas tuas declarações não foi a denúncia do suposto insulto racista com que Javi García te terá brindado, no qual não acreditei. O que mais me chocou foi teres dito que “70 por cento dos adeptos do Benfica eram negros”. Isso sim, foi um choque. Ó Alan, importas-te de repetir? É que, sabendo que existem 6 milhões de benfiquistas, 70 por cento dá o espantoso número de 4 milhões e 200 mil negros! Leste bem. Ora, asseguro-te que não existem 4 milhões e 200 mil negros em Portugal. Serão talvez 600 mil, não mais, e obviamente não são todos do Benfica. Em que benfiquistas estarias tu a pensar? Nos que vivem no Canadá, nos Estados Unidos, no Luxemburgo, em França, na Alemanha? É impossível saber. Penetrar nas profundezas do teu cérebro é difícil, há muita missanga a empatar. Assim sendo, suspeito que, além de seres um ignorante no que toca a percentagens e talvez devesses voltar à escola para aprender a fazer contas de cabeça, o mais grave em ti é veres a realidade de uma forma sempre distorcida. Pobre Alan, a tua mente anda tão torcida quanto as tuas tranças! O ano passado, Javi tocou-te no peito e tu agarraste-te ao pescoço! Este ano, depois de uma noite bem dormida, inventas insultos e proclamas barbaridades sobre o Benfica. Antigamente, à arte que tu tão bem praticas chamava-se falsificação. É o que tu és, um falsificador. Mas, para teu azar, és um falsificador incompetente, e a esses ninguém respeita. Até a aldrabar convém sermos bons, e tu és apenas medíocre. Ou melhor, és 70 por cento medíocre. O resto, que são os pés, até são razoáveis.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:59

Novembro 13 2011

From: Domingos Amaral

To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Com 18 jogos oficiais realizados, o que podemos dizer sobre o nosso Benfica? Ao contrário do ano passado, começámos bem. Bem nos playoff da Champions, qualificando-nos para a fase de grupos, onde também avançámos bem. E bem no campeonato e na Taça de Portugal.

Temos 12 vitórias – 7 na Liga, 4 na Champions e uma na Taça – e 6 empates – 4 na Champions e 2 na Liga. Marcámos muitos golos e talvez tenhamos sofrido mais do que devíamos, mas até hoje não perdemos, partilhando com o Barça o título de únicas equipas sem derrotas na Europa. E dos empates, apenas dois foram desagradáveis, contra Gil Vicente e Basileia em casa, e dois deles foram importantes, contra FC Porto e Manchester.

A equipa conseguiu isto graças a um excelente guarda-redes, Artur, que rapidamente fez esquecer o trauma Roberto, e uma defesa formada por Maxi, Luisão, Garay e Emerson que só pontualmente, por castigo ou lesão, foi alterada. Quanto ao meio-campo, é sempre mais seguro (uma dupla, com Javi ou Matic e Witsel), ou então é seguro e criativo, quando se lhe junta Aimar. E o ataque é produtivo, embora viva de pequenos ciclos de protagonismo individual – primeiro Nolito, depois Gaitán, Cardozo, Bruno César e agora Rodrigo.

Contudo, os últimos três jogos foram fracotes. Contra Beira-Mar, Olhanense e Basileia, a equipa esteve menos dinâmica e inspirada. Embora sem melodramas, chegamos a Braga mais perros do que desejaríamos. O jogo na Pedreira irá esclarecer se continuamos perros ou se metemos o turbo. Seja como for, evitaram-se os múltiplos erros iniciais do ano passado, e isso já é muito bom.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 03:21

Novembro 11 2011

From: Domingos Amaral

To: Vítor Pereira

Caro Vítor Pereira,

Até a um benfiquista como eu têm espantado certas críticas que lhe fizeram nas últimas semanas. Dois famosos adeptos azuis – Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares – escreveram frases como “a equipa está doente”, “temos de nos preparar para uma época negra” ou “com Vítor Pereira não vamos a lado nenhum”! Só porque empatou três vezes e perdeu um único jogo (!), caiu logo, não o Carmo ou a Trindade, mas a Torre dos Clérigos! São exageros, e são injustos. Muitos portistas parecem esquecer que a saga gloriosa da última época é irrepetível em 50 anos, e que qualquer sucessor de Villas-Boas (incluindo o próprio) se sentiria pressionado pela permanente nostalgia de tais feitos. É evidente que o senhor não tem o talento oratório do André, nem o ego abrasivo de Mourinho, e não se veste lá muito bem. Mas caramba, onde está a “época negra” quando o clube lidera a Liga com o melhor ataque das últimas décadas?

Parece-me que o problema é outro. Ao senhor, como a todos os azuis, vinha incomodando a ideia de que o Benfica de Jesus jogava um futebol mais bonito e empolgante que o FC Porto, e ambicionou alterar tal imagem. Mantendo o 4-3-3 da casa, tornou-o mais ofensivo, com um “número 6” muitas vezes a ser “um 8 ou um 10”, como explicou. Foi em busca de nota artística e goleadas, arriscou, e isso tem custos. Principalmente na Champions, onde o risco não costuma compensar. O seu FC Porto afastou-se da escola defensiva de Mourinho e André, e aproximou-se das “dinâmicas” de Jesus. Marca mais golos, mas sujeita-se a sustos. Na Europa, terá dificuldades, mas por cá continuará a ser muito duro roubar-lhe o título.

PS: Olhe que esta opinião não é “folclore”, é mesmo o que eu penso.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:45

Novembro 06 2011

From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa

Em julho, o senhor desdenhou: “O Atlético Madrid não tem dinheiro para contratar Falcão”. Porém, para espanto geral, em finais de agosto vendeu-o. Muitos, eu incluído, não compreenderam como podia o jogador trocar o mais forte clube de Portugal por um mediano de Espanha. Mas os valores eram galácticos, 30 e muitos milhões de euros, mais uns milhões por objetivos inatingíveis, e a sua aura de mago das finanças a ser glosada pela propaganda portista. “A maior transferência de sempre”, disseram os jornais. E, de caminho, a chave para a estratégia, caríssima mas na aparência bem-sucedida, de “roubar” ao Benfica tudo o que desse pontapés numa bola. Numa exibição musculada de poder económico, o senhor contratou Alex Sandro, Danilo, Defour e Mangala, em quem gastou os mesmos 30 e muitos milhões de euros. Chapa ganha, chapa gasta.

Contudo, as coisas estão a correr para o torto. Há semanas que o Standard Liège se queixa de não ter recebido pela venda de Mangala e Defour. E, surpresa geral, o FC Porto reconheceu em comunicado ainda não ter pago, culpando o Atlético Madrid, porque também não lhe pagou Falcão! “Não nos pagam, não pagamos”: inesperada regra da gestão azul, bem mais habitual em clubes à beira de um abismo financeiro. Já não bastavam as desilusões da equipa e agora isto! De facto, o feitiço parece estar a virar-se contra o feiticeiro. Para quem gozou o Benfica, apelidando a venda de Roberto de “milhões da treta”, deve ser azedo provar este veneno dos calotes. Apetece perguntar: e os seus milhões, serão da tanga?

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:19

Novembro 05 2011

From: Domingos Amaral

To: Fernando Gomes

Caro Fernando

Gomes

Há uns meses, e ainda apenas presidente da Liga, o senhor declarou que o endividamento dos clubes junto da banca era insustentável, e que o modelo económico em que eles assentaram nos últimos anos, o do crédito fácil, tinha de mudar. Mas mudar para o quê? Não existindo mecenas que nos comprem os clubes, como os sheiks árabes ou os milionários russos, de onde virá o dinheiro? As receitas de televisão são fracas e, mesmo que melhorem, não creio que possam voltar a substituir a banca, como aconteceu no passado com a Olivedesportos. As vendas de jogadores podem render, mas é preciso produzir continuamente novos talentos para que a coisa resulte. E mais vale não esperar nada das receitas dos jogos. Com a brutal recessão que se aproxima, com mais impostos e novos cortes salariais, com suspensões de décimos terceiros e quartos meses, onde irão os portugueses arranjar dinheiro para ir à bola?

Sendo assim, como poderão os três grandes continuar a pagar salários milionários, a fazer contratações caras, a encher estádios? Será que os nossos bancos, ou mesmo alguns europeus, que estão entalados até ao pescoço, já não sobrevivem sem a ajuda do Banco Central Europeu e não conseguem dar crédito a empresas e particulares, ainda têm um cofre secreto de onde sairão os milhões para financiar o futebol? Ou a única saída é, como acontece com o Estado e o país, uma brutal cura de austeridade?

Veja se pensa nisto, pois se chegar a presidente da FPF, esta bomba-relógio, cujo tic-tac se ouve cada vez mais, vai rebentar-lhe nas mãos.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:52

Outubro 22 2011

From: Domingos Amaral

To: Saviola

Caro Saviola

Quando já corriam rumores de que o Benfica te iria vender em janeiro, insatisfeito com a tua produção, eis que dois belos golos à Saviola mudam o clima. Sempre me pareceu que o que te faltava era confiança e que o regresso aos golos iria levantar a nuvenzita negra que parecia pairar, mas a verdade é que há algo mais relevante para explicar o teu relativo ocaso do que apenas a ausência de golos. Chama-se rotatividade, e é uma gestão de jogadores que Jesus aprendeu a fazer, depois de ter falhado rotundamente o ano passado. É certo que este ano há mais e melhores jogadores, mas também há mais habilidade nas trocas. Embora não mexa na baliza – só joga Artur –, e mexa pouco na defesa – além do quarteto titular só jogaram Ruben Amorim, Jardel, Capdevilla, julgo que um jogo cada um –, daí para a frente há mais danças. Javi, Matic, Witsel, no meio, e também Aimar a fazer uma perninha; nas alas Gaitán, Nolito, Bruno César, e só não joga Enzo Perez porque se lesionou; à frente Cardozo, ora Aimar ora tu, e agora também Rodrigo. É muita e boa rotação. Nunca se deve mudar toda uma equipa, mas se em cada jogo mudarem três jogadores, já se consegue que todos descansem e todos joguem. O reverso da medalha é que cada um joga menos jogos, como foi o teu caso. Mas o importante é a equipa, e que tranquila ela está! Não houve, portanto, nenhum apagão de Saviola. Houve foi rotatividade, e noites mais inspiradas do que outras. Ontem foi a tua noite e ainda bem. Que tenhas muitas destas é o que te desejo.

Autor: DOMINGOS AMARAL

publicado por Benfica 73 às 01:04

Setembro 30 2011

From: Domingos Amaral

To: Domingos Paciência

Caro Domingos Paciência

No final da primeira jornada escrevi aqui que o teu Sporting, o Braga, e o meu Benfica, que haviam entrado com o pé esquerdo nos respetivos jogos, ainda estavam a milhas dos azuis, que haviam ganho em Guimarães. Pelos vistos, falei cedo de mais. Corridas apenas seis jornadas, já deu para ver que o Braga está sereno e consistente, que o Benfica está entusiasmante e eficaz, e que até o teu Sporting se está a reequilibrar, ultrapassando as “tremideiras” iniciais, o que só mostra a tua capacidade.

E isto tudo ao mesmo tempo que o FC Porto perde força, mental e física. Em casa, o FC Porto viu o meu Benfica recuperar duas vezes de desvantagem e não conseguiu reagir. Jesus está, aliás, a começar uma nova tradição, a de não perder no Dragão, e conta já com uma vitória e um empate nas duas últimas viagens que lá fez.

Ainda bem que as quatro equipas se mostram capazes de jogar para o título, pois assim o campeonato será emocionante, e serão essenciais os jogos entre os quatro candidatos. Entre o teu Sporting, o meu Benfica, o Braga e o FC Porto existirão 12 jogos, 6 na primeira volta e 6 na segunda. Serão confrontos decisivos na luta pelo troféu, todos podem perder e ganhar muitos pontos, e olhando para o calendário é possível prever que a emoção persistirá até à última jornada. Para já, Benfica e FC Porto foram os únicos que jogaram entre si, e o Benfica conseguiu um importante empate fora. Mas essa foi apenas a primeira batalha daquela que será, acredito, uma série de 12 batalhas inesquecíveis.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:00

Setembro 27 2011

From: Domingos Amaral

To: Pedro Emanuel

Caro Pedro Emanuel

Para o meu Benfica, o jogo de hoje à noite será dos mais importantes do campeonato. A tua Académica vem jogando bem e ganhando, e por si só já seria um adversário difícil. Acresce que tu és um dragão e portanto vens motivadíssimo para nos tirar pontos. Na sexta, o Benfica irá ao estádio do Freixo, e era importantíssimo para ti e para os teus que fosse com mais pontos de diferença. A aliança FC Porto-Académica já dura há uns anos, e nas últimas quatro épocas, só com Villas-Boas os negros não nos ganharam na Luz. Três derrotas em quatro jogos é mais que azar, é uma espécie de maldição. E é embalada nela que tu vens, com o habitual descaramento ensinado na escola azul, dizer que “qualquer um pode ganhar na Luz”. É uma provocação, mas os azuis costumam dar-se bem com esta atitude, mesmo quando vestem de negro. O Benfica precisa pois de se superar, pois se há momento em que não pode fraquejar é hoje. Depois de enfrentado com brio o forte Manchester, é hora de Jesus mostrar, definitivamente, que este ano nem tu, nem ninguém, irá brincar connosco.

Embora eles bem tentem. A máquina de propaganda anti-Benfica está ao rubro, e tentou passar a ideia de que Duarte Gomes nos ajudou a semana passada. Nada mais falso. Segundo o observador do jogo, ficou por marcar um penálti contra nós, por mão de Alex, que deveria ter sido expulso, tal como devia ter sido expulso El Adoua. Aos 36 minutos, deviam ter existido 3 penáltis a favor do Benfica, e o Vitória deveria estar a jogar com 9! Mas, claro, nós é que fomos ajudados…Só espero que o árbitro de hoje não ceda à tentação de te “compensar” e que saias da Luz a morder a língua. É que não é qualquer um que lá ganha.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:21

Setembro 13 2011

From: Domingos Amaral

To: Duarte Gomes

Caro Duarte Gomes

Por cá, num jogo de futebol, a realidade nunca é o que aconteceu, mas o que “devia ter acontecido”. O resultado de um jogo não é aquele que o placar mostra no final, mas sim aquele que “devia ter sido”, caso o árbitro não tivesse “influência” no resultado. Assim, os entendidos vieram logo dizer que o Benfica-V. Guimarães de ontem não devia ter acabado com 2-1, mas sim com 1-1, pois o terceiro penálti marcado por ti, “não foi penálti”. Os adversários do Benfica dirão mesmo que temos 2 pontos a mais do que devíamos ter, etc, etc.

Trata-se, é bom de ver, de realidade virtual. As pessoas consideram que, se um jogo acabou 2-1 mas um dos golos foi “irregular”, então o resultado final seria 1-1. Óbvio? Não, nada disso. Nada nos garante que o jogo teria decorrido da mesma forma a partir daquele minuto, caso o terceiro penálti não fosse marcado. Nada nos garante que o Benfica não tinha marcado mais golos, como nada nos garante que o Vitória de Guimarães teria marcado um golo ou mais. Se por acaso não tens marcado (e bem) o terceiro penálti, a única coisa que podemos honestamente dizer é que continuava 1-0, seria canto e as coisas seriam diferentes. O que se passava a seguir só Deus sabe.

No entanto, não é isso que fazemos em Portugal. Transforma-se um golo num “não golo”, e o resultado fixa-se em 1-1, como se a realidade a partir desse “não golo” fosse igualzinha à que aconteceu. É divertido, embora muito desonesto. Um golo muda um jogo para sempre, e um “não golo” também. Ninguém sabe o que teria acontecido caso não tivesses marcado penálti, mas a verdade é que os portugueses adoram delirar.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:13

Setembro 09 2011

From: Domingos Amaral

To: Astérix

Caro Astérix

Quem conhece as tuas aventuras sabe que uma das tuas frases favoritas é “estes romanos são loucos”, e há certas semanas em que o futebol me lembra essas palavras. Na sexta, por exemplo, o público cipriota gritava a plenos pulmões por Messi, procurando com isso enfurecer Cristiano Ronaldo. O resultado foi bonito: ele marcou dois golos, ofereceu um terceiro e afundou com a equipa de Chipre! Uns dias antes, o defesa-central Ricardo Carvalho, um homem maduro, com trinta e tal anos, amuou ao deduzir que não ia ser titular da Seleção Nacional e foi-se embora do estágio à socapa!

Soube também que Capdevila, um lateral- esquerdo campeão do Mundo e da Europa ao serviço de Espanha, e contratado pelo Benfica, que o seduziu com o argumento que iria jogar na Liga dos Campeões, ficou de fora da lista que o clube enviou à UEFA! Ao mesmo tempo, o Benfica chamou Luís Martins, um jovem Sub-20 que nem sequer jogou no recente Mundial na Colômbia, e pretende reintegrar César Peixoto, desde que ele aceite jogar na posição que recusou há apenas dois meses!

Fiquei igualmente informado que o FC Porto deixou de fora da lista da UEFA “o novo Messi” (Iturbe); um avançado chamado Walter e ainda Alex Sandro, defesa lesionado que o clube “roubou” ao Benfica por 9 milhões de euros. São mais de 15 milhões de euros na prateleira!

E, à última da hora, o Sporting ainda contratou o jogador mais caro da sua história, um tal de Elias, pelo qual pagou quase 9 milhões de euros!

Como dirias tu, meu caro Astérix, estes romanos são loucos!

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:19

Setembro 06 2011

From: Domingos Amaral

To: Luz Jardim Amaral

Minha querida filha

Nasceste numa quarta-feira à noite, precisamente às 22h52, como o teu irmão Duarte sempre lembra. Enquanto a tua querida mãe Sofia esperava pela sua cesariana, na companhia das tuas avós e tias e da tua irmã mais velha, Carolina (a Leonor ainda é pequenina e ficou em casa), eu e o Duarte demos um saltinho ao estádio do Benfica. Foi rápido e fácil, apenas uma pequena caminhada, pois tu estavas pronta a nascer precisamente no Hospital da Luz, que é mesmo ao lado da nossa catedral, o Estádio da Luz. Mas foste muito querida em ter esperado por nós, em ter-nos deixado assistir a um belo jogo do Benfica. É, aliás, magnífico sinal teres nascido numa grande noite europeia, em que tudo correu bem à nossa família e ao Benfica. Que fantástica jogatana, que excelente equipa que se está ali a formar! Foi essa a conclusão que eu e o teu irmão retirámos de um jogo onde Jesus espantou definitivamente os fantasmas que nos assombravam este início de época. Enquanto crescias na barriga da tua mãe, muitos apostavam numa saída desgraçada de Jorge Jesus ainda em setembro. Não aconteceu e ainda bem. Sabes, querida filha, ele é um bocado teimoso mas quando acerta não há melhor, e o Benfica dele enche-nos o coração de alegria, tal como o teu nascimento. E foi por tudo isto, a que alguns chamam coincidências mas ambos sabemos que é destino, que a tua mãe e eu decidimos chamar-te Luz. Nome lindo, pequeno e simples, ao mesmo tempo forte e essencial à vida e (aqui só entre nós que ninguém nos ouve), glorioso! Um nome que a ti muito bem fica. Mil beijos do pai.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:22

Agosto 27 2011

From: Domingos Amaral

To: Godinho Lopes

Caro Godinho Lopes

A época passada, após o final de um jogo onde o Manchester United tinha sido prejudicado, Alex Ferguson criticou o árbitro dizendo que ele fora demasiado “duro” e pouco “imparcial”. Estas singelas declarações, que por cá seriam banais, valeram um castigo de 5 jogos a Ferguson. Por lá ninguém brinca com os árbitros. Em Portugal, com uma Liga cobarde na disciplina, vale tudo. É evidente que, conhecendo eu o temperamento lusitano, feito de raivas e bravatas que se esfumam numa semana, aceito que o senhor proteste, indignadíssimo, as arbitragens depois dos jogos. O que já me parece muito mais grave é a “jihad” que o senhor lançou, executando um assassinato profissional prévio a João Ferreira e aos dois árbitros assistentes nomeados para o Sporting-Beira-Mar de amanhã que, por isso, recusaram-se a apitar o jogo, ato corajoso que aplaudo. Se a estratégia do Sporting é sabotar qualquer nomeação que lhe desagrade, sugiro que o clube se inscreva na Liga espanhola, pois não me lembro de um único árbitro português contra o qual os leões não tenham razões de queixa!

Bem sei que o senhor foi eleito à rasquinha, e a oportunidade que Xistra lhe deu com a péssima atuação que teve é excelente para subir a sua cotação como presidente. Mas, se fosse a si preocupava-me mais com a qualidade de jogo da sua equipa. É que fazermo-nos de vítimas dos árbitros, como o meu Benfica fez no ano passado, nunca dá bom resultado. É atitude de fracos e esconde o essencial: as incapacidades próprias. Os fortes, como o FC Porto, raramente se queixam. Os fracos passam a vida a choramingar.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:28

Agosto 22 2011

From: Domingos Amaral

To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

A melhor equipa que tu conseguiste montar na Luz foi a primeira, e embora na aparência jogasse num 4x4x2 idêntico às do ano passado e deste ano, havia um pormenor que fazia toda a diferença: à esquerda, existia um extremo puro (Di María) mas à direita havia um médio (Ramires), que tanto ia à linha como fechava no meio. Aimar e Javi ficavam assim melhor acompanhados, coisa que não voltou a acontecer. Entrar em campo com 2 avançados (Saviola e Jara) e 2 extremos (Gaitán e Nolito), e ainda Aimar, faz com que metade da equipa não defenda. As trocas de Aimar por Witsel, e de Gaitán por Pérez, não mudam o essencial: com um 4x4x2 assim, o Benfica abre demasiado as pernas, como certas mulheres, e tal como elas fica presa fácil de predadores furtivos mas eficazes, como foi o Gil Vicente. Temo que nada tenhas aprendido, e que esta história se vá repetir, em especial nos jogos fora, onde a ânsia de ganhar nos faz acabar com o credo na boca. Porque não se repetiu o modelo apresentado na Turquia e na segunda parte contra o Arsenal? Mistérios…

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:20

Agosto 16 2011

From: Domingos Amaral

To: Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira

Enquanto muitos se divertem a discutir a transferência de Roberto, eu prefiro lembrar a inteligente forma como o Benfica tem preparado o seu futuro próximo. Se olharmos para o Mundial Sub-20 que decorre na Colômbia, verificamos que temos por lá jogadores que, nos próximos anos, nos darão certamente muitas alegrias. Três deles são, é relevante notar, portugueses. Falo de Mika, guarda-redes; Roderick, central; e Nélson Oliveira, avançado. Se a este grupo somarmos os jovens e talentosos Miguel Vítor, defesa; David Simão, médio; André Almeida, lateral-direito; Ruben Pinto, médio; e ainda Miguel Rosa, médio e emprestado ao Belenenses; ou Leandro Pimenta, médio e emprestado ao Atlético, chegamos à conclusão que há uma política que, aos poucos, começa a dar frutos. É claro que, no futebol de hoje, não devia importar muito a nacionalidade dos jogadores, mas é bom saber que a total inexistência de portugueses no onze do Benfica na Turquia não é um porto de chegada, mas apenas um porto de passagem. O Benfica do futuro terá mais portugueses, e bons; estes que referi ou outros que por aí andam a ser seguidos; aos quais se juntarão também os novos talentos estrangeiros, alguns dos quais já são nossos, como o espanhol Rodrigo, ou o francês Carole. E, é preciso lembrar, não foi preciso pagar 13 milhões por nenhum deles…

PS: “Milhões da treta”? O senhor devia logo ter respondido que “a nós, não é qualquer palhaço que nos faz rir”. É preciso dar-lhe a provar do próprio veneno.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:17

Agosto 12 2011

From: Domingos Amaral To: José Mourinho

Caro Mourinho

Na Europa, rareia o dinheiro. Nenhum dos grandes clubes de Itália, Inglaterra ou Alemanha gastou até agora muito em aquisições. Já nem mesmo Abrahmovic torra milhões à toa. Os únicos que o fazem são os árabes. Seja no Manchester City, onde já se haviam instalado; seja nas novas plataformas petrolíferas que assentaram arraiais em Paris, no PSG; ou em Málaga, no clube local. São eles que ainda animam o “mercado”. Mesmo os dois grandes de Espanha, e apesar de também eles poderem agora contar com o caroço de patrocinadores árabes – o teu Real com a Emirates, o Barça com a Qatar Foundation – têm comprado pouco, e com dificuldades.

Veja-se o tempo que demoraram os negócios de Coentrão, de Alexis Sánchez, ou a novela do “vai, não vai” de Fàbregas. Tudo isto são sinais que apontam no mesmo sentido: o crédito, na Europa, está muito difícil. Ora, um continente em crise é um continente mais barato. Talvez por isso a grande maioria dos reforços de Benfica e Sporting tenha vindo da Europa, e já não da América Latina, que encareceu.

O Brasil então, está impossível, e só o FC Porto fez loucuras por lá. Lula deixou a economia em expansão permanente e assistiu-se a uma revolução no futebol. O Brasil vendia tudo, qualquer talento emigrava de imediato, mas agora já compra e, mais do que isso, recusa vender. O teu grito desesperado a Neymar, dizendo-lhe para “vir para o Real”, é um sinal dos tempos. Já nem mesmo o Real parece ter argumentos financeiros para roubar um grande talento ao Santos. Se o Brasil se mantiver forte e rico, e os seus jogadores por lá ficarem, acaba uma era no futebol europeu.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:13

Julho 29 2011

From: Domingos Amaral

To: Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira

Quando estamos mortos de sede, o primeiro copo de água é fantástico, o segundo necessário, o terceiro um pouco forçado e o quarto insuportável. Chama-se a isto a lei das utilidades marginais decrescentes, e também se pode aplicar à dor.

À primeira, dói muito; à segunda, ainda dói; à quarta ou quinta vez, já não dói nada. Vem isto a propósito do suposto “desvio” de Alex Sandro e Danilo do Benfica para o FC Porto. São mais dois numa longa lista de “desviados”, sempre apresentados como um “drama” pela comunicação social, mas para nós nem chegam a um beliscão. Ainda para mais neste caso.

Senão vejamos: à esquerda, em poucos dias, o Benfica contratou baratinho um bom lateral, campeão de França (Emerson); e muito barato um excelente lateral, campeão da Europa e do Mundo (Capdevila). À direita, não precisávamos de comprar ninguém porque temos, apenas, o melhor lateral a jogar em Portugal, e um dos melhores do Mundo (Maxi Pereira). Portanto, o FC Porto gastou 23 milhões de euros, leiam bem, 23 milhões de euros (!) para “desviar” dois jogadores de que o Benfica ou não necessitava, ou substituiu num abrir e fechar de olhos! Ainda bem que o senhor não enfiou esses barretes.

Se o FC Porto se transformou num capitalista barrigudo e novo rico, com charuto na boca e notas a transbordar do bolso, é lá com eles. Eu ainda sou do tempo em que o FC Porto comprava laterais por 500 mil euros e os vendia por 15 milhões, como Cissokho. Agora, compra-os quase ao preço que antes os vendia. Merece, sem dúvida, o prémio da melhor gestão. Em Portugal e arredores.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:13

Julho 26 2011

From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa

Quando apresentou o seu atual treinador, o sr. Pereira, o senhor disse que não estava nada “magoado” com Villas-Boas por ele ter ido para o Chelsea, e lançou uma das suas habituais chalaças, dizendo que “só estaria magoado se tivesse caído” de um sétimo andar. Contudo, as suas declarações desta semana mostram que ficou mesmo magoado. Agora, Villas-Boas já não tem méritos e foi-se embora porque temia a “sombra” de José Mourinho. Afinal, doeu-lhe, e muito, o par de cornos de Villas-Boas. Longe vão os tempos em que o senhor ofendia Mourinho para louvar Villas-Boas. Ainda se lembram? Foi há um par de meses, e nesse momento excitante de euforia “o André” era o maior, e a equipa dele um dos melhores Portos de sempre, só comparável ao de Artur Jorge, e portanto melhor que o de Mourinho, que foi apenas o único a ter-lhe dado duas vitórias europeias seguidas, a UEFA e a Champions.

Diga-se que eu até admiro esta sua lealdade cega. A lealdade, aliás, só é bonita quando é cega. Enquanto “o André” estava na cadeira de sonho, Mourinho era péssimo, e não lhe chegava aos calcanhares. Quando “o André” o encornou, “o André” passou a ser um tipo que se pode enxovalhar, um cagarolas que teme a sombra do grande mestre. Como já dizia o Camões, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Aposto que um dia destes ainda o vamos ouvir dizer que o sr. Pereira é o melhor treinador de sempre que o senhor viu na vida…

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:10

Julho 24 2011

From: Domingos Amaral

To: Fernando Gomes

Caro Fernando Gomes

Segundo li, é sua intenção para um futuro não muito distante defender o regresso das equipas B. Tal como em Espanha, faz todo o sentido que, pelo menos os 3 grandes, possam apresentar equipas B na Liga Orangina, com a habitual limitação de não poderem subir à liga principal.

Seria um excelente palco para jovens talentos a precisarem de “tempo de jogo”, uma porta de entrada dos produtos das formações que lhes permitisse evolução com competição. Além disso, era uma forma de os 3 grandes terem mais jogos no seu estádio, com receitas adicionais, e de os clubes seus adversários ganharem proveitos extra com as visitas das equipas B dos grandes aos seus estádios. Por outro lado, seria também uma forma de FC Porto, Benfica ou Sporting rentabilizarem muitos dos “reforços” e emprestados que por aí andam tresmalhados.

Veja-se por exemplo o Benfica. Assim de cabeça lembro-me de muitos jogadores que fariam as delícias de uma equipa B. Júlio César e Oblak na baliza; Wass, André Almeida, Fábio Faria, Roderick, Sidnei, Leo Kanu, Shaffer e Carole na defesa; Airton, Nuno André Coelho, David Simão, Ruben Pinto, Miguel Rosa, Balboa, Fernández, Felipe Menezes ou mesmo Urreta, no meio- campo; Kardec, Mora, Melgarejo, Éder Luís, e mesmo Nélson Oliveira ou Rodrigo, no ataque. Com um bom treinador, bem coordenado com Jesus, o Benfica B não seria certamente má equipa, e pelo caminho muita desta gente podia jogar um ano inteiro à bola a sério. As equipas B são precisas, e já.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:51

Julho 08 2011

From: Domingos Amaral

To: Godinho Lopes

Caro Godinho Lopes

É a primeira vez que lhe escrevo desde que é presidente do Sporting. Depois da sua atribulada eleição, era necessário dar algum tempo para se ver se o Sporting ia abandonar definitivamente o modelo de gestão anterior, ou se ia mudar de rumo. Pelo que vejo, mudou mesmo e ainda bem. Se houve clube onde assentou arraiais a ideia peregrina e errada de que os clubes de futebol devem ser geridos como as outras empresas, esse clube foi o Sporting. E o resultado foi, como não podia deixar de ser, desastroso. Um clube de futebol não visa o lucro, num clube de futebol o mais importante é vencer, com o menor prejuízo possível. A gestão não obedece, pois, aos mesmos princípios que nas outras empresas. No futebol é preciso gerar entusiasmo nos sócios e depois vencer o maior número de vezes possível, e isso só se consegue com bons jogadores e com um bom treinador. Não se pode, é certo, perder a cabeça, mas pode-se e deve-se gerar entusiasmo. Ora, o senhor parece-me que percebeu isso. De repente, já há dinheiro para contratações e o Sporting parece estar a reforçar-se bem, com jogadores talentosos para todos os sectores. É assim que se consegue vender bilhetes de época, e que se dá ao treinador aquilo que os antecedentes dele não tiveram: mais talento sobre a relva para poder ter mais confiança e ambição. Só com talento, no campo e no banco, se consegue ser mais forte. O talento não garante as vitórias, mas pelo menos permite lutar por elas, e é isso que um clube ambicioso precisa de fazer todos os anos: lutar sempre e até ao fim. O resto é conversa.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 02:08

Junho 28 2011

From: Domingos Amaral

To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

De facto, és um predestinado. Época brilhante no FC Porto, Supertaça, Campeonato sem derrotas, Taça de Portugal, treinador mais jovem de sempre a vencer uma taça Europeia, e agora isto, o maior “par de cornos” da história do futebol mundial. Ao pé de ti, a ida de Figo do Barcelona para o Real Madrid foi uma brincadeira de crianças. Pelos vistos, és mesmo muito diferente do teu ex-mentor, José Mourinho. Ele é do povo, é conflituoso porque precisava de subir na vida, derrubando o mundo a caminho do topo. Foi-se, mas antes deixou a Champions. Tu, além de só teres ganho a Liga Europa, és de “boas famílias”, tens sangue azul, e isso distingue as pessoas. Há meses, falavas com o desprendimento dos velhos fidalgos, querias era treinar no Japão ou no Chile (!), e os grandes campeonatos não te “entusiasmavam”. Contudo, essa autenticidade, essa humilde aparente, era afinal uma máscara. A maior traição não foi teres saído do FC Porto, mas teres subvertido a identidade que criaras ao longo do ano. A conversa sobre “a cadeira de sonho” não passou afinal de uma conversa da treta, de mais um dos teus “mind games”, e é por isso que aos portistas a tua saída soube a pesadelo. Mesmo a mim, benfiquista, causou mossa. A partir de agora, já não acredito na máxima de que, no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira. A partir de agora, é tudo mentira, já não se pode confiar em ninguém. Eu sei que, no futebol dos nossos dias, encornar é o que está a dar, mas nunca ninguém encornou tantos, tão cedo e tão fundo.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:32

Junho 24 2011

From: Domingos Amaral To: Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus

Se até Eusébio, o melhor jogador de sempre da história do Benfica, foi dispensado a dada altura, jogando ainda em vários clubes (Beira-Mar, Cosmos, União de Tomar) até pendurar as suas mágicas botas, não deve ser dramatizada a saída de Nuno Gomes, um dos poucos grandes jogadores que passaram na Luz na última década. Contudo, em tudo na vida há um contexto, e o contexto atual é perigoso, principalmente para ti. Neste momento, saíram do Benfica todos os jogadores que empolgavam os adeptos (a “emoção” de que aqui falou Daniel Oliveira há uns dias). Saiu Di María, saiu David Luiz, sairá Coentrão, e saíram também Mantorras e Nuno Gomes. Não há, para já, quem os substitua. Nem Aimar, nem Saviola, nem Luisão, nem Cardozo levam a Luz à euforia. E isso é um problema para ti, que depois da época tão sofrida que tivemos também já não excitas as bancadas como dantes. A ausência dessa “química” afetiva tem efeitos, não só na venda de bilhetes, mas principalmente na fragilidade da tolerância para contigo e com a equipa. Os benfiquistas estão frustrados, com o ego dilacerado, desconfiados de ti e das tuas ideias. Para regressarem à comunhão geral, necessitam de um “shot” de vitaminas que só os golos e as vitórias conseguem injetar. É essa a tua cruz. Sem o escudo protetor das estrelas que a Luz adorou, encontras-te desprotegido e num estranho paradoxo: tens mais poder no balneário, mas também estás mais sozinho e vulnerável à fúria dos adeptos. Quando eu era miúdo, havia uma série chamada “O Perigo é a Minha Profissão”. Lembro-me sempre disso quando penso em ti.

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 00:31

Junho 23 2011

From: Domingos Amaral

To: Luís Filipe Vieira, Rui Costa, Jorge Jesus

Caros Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Jorge Jesus. Como os senhores decerto já repararam, está há várias semanas em curso a grande operação “VAMOS DESESTABILIZAR O BENFICA”. Depois de uma época que foi, todos o reconhecemos, francamente dececionante, há quem aposte na fraqueza e deseje ardentemente a vossa destruição. O mundo do futebol idolatra a força, e agora a força está, ao que parece, toda no Norte. A cada vez mais poderosa máquina de propaganda do FC Porto, com os seus escribas e serviçais, não descansará enquanto não vos destruir, bem como certa comunicação social, sempre pronta para causar danos, e certos empresários, sempre prontos para vos sorver as finanças. O descalabro do Benfica interessa a muitos.

A sequência de “casos” tem sido imparável. Primeiro, o “caso PJ”, cheio de “luvas”, “burlas” e outros horripilantes pecados. Depois, o “caso Coentrão”, intencionalmente inflamado com a nitroglicerina do costume. Pelo meio, os infindáveis casos das mil e uma “contratações”, com magotes de jogadores a entrarem todos os dias para o nosso plantel. E também o “caso Nuno Gomes”, para perturbar ainda mais as emoções dos sócios.

A intenção é óbvia: fragilizar-vos. Minar o tridente. Abalar um, dois, ou os três. Tentar que a vossa união se quebre. Tentar que Jesus desista, que Rui Costa se afaste, que Vieira ceda. Tentar, tudo por tudo, que até ao final do verão, na pior das hipóteses, o Benfica entre em convulsão.

Perante este cenário, só há uma resposta possível. Cerrar os dentes, cerrar as fileiras e aguentar. Os senhores, os três, têm de se unir, com laços de cimento se for preciso, e nem por um momento ceder a esta onda maligna. Espero que tenham força mental para lutar contra este bombardeamento permanente. O que não nos mata torna-nos mais fortes. E um Benfica forte incomoda muita gente...

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:15

Junho 08 2011

From: Domingos Amaral 
To: Fábio Coentrão

Caro Fábio Coentrão

Esta semana tivemos um exemplo perfeito e refinado de como se pode, na praça pública, pressionar dois clubes para que um jogador se transfira de um para o outro. De um lado, um dos melhores jogadores do Mundo, Ronaldo, e um dos melhores treinadores do Mundo, Mourinho, lançaram-te inúmeros elogios, dizendo que eras um jogador fantástico e uma “mais-valia” se fosses para o Real Madrid. Na prática, e no meu ponto de vista de benfiquista, essas foram pressões boas. Mourinho e Ronaldo, com os seus elogios, estão a valorizar-te, e ao mesmo tempo a pressionar o Real para te comprar. Se um ativo é assim tão bom, o seu preço sobe, e quem o quer terá de pagar mais. O meu obrigado público aos dois pelas suas palavras, que ajudam a posição negocial do Benfica.

Infelizmente, o mesmo não posso dizer das tuas declarações. Depois de meses a dizeres que estavas feliz no Benfica, e que por ti até assinavas um “contrato vitalício”, de repente mudas radicalmente o discurso, dizendo que adoravas ir para o Real, “o melhor clube do Mundo”, para ser treinado por Mourinho, “o melhor treinador do Mundo”. Não duvido que penses isso, mas dizê-lo em público prejudicou a posição negocial do Benfica, e foi uma pressão a roçar o inaceitável. Se um ativo se quer ir embora para outro clube, o seu preço desce imediatamente.

Desceste na minha consideração, tanto por esta razão, como pela aparição patética ao lado de José Sócrates. Foram dois momentos péssimos. Mas nem tudo é mau, pelo menos não disseste que o Benfica era uma “boa vitrine”, como disse um jovem brasileiro que para o ano virá jogar para o FC Porto. Ele lá sabe por que o diz…

Fonte: Record

publicado por Benfica 73 às 01:15

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