Março 26 2013

Uma frase ficou para a história de Portugal e da hipocrisia, que muitas vezes se confundem. Foi proferida pelo infame Salazar depois do assassinato do general Humberto Delgado. Dizia ele na sua voz alquebrada de seminarista: "A nós convinha que falasse; a outros haveria de convir mais o silêncio que só a morte poderia, com segurança, guardar..." Ah! Assustadora realidade! A quem convém o silêncio? Perguntem por aí. Mas perguntem alto. A quem convém que se calem as trampolinices, as barbaridades, as trafulhices? Quem deseja que o silêncio caia sobre visitas nocturnas de um árbitro a casa de um dirigente? Quem está verdadeiramente interessado em que gestos canalhas se percam no esquecimento?

Quem quer ocultar de uma vez por todas no limbo do oblívio os espancamentos a jornalistas, as ameaças anónimas, as litigâncias de má-fé, as viagens ao Brasil, os cheques, os envelopes, as prostitutas, os jantares armadilhados? Há por aí cada vez mais gente a exigir que tudo se enterre fundo nas areias movediças de um tempo que passou, como se fôssemos todos cegos e surdos e mudos, e, sobretudo, desonestos com eles. Gente que fala e gente que escreve. Canetas de aluguer condenadas à esterqueira de consciências macabras. E agora até se anunciam canais de televisão em cuja antena a verdade passará a ser outra e não mais a verdade suja que todos nós conhecemos. A quem beneficiam as vozes que se calam? Quem são os infames hipócritas que mendigam a lavagem das palavras e dos gestos? Eu sei a quem convém o silêncio! Como todos os silêncios, convém aos criminosos!
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 13:15

Março 09 2013

Madaleno mil. Madamileno. Sentado no seu trono de farroupilha solta pilhérias e flatos à vontadinha perante a adoração do seu séquito de lambe-botas. Ao apagar as mil velas tremeluzentes, estavam lá todos, desde o Copiador-Descarado-de-Livros-Alheios ao Banqueiro-Apatetado e ao Merceeiro-de-Tiques-Estranhos que nunca faltam a estes estúpidos salsifrés empunhando-se felizes as suas esferográficas sempre ao serviço de tão aberrante figurão. Depois o Madamileno faz um dos seus discursos meio ininteligíveis meio néscios, e perora contra o emblema do velho regime que não existe mais. O Madamileno não tem mil anos, mas quase. É antigo como um psiché vitoriano e nunca ninguém lhe conheceu, ao tempo desse tal regime que se finou, uma palavra de afronta, um gesto de desafio, uma paródia corajosa contra aqueles que perseguiam, prendiam, torturavam.

Nunca de tal foi capaz tão desabrido personagem. Nada de nada se regista no seu currículo. Foi um, como tantos outros: submisso, escondido, fingindo ignorância e distracção. Nada do que se passou de vergonhosos, de indecente, mereceu o seu interesse. Talvez as flausinas o mantivessem demasiado ocupado, quem sabe? Mas também talvez fosse apenas a visível poltroneria de queé feito. Calou, amouchou, escondeu-se. Depois veio um tempo novo e a liberdade serviu-lhe para abusar da grosseria. 

Quem o ouve diria que foi um campeão da Democracia, um arauto dos direitos de cada um. É apenas farronca. O Madamileno sempre foi um manso. Só ganhou coragem quando os mercenários se postaram a seu lado, protegendo-lhe as costas, agredindo qualquer um que cometa a desfeita de o enfrentar. É um títere do regime. Do seu próprio regime...

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 23:54

Fevereiro 25 2013

Mil, festejam eles. Mil enganados. Mil cenas macabras. Mil histórias tristes. A memória já não abarca todas, tantas que são. Jornalistas espancados, quantos foram? Uns à porta de casa; outros à saída do Estádio Mário Duarte, em Aveiro (e era o mestre dos mestres!); outro no Estádio do Restelo; ainda mais um em directo na TV, em pleno relvado das Antas... E mais? Um fotógrafo atropelado! Até as fotografias incomodam quem gosta de viver na escuridão, não é? Viagens oferecidas a árbitros com destino de Brasil. Um árbitro perseguido por uma equipa quase inteira para vergonha de quem ainda hoje assiste àquelas imagens sinistras. Árbitros intimidados, agredidos à força de peitadas por jogadores inimputáveis. Árbitros escolhidos a dedo com o compadrio dos patrões da arbitragem para forjarem vitórias bufas, resultados martelados, conquistas sem valor...

Um árbitro convidado para um café e um envelopezinho recheado numa casa obscura da Madalena na véspera do jogo no qual deveria ser absolutamente imparcial. E quantos mais por lá passaram, com café e envelope? Tantos certamente... Jogadores insubmissos ameaçados com tiros nos joelhos. Treinadores insultados e com os seus carros destruídos. Prostitutas entregues a domicílio, em quartos de hotéis nos quais pernoitam juízes de linha. Quem as paga? A conta apresenta-se lá no alto da torre e arquiva-se como despesa de refeição. Árbitros estrangeiros refastelam-se nas marisqueiras de Matosinhos garantindo finais europeias. Mais envelopes. Mais trabalho para a contabilidade da torre das Antas... Do alto dos viadutos chovem sacos com pedras de calçada sobre viaturas inocentes. Tentativas de homicídio também valem. Das bancadas chovem pedras e bolas de golfe. Ninguém liga. É assim a vida e a lei a oeste de Pecos: não há vida nem lei. Ufa! Tanta porcaria também cansa! 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 15:36

Fevereiro 09 2013

D. Palhaço gostou do apagão. Sente-se bem às escuras. Esfregando as mãos sujas, soltou uma casquinada sinistra e disse para a sua habitual plateia de cretinos que apagões lhe davam gozo. O Lambe-Botas-e-Sapatos-de-Verniz deu um salto de felicidade incontida e gritou a plenos gargomilos: "Genial D. Palhaço! Genial!" E D. Palhaço babou-se de uma baba bavina... Estes episódios repetem-se a esmo lá para os lados de Medancelhe e das Catrinas. Aceitamos como boa a decrepitude de D. Palhaço: os anos atropelaram-no sem piedade, já nem válvulas novas permitem maior circulação do sangue grosso e impuro. Quando ainda fala, na sua voz sumida e gasta de mentiras, é sobretudo por farronca. E para ouvir os aplausos do grupelho imbecil que já não o suporta.

Podia muito bem ser um Dinossauro Excelentíssimo, como o de Cardoso Pires, mas nele de excelente nada há, bem pelo contrário. E, assim sendo, não passa de um mamífero que patina à toa nas vascas da agonia. O último filme de Milos Forman antes de deixar a Europa e apartir para os estados unidos, chamou-se "O Baile dos Bombeiros". Nele havia uma cena na qual, tirando proveito de um apagão, certo personagem tratava de roubar os prémios do bingo, e que por acaso valiam pouco mais que um caracol. A cena da reposição dos objectos roubados é extraordinária mas não vêm aqui à colação. O facto é que quem gosta de roubar também gosta da escuridão, e de apagões. Tal como no filme, na vida de D. Palhaço quem apaga as luzes é inocente e acaba por ser roubado. Geralmente por ele e pelo seu bando de sicários. Por mim, grave não é o momento em que se apagam as luzes. Grave. grave. é o momento em que se apaga a honestidade...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:38

Janeiro 23 2013

Judas é um escroque. Um personagem sujo, de vão de escada. Agora imaginem o Lambe-Botas-do-Judas... Esse então é digno de vómitos, de tal forma nos revolta o estômago. Vai louvaminhando, em voz sibilina: «Sr. Judas, você é um génio! Genial, Sr. Judas, genial!» E o Judas gosta, porque se alimenta destas porcarias. O Judas saiu da sombra por momentos e escapou-se à saída do túnel. Queria ser visto, fotografado, filmado. O Judas é tão vaidoso como falso. Esperou, velhaco, pelo avanço das vítimas. Atrás dele, escorrendo baba da boca porca, o Lambe-Botas-do-Judas murmurava encantado: «Genial, sr. Judas, genial!»

Depois o Judas beijou-os, um a um. Sebento, esfregou-se-lhes nos pescoços, deixando implícito o seu cheiro azedo e algo que apodrece. Uns ficaram felizes: deram-se ao beijo, como se dele sentissem saudades.
Outros ficaram envergonhados: submeteram-se ao beijo como se a isso fossem obrigados. Nesse momento do ósculo, o Judas traçou-lhes o futuro imediato. Uma maldição barata caíu-lhes em cima. A vitória transformou-se numa miragem que se desfazia ao mais leve estender de braço. O Judas é mesmo assim: tem peçonha. Peçonha no abraço e no beijo. Quem encomendouos beijos de Judas? Alguém com muita maldade por dentro. Talvez ele próprio...

P.S. - Era uma vez um banco que decidiu fazer uns anúncios nos quais três jogadores saltavam do banco de suplentes para resolver os respectivos jogos. Um era do Sporting e marcava dois golos aos Gil Vicente; outro era do FC Porto e marcava um golo ao Salgueiros; finalmente, o terceiro era do Benfica e marcava dois golos ao FC Porto. Todos os dias continuo a ver os golos ao Gil Vicente e ao Salgueiros. E os marcados ao FC Porto? Têm-nos visto por aí?
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 21:03

Janeiro 18 2013

Manda D. Palhaço (ou alguém por ele, agora o dizem ininputado por prodigalidade) que volta e meia um dos sabujos ao seu serviço se predisponha a soltar uma ou duas porcarias com as quais julgam assumir a intensidade dos seus raivosos sentimentos. O episódio do Austríaco-bronco acabaria por ser hilariante, tal a pobreza de espírito e vocabulário de tão grotesca figura, já convenientemente trucidada pela inumana máquina da Madalena, e chutada para a estrumeira dos que deixaram de ser úteis ao Processo de Corrupção em Curso. Despachado o germano, ergue-se a voz do Maicão, curiosamente protagonista de um dos momentos mais sem vergonha que todos podemos recentemente assistir. Pobre Maicão. A pocilga espera-o. 

D. Palhaço usa e deita fora. Mas até fazer parte do monturo dos néscios julga-se importante. Tal e qual como Aquele-que-vive-de-cócoras, feliz por receber em sua casa uma delegação de trampolineiros. Há no pobre tonto uma espécie de orgulho por pensar que, de portas para dentro as coisas se passam diferentemente. Tratado caninamente de cada vez que mendiga favores ao Gaseificado, supõe que abrindo as portas aos seus asseclas impõe respeito. Ah! Que leveza de espírito! Se contava com pedidos, recebeu ordens; se esperava solicitações, ouviu sentenças. E, zeloso, tratou de as cumprir, como sempre fez, horrorizado pela possível perda do cargo que preza mais do que a honra e a dignidade. Algo há que esta gentinha de cede cerviz dobrada, vexada e mansa, nunca será capaz de perceber; não estão simplesmente de cócoras perante um patrão; estão de cócoras na vida. Nasceram de cócoras, vivem de cócoras, morrerão de cócoras. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 14:12

Janeiro 03 2013

Assim mesmo: em minúsculas. É por causa de gente assim que o futebol se transformou numa gigantesca cloaca que fede ao ar livre. Gente que não consegue perceber o seu lugar e tudo faz para se tornar visível e comentada. Vejam a figura cretina levada à cena por godinho: ninguém sabem que ele é, nunca ninguém soube quem ele é a não ser, talvez, a mãe, e de repente salta lá do seu ligar insignificante e subterrâneo para lançar a cabeça na direcção da cabeça do «capitão» do Benfica que procurava despachar se num arremesso de bola. Naquele exacto momento, godinho passou a ser célebre. E todo o País percebeu a massa de que é feito. Há muito que não assistia a uma exibição tão cabal da personalidade de um indivíduo. Fiquei esclarecido quanto à qualidade da sua estrutura humana. Crêem que foi admoestado, advertido? Julgam que foi posto no seu lugar? Instado a abandonar o campo? Nunca! O Futebol português ferve de godinhos: em vez de irradiados, são premiados.

Vejam o pereira. Em tempos que lá vão era estimado, respeitado. Depois perdeu o respeito por si próprio. Mendigava bilhetes ao Madaleno, convicto de que estar ali, à babugem, lhe traria benefícios. E trouxe. Eternizou-o como chefe dos incompetentes , O Madaleno apontou-lhe o lugar que guardara para ele: de cócoras. E aí ficou. Submisso, prestável. As suas nomeações obedecem à vontade máxima de quem o condenou aos servilismo. Ainda estranhamos roubos? Surpreendem-se com apitadelas infames? Não vale a pena. São para continuar. De cócoras, dobradiço, aquele que perdeu o respeito por si próprio perdeu o respeito de toda a gente. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:36

Janeiro 02 2013

Muito pia o Pinto dos Apintos!

De bico adunco e perfil de anão, usa o seu covil esconso nas vizinhanças de Medancelhe para receber, em festa, os apintadores mais sinistros. Esta gente é assim: fascina-se pela incompetência e pela má fé. Logo, há que premiá-las. O Juiz-de-linha-que-não-quer-ver levanta a bandeirola como se estivesse numa estação de comboios e comete um crime? Pois faça-se uma homenagem que ele bem merece! E ele aproveita o bochinche para cuspir um ror de porcarias, revelando bem a estrutura de que é feito. Para tal mamífero, roubar não é crime: crime é roubar e não saber fugir. E como soube fugir, sente-se ilibado. E como o Pinto dos Apintos se apressou a organizar uma pândega saloia em sua honra, até se sente orgulhoso do saque.
Sabemos todos que Portugal não é propriamente um local bem frequentado. Mas estes sicários ultrapassam o mínimo admissível. São cultivadores da pilhagem, da traficância, da espoliação e da mentira. Príncipes negros da iniquidade. Riem-se em público das suas canalhices e o Pinto dos Apintos recebe-os com abraços tão felizes como insanos. O Azeiteiro-da-cabeça-d'Unto não podia faltar. Dificilmente arranjariam um sem-vergonha cara-de-pau mais a jeito para alegrar a bambochata. Traz sempre consigo meia dúzia de vulgaridades para encher páginas de jornais, envolto numa empáfia tão genuína que nos faz perguntar em que raio de espelho se mira ao acordar para não perceber o quão alambicado é? Frivolos, risíveis, prologam a festa até ás tantas. Os próximos esbulhos estão ai ao virar da esquina. E as próximas homenagens também. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:21

Novembro 15 2012

O povo é que sabe: a mentira tem perna curta. E poucas coisas há mais tristes do que um mentiroso apanhado na sua patranha. Sabemos que o Gaseificado tem por hábito jurar. Sinal que não conhece a verdade do povo: quem mais jura mais mente. Ele jura sem rebuço. Jura por Deus, jura pela saúde da descendente, pobre infeliz, jura por ele mesmo, como se valesse alguma coisa. Os seus embustes multiplicam-se. Nós, que observamos à distância a sua degradante indigência. teríamos vontade de gargalhar, não fosse tudo dramaticamente grotesco. Porque as mentiras do Gaseificado, valham elas os milhões que valerem, são seguidas caninamente pelos seus asseclas. Entregam-lhes páginas de jornais e é vê-los rabiscar furiosamente, como se latissem à ordem do dono. O Banqueiro Esclerosado, o Merceeiro Amaneirado, o Copiador Barato de Livros Alheios: Uivaram em uníssono a patranha propagada. 

Sabemos todos nós, habituados à charlatanice a que se dedicam semanalmente, que são figuretas de segunda apanha, sem opinião nem vontade que não sejam as ditadas pelo Rei da Intrujice. São anõezinhos de perna curta e pensamento seboso que fartam pelo fedor. Estão envoltos em tantas caraminholas que desistiram de viver do lado de cá da honestidade para viverem do lado de lá da hipocrisia. Nada os fará mudar, Nem a morte. Levarão para a tumba a sua velhacaria e a sua aleivosia com um sorriso nos lábios. E nem para adubo terão utilidade. Mas, até lá, misturarão letras ao acaso desprezando a ortografia e a sintaxe, arfando com a língua de fora pelas migalhas de pão velho que o seu mentor decrépito deixa cair em seu proveito. E que fazem deles homens torpes mas animais felizes.
publicado por Benfica 73 às 20:29

Novembro 14 2012

O Olhanense tem uma cegonha como mascote. Boa escolha. A cegonha é um pássaro simpático, anunciador de meninas e de meninos, de voo bonito e ninho vistoso. Não passa pela cabeça de nenhum ser minimamente humano querer matar cegonhas.  Houve tempos tristes em que estiveram à beira da extinção. Nesse tempo dir-se-ia delas o que Harper Lee dizia da cotovia: Por favor não matem a cegonha! E as pessoas decentes deram ao bicho pernalta uma nova vida. A cegonha do Olhanense ainda não é bem como a águia do Benfica, não voa de asas largas em redor do estádio para pousar depois no sítio escolhido pelo seu tratador. É uma cegonha mais abonecada, chamemos-lhe assim, com um homem dentro a dar-lhe vida e movimento, acenando aos adeptos e alegrando as crianças. E assim, com homem e tudo, seria ainda mais lógico que não passasse pelo bestunto de um qualquer imbecil a ideia de a matar. Mas passou. Ou quase. 

Segundo rezam as crónicas, o imbecil lançou-se ao pescoço da cegonha e arrancou-lhe a cabeça, ficando muito perto de arrancar a cabeça ao pobre infeliz que nela se escondia. Geralmente a imbecilidade e a desonestidade andam de mãos dadas. Sem cabeça, indefesa, a cegonha, ou o homem no seu interior, ficou à mercê do criminoso. E viu desaparecerem-lhe a carteira e o telemóvel. Pois é: que porcaria de mamífero se lembraria de assaltar uma mascote? Esse mesmo que se deu ao trabalho de viajar até ao Algarve sabe-se lá com quantas mais malfeitorias na agenda. Os jornais descrevem o acto vil, mas não põem o nome do boi. Dizem-nos só o clube do qual animal é adepto. Mas isso já todos sabemos, não é?  
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:07

Outubro 29 2012

Não se deixem enganar. Eles andam por aí, à coca, preparando o assalto assassino, o estrago brutal, a vingança sobre aqueles que os denunciam e apontam na rua. Talvez surjam, para começar, mansos como cordeiros, mas por debaixo da lã abrem-se bocas ávidas escorrendo a baba famélica dos lobos. Não acreditem nesta sua súbita bondade. Esta canalha não tem sentimentos que vão além do prato da sopa. Vendem-se por um tacho de lentilhas. E são submissos, servis, reverenciosos a D. Madaleno que os recebe em casa de pires de café na mão e envelope de dinheiro na outra. Os homenzinhos de cócoras terão tempo para lançar o seu veneno, ainda que agora se mantenham inertes, esperando a sua hora maldita. Num mundo de anões, eles são os mais pequenos dos anões; num universo corrupto, eles são o elo mais fraco, a corda mais fina e desfiada, o fio mais puído e quebradiço. lembrem-se: eles não têm vontade própria. Obedecem. Quanto menos se conta, atacam.

E destroem sem contemplações, porque essa é a sua missão. Basta um estalar de dedos do Gaseificado. o verdugo. É ele que lhes dobra a espinha, a sinistra figura perante a qual vergam a cerviz, deploráveis e obsequiantes. E os homenzinhos de cócoras rebolam-se de felicidade como cãezinhos rafeiros à espera que ele lhes faça festas na barriga. Cuidado!Muito cuidado! É preciso estar atento, dia a dia, semana a semana. Um simples estalar de dedos fará com que a alcateia se lance sobre as suas vitimas. Uma simples palavra de Madaleno transformará os cordeiros em feras enraivecidas. É assim que eles são e serão sempre,sempre. Fiquem atentos! Com o açaimo nas mãos...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 22:23

Outubro 05 2012

Inimputável, o Gaseificado tece considerações neurasténicas sobre a vergonha, que é coisa que não tem. Fala, desesperado para que o ouçam, mas a sua voz é entaramelada de mentiras e saliva velha. Os seus acólitos, viciados no jogo e em prostitutas, riem-se mais pela força do hábito do que pela obrigação de untar o chefe. Há já muito pouca gente que lhe preste atenção, tão dementes são as suas frases, tão tacanho é o seu raciocínio. Ainda assim, o Gaseificado abre e fecha a boca como um peixe fora de água, largando chalaças pobres enquanto cospe. O mundo está do avesso e ele sabe-o. Lançar um saco de pedras de calçada do alto de um viaduto sobre um carro em movimento não é crime. Os autores da façanha riem-se em casa quando a noticia passa na televisão. Terão a sua recompensa. Inepta, a polícia ri-se também: há lugares do país onde ela não foi criada para perseguir celerados e sim para proteger os mentores de tais façanhas. Perguntem-lhes,por exemplo, sobre um fotógrafo que foi atropelado. Houve investigação? Claro que não! Que importância tem tal episódio? Perguntem-lhes pelos jornalistas agredidos, um até em directo na televisão. Podem perguntar. Eles não respondem. Perguntem-lhes por aqueles que atiraram bolas de golfe e pedras para dentro de um relvado. E, de novo, o silêncio. O Gaseificado é mais do que inimputável, é protegido por quem tinha obrigação de nos proteger dele. Os polícias tapam os ouvidos, fecham os olhos, calam as bocas como os macaquinhos da história. Os árbitros às vezes estão de cócoras, outras vezes rastejam: compram-se facilmente a preço da chuva, graças a fruta e café e chocolate e, se calhar, até a um carro para o chefe. Os juízes vergam a cerviz, sujando miseravelmente a nobreza da profissão em troca de viagens e bilhetes para o camarote do figurão. Já não se trata de vergonha, trata-se de nojo. E tudo isto mete nojo. Muito nojo!

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 09:36

Setembro 10 2012

Há uns anos já largos, na véspera de um Benfica-Sporting que foi, curiosamente, disputado a 25 de Abril, entrevistei dois capitães, cada um de seu clube. Vasco Lourenço sempre se assumiu sportinguista; Vítor Alves, entretanto falecido, era adepto do Benfica. Cabe dizer, pelo caminho, que se tratam de dois homens de coragem e aparente verticalidade, possíveis de serem objecto da nossa admiração e consideração por tudo quanto fizeram ao serviço do País. A dado passo da nossa longa conversa, a pergunta veio à baila: de que clube é o Otelo? Estratega do 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho tratou de desbaratar a estima dos portugueses ao ter-se envolvido (e sido condenado em tribunal) com a organização terrorista FP-25 responsável pelo assassinato de 17 pessoas nos anos-80. Por isso cá vos deixo a pergunta, de que clube é o Otelo?

Permitam-me que deixa aqui mais algumas perguntinhas de algibeira. O presidente de uma entidade reguladora da comunicação social distraiu-se e deixou muito convenientemente cair de uma deliberação, para debaixo da secretária, supõe-se, uma frase que seria assassina para um ministro, tornando a deliberação absolutamente inócua. Com uma carreira fortemente marcada pelo servilismo perante os poderes, não é de estranhar. E também tem clube. Qual será?

Uma antiga juíza do Tribunal Constitucional, agora arvorada a figura da nação, por dez anos de trabalho ganhou direito a 7 mil euros/mês de reforma. Como o seu novo cargo só lhe garantia pouco mais de 5 mil, optou pela reforma, à qual somou mais de 2 mil euros/mês de ajudas de custo. Patrocina generosamente jantares a indivíduos envolvidos em casos de corrupção. De que clube é a senhora? Entretenham-se com estas questões, que para a semana trarei mais...

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 20:32

Agosto 25 2012

Tal como tem acontecido ao longo dos últimos trinta anos, o Campeonato desta época está naturalmente armadilhado. Talvez mesmo mais armadilhado do que nunca, visto que há nítida falta de dinheiro para os arredores da Madalena e Contumil e, assim sendo, é preciso não correr riscos desnecessários. Significa isto que nenhum optimismo é válido. Ser melhor não basta, ser mais forte não conta. Do lado de lá da fronteira da seriedade preparam-se as tranquibérnias. Valerá tudo! Mas tudo mesmo! E os homenzinhos-de-cócoras, anões morais neste circo governado por um palhaço, farão alegremente o seu papel submisso e desequilibrador. Quem tomou as oligofrénicas declarações do Cabeça-de-Unto por mera bazófia de alguém que se sentiu de repente no centro do Mundo, desengane-se. Estava lá tudo. 

Sobretudo as ameaças. A figurinha acha-se acima da lei e assume-se como um regulador do Universo. Fará justiça pelas próprias mãos, castigará aqueles que se atreveram a negar a sua competência, fará o favor aos adeptos de arrasar com direcções de clubes que investem mais do que aquilo que ele entende proporcionado, voltará a beneficiar escandalosamente aqueles que são responsáveis pela sua tão súbita quanto bacoca ascensão. Que fazer?, perguntarão aqueles que têm paciência para me ler. A resposta não é fácil, é mesmo quase impossível. Talvez exija medidas muito drásticas. É fundamental denunciar. Apontar a dedo os ladrões na rua. A grande virtude deles é a absoluta falta de vergonha!

P.S. - Parece que o cúmulo da fina ironia é uma messalina levar o seu machão para casar numa terra chamada Touros... 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 20:10

Agosto 24 2012
Abades, bispos, priores e outros senhores costumam ser mais dados aos silêncios do que às palavras. Muitas vezes, acrescente-se, silêncios que escondem graves porcarias humanas capazes de deixar Papas de cabelo arrepiado. Portugal tem um Abade engraçado: fala muito. Traça maldições sobre diabos negros. Perguntem ao nosso Abade o que é um corrupto e ele, de imediato, aponta dois, três, uma grosa. Palavra de Abade!
Mas o Abade de Portugal, como muitos outros seus colegas de sotaina, é selectivo. Para ele, existem corruptos e corruptos-que-não-são-corruptos. Por isso, às terças e quartas abre a boca para acusar os responsáveis pela desgraça do País, por via da sua corrupção intrínseca e avassaladora, e às quintas e sextas cala-se na companhia do Gaseificado e da sua flausina. 
Aos sábados e domingos dá missa e comunhão, presume-se. O Abade de Portugal é amigo do peito do Gaseificado de Portugal. São vistos juntos nas mais diversas situações, nos mais díspares lugares: são fotografados de sorriso nos lábios e flausina no meio. Tudo como convém a um membro distinto da Santa Madre Igreja. Parte-se do princípio que, atendendo à amizade, o Abade não admite a corrupção evidente do Gaseificado. Ou benze-a logo pela manhã, tirando-lhe da casca rija a penugem do pecado. E, assim sendo, todos esses encontros sorridentes se passam na paz dos anjos. Há quem estranhe, claro. A começar pelos corruptos apontados a dedo pelo Abade, que talvez não soubessem que há corruptos que sendo evidentemente corruptos não o são perante o mestre da abadia. E a acabar naqueles para os quais a hipocrisia teima em ser um pecado. Neste País-de-faz-de-conta pouco importa. O Gaseificado passeia-se impune nas barbas de Deus com a sua flausina. Se ouvirem um barulho, não se assustem: caiu o Abade. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:23

Agosto 08 2012
Corre por dentro do Gaseificado uma corrente de àr fétido. E, infelizmente para a Humanidade, o Gaseificado não consegue manter a boca fechada. Todos sabem que as palavras, como outros sons. são feitas de ar. Por isso, as palavras do Gaseificado cheiram mal. É um tolo com excesso de gás  a incomodar quem preferia cumprir a vida longe de ódios, de violências gratuitas, de tiradas obscenas. Atrás do Gaseificado, com isqueiros acesos como se estivessem num concerto de Peter, Paul & Mary, os sabujos correm a disfarçar-lhe os odores. Debalde. O Gaseificado está podre por dentro, as suas ventosidades são sujas. Ele ignora-o: ri-se e multiplica-se em parvoeiras como se estivesse são. Essa ignorância torna-se deprimente. O Gaseificado só ouve o que lhe dizem os sabujos e os sabujos só lhe dizem o que ele quer ouvir. 
Neste círculo vicioso permanente o tempo corre o Gaseificado vai soltando cada vez mais ar e cada vez menos palavras. Isto é, o Gaseificado esvazia-se. Está cada vez mais velho e cada vez mais murcho. Não vale a pena alertá-lo: ele não acredita. Julga-se eterno. Talvez surja alguém com uma piedade infinita que resolva engarrafá-lo...

P.S.: «Os soldados sentavam-se ao redor da lenha./ Como falar-lhes? 

De repente eu disse:/ camaradas a pátria somos nós. (...) José quantos almudes lá na tua aldeia ?
Na minha aldeia o meu patrão faz mil almudes./ José a pátria somos nós entendes?» - Manuel Alegre, A Praça da canção. 
Ignorantes, mal-educado, intelectual de pacotilha que nada sabe sobre a obra dos poetas portugueses, um opinador de meia-tigela teima há anos que titular um livro de «A Pátria Fomos Nós» é uma exibição de fascismo. Enfim, não vale a pena perder tempo com gente que, como dizia Torga, não tem horizontes para além da borda do prato da sopa. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 23:48

Agosto 04 2012

DONETSK- Os aviões aterram cheios. Os aeroportos tornam-se deprimentes lugares de convívio para quem tanto mal faz à verdade do Futebol português. Mas a selecção é desculpa, é motivo. Fatos e gravatas de boa qualidade e de mau gosto. Poses vaidosas. As televisões invadem o átrio das chegadas e peitos estufam como se de perus e pavões se tratasse no mendigar da palavrinha parva e da imagenzinha grotesca. Há uns de sinistros óculos escuros, escondendo as olheiras prostituídas da véspera, camuflando as mentiras que encobrem. São, todos eles presidentes e vice-presidentes, e secretários-gerais, importantíssimas personagens que tirando a vacuidade do título nada têm para mostrar. 

Riem-se labregos das raparigas que passam, fazem estalar palmadas nas costas uns aos outros, preparam-se para desperdiçar dinheiro numa estúrdia curta de meia-dúzia de horas que os separam do voo que os carregue de volta àquele país que o mar não quer, como dizia Ruy Belo. Acreditem: é um circo deprimente ao qual não faltam nem feras nem palhaços. O personagem que se dedicava a abrir garrafas de champanhe a cada derrota da Selecção Nacional dantes não vinha, mas agora já vem. Dantes não era bem aceite, agora já é. Via os jogos em casa, junto ao frigorífico, espreitando a temperatura do espumante. Apareceu uma única vez, convencido da derrota em Nuremberga às mãos de um árbitro compincha. Enganou-se. Hoje em dia voa, convidado três vezes por semana se for caso disso, lado a lado com o outro senhor de cócoras, ao qual se aconselhava recato e pudor . Mas não, ao diabo o recato e o pudor se o que vale é andar por aqui promiscuamente misturado com dirigentes de clubes e outros pacóvios quejandos. Pois. Eu não sabia; e se calhar vocês também não - Há lugares de cócoras nos aviões! Se não. como teria ele chegado até aqui? 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 20:08

Julho 22 2012

KIEV - É ridícula de causar aneurismas esta mania de meia-dúzia de funcionários da Nação, eleitos pelo povo, receberam numa casa que não é deles e sim de todos nós um figurão cuja simples chipala  consegue provocar vómitos em catadupa a qualquer pessoa de bem (que são cada vez menos, como está cientificamente comprovado). Podemos encarar essa festarola de estúpidos com uma mais do que justificada repugnância ou com um forçado sentido de humor, talvez a opção mais indicada para uma palhaçada do género. Em primeiro lugar, o maior responsável por esta teimosa Grande Bambochata é o próprio povo português, proprietário de direito de um palácio que se quereria frequentado por pessoas mais preocupadas em trabalhar do que dedicadas ao absentismo, ao preenchimento de palavras cruzadas e sudoku e ao exercício de surfar na internet. 

É o povo português que elege tais espécimes, pelo que de serve queixar-se depois amargamente?Não é de estranhar que gente que durante anos andou a viajar particularmente para férias ou que se fazia acompanhar pela porteira, pela mulher a dias, pelo cão e pelo papagaio, em viagens oficiais, tudo à conta do erário público, claro está!, goste de ouvir um poema mal recitado e jantar na companhia do mentor de viagens ao Brasil para árbitros e fiscais de linha. Só falta mesmo convidar alguns agentes  de viagens ao Brasil e tratar de« escolher os destinos mais exóticos possíveis. Há gente assim: vive tranquilamente com a sua consciência a despeito de ter as mãos untadas com as maiores trampolinices. Que sejam funcionários da Nação, pouco importa. Já nos habituámos à sua falta de carácter. Agora resta escolher entre o riso e o vómito. E talvez valha a pena pensar nisto com calma antes de ir lá colocar o voto da próxima vez. Prefiro o riso. Foi para isso que se inventaram os palhaços.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 18:02

Julho 14 2012

LVIV- O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto ainda não entrou em ação e ainda bem, ninguém parece sentir muito a sua falta, a menos que haja por cá jogadores e treinadores que tenham o mau hábito de gostar que lhe lambam os pescoços. Mas essa figurinha deprimente anda por aí e só isso já é arrepiante. A qualquer momento, como uma bala perdida disparada entre a multidão, abaterá uma infeliz e distraída seleção. Vale que estamos na Ucrânia e ninguém terá contemplações por mais por mais uma das suas trampolinices. Em Portugal, um grupelho de colunistas imbecis tratou de estabelecer que a regra é elogiar o mamífero. Não por ele, pobre e insignificante, mas porque ao elogia-lo julgam ficar nas graças de D. Palhaço, rei do Norte e arredores. 

Teimaram tais escribas que o Azeiteiro-da-cabeça-d'unto foi um mestre do apito na Grande Festa da Cerveja de Munique. Não foi. Vimos em Poznan um seu colega bem mais competente validar um golo de um avançado em fora-de-jogo por a bola vir de um adversário. Não voluntariamente, que ninguém passa voluntariamente a bola ao adversário a menos que esteja corrompido; mas voluntariamente, ainda que por erro ou precipitação. Ou seja, tal e qual aconteceu em Munique. Mas aí o Azeiteiro decidiu diferentemente porque para ele as regras são suas e não as do jogo. Anulou o golo: decidiu o jogo e o vencedor. Como faz sempre. Deram-lhe um apito e ele assume literalmente a sua profissão: é um arbitrário. Do alto das suas colunas, os serventuários do poder podre batem palmas e desfazem-se em encómios. O Madaleno ri um riso de dentes cariados e sente-se recompensado por tanta malfeitoria. Os outros, gente séria, fazem figura de parvos. Quanto ao Azeiteiro-da-cabeça-d'unto anda por aí à espera do momento certo para apitar errado. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 22:29

Julho 06 2012

Tenho pena dos 2500 rapazinhos de boas famílias que durante uma hora chamaram nomes às mães dos jogadores e treinador de basquetebol do Benfica. Foram provocados, pobrezinhos. Fizeram bem em atirar paralelipípedos e outras porcarias para dentro do rinque. Assim é que é se faz! E que dizer do coitadinho do Schrek que sofreu a vergonha de um Stewart o mandar «lá para dentro»?

Encheu-lhe a cara de murros e com toda a razão! Infeliz também o motorista do Madaleno que atropelou um fotógrafo que estava a provocá-lo com a máquina! Ah! E aquele desgraçado que foi obrigado a entrar em campo para dar umas bofetadas em direto no repórter da TV que estava a dar-lhe cabo dos nervos? Desditosos jogadores que, por causa das provocações do árbitro Pratas, tiveram de correr atrás dele quase arriscando roturas musculares!
Malfadados motorista do presidente do Benfica: ia a passar debaixo de um viaduto, o que é como todos sabemos uma terrível provocação e, portanto, não podia esperar outra coisa senão levar com um saco de pedras no pára brisas! E o Aimar??? A gozar na janela do autocarro??? Esteve para ficar sem cabeça com aquele calhau de calçada, e não teria que se queixar! E o João Santos? Ainda se lembram? Um tipo sem educação que provocou tanto o guarda Abel que este até lhe disse - «vou matar-te velho!» E o Eriksson? Outro ordinário do pior! Não tiveram outro remédio senão encher-lhe o balneário de criolina e de bagaço para que eles e os jogadores se vestissem no corredor! BEM FEITO! Ninguém os mandou provocar pobres moços, ainda por cima ganhando. De uma rasquice vergonhosa eram também os tipos da Barcelona que resolveram assanhar ganhando a Taça dos Campeões de Hóquei em Patins nas Antas. Onde já se viu!!! Que gente mais reles!!! Levaram com pedras e sticadas pelo lombo abaixo para ver se não provocam mais os senhores da fruta. Certo: eles é que têm razão...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:13

Julho 03 2012

D. Palhaço julga-se um mamífero culto. Pois está regiamente enganado. Burla meia-duzia de parolos alarves com a sua falácia, mas a verdade é que roça o analfabetismo como se comprova pela errada utilização dos verbos. Ouçam-no bem, embora seja repugnante ouvi-lo: D. Palhaço fala com erros de ortografia! Mas sabe um poema. Ou melhor: sabe uns bocados de um poema que tritura à bel talante. Pobre poeta que o escreveu. Dará hoje, pela certa, pulos na cova por se ver vítima de tamanhos vilipêndios... Perguntarão vocês: mas como sabe ele um poema se até a ler lhe custa sem auxílio? Há uma expressão comum na estudantada quando é preciso saber de cor e salteado matéria na véspera dos exames: encornar. 

Há quem diga que D. Palhaço encorna muito e bem. E de tudo um pouco. Já o poema, coitado do poema, passou-lhe ao lado. Troca rimas, desfaz métricas, mas continua a dizê-lo naquela voz monocórdica e chocarreira própria de quem possui um cérebro caliginoso. Quem o vê declamar o cântico julga que foi ele quem o escreveu, se escrever soubesse. Ah! E que dizer daquelas pobres almas basbaques de queixada caída de admiração perante a figura grotesca do seu pai espiritual? Ou daquelas pobres almas fardadas aspirando o seu bafo fétido? E então não é um poema que grita, é a expressão autêntica da sua ordinarice. D. Palhaço acha-se dono do mundo como se acha dono do poema. E trata ambos da mesma maneira, o poema e o Mundo: corrompe-os, manobra-os, vilaniza-os. Ao longe, assistimos a essa infecta degradação. Só um País manso suporta comportamentos tão rascas, exibições tão gratuitas de violência e de incivilidade. E por nada, ou quase nada. Por apenas um cesto. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 21:28

Junho 28 2012

O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto e Dona Constança são almas gémeas. Nem um nem outro falham festa ou festança. O Azeiteiro vais às festas mesmo sem ser convidado; e se não há motivo para festejos, ele arranja. Desde que seja para ver feliz o Palhaço. Ultimamente, ainda mais que Dona Constança, tem-se visto como parlapatão de muita festança. Talvez, na sua intima estupidez, se convença de que é convidado pelos seus méritos histriónicos. Não é: é apenas obediente, subjugado. Um bobo de cócoras. Há dias untou de azul a sua cabeça oleosa e, respeitoso, dócil, sujeitou-se à mais tinhosa das vergonhas. Lá do alto, o Madaleno ordenava-lhe que beijasse mãos e lambesse pescoços. E ele, sem asco, encheu de saliva todas as mãos e pescoços que lhe passaram pela frente.

O Madaleno fazia esgares de satisfação e incontinência; o Azeiteiro-da-cabeça-d'unto fazia vénias. Já não via farejar pescoços daquela forme desde a primeira edição de um filme que tinha o Marlon Brando como protagonistas. E os farejadores tinham todos finais infelizes. Um ou dois imbecis, acompanhados por dois ou três intelectualmente desonestos, lavaram a teoria segundo a qual o Azeiteiro foi à Festa da Cerveja por dotes inquestionáveis e que isso é uma machadada fatal no discurso de quem lhos não reconhece. É esse o motivo porque não passam de imbecis e de intelectualmente  desonestos. Não percebem a simples teoria das festas e das festanças: requerem um bufão, farsante e chocarreiro, ao qual se possa largar um grito como quem lança uma matilha de cães para o ver esconder-se, por entre gargalhadas, debaixo da mesa dos bolos. O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto presta-se a isso e a muito mais. Vocês vão ver...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 15:15

Junho 12 2012

"Da flatulência dos dinossauros" podia ser o nome pomposo de um tratado com centenas de páginas, assinado por cientistas de renome. Os dinossauros, dizem eles, contribuíram para o aquecimento global graças à sua enorme capacidade para produzir gases. Ora, não é preciso ser cientista, nem sequer nenhuma espécie de génio, para perceber que o que se passou há vários milhões de anos continua a repetir-se nos dias de hoje, embora os dinossauros sejam em quantidade muito mais escassa. Apesar de tudo, há um dinossauro, o Madaleno Corruptossaurus, que não se exime à emissão de qualquer coisa como 520 milhões de toneladas de gases por ano, com a particularidade de o fazer não apenas pela via natural utilizada pelos seus antepassados lá do Mesozóico, como igualmente pela boca de cada vez que a inconsciência lhe ordena que solte as suas jumentadas. 

O fedor que solta é hediondo e, ainda assim, há quem se deleite na absorção de metano. O Copiador-de-Livros-Alheios solta boçalidades de contentamento; o Baladeiro-de-Tiques-Estranhos ensaia um dó de peito de meter dó; o Merceeiro-Aldrabão esvoaça nas suas asas aborboletadas. Só não entendem que o Dinossauro Cretiníssimo está nas vascas de agonia. O chulé que exala pelas narinas, a cada dolorosa contração dos pulmões, provém de um cérebro caliginoso e pútrido; as palavras entarameladas que balbucia, aqui e além procurando uma rima popularucha, são inescrutáveis de tão estúpidas. Mas, indiferente, a corte de sabujos roja-se beijando o chão que ele pisa. Os Homenzinhos-de-cócoras precipitam-se submissos a cada flato desses Madalenus Corruptosaurus que ameaça infetar com a sua composição todos aqueles que o rodeiam. Bajulam- no felizes, na sua condição de vermes, à espera de uma recompensa de flausinas baratas. E assim se extinguirão todos, para nosso alivio, encerrados nesse microcosmo tinhoso atacado pelo efeito de estufa podre. 
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:40

Junho 02 2012

Os miseráveis não têm cor: vestem-se sinistramente de negro como aves de rapina. São escuros como uma ameaça. E têm um chefe: o mais miserável de todos os miseráveis. O chefe dos miseráveis não tem respeito por si próprio e, por isso , ninguém o respeita. Exibe-se vaidoso, sem perceber que provoca asco ás pessoas decentes. O Madaleno trata-o como um cão e ordena-lhe que se enrosque nos seus pés. O chefe dos miseráveis obedece, feliz, lambendo as botas que de vez em quando lhe pontapeiam o focinho. E então gane, feliz. Os miseráveis têm uma vida larvar perante o poder e são abutres dispostos a bicar a carne daqueles que querem viver da coluna direita, do outro lado da barreira. Sujeitos à prepotência corrupta de quem lhes ordena, guardam para si a prepotência miserável para com quem não tem defesa. Os miseráveis vivem de cócoras. 

São paus mandados, submissos e subservientes, servis e resignados, baixos e curvados. Não conseguem ser homens porque para se ser homem é preciso dignidade. Há miseráveis tão miseráveis que se sujeitam a beijar a mão (e o pescoço!) dos que os obrigam a dobrar a cerviz. Isto é: há miseráveis tão miseráveis que metem nojo, provocam vómito! (Ah! Ignóbil Azeiteiro-de-cabeça-d'unto, que torpe existência a tua!) Mas os miseráveis têm vidas atrás de vidas. Um erro minimo, involuntário que não agrade a D. Palhaço faz com que sejam imediatamente esmagados como reles insetos pelos tacões das botas desse poder infeto. 
Depois ficam obrigados a recuperar a existência à custa de mal feitorias infames dirigidas contra aqueles que não se vergam. É assim a triste existência dos miseráveis, mamíferos invertebrados sujeitos ao desprezo até daqueles a quem multiplicam os favores. Sobrevivem. Vão sobrevivendo sempre à custa de nunca terem tido espinha. Teremos de aprender a sacudi-los, tal como quem sacode da lapela do casaco vestígios embaraçosos de incomodativa caspa.
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 21:18

Maio 27 2012

Ao ver aquela meia dúzia de alarves aos saltos numa festarola parola e sem sentido, fiquei com a ideia de que era feriado na cadeia de Custóias e de que os criminosos tinham vindo apanhar ar numa noite deprimente de chuva ácida. A verdade é que eram poucos, muito poucos. Na sua maioria exibindo feições reveladoras de deficiências, tanto físicas como morais. Arranhavam as gargantas com insultos escabrosos e visavam as mães alheias com apodos que ficariam mais bem empregues nas suas próprias mães. Vista de fora, a funçanata metia nojo. Os pilha galinhas iam roubando carteiras uns aos outros e urinando nas pernas dos Homenzinhos-de-Cócoras, convidados especialíssimos por serem os verdadeiros cozinheiros de tamanha mixórdia. Acabado de chegar da Meseta Ibérica, o Diabo Madaleno estava lá.

Fora figura visível de mais uma bambochata. Na bancada presidencial, lado a lado com a sua messalina barata, tratara de amaldiçoar o dono da casa com uma derrota humilhante, para que este aprenda de vez que o lugar do Diabo é atrás da porta. Depois regressara a Mafamude deixando atrás de si um cheiro pestilento. Sim, porque o Diabo Madaleno não fede a enxofre, fede a podre e a excremento. Agora, no meio do baile dos lafargas, exalava o se pivete co um sorriso crápula afivelado nos lábios e obrigava os saloios a taparem o nariz à sua passagem. Ninguém percebia ao certo as razões de tao estúpida alegria. Nada nela havia de orgulho, de prémio ou de autenticidade. E a dança grotesca dos Homenzinhos-de-Cócoras ao som dos palavrões e dos insultos estava aí para comprovar a salácia. Um grupelho de larápios brejeiros saiu à rua para festejar uma falcatrua. Saltaram sobre as capotas de automóveis, conspurcaram os passeios e gritaram porcarias. Ao vê-los, perguntei para com os meus botões se a imbecilidade e a indecência não terão limites? O sorriso flatulento do Madaleno garantiu-me que não…

Fonte: Jornal O Benfica

publicado por Benfica 73 às 12:43

Maio 17 2012

O General voltou. Já ninguém se lembrava dele e, de repente, ei-lo que regressa às páginas dos jornais. Saiu à rua num dia triste no qual o cheiro a podre tomou conta da atmosfera desta País sem futuro. É dia de festa!, ladram alguns. O General está menos estático e mais decrépito. Os anos passaram sobre a sua figura macabra de cadoz - barba desleixada e mal semeada - arredia de princípios e dignidade. Não sei se mete pena se mete nojo. O General não tem comando, é apenas um peão. De há muito tempo a esta parte que passou a ser um boneco articulado nas mãos do Palhaço. De tempos a tempos, quase de anos a anos, o Palhaço solta o General. E, tilintando de medalhas feitas de caricas de garrafa, o General avança em passo de ganso num ridículo quase prussiano. E fala. E General fala!É bem possível que nem todos acreditem que ele fala já que o seu rosnar é imperceptível. As palavras sem-lhe a custo com um sotaque rústico, quase demente. Mas são palavras de elogio. O General gosta de corruptos, de trafulhas, de mentirosos e de ladrões. Gosta, portanto, do Palhaço. O Palhaço é o seu mentor. Consta que, em tempos que lá vão, o apresentou a um comendador rico disposto a patrocinar as ambições do General. E O General tornou-se o ditador grotesco de um país ridículo. Com o Palhaço por cima, sempre por cima. O General anda por aí outra vez. comemorando, de chapéu de papel de jornal na cabeça, o aniversário corrupto da corte do Palhaço. Estão felizes, um e outro. Revolvem-se na lama porca das canalhices do Palhaço. Retouçam como leitões de mama na imundice de um terreiro infeto. É esse o seu mundo. E, quando a noite cai, o Palhaço estende-se num colchão de palha no qual se multiplicam as pulgas e o General, obediente, chocalha as medalhas enquanto dá uma volta sobre si mesmo e se enrola submisso aos pés do dono.   

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:13

Maio 12 2012

Muitos jornais têm por hábito trazer na última página o editorial. Este editorial de um determinado jornal vinha na última página e era assinado pelo seu diretor. Até aqui tudo dentro da normalidade. No entanto, que fosse lendo, linha a linha, reparava que este editorial era veículo de uma confissão. Ou de uma ameaça, depende do ponto de vista. Com ligeireza, por sms, um alto dirigente de um grande clube do norte avisava o assinante diretor que o Benfica bem podia preocupar-se com treinadores que eles com a sua organização ganhariam 20 dos próximos 25 Campeonatos. Vamos agora supor: suponhamos que o grande clube do norte é aquele que todos nós supusemos logo de inicio. É uma boa suposição embora esbarre com contrariedades: esse clube que estamos a supor não tem dirigentes, tem apenas um dirigente que, por sinal, também não é alto, é até baixo-te, de estômago dilatado e físico grotesco.Mas, mesmo assim, teimemos na suposição, até porque o norte não abunda de auto-intitulados grandes clubes. Ficamos a saber, nesta confissão (ou ameaça). que o alto dirigente (mesmo que seja baixote, pouco importa) não se preocupa com treinadores. Nada que não se suspeitasse há muito: já sabíamos todos, empiricamente, que não são os treinadores que resolvem Campeonatos. É a tal  organização de que tanto se orgulham esses curiosos espécimes que tem do Futebol e da vida uma visão tão distorcida que não consegue ser absorvida por mais de meia-duzia de pascácios. E contra essa organização não há, de facto, nada a fazer. A menos que estejamos, aqueles que não fazem confissões (ou ameaças) atoleimadas por sms, dispostos a guardar prostitutas no frigorifico, a pagar viagens de Verão para o Brasil, a gastar umas notas nas marisqueiras de Matosinhos ou a enfiar um árbitro num carro numa rua escura e levá-lo prazenteiro a tomar um cafezinho a casa do Senhor da Fruta. Por falar nisso: parece que se cumprem oito anos sobre a célebre viagem pelas ruas mais esconsas de Mafamude e do Canidelo. Parabéns ao Madaleno! 

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 16:11

Maio 11 2012

Braga reza 

O Porto trabalha 
Coimbra estudo 
Lisboa diverte-se 

Foi esta a melopeia que ensinaram ao pobre desmiolado do Janeca, embora com as premissas baralhadas e sem Braga e sem reza. Não sei se o pacóvio do Janeca é luterano, e não aprecia rezas, se ainda não percebeu que para cima do tão trabalhador Porto também há um naco de Portugal bastante razoável. No fundo, o estrovinhado Janeca não tem culpa: papagueia o que lhe ensinam, e ensinam-no mal. Se calhar, lá na terrinha cheia de altos e baixos dos Habsburgos, também há uma cantilena igual. Qualquer coisa como: Salzeburgo compõe/Innsbruck esquia/ Viena Valsa/ e Linz produz homenzinhos de bigode ridículo que não gostam de judeus.  
O avoado Janeca trocou tudo, algo que não se estranha de um bom aluno daquela escola vil cujos mestres espalham a palavra ódio assentam como regra que não se dá a mão aos meninos que vestem de vermelho. Trocar é um principio básico. E mentir, e enganar, e agredir, e comprar, e corromper. O perplexo Ja neca encontrou, mal largou as malas num dos apartamentos que serviram para albergar, in illo tempore, algumas das flausinas do patrão (muito convenientemente rodadas pela cáfila dos Senhores de Cócoras), um mundo podre no qual convém ler pela cartilha do Madaleno. Talvez aí o asinino Janeca tenha percebido do que não há Deus acima do Palhaço-Mor nem Portugal acima da trabalhadora e invicta cidade, nem gargalhadas fora da antiga capital do império. Ah! Lisboa diverte-se! A azêmola Janeca diverte uma Lisboa inteira! Só não diverte Braga, demasiado ocupada a rezar, nem Coimbra, demasiado ocupada a estudar. Quanto ao Porto, se é este o trabalho que anda a fazer, transformando austríacos em autênticos lorpas/néscios, bem pode limpar as mãos à parede. E voltar a transformar meretrizes em candidatas ao Prémio Nobel da Literatura. Sempre era mais divertido...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:55

Maio 10 2012

Batem leve, levemente, pauladas de circunstância. A velha Ratazana, já careca e repelente, está contente. Não gosta de meninos de cançonetas, nem de hinos. O pau atira-se ao gato: tudo mais é literatura de cordel. Nem mais pulga nem mais pato, nem mais prato sem sapato, que é tudo muito chato. Para o Madaleno só bordel! Tem os olhos deslavados, de quem soma cataratas, por isso recusa as batatas, e vai destilando fel, contra crianças de batas. Grita, resmunga, esperneia: a Velha Ratazana além de nojenta, é feia. Exige exemplos: ninguém mais dará a mão a meninos. Coisas que já não davam. Comportamentos cretinos e lobos que uivavam ao mero toque dos sinos.Ri-se o palhaço, feliz de tão imbecil, que proibir as canções é fácil, e matar as lengalengas não tão difícil, desde que haja um ministrozeco macio a precisar de um bilhetinho para um jogo com vício. Em coro, os petizes cantam - «Em cima do piano/estava um copo com licor/ de que cor?» - e olham uns para os outros de olhos muito abertos, tanto os mais burros como os mais espertos, porque sabem de seguida a resposta proibida. Se alguns responde vermelha, a Velha Ratazana ergue a celha, cospe-se pelo lugar onde lhe falta um dos dentes da frente, dá um guincho para que alguém se apresente, e avança legalmente contra o desgraçado do docente que se lembrou de pergunta tão indecente, tão impudente. Indisciplinado, um indez cantarola - «Em cima do piano/ está um anãozinho/ De que cor está vestidinho?» - e olha por cima do ombro para a Velha Ratazana que cheira a cebola e esfrega o pescoço sujo na gola da camisola. E com um sorriso atrevido responde - «azulinho» - enquanto o Madaleno, de esgar estúpido, larga um grunhido, um latido arrependido por não o ter agredido tal qual sentia ele houvera merecido. Para este rato cobardola, não se brinca com a escola...

Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:00

Maio 08 2012

O Azeiteiro-de-cabeça-d'unto acordou nessa manhã com uma ligeira indisposição gástrica que atribuiu ao facto de andar a abusar de caranguejos, santolas, lavagantes, percebes e burriés a todas as refeições. Olhou-se ao espelho e procurou debalde a marca das olheiras de uma noite mal dormida. O Criador, na sua infinita bondade, lançara-o no Mundo sem essa maçadora virtude da consciência que actua sobre os salafrários como uns quartilhos de cafeína ou como a voz esganiçada e ininterrupta do velho grilo falante. O Azeiteiro-de-cabeça-d'unto tinha por hábito levantar-se cedo. Tomar um fortificante pequeno-almoço de café com leite e fruta à discrição, que em sua casa nunca faltava fruta, e sair em peregrinação a centros comerciais antes de seguir para a sua diária visita ao dentista. Pode dizer-se, com propriedade, que se tratava de um homem rico. 

Só para esbulhar meia-duzia de pobres diabos que ainda caíam na asneira de confiar no aprumo da sua espinal medula, enfiara ao bolso qualquer coisa como 28 mil euros no curto espaço de dez meses, sem contar com as alcavalas dos subsídios e com as mordomias de umas viagens ao estrangeiro. O Azeiteiro-de-cabeça-d'unto não era homem de grandes desperdícios. Necessitava, está bem de ver, de alguns alqueires de banha de porco para alindar o seu crânio helicoidal, assim a modos como que a deixar a cabeça tão gordurosa por fora como por dentro. Infelizmente para o seu sistema digestivo, o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto foi acometido, nessa manhã de que falamos, de vómitos contínuos. Desconfiou ter ingerido algo de estragado: ou marisco, ou fruta... Ou mesmo leite azedo. Sentiu que tinha abusado, da mesmo forma como muitos e muitos milhares sentiram que ele havia abusado deles. Enquanto a própria sociedade o vomitava, como se fora um produto estragado, o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto vomitava-se a si próprio. Quando finalmente ergueu a cabeça para o espelho, sentiu nojo. E vomitou-se outra vez. Mas a porcaria não saiu. Já lhe estava no sangue...
Fonte: Jornal O Benfica
publicado por Benfica 73 às 12:10

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